A tatuagem de Hannah-Louise Clark

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Lá na Brisa Ink fiz um post sobre o Rain City Tattoo Collective. Uma das tatuadoras me chamou a atenção, a Hannah-Louise Clark. O trampo dela é incrível e merece um menção extra por aqui. Hannah-Louise tem um traço bem seguro com os principais elementos da old school. Também costuma fazer folhas estilo cartões de namorados vintage, além de uma ou outra tradicional oriental. Vale a pena conhecer o trabalho dela – que atende em Manchester.

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Uma monja ocidental: Pema Chödron

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Como já comentei algumas vezes, tenho uma fascinação muito grande pelo budismo. Não sou budista, mas já frequentei algumas reuniões e sempre leio a respeito. Acho uma filosofia interessante que ameniza o sofrimento terreno, sabe? Apesar disso, bem como qualquer religião, sempre está em evolução. Por englobar diversas escolas e ser fixa mais em países orientais, o budismo sempre teve mais monges masculinos, colocando assim, as monjas em segundo plano. Por isso quero falar de Pema Chödrön que é uma monja ocidental na tradição Vajrayana tibetana da linhagem de Chögyam Trungpa. Eu já conhecia um pouco de seus ensinamentos, bem como os da monja Coen e Jetsunma Tenzim Palmo.

O que vou contar hoje, não chega a ser uma tradução completa do texto Becoming Pema, de Andrea Miller, mas a fonte é completamente dali. Já peço desculpas se algum termo estiver mal traduzido, não foi minha intenção. Quero mostrar que é possível ser o que você bem entender, até mesmo uma monja zen-budista. Tudo com amor, dedicação e boa vontade é possível. E melhor, você ainda pode levar as coisas boas para a humanidade.

Deirdre antes de Pema

Nascida em 1936 como Deirdre Blomfield-Brown, em Nova York, ela foi criada em uma família abastada católica. Mesmo assim, sua vida espiritual não começou por ali. Com 21 anos, Pema casou, teve dois filhos e formou-se em Literatura pela University of California, em Berkeley. Bem normal, né? Pois a vida amorosa da então Deirdre não estava muito bem: ela separou-se, casou de novo e depois separou porque descobriu que seu segundo marido tinha um caso.

Depois do baque emocional, ela começou a fazer diversas terapias e nada ajudou. Foi quando leu um artigo de Chögyam Trungpa Rinpoche que sugeria trabalhar com as emoções ao invés de evitá-las. Pema conta que nessa época não sabia nada sobre o budismo, muito menos que o artigo era de um budista. Continuando sua busca, ela conheceu o professor budista Lama Chime Ripoche e descreve esse encontro como “uma experiência forte de identificação”. Lama concordou em recebê-la para estudar com ele em Londres, e foram alguns anos em que ela se dividiu entre os Estados Unidos e a Inglaterra. Quando Pema estava nos EUA, viveu no Centro Chögyam Trungp, em São Francisco, seguindo o conselho de Chime Rinpoche em estudar com Trungpa Rinpoche. Ela e Chögyam Trungpa tiveram uma conexão profunda e logo ele tornou seu guru. Segunda Pema, ela entendeu como estava presa em padrões.

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À medida que olhamos com clareza e compaixão para nós mesmos, temos confiança e coragem para olhar nos olhos dos outros

Sobre relacionamentos

Trungpa Rinpoche ajudou Pema quando a mesma decidiu em não casar de novo ou se envolver em outro relacionamento. “Meu apetite real e minha paixão era querer algo mais profundo”, contou em Meetings with Remarkable Women. “Eu precisa colocar toda minha energia nisso, totalmente”. Em 1974, Pema foi ordenada como noviça na Sixteenth Gyalwa Karmapa, na linhagem Kagyu Tibetana.

Mulheres e Tibet

Como disse acima, as tradições ainda contam com aquele machismo nosso de cada dia, mesmo que seja em religiões ou filosofias que consideramos mais elevadas. Na tradição Tibetana, a ordenação para mulheres ainda é negada. Pema não pensou que não poderia fazer os votos bhikshuni completos. Mas em 1977, Karmapa a encorajou procurar alguém que autorizasse e fizesse a cerimônia. A procura durou anos e finalmente ela encontrou alguém em Hong Kong. Em Julho de 1981, Pema tornou-se a primeira mulher americana a ser ordenada na tradição Vajrayana para bhikshuni.

Contribuições

Nesse meio tempo, Pema Chödrön ajudou Trungpa Rinpoche a estabelecer a Gampo Abbey, em Nova Escócia, Canadá. The Abbey – finalizado em 1985 – foi o primeiro monastério Tibetano Budista que aceita homens e mulheres ocidentais. Além disso, Pema escreveu seu primeiro livro, publicado em 1991, “The Wisdom of No Escape”, seguido de “Start Where You Are”, em 1994 e “When Things Fall Apart”, em 1997 (aqui tem alguns títulos em português).

Pema continua nos agraciando com seus ensinamentos esses anos todos como uma verdadeira monja. Inclusive, ela tem The Pema Chodron Foundation criado em 2006 para que o trabalho dela tenha continuidade. São duas décadas ensinando e escrevendo em prol da prática da paz na sociedade e, para aqueles que escolheram levar uma vida contemplativa. Todos os royalties dos livros de Pema vão para esta fundação.

A honestidade, sem bondade, humor e boa vontade, pode ser simplesmente mesquinha.

— Pema Chödrön

Visitei: Colete & Corselet

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Quem é de Curitiba já deve ter ouvido falar do brechó alternativo Colete & Corselet. Focado em moda vintage, começou no apartamento de Marcinho J. Oliveira que postava as peças garimpadas em uma conta do Facebook. Com muitos interessados, Marcinho resolveu abrir um espaço maior, no Galpão Cultural Thá e depois na Rua Jaime Reis. Quando era perto das Ruínas, o brechó contava também com a Lisa Simpson, estilista do Agente Costura e que hoje mora em Berlim. Marcinho continuou o excelente trabalho e a loja – que possui uma decoração maravilhosa – fica na rua revitalizada São Francisco.

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Volte e meia passo por lá e babo horrores nos looks que são montados por ele. Marcinho faz uma curadoria incrível e entende bastante de moda, tanto que ficamos durante uns bons minutos conversando sobre modelos dos anos 90 (Linda Evangelista é sua predileta), Sophia Loren e marcas interessantes. Uma coisa eu garanto: você nem precisa se desgastar horrores para achar uma boa peça porque tudo é bem organizado por araras, o Marcinho dá um super help e tudo brilha nos olhos (isso é um problema, pois sai de lá em dúvida por três jaquetas jeans baphonicas hahaha). Lembrando que todas as peças são lavadas, passadas, engomadas e transformadas pelas mãos deles, pois além do brechó também tem um atelier. Tudo muito bem cuidado! Os preços também são amigos :D

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Também vende essas lindezas da marca Cria Criatura

LOOKS MONTADOS POR MARCINHO 

Serviço

Colete & Corselet – Rua São Francisco, 51

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Humans of Letícia: D. Hermínia

Preciso contar algo que aconteceu semana passada e quero deixar guardado por aqui. Foi numa terça-feira, 14/06, saindo do Museu Oscar Niemeyer juntamente com a Bia e o Fred. Quando entrei no ônibus, logo avistei uma senhora miúda segurando um buquê robusto de flores. Meu coração até disparou! Então, pedi gentilmente se poderia tirar foto dela porque era uma cena muito bonita que gostaria de guardar. Apenas escutei um doce “sim, claro que pode”. Depois de ter me enrolado para pegar o celular (não estava o achando – como de praxe), comecei a fazer diversas fotos daquela senhora tão bonita. Quando finalizei, sentei ao lado dela para mostrar como tinha ficado e escutei o seguinte: – hoje é meu aniversário de 91 anos e você está fazendo meu dia muito feliz. Dei um abraço bem apertado, um beijo na bochecha e gravamos um vídeo! Ela até encostou a cabeça no meu ombro para a gente gravar. Quem fez meu dia foi ela, a Dona Hermínia! Mal a conheci, já amei.

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Foi um dia muito especial: boa companhia de amigos, um encontro tão singelo e cervejas artesanais. Nessas horas a gente dá valor à vida, sabe?

Memorial Stitches

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Carrie Violet é um talento que faz mágica com linha e agulha. Com seu Memorial Stitches, a britânica costuma bordar lindezas que são pura poesia com um toque de morbidez que, inclusive, tem inspiração clara no ilustrador Edward Gorey. As linhas são finas e as cores neutras.

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