sobre relacionamentos feat Liz Lemon

Comecei a assistir 30 Rock quando passei por um baque amoroso em 2010/2011 (não lembro haha) e fiquei dois finais de casa sem sair de casa só assistindo ao seriado. Situação patética mesmo, mas não vou esconder que já passei por esses momentos. Me senti consolada por Liz Lemon, a personagem de Tina Fey. Desde então, sou mega fiel ao trabalho dessa atriz-roteirista-fodelona. Para quem não conhece a série:

A trama de 30 Rock gira em torno do elenco e equipe da série de comédia fictícia The Girlie Show with Tracy Jordan (TGS), que era filmada no Estúdio 6H dentro do 30 Rockefeller Plaza. Tina Fey como Liz Lemon, a protagonista da série e argumentista-chefe do TGS with Tracy Jordan. Fonte daqui

Liz Lemon é uma bicha foda profissionalmente, escreve sketchs de comédia para uma gigante, mas sempre dá uns deslizes porque ninguém é perfeito. Gente como a gente. Mesmo ficcional e exagerado, é possível se identificar e sentir-se abraçada pelas esquisitices dela.

A vida social e amorosa dela é ok, ela até sai com as colegas mesmo sem entender muito sobre paqueras (discurpa, sou péssima também)

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já teve uns namoradinhos zoados como todas nós e sabe disso

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e vai em dates péssimos porque né, a gente precisa fazer o xaxado girar porque ninguém é de ferro

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tão bonito e tão sem noção ;/

e sabe que nem toda interação pode ser bem sucedida

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não se incomoda em ser solteira (pelo contrário, às vezes é preciso provocá-la hahaha)

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ela é o exemplo de mulheres com mais de 30 que já se entendem sozinhas. dá para melhorar, claro, mas pode ser BEM divertido

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E não importa o que, as amigas estão em primeiro lugar porque uzomi vão embora e adivinha quem fica?

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apesar das cagadas da vida, precisa manter a POSITIVIDADE

liz lemon loveE o que a gente pensa realmente sobre relacionamentos? Que é legal sim, mas deveria ser muito mais descomplicado e chato. Que dates são um saco, mas para se manter na ativa é preciso dar esse tipo de abertura. Que small talk é uma das coisas mais idiotas da sociedade amorosa. Que você não precisa se fazer de burra ou rogada pra alguém gostar de você – pelo contrário – seja exatamente como você é, ninguém namora robô por tanto tempo. Num gostou? Pode dar o próximo match porque ninguém é obrigada.

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I want someone who will be monogamous, and nice to his mother. And I want someone who likes musicals, but knows to just shut his mouth when I’m watching Lost.  And I want someone who thinks being really into cars is lame, and strip clubs are gross. I want someone who will actually empty the dishwasher instead of just taking out forks as needed, like I do. I want someone with clean hands and feet,and beefy forearms, like a damn Disney prince. And I want him to genuinely like me, even when I’m old. And that’s what I want.

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Palácio da Solidão: Princesa Soraya

Acredito que é comum do ser humano ter curiosidade a respeito de figuras que fazem parte da tal monarquia. Parece algo tão distante, pomposo e cheio de convenções que é interessante observar. Dia desses estava no Instagram do Vintage Daily onde tinha fotos da Farah Diba e Soraya, ambas princesas do Irã. Achei as duas tão lindas que mostrei pra minha mãe e ela me contou a respeito da segunda. Gostaria de repassar essa estória que não é nenhum conto de fadas.

Soraya Esfandiary-Bakhtiari nasceu na Pérsia, filha mais velha do nobre e embaixador do Irã na Alemanha Ocidental, nos anos 50, Khalil Khan Esfandiari-Bakhtiari, e da russo-alemã Eva Karl. Aos 19 anos, Soraya apaixonou-se pelo Shah do Irã, Mohammad Reza, e tão logo se casaram. Após sete anos de casamento, a princesa tentou diversos tratamentos de fertilidade sem sucesso para que pudesse ter o tão aclamado herdeiro. Como o trono passa de geração em geração, é obrigação ter um filho para dar continuidade à dinastia.Triste, não?

o triste casal :(
o casal. Soraya vestiu Dior no casório real

Como era realmente um caso de amor entre os dois, Shah quis solucionar o impasse com uma ideia bastante tola: ter uma segunda esposa que pudesse ter um filho dele. Soraya, bastante aviltada com a proposta, usou do bom senso e não aceitou a condição, deixando a Pérsia logo em seguida para voltar à casa de seus pais em Colônia, na Alemanha. Nesse meio tempo, o príncipe tentou convencê-la e foi em vão. Segundo a própria, ela teve de renunciar a própria felicidade, pois não poderia aceitar a ideia em compartilhar o amor de seu marido com outra mulher. Lembrando, é claro, que estamos falando de uma cultura onde o machismo é brutal.

O divórcio foi anunciado no Ano Novo Persa, em 21 de março de 1958, em que o Shah fez um discurso emocionado ao povo, transmitido pela televisão e pelo rádio. O caso foi tão discutido que virou letra de música. Je veux pleurer comme Soraya (“Eu quero chorar como Soraya”) foi escrita pela compositora belga Françoise Mallet-Jorris e intepretada pela francesa Marie-Paule Belle.

Depois do divórcio, Soraya – que continuou com o título de sua Realeza Imperial Princesa do Irã – resolveu se lançar como atriz. Era belíssima (uma mistura de Sophia Loren com Ava Gardner, na minha opinião) e fotogênica, mas fez somente dois filmes, ambos em 1965: I tre volti (“As Três Faces”), de Franco Indovina e She, dirigido por Robert Day. Indovina e a então atriz começaram a namorar, relacionamento que durou pouco, pois o diretor faleceu em 1972 em um acidente de avião.

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Após a morte dele, Soraya viveu reclusa em Paris. Além disso, escreveu suas autobiografias Princess Soraya: Autobiography of Her Imperial Highness (“Princesa Soraya: Autobiografia de Sua Alteza Imperial”), de 1964 e Le Palais Des Solitudes (“O Palácio da Solidão”), de 1991.

Em 26 de junho de 2001, a princesa solitária morreu em Paris aos 69 anos de causas não divulgadas. Seu irmão mais novo, Bijan, ficou inconsolável e morreu uma semana depois. Muitos dizem que ambos foram assassinados. Existe um telefilme de 2003 chamado Soraya (a.k.a. Sad Princess), estrelado pela Miss Itália 95, Anna Valle.

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Estúdio Out of Step Tattoo Parlour

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Dia desses mostrei na Brisa Ink, o tatuador Marcos Ortega. Prometi por lá que falaria do estúdio em que ele, Cobe Edge Gakni atendem, o Out of Step Tattoo Parlour. Situado em Berlim, na Proskauerstraße, o local recebe convidados do nível Samuele Briganti, Kristian Gonzales e Gonzalo Tintanegra. Com menos de um ano, o estúdio pretende firmar sua âncora com o old school feito pelos tatuadores fixos e convidados.

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Marcos Ortega

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Cobe Edge

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Gakni

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Entrevista: Isabela Verri

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Quem me indicou a Isabela Verri foi a Jessica Oliveira, uma das entrevistadas aqui. Como a Jessica, Isabela também é tatuadora – e das boas. Natural de Goiânia, Isa hoje trabalha no estúdio Golden Daggers Tattoo Studio, em Los Angeles e manda muito bem num estilo bem único e fofo, sempre acompanhado de cores mais claras, mas com traço duro da old school. Bora conhecer:

1) antes de tudo, conte como surgiu o interesse em ser tatuadora. o que fazia antes?

Desde bem nova eu planejava todas as tatuagens que queria ter, mas nunca pensei em levar a sério como profissão, não sabia muito sobre a história da tatuagem, muito menos sabia desenhar. Larguei duas faculdades em dois anos, jornalismo e design de interiores. Juntei uma grana trabalhando e em 2010 viajei com uma amiga pra LA. Não disse pra ninguém que queria ser tatuadora, com medo de ser desencorajada. Mas, nessa viagem, consegui um aprendizado e acabei ficando mais um tempo. Voltei pro Brasil, trabalhei com meu amigo Leo Braz, que fez minhas primeiras tatuagens. Nesses dois anos com ele, descobri meu traço e o que queria fazer. Me formei em Design Gráfico enquanto tatuava uns amigos aqui e ali. Acabei parando aos poucos e decidi que ia ser ilustradora de livros infantis. Fiquei um ano sem tatuar, sentia muita falta, mas não sabia como voltar. Um belo dia, o Victor Rocha disse que precisava de alguém pra ajudar no estúdio novo dele e eu voltei a tatuar. (Valeu, Vito!)

2) conte um pouco sobre suas influências artísticas

No começo, sabia que queria fazer tatuagens tradicionais, mas não sabia por onde começar.  O estilo do meu primeiro mentor, Julio Martinez, é neotraditional e eu ia acompanhando as influências dele. Voltei pro Brasil, e além dos nomes grandes como Sailor Jerry e Percy Waters, conheci o trabalho de artistas como Diana Leets, Lucia Arnau, Jemma Jones e Matias Araoz. Na faculdade, me apaixonei  ainda mais por ilustrações antigas, principalmente as infantis, como as de Beatrix Potter e Mary Blair. Então, pensei em juntar uma coisa com a outra. Minhas referências são, basicamente, cartões postais antigos (bem bregas mesmo, com gatinhos de vestido, o mais kitsch possível!) fotografias dos anos 20 e livros infantis.

3) se pudesse ser tatuada por alguém que admira muito, quem seria?

São tantos tatuadores e tatuadoras que não consigo pensar em ninguém em particular. Mas, acho que além dos que citei acima, minhas primeiras grandes influências, seriam amigos e amigas que fiz ao longo dos anos, que infelizmente, moram longe.

4) quais são os projetos pra 2016?

Eu acabei de voltar pra LA e estou trabalhando com meu mentor novamente. Isso já foi uma conquista tremenda pra mim! Agora estou começando a investir na minha marca de produtos ilustrados, Belzeblu, algo que penso em fazer há uns anos.

5) qual dica você dá para quem quer começar a profissão como tatuadora?

Dedicar 100% do seu tempo pra tatuar e melhorar seu desenho – entender como funcionam as máquinas, agulhas, tintas… a parte técnica faz muita diferença. Ter muita paciência e não ter medo de encarar novos desafios. Eu me distraí com várias coisas pelo caminho, propositalmente, porque tinha muito medo de errar e isso atrasou muito meu aprendizado. Eu poderia estar tatuando há 5 anos, mas fiquei dois deles parada e aprender parcelado não dá! Tem que ser todo dia. É um caminho longo, mas compensa muito.

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Posteres Freak Show: Tatuados

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Você sabia que a tatuagem era coisa de artista? De circo. De horrores.

Lá pelos idos de 1840 era muito comum os Freak Show Circus. O circo de horrores era um lugar onde era cobrado para que os curiosos pudessem ver pessoas que tinham algum tipo de mutação genética, doenças etc. Algo deplorável para ser tratado como comércio, porém uma forma que esses seres humanos poderiam viver “em sociedade” sem serem incomodados naquela época.

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Além de uma sorte de mulheres barbadas, gêmeos siameses, obesos mórbidos, pessoas com nanismo ou gigantismo, entre outros, os tatuados também eram encaixados como atração de horror. Além disso, era muito comum ter um tatuador para executar o serviço ao vivo. Apesar dessa curiosidade considerada assustadora, podemos dizer que muitas mulheres que eram atrações como Nora Hildebrandt, Betty Broadbent, Maud Wagner, Mrs. Williams, Lady Viola, Annie Frank e tantas outras, abriram nossos caminhos e quebraram muitos tabus. Sem contar os tatuadores da época que foram aperfeiçoando o trabalho como o caso de Samuel O’Reilly que tatuava sua mulher Emma de Burgh.

E sabe o que é mais incrível nisso tudo? Mesmo com a tatuagem sendo desmistificada hoje em dia, ainda encontramos na rua os tais curiosos assustados com nosso corpo pintado. Pessoas que nos encaram com cara feia e fazem perguntas idiotas. Talvez em 2616 não melhore? Eu, pessoalmente, levo meu corpo tatuado muito a sério. Não é modinha para mim, é algo que acho MUITO maravilhoso e encaro com respeito e admiração, vide minhas pautas aqui. Enfim.

Para chamar a atenção, os donos dos circos de horrores criavam posteres bem chamativos com anúncios bem exagerados – como toda publicidade. Separei alguns da época para postar aqui. Confesso que os teria pendurado na parede como decoração.

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moça tatuada… VIVA
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a mulher e o homem tatuados

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uma foto pra fechar! depois faço parte 2 desse post apenas com fotografias