Dwam, tatuadora e fotógrafa

Dwam tattooDwam é tatuadora, ilustradora e fotógrafa, sem ordem definida, mas ela o é. A francesa de Nantes trabalha no estúdio TurboZero onde tatua seus desenhos intrigantes, fortes, mas com uma delicadeza sutil. Pontilhismo é seu carro-chefe, sempre com algum detalhe de botânica, mãos, cristais, entre outros.

Além de atender em Nantes, a artista costuma passar pelo Sweet Needle, em Paris, sempre com horário marcado. É possível tatuar flashes (ela tem folhas bonitas).

Seu trabalho com fotografia também é muito bonito e pode ser visto aqui.

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The Idiot, Iggy Pop

Estava rolando uma brincadeira (aka corrente) no Facebook em que você deveria postar uma foto de um álbum que teria muita importância na sua vida e indicar amigos para continuarem. Me marcaram e não quis pensar muito: citei The Idiot, do Iggy Pop. O escolhi porque desde o final de julho estava ouvindo incansavelmente e dei continuidade em agosto.

Acho esse álbum importante por tantos motivos, por exemplo: ele foi o disco de estreia do Iggy Pop em sua carreira solo (depois do Stooges), lançado em ’77 – ano muito próspero musicalmente e com colaboração intensa de David Bowie.

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Ele foi finalizado basicamente em Berlim, cidade que abrigou Bowie e Pop na tentativa de ambos em diminuir o consumo de drogas pesadas. As letras são exatamente sobre essa fase louca pero no mucho da dupla afinada (Funtime, Nightclubbing, Dum Dum Boys). Segundo Pop contou, Bowie e o produtor Tony Visconti pediam para que ele deixasse o tom punk e cantasse com uma frequência mais “leve”, prestando atenção no timbre. “Cante como a Mae West”, disse o camaleão para o roqueiro de vestido. Deu certo. Tanto é que quando escuto Baby (minha predileta), sinto a sedução na voz de Iggy Pop. E Nightclubbing – que foi regravada pela deusa Grace Jones – também é uma delícia soturna, arrastada. Imagino os dois andando por Berlim à noite, perambulando nas boates diferentonas da cidade.

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O nome do álbum foi inspirado no livro de Dostoiévski, O Idiota, que era adorado pelos meninos. Outro fato legal é que a famosa China Girl, original do The Idiot, foi regravada em 1983 por Bowie para o “Let’s Dance”. Gravado no estúdio Hamsa By The Wall, em Berlim, foi ali que também nasceram Low, Lust For Life e Heroes. Para o The Idiot – que seria o debut solo de Iggy – teve um atraso para finalização, já que Bowie pediu para que Visconti trabalhasse na mixagem. Valeu a pena a espera, pois o sucesso foi tanto que Iggy Pop conseguiu um contrato pela RCA.

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Nightclubbing, we’re nightclubbing. We’re an ice machine. We see people brand new people, they’re something to see
Dum dum boys are you Alive or dead
Dum dum boys are you
Alive or dead
Fun I'm gonna get stoned and run around All aboard for funtime
Fun
I’m gonna get stoned and run around
All aboard for funtime
Listen to me Sister Midnight You put a beggar in my heart Calling Sister Midnight
Listen to me Sister Midnight
You put a beggar in my heart
Calling Sister Midnight
I'm buried deep in mass production You're not nothing new
I’m buried deep in mass production
You’re not nothing new

Dizem que o Ian Curtis, do Joy Division, escutava The Idiot um pouco antes de se enforcar na cozinha de sua casa. Verdade ou não, na alegria ou na tristeza, na vida ou morte, esse álbum está no meu coração e ouvidos para sempre. Para finalizar, indico esse texto aqui que conta a saga de David Bowie e Iggy Pop em 1977.

THE IDIOT, IGGY POP

Lançamento 18 de março de 1977
Gravação julho de 1976 a fevereiro de 1977
  • Iggy Pop – vocal
  • David Bowie – teclado, sintetizador, guitarra, saxofone, xilofone, vocais
  • Carlos Alomar – guitarra
  • Dennis Davis – bateria
  • George Murray – baixo
  • Phil Palmer – guitarra
  • Michel Santangeli – bateria
  • Laurent Thibault – baixo

Darlin Design

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Faço parte de vários grupos do Facebook sobre as drags de RuPaul. As pessoas que frequentam são ótimas, sempre postam memes divertidos e até ilustrações. Foi no grupo da Sharon Needles (minha favorita) que conheci a DarlinDesign. As ilustrações são feitas por duas artistas de Londres que são apaixonadas pelo glamour das pin-ups e horror art. Outra habilidade além da ilustra digital e manual (feita com lápis ou guache) também é a criação de escultura em madeira e bustos de manequins que são utilizados em lojas. Um trabalho bem feito e incrível.

Darlin Design

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Para seguir: Facebook | Behance

Richard Clayderman é guilty pleasure

Quero começar dizendo que fui assistir Richard Clayderman com minha mãe. Ele já tinha vindo para Curitiba, mas só dessa vez prestamos atenção. A senhora minha mãe obviamente ficou muito animada com a vinda dele, já que o pianista foi um mito das baladas românticas com ares de concerto – para o terror dos eruditões – nos anos 70/80. Sim, eu adoro Richard Clayderman. Escutei muito quando era criança e pré-adolescente. Lembro que ficava deitada no chão encarando aquela capa de vinil com um moço que parecia um príncipe e ainda tocava piano. Só na adolescência entendi porque a beleza dele me comovia.

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tenho esse vinil véio de guerra

Os medleys com música clássica eram muito comum nos anos 80. Eu era apaixonada pelo Hooked on Classics, por exemplo. Essa coleção tem medleys nervosos com Mozart, Beethoven, Bach (pai e filho), Debussy, Chopin, entre outros nomes sagrados e é muito odiado pelos OLDS SCHOOL. Richard Clayderman é desse tipo amado/odiado, ele é o clássico-pop. É genial para uns, guilty pleasure para tantos e aproveitador para outros. Francês, o pai dele era professor de piano. Phillippe teve formação clássica, sabe tocar uma Sonata n. 2 do Chopin sem dificuldade. Já o Richard toca o que a galera quer ouvir. Li que ele começou a tocar músicas mais populares justamente para ajudar o pai que estava doente. Empresário gostou, ele tinha look e ainda tocava bem. Cultura de massa taí pra isso mesmo. O bonitão talentoso conseguiu vender milhões de discos nos anos 70 e 80, tá boa? Em pleno 2016, época de Kanye West, faz turnê e tudo.

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tamo na atividade, hehe

O escutava em Brasília quando era bem pequena e minha mãe deixava o som dele rolar para “energizar a casa”. Em Paranavaí já era um pouco maior e colocava na vitrola por conta própria. Duas memórias diferentes e quem diria que um dia o escutaria ao vivo? E daria um vinil meu (da mãe, quer dizer) para ele autografar em pleno Teatro Guaíra? Porque sim, além de ser clássico-pop, ele é ROCK. Conversa com a plateia, faz piadoca, pede para bater palmas junto com a música, distribui as partituras para o público, assina meu vinil (cheguei no s’il vous plaît, haha) e ainda faz selfie. Estamos falando de alguém que também se apresentou no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro. Pergunta se o nosso NELSON FREIRE faria isso? Faz nada.

~~MIX DE EMOÇÕES

Quando começou, fiquei toda nostálgica com nó na garganta e tudo. Música é coisa de louco, né? Te pega de jeito. Saudades da minha infância…

Na real, você sabe que no fundo o Richard Clayderman foi criado para mãe/tia/pai/tio do Powerpoint, sabe? O telão do show/concerto dele diz muito sobre isso. Aparece até uma timeline com algumas capas de seus famosos vinis (amei isso, sério). E obviamente não poderia faltar as love songs. Afinal, ele é considerado o rei do romance. Olha essa imagem:

Achei bacana as homenagens a diversos países (França, Itália e até a Argentina). Vale contar também que ele arriscou um português  (mas nem tocou um Jobim, pô).

richard tango

DO POVÃO

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Chega mais!
pra variar eu inventei um desafio que era tentar um autógrafo dele. levei um vinil dele no teatro. num é que consegui. não sabia que era fácil assim, hahaha
pra variar eu inventei um desafio que era tentar um autógrafo dele. levei um vinil no teatro. UM VINIL. e num é que consegui? não sabia que era fácil assim, hahaha

Pra mim o ponto alto foi quando ele tocou uma música do ballet de Romeo e Julieta. NOSSINHORA, fiquei tão feliz. É essa aqui:

Teve intervalo e quando ele volta, já está de terno vermelho. Um clássico do outfit dele <3

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Lembra desse terno? A cara do Rodrigo Hilbert, né

Confesso que conheço mais o trabalho dele dos anos 70/80, pois é o que tenho em casa. Daí você vê que o cara continuou na função mesmo. Tem até a música tema do TITANIC e não é só o da Céline Dion, mas também a parte instrumental da trilha. E com as cenas do filmes passando no telão. EITA.

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Quero citar Cinema Paradiso. Fiquei emocionada mesmo porque passava as cenas pontuais no telão. Coisa linda de película. Muito bonita a interpretação dele.

IMG_3130Só sei que o show foi divertido, nostálgico e cafona na medida certa. Ele fez tudo o que podia: do clássico ao popular, passando pelos regionais, baladas, jazz etc. O público era variado: dos senhores aos trintões, adolescente a criança. Sem contar que a Orquestra de Corda era excelente. Não é só sofrimento pra classe média não, também tem diversão! Merci, Richard Clayderman. Espero que um dia te entendam.

Inspiração pra look: Caroline Receveur

caroline receveurTempinho que não falava sobre blogueirinha estilosa aqui, né? Estou por fora, confesso. Mas nas minhas andanças pelo Pinterest conheci Caroline Receveur. A modelo/atriz/digital influencer francesa de 28 anos é linda, tatuada, estilosa e tem uma marca de chás naturais, o Wandertea, que diz ser o número 1 como chá detox. Caroline mora em Londres com o namorado e, além de ser uma mulher bem sucedida com um cabelo maravilhoso (vermelho com as pontas loiras), tem um estilo despojado chique. A garota consegue misturar bem as peças e texturas, sem deixar o visual monótono. O blog homônimo fala sobre lifestyle, viagens e moda, claro. Pra quem curte acompanhar essas meninas bonitas, empreendedoras e estilosas, fica a dica (sim, é humilhante).

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