Lowbrow com Scott Moore

scott moore 8

Scott Moore é um artista americano de lowbrow. Nascido em Los Angeles, Moore estudou na John Pike Watercolor School, em NY e hoje possui sua própria escola, a Scott Moore Watercolor Workshops, em Laguna Beach. O trabalho dele é incrível com aquela pegada retrô que adoramos.

O processo criativo de Moore é muito interessante: ele utiliza de fotos antigas, cartazes e até objetos reais (geralmente brinquedos) para criar suas obras – que quase sempre possuem fachadas bonitas e detalhes oversized. Aqui ele conta passo a passo, inclusive ele se usa como modelo em algumas ocasiões, além da sua memória afetiva infantil.

scott moore 15 27scott moore 5

Ps:- para quem não sabe o que é lowbrow, indico ler este post aqui.

5 gemas do cinema B na Netflix, por Miguel Andrade

Hoje tem participação especial no blog! Convidei o incrível Miguel Andrade do La Dolce Vita para fazer uma lista de cinco filmes B que podem ser encontrados na Netflix. Como ele é expert no assunto, não tem erro! Inclusive, as dicas foram tão interessantes que o jornalista já está convidado para o Volume 2 do tema. Cada dica vale ouro, confira:

_________________

dolcelogo

Netflix é mesmo aquela maravilha de praticidade, mas se não olhar direito, podemos nos deparar com quilos de banalidade. Escavacar o acervo deles é um dos prazeres proporcionados.

Abaixo cinco fabulosos filmes B encontráveis na Netflix. B de bom!

The Godsend

godsend

Essa produção de suspense britânica foi distribuída pela Cannon (aquela dos filmes do Chuck Norris) no começo dos anos 80, o que pode por si já dizer alguma coisa. Família Tradicional, cheia de filhos pequenos recebe a visita de uma estranha grávida.

Estranha no sentido de desconhecida e de esquisita mesmo. Por percalços, ela acaba ganhando o bebê na casa deles e desaparece sem deixar a menor pista. O casal acaba adotando o nenê que ao crescer se revela um pequeno monstro. Mezzo A Profecia, mezzo O Bebê de Rosemary, uma delícia kitsh com criancinha psicopata de interpretação sofrível.

The Vampire Lovers

The-Vampire-Lovers-images-92b3582b-5d9c-4343-b667-c48c958ec52

Conhecido no Brasil também como Os Vampiros Amantes e Carmilla, a Vampira de Karnstein é atualmente o único da HammerFilms original presente no catálogo Netflix. Um clássico de horror gótico finalmente em versão completa, ou seja, com as decapitações e estacadas intactas.

Após reviver os monstros clássicos da literatura (Drácula, Frankenstein, etc.) a cores a partir de 1957, a produtora inglesa chegava ao começo da década de 70 com sua formula desgastada. A solução foi apimentar seus filmes com muitas vampiras (recrutadas das páginas da Playboy) em camisolas esvoaçantes, erotismo suave e violência acima do que se poderia esperar da época.

Isso tudo com a qualidade e classe típicas da Hammer. O roteiro parte do conto Carmilla de Sheridan Le Fanu, o que equivale, comparando mal, a um tipo de Drácula de BramStoker, só que feminino.

Na Alemanha do século XVII uma família nobre hospeda uma misteriosa baronesa que se aproxima intimamente, sobretudo da filha jovenzinha que passa a sofrer de desconhecida moléstia. Espere por muita volúpia, algum lesbianismo, sangue e “elementos vampíricos” que se tornariam iconográficos no cinema. No elenco o mitológico ator Peter Cushing e as musas Kate O’Mara e Ingrid Pitt como a sedutora protagonista de caninos afiados. Pitt se tornou o principal nome feminino da Hammer.

The Vampire Lovers gerou outros dois filmes, formando a chamada trilogia de Karnstein. Os outros são Luxúria de Vampiros e As Filhas de Drácula, todos de continuidade relativa, mas igualmente interessantes.

Las brujas de Zugarramurdi

las brujas

O espanhol Álex de la Iglesia dirige outra orgia de referências pop num emaranhado de críticas sociais. O filme começa e acaba algumas vez, nos levando junto aos bizarros personagens por momentos de histrionismo cômico e terror gráfico semelhante ao dos antigos gibis do gênero.

Basicamente um grupo de bandidos em fuga vai parar num vilarejo comandado por bruxas. Mas resumir em poucas linhas um filme de Álex de la Iglesia pode não ser justo, do mesmo jeito que a apreciação deles depende muito da absorção das referências.

Boa parte da trama se passa em Zugarramurdi, um município espanhol que realmente existe na fronteira com a França. Em 1610 (de verdade!) foi palco da condenação de 40 vizinhas pela Santa Inquisição e o roteiro faz muito bom proveito desse encontro da história com a ficção.

A principal atração turística do pequeno povoado é a Caverna do Sabbat ou Zugarramurdi, repleta de lendas do século XVI que todo ano atraem turistas e curiosos no ocultismo. E é nesse lugar onde se desenrola o apoteótico desfecho, uma das melhores sequencias musicais filmadas nos últimos tempos.

No elenco Carmen Maura (que dispensa qualquer apresentação) e os astros Macarena Gómez e Hugo Silva, um dos pilotos de Os Amantes Passageiros de Almodóvar. Os dois últimos depois trabalhariam juntos no sensacional Shrew’sNest, conhecido ainda como Sangre de Mi Sangre ou Musarañas e que também está disponível na Netflix.

The Lost Empire

lost-empire

Geralmente filmes B são divertidos visualmente e nas situações absurdas, mas têm um roteiro chato nas raias do insuportável. The Lost Empire é uma das bobagens mais legais que já vi!

Pense num lixo que envolve ninjas, mulheres de pouca roupa e seios fartos, um homem numa fantasia de gorila (!!!), espionagem, seita secreta milenar meio nazista, gostosas na cadeia, tudo isso em 1985, com uma incrível estética ultrapassada. Risos involuntários é o mínimo que você pode esperar.

Ah, as protagonistas são “três lindas garotas”, destemidas, que remetem imediatamente ao seriado As Panteras, embora aquela altura ele já tinha acabado. Mas elas, quem sabe, poderiam substituir o trio da TV (aham!). A índia do grupo é a atriz e playmate Raven De La Croix, também vista nos filmes de Russ Meyer, ou seja estava disposta para muita coisa. Consta que ela mesma criou seus figurinos, o que não quer dizer muito coisa, sério!

A cópia da Netflix é tão perfeita que ainda tem alguns daqueles rabiscos na película. Claro que é restaurado, áudio estéreo que deixa a trilha sonora executada num tecladinho vagabundo ainda melhor.

Clown

clown filme

Palhaços são insuportáveis e podem ser perigosos. Para eles mesmos!

Amável pai tenta resolver a ausência do palhaço que animaria a festa de seu filho, no porão ele encontra uma velha roupa de palhaço e decide usá-la. Aí ficamos em dúvida sobre quem usa o quê e qualquer outra informação pode ser spoiler.

Pequena surpresa independente com uma ideia realmente original. Jon Watts, que deve dirigir o próximo filme do Homem Aranha, estreava na direção em 2014 nessa pérola de ritmo irregular, mas com ótimos momentos de horror e suspense.

O filme é a versão em longa metragem do curta dirigido pelo mesmo Watts em 2010, o que pode justificar certa dilatação nas situações, mas também o apuro em soluções eficazes. Cult por natureza.

  • Miguel Andrade, 39 anos é fascinado por cultura B e o século XX. Nunca conseguiu manter seu Tamagochi por mais de duas semanas, mas desenvolve o blog La Dolce Vita há 14 anos.

Entrevista: Jessica O.

Jessica O. 5

Mais uma entrevista com tatuadora brasileira, yay. Conheci o trabalho da Jessica O. pela Brisa Ink, fiquei bem apaixonada e vou dar continuidade ao perfil dela aqui. Com um traço seguro e as cores clássicas do old school, a tatuadora catarinense de 27 anos faz um trampo digno de um Salon Serpent Tattoo Parlour da vida. Bora conhecê-la:

1) antes de tudo, conte como surgiu o interesse em ser tatuadora. o que fazia antes?

Eu sempre amei desenhar, sempre foi o que quis fazer, aí eu fiz moda achando que poderia me realizar nisso, trabalhei com desenvolvimento de produto e várias coisas fora da área também, mas eu tava muito infeliz e larguei tudo. Fiquei sem saber o que fazer da vida, e resolvi fazer o que sempre amei, desenhar, em casa mesmo, sem pretensão de ganhar algo com isso. Meu amigo Bode Burton, tinha um studio com um sócio na época, e precisava de alguém pra atender e me falou que se eu quisesse, depois que eu tivesse preparada, ele me ensinaria a tatuar. E foi assim, comecei atendendo, limpando, estudando muito, como aprendiz dele e em agosto faz 3 anos que tô nessa vida maravilhosa.

2)  conte um pouco sobre suas influências artísticas

Eu me inspiro em várias coisas fora da tatuagem mesmo, gosto de imagens de papel de carta, cartões postais, ilustrações antigas, fotos antigas. Tento adaptar desenhos dos mestres dos velhos tempos (Bert Grimm, Amund Dietzel, Ben Corday, Colemann, Percy Waters, sailor Jerry) também, pra o meu traço, sempre com muito respeito e admiração. E gatos, muitos gatos, sempre hahah.

3) se pudesse ser tatuada por alguém que admira muito, quem seria?

Faz um tempo já que admiro demais o trabalho da Ashley Love, e seria demais ser tatuada por ela e pretendo um dia ainda. Mas acho incrível ter muitos amigos e amigas que admiro demais dentro da tattoo e pra mim ser tatuada por eles é muito mais importante do que ter tattoos de gente “famosa”.

4) quais são os projetos pra 2016?

Trabalhar muito, estudar sempre e viajar pelo Brasil!

5) qual dica você dá para quem quer começar a profissão como tatuadora?

Es-tu-de, muito, demais, tudo, não só desenho, não só tattoo. Estude máquina, agulhas, todo equipamento que você vai usar, pesquise como as tintas são feitas, e faça com amor. Não comece achando que você tá foda, porque o aprendizado não para nunca, e eu sou nova ainda na tattoo também, muita coisa pra aprender ainda e muito estudo pela frente!

Jessica O. 11

Jessica O. 4

Para segui-la: Fanpage | Fanpage do estúdio | Instagram

Serviço
☞ Lado Clássico Tattoo
Rua Antônio da Veiga, 495, Blumenau – SC.
Agendamentos por inbox, ou no
jessiecandraw@gmail.com

Lidos da semana – maio

lidos-semana

Este sábado venho inaugurar uma nova categoria, a “Lidos da semana“, ou seja, os posts que li, gostei e indico. Nada novo. Geralmente faço isso na fanpage, mas acho tão legal ter no blog – como minha colega Raquel do Maionese faz (e já me indicou tantas vezes). Meu blogroll foi completamente perdido, então é uma forma em indicar blogueiros amigos. Bora começar?

  • Um dos blogs mais antigos que leio e adoro é o La Dolce Vita. O jornalista Miguel Andrade é uma enciclopédia no que diz respeito ao cinema old hollywood. Como escreve de forma clara e interessante, te prende de um jeito absurdo. Vontade de ler o blog todo, sabe? Essa semana ele fez um post sobre a primeira figurinista negra em Hollywood, L’Tanya Griffin. Neste post é possível conhecer a trajetória da estilista que ainda não é muito conhecida pelo mundo.
  • Outro post legal que li (atrasado) essa semana foi o guia que minha amiga Bia Lombardi fez sobre o bairro japa Liberdade, em SP. Lá é a meca das maquiadoras e vale a pena conhecer. Sem contar os lugares interessantes para lanchar e fazer comprinhas alimentícias também.
  • Shame on me, mas sou virgem do Rio de Janeiro. Sempre quis ir muito pra lá e faltou oportunidade. Essa semana li este post tentador do GWS sobre 10 lugares diferentões pra sair por lá. A mão pra comprar a passagem chegou a tremer!
  • Cês sabem que só tenho amigas maravilhosas, tipo a Camies Rocha. Pensa numa guria que escreve bem.. É ela! Essa semana ela relatou sobre a angústia que é viver acompanhando uma lifestyle que não faz parte do nosso mundo e, que é pior, nos faz questionar sobre nossa vida. Vale a pena ler.

Leu algum post maneiro e quer compartilhar? Só deixar nos comentários! :)

Chloé chihuahua – a mais linda

Chihuahua Chloé 2

Eu tô apaixonada pela chihuahua mais linda e estilosa, a Chloé. Desde 2011, a cachorrinha faz a alegria de sua família com suas perucas, óculos, ursinhos e roupinhas lindas. Gosto tanto que ela é minha foto no whats, hahaha. Conheça:

Chihuahua Chloé 13 Chihuahua Chloé 11