Ai, ai. Nem sei como iniciar esse post, mas vou tentar de forma bem jacu: imagine uma menina de 14 anos que adorava Red Hot Chili Peppers, mas morava no interiorrr do Paraná e trocava um ovo de páscoa por um CD da banda (Californication). Essa mesma garota, ainda com 14 anos, ganhou de presente  de 15 anos uma viagem pra Disney (awwn, que legal!) e resolveu gastar um pouco do seu dinheirinho contado em um CD chamado Blood Sugar Sex Magik, pois sabia que não iria encontrar na cidade em que morava. Depois de um tempinho, finalmente ela teve acesso a internet discada e seu primeiro e-mail era leticia_kiedis@hotmail.com. E ela entrava em fã clubes do Yahoo e tudo era legal, só que ela não tinha idade em ir aos shows etc etc etc. Tá, chega!

voce-conseguiu-leticia_kiedishotmail-com_0Eu cresci (pero no mucho), mudei de cidade e hoje em dia consigo pagar meus shows na medida do possível. Então que eu e minha amiga de trabalho Gabi (beijos, gata!) resolvemos ir para São Paulo, dia 07 de novembro, para ver Yeah Yeah Yeahs e Red Hot Chili Peppers.

Fomos na excursão do Curitiba Underground que recomendo altamente pela organização, preço e facilidade. Foi um bate-volta bem cansativo, mas valeu a pena. Adendo importante: por favor, pessoal de Curitiba, parem de utilizar o serviço de táxi do LigTáxi (3333cu3333) porque fui atendida por um taxista MUITO grosso  às 5 da manhã e ninguém merece, right? Utilizem esse aqui que é mais negócio.

Ok, voltando: eu juro por tudo que é mais sagrado que não estava ansiosa para esse show. Não sei o que rola comigo, mas só surto no dia mesmo. Tanto é que esqueci de contar para o pessoal que tinha comprado o ingresso (que peguei no dia). Só quando cheguei no Anhembi que realmente me dei conta que estava prestes a ver meus ídolos de adolescência e soltava um gritinho nervoso de meia em meia hora.

O triste mesmo foi entrar no estádio e deparar com o espaço entre o palco, pista premium e a pista comum. Eu estava na pista normal e a distância era imensa, ridícula mesmo. E o mais triste ainda foi ver que sobrou um senhor espaço na pista premium que poderia ser dado para os pobres da pista normal como eu. Igualdade de pistas, KD?? Isso me murchou de um jeito que só a Gabi (minha parça) entende. Tentei abstrair esse fato e fiquei esperando a entrada do Yeah Yeah Yeahs que é uma banda que sempre quis ver ao vivo porque adoro a Karen O.

They don’t love you like i love you

A pontualidade foi bonita: desde a abertura dos portões, do primeiro show ao principal foi tudo bem britânico. Na hora do show do YYYs comecei a ir mais para frente e consegui assistir bem pelo TELÃO. Antes isso do que nada. Karen O. sempre exótica e parecendo o Marilyn Manson, já o som estava meio ruim e a setlist foi marromeno. Eu tenho testemunha ocular (Gabi again) desse lance que aconteceu: eu era a ÚNICA na pista que estava realmente curtindo o show aka cantando e dançandinho. Quando começou a tocar Runaway,  dei um gritinho e todo mundo olhou para mim, WHAT. Eu cantei a música inteira sozinha. Foda, mas nem aí, viu? Achei nada a ver essa banda abrir RHCP porque não tem muita ligação e o público principal nem conhecia. O interessante foi o respeito da galera: ninguém cantou, mas não ficou apavorando com gritos pedindo para sair ou algo do gênero. Todo mundo estava ciente que eles abririam e a banda é muito boa, então…

I’m a low brow but I rock a little know how

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Bem, depois que terminou YYYs, já começaram a desmontar o palco e em uma hora estava tudo pronto para os cacuras entrarem. Às 21h04, entra Anthony Kiedis e sua trupe, e eu comecei a ficar toda emocionada. Confesso que não escutava os caras como antes, porém é inevitável não ter um carinho especial. A setlist foi bem democrática e teve desde do antigão, hits a atuais. Eles estavam bem simpáticos, teve muito jam, o Flea entrou plantando bananeira e conversou bastante (não entendia metade, haha).

Fiquei tão feliz em cantar Otherside junto com uma galera e fiquei MUITO emocionada com Under the Bridge, escorreu até lágrima. Foi um show meio egomaníaco porque fiquei pensando o tempo todo da minha mocidade até agora (hahaha). Nada muito complicado, é claro, nunca passei fome, nem nada… mas consegui caminhar bem e meu objetivo atual é ganhar mais para comprar um apartamento e ser a rainha da pista premium, HAHAHA.

Enfim, eu adorei a vibe desse show, a animação, as músicas escolhidas (colocaria Scar Tissue, Suck My Kiss, Breaking the girl, Apache Rose Peacock, Knock Me Down e o JOHN FRUSCIANTE).  Voltei para casa muito feliz, rouca e esperando próximo show.

6 Comentários em Você conseguiu, leticia_kiedis@hotmail.com

  1. eu fui no show daqui do rio e Red Hot vai ser sempre uma banda muito maravilhosa de ver ao vivo. Que bom que a letícia de 14 anos ficou realizada! ahaha

    Mas fiquei chocada de ler o que vc escreveu sobre o show do yyy´s, por aconteceu EXATAMENTE mesma coisa aqui!
    Quando começou a tocar Rich eu era a ÚNICA pessoa animada ( e no show todo, diga-se de passagem), e recebi olhares de COMO ASSIM ESSA LOUCA GOSTA DISSO?

    O show foi bom, também sempre quis ve-los ao vivo, mas o público foi fraco demais, todo mundo cagando baldes pra eles, coitados. Uma pena.
    Beijos

    • high five, gatz!

      Letícia 14 anos ficou bem feliz e de 28 anos também (ai que doente falar assim, mas né?? HAHAH). achei o show incrível, da próxima vez quero ficar mais perto do palco. sou dessas que gosta qdo o suor do vocalista respinga (ew).

      e eu assisti ao show do YYY’s do Rio pelo Multishow e amei que eles tocaram Rich! pensei que aí estaria mais animado! que chato isso, né? YYYs é tão legal <3

      beijo!

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