Eu já disse aqui que a fanpage Humans of New York é a minha predileta da vida, né? Comprei até o livro! Graças a Deus o Facebook ainda não fez o ~favor~ em sumir com a atualização dela na minha timeline, então consigo acompanhar bem bonitinha. Porém, volte e meia, acho pertinente entrar direto por lá, pois sempre fica um post perdido e não quero perder nadinha. Por conta disso, sempre que eu achar algum humano MUITO legal, irei postar aqui para guardar de lembrança, tá? Acho importante dividir experiências, emoções etc.

Na sexta-feira (01) saiu um post muito querido de uma senhora que descobriu o verdadeiro amor depois dos 50 anos. Ela conta que era extremamente tímida quando jovem e ninguém a chamou para o prom (aqueles bailinhos chatos da high school americana). Para ela, a vida não tinha realmente começado até atingir 50 anos, mas isso não a impediu de angariar muita experiência. Ela casou pela primeira vez com 55 anos e o moço em questão fez valer a espera a pena, afinal, ele parecia o Peter O’Toole (o eterno Lawrence da Arábia). Eu a achei tão linda e fiquei me perguntando como ela, que parecia ser bela quando jovem, esperou tanto tempo para encontrar um lover. Timidez é legal, mas pode atrapalhar, já diria The Smiths. E beleza obviamente (e ainda bem) não é tudo. Daí eu coloquei a mão na consciência e… WAIT… quem sou eu para julgá-la?

“I was extremely shy when I was younger. I wasn’t asked to the prom or anything. Life didn’t really even start for me until I turned fifty. But let’s just say I got plenty of experience after that!”
“I was extremely shy when I was younger. I wasn’t asked to the prom or anything. Life didn’t really even start for me until I turned fifty. But let’s just say I got plenty of experience after that!”

Euzinha, nos altos do meus quase 30 anos (só ano que vem, por favor, hahaha), nunca encontrei um verdadeiro amor, aquele de sentir mil calafrios no estômago, de me sentir nas nuvens, de apresentar para minha mãe e para o meu cachorro, e aquelas viadagens todas. Eu não sou tímida como ela, já tive minhas experiências amorosas, mas nenhuma foi exatamente super boa. Este ano, por incrível que pareça, essa área de atuação não anda me incomodando muito porque não é o meu principal foco. Às vezes fico de mimimi porque não tenho um parça para esquentar meu pé no frio, mas depois fico aliviada em não estar num inferno de relacionamento onde fico neurótica porque não tenho segurança nenhuma OU o cara foge como se eu fosse o diabo e ele a cruz OU apenas ele é chato pra caramba. Ah, sem contar que não sentir ciúmes é uma das coisas mais legais do mundo, ODEIO essa sensação de insegurança e neurose.

Já senti tanto desgosto em alguns relacionamentos que me preservar ainda é a melhor opção, principalmente enquanto não acho meu Peter O’Toole. Diferente dela, não acho que minha vida não começou. Não, não! Ela está existindo por aí! Minha vida amorosa – que talvez ela tenha se referido – não aconteceu direito e sabe o que? Nunca é tarde! Olha como ela parece feliz e saudosa. A felicidade não tem data e nem idade para acontecer, e eu acho que se apaixonar é uma das coisas mais bonitas do ser humano, ainda mais quando é recíproco. Sou libriana duas vezes e amo o assunto amor. Infelizmente mais leio a respeito do que exatamente vivencio, só que é uma questão de timing mesmo.

“I didn’t get married until I was 55. But boy was it worth the wait. He looked just like Peter O’Toole!”
“I didn’t get married until I was 55. But boy was it worth the wait. He looked just like Peter O’Toole!”

Não quero se injusta com aqueles que passaram na minha vida e me marcaram. De forma alguma! Eu já até achei que um deles era realmente minha alma gêmea, mas quando existe muita dificuldade e sofrimento, não acho que valide tal pensamento. Não espero que meu verdadeiro relacionamento seja perfeito-lindo-maravilhoso porque isso NON ECZISTE. Talvez até comece de forma meio estranha, já que não sou de dar muita entrada no início (sou cagona, confesso), apenas ESPERO MUITO que ambos sintam a necessidade de ter um ao outro, da parceria e, principalmente, da segurança. E olha, um fato: descobri dia 31/07/14 que a força de pensamento e a vibração certa fazem milagre sim, e nada é tão impossível, sendo melhor do que o imaginado (não tem nada a ver com amor romântico, mas sim amor literário). Comecei a me desafiar e está sendo incrível! Confesso também que preciso melhorar minha interação humana, ser mais cordial, aberta e menos neurótica e mimada, assim irei atrair alguém bom (além de desfazer alguma macumba que fizeram para mim, brinks hahaha). Pode levar um tempo, pode ser que surja mais rápido que eu mesma espero ou talvez nem aconteça nessa reencarnação, mas sei lá, tudo é vivência. Para encerrar, seguem duas frases de efeito que definem um pouquinho da minha visão romântica:

quotes-love

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4 Comentários em Humans of NY: acreditando no amor

  1. Amiga, eu também penso muito nessa minha vida amorosa, sabe, mas, ultimamente tenho tentado encarar isso com menos drama, você sabe que eu sou dramática (e neurótica). Eu tenho tendência a idealizar demais e acabo me frustrando e achando que eu não sou merecedora e me diminuindo, mas estou tentando parar com isso, eu não sou a vítima, né? Não sei se estou buscando encarar dessa forma como uma maneira de me proteger de outras decepções ou se realmente eu já estou desiludida, ficando fria, sei lá, tenho um pouco de medo dessas coisas. Mas também não acho que minha vida ainda não tenha começado, já começou há 32 anos e eu estou tentando parar de discutir a relação comigo mesma. Eu sou o meu par, enfim. Será que essa parada existe mesmo ou somos nós que idealizamos esse amor lindo e arrebatador? Acho que nós assistimos muitos seriados enquanto adolescentes! Hahahaha! Beijo

    • a gente é nosso próprio par mesmo, mig! ninguém consegue nos completar, só a gente mesmo. claro que tem o lance em encontrar alguém massa pra fazer parte disso tudo, mas se não estivermos numa sintonia boa interna, as coisas não fluem. eu acho que a gente evoluiu bastante desde que nos conhecemos. eu to curtindo essa nova Ana que sai com as amigas, mesmo tendo namorado, sabe? acho que assistimos muitos seriados mesmo hahahahaha

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