Muito difícil fazer um post pequeno sobre figuras fortes femininas, já que temos muitas referências maravilhosas. Não quero ser injusta com ninguém, mas escolhi as que sempre comoveram de uma forma ou outra. A última é uma admirável surpresa da atualidade. Podem mencionar mais nos comentários!

Simone de Beauvoir

É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.

Simone de Beauvoir que mulher maravilhosa! Foi uma escritora, filósofa e feminista francesa com uma grande contribuição literária onde apresentava a discussão democrática e as rupturas sociais, políticas e psicológicas entre mulheres e homens. Aos 41 anos, Simone lançou “O Segundo Sexo” que é um clássico da literatura feminista. É ali que tem a famosa frase que não se nasce mulher, mas torna-se. “As características associadas tradicionalmente à condição feminina derivam menos de imposições da natureza e mais de mitos disseminados pela cultura. O livro, portanto, colocava em xeque a maneira como os homens olhavam as mulheres e como as próprias mulheres se enxergavam”, explica a atriz Fernanda Montenegro a respeito do livro que, inclusive, já interpretou um texto a respeito das memórias da escritora. Indico este link aqui sobre mais.

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 Coco Chanel

Sou contra a moda que não dure. É o meu lado masculino. Não consigo imaginar que se jogue uma roupa fora, só porque é primavera.

Goste você de moda ou não, saiba que Gabrielle “Coco” Chanel foi uma pessoa sensacional que nos libertou de saias e roupas apertadas. Essa mulher criativa, forte e ousada, bateu o pé nos anos 20 e criou uma calça larga inspirada nos marinheiros a fim de facilitar o movimento e o conforto das mulheres. Além disso, ela nos deu a chance em usar colete, cabelos mais curtos, usar bijoux com cara de joia, bolsa a tiracolo e, é claro, o vestido pretinho básico. A calça e o colete eram peças exclusivamente usadas por homens, logo a ousadia e mente revolucionária, quebrou esse paradigma da moda. Lembrando que nos anos 20, tudo era mais difícil! Arrasou Mme. Chanel. Conheça aqui o que ela revolucionou no universo fashion.

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Leila Diniz

Sobre minha vida, meu modo de viver, não faço o menor segredo. Sou uma moça livre.

Uma grande salva de palmas pela existência da grande Leila Diniz. A atriz brasileira veio dar um tapa na cara da sociedade dos anos 60 que era machista, opressora e amava censurar (olá Ditadura Militar). Leila foi uma mulher desafiadora e corajosa: musa do cinema novo, bem articulada e sem papas na língua (imagina que ela foi super criticada por falar palavrão numa entrevista para o Pasquim). Toda essa desenvoltura causou alguns problemas, Leila foi perseguida até por feministas tradicionais da época. Uma das cenas mais legais e icônicas foi quando posou grávida de biquíni em Ipanema. Infelizmente, a atriz morreu super jovem – 27 anos – em um acidente de avião. Uma pena porque ela poderia ter feito muito mais. Toda mulher pode ser Leila Diniz, não é mesmo? Aqui tem mais sobre ela.

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Frida Kahlo

Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.

Outra mulher a frente de seu tempo. Adoro a Frida Kahlo e fiquei feliz em ter ido na exposição de suas fotos ano passado (leia aqui). A artista sofreu muito com suas dores físicas causadas por um grave acidente, mas nunca deixou de viver e trabalhar. Também teve uma vida amorosa conturbada e transformou tudo isso em arte. Não seguia padrões estéticos e mantinha a sobrancelha grossa e o famoso buço, além de criar seu próprio estilo que é copiado até hoje (elementos florais, brincos grandes, tranças etc).

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Emma Watson

Mereço o mesmo respeito que um homem, mas lamentavelmente não existe um país no mundo no qual todas as mulheres recebam esses direitos

Para encerrar, vou citar Emma Watson, essa novinha que fez um discurso encorajador sobre feminismo na ONU (Organização das Nações Unidas). Acho lindo que a geração de agora dá continuidade, até porque a luta não acabou!

“Quero que os homens se comprometam para que, assim, suas filhas, irmãs e mães se libertem do preconceito e também para que seus filhos sintam que têm permissão para serem vulneráveis, humanos e uma versão mais honesta e completa deles mesmos”. Linda, né? Aqui tem mais e dê o play aí:

[youtube:http://youtu.be/watch?v=rq-jogDdKFU&w=500%5D

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