Fazia um tempinho que queria falar sobre uma maravilhosa que apareceu no Humans of New York e a semana está perfeita para tal. A anônima em questão, além de ter um estilo único e ser belíssima, também tem um cargo alto como engenheira elétrica em Manhattan. Segunda a própria, ela é a única mulher negra que é shift manager do local. Logo são duas vitórias para ela.

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“I don’t look like an electrical engineer, but I’m in charge of power continuity in Manhattan. Don’t get me wrong– I have a boss. But I’m the only black woman who is the shift manager of a control room. So when it’s my shift, I’m running shit. And I’m proud of that.” – Daqui

Agora me diz: em pleno 2015 e as pessoas ainda julgam pela aparência, cor e gênero. Sem contar que, o fato dela ser a ÚNICA mulher negra em uma área que ainda é dominada por homens, é um disparate. Até quando seremos minoria? Eu vejo isso na minha própria casa. Para quem não sabe: minha mãe me criou sozinha e trabalhou durante anos somente com homens. Sempre foi a única mulher mesmo sendo funcionária pública federal. Já teve dois empregos (dava aula na universidade e foi coordenadora de curso). Mas tá aí vivona, sendo exemplo para mim e para quem a conhece. Enquanto continuarem com essa maldição em julgar as pessoas por gênero, cor e credo, meus amigos… o mundo vai continuar essa palhaçada sem fim. Ela, por ser mulher negra, que luta pela democracia racial em seu país e conseguiu chegar em um cargo bacana, precisa estar mais do que orgulhosa SIM e mostrar que é possível quebrar o racismo e o machismo em empresas. Mais negras, brancas, chinesas, japonesas, coreanas, árabes, entre outras, em grandes empresas e ganhando o mesmo que os homens. Não uma, mas várias mulheres ocupando cargos altos.

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“What’s your biggest weakness?” “When I’m in a relationship, I don’t know how to make someone feel needed. Because I don’t feel like I need anyone.” Daqui

A segunda parte do depoimento dela também é muito interessante. A engenheira contou que seu maior ponto fraco é quando ela está em um relacionamento e não consegue fazer com que a pessoa sinta-se necessária, já que não sente que precisa realmente de alguém. Se bastar é importante, sempre falo e pratico isso. Porém, confesso que já afastei muitas pessoas interessantes por ser exatamente assim. Obviamente li os vários comentários e achei um pontual:

Sem título
Sem tradução literal: O lance é mostrar que a pessoa é querida, desejada, não que você necessita dela porque isso mostra dependência. Mostre que você a escolheu todos os dias, e quando você faz isso, não precisa se preocupar

Mesmo você se bastando e sabendo viver bem sozinha, ter um dengo é legal, é gostoso. Faz bem pra pele e pro coração. Não importa se é bem sucedida ou não, todo mundo gosta de ter um amorzinho vez ou outra, né não? Ou caso não tenha, ser feliz e estar bem consigo mesma é essencial. Lembrando que, antes de tudo, amor próprio vem em primeiro lugar. O equilíbrio para pessoas independentes de alma e bolso é conseguir dar entrada para quem realmente faz sentido (e quer).

2 Comentários em Humans of NY: sobre se bastar

  1. que mulher sensacional!

    mesmo trabalhando com alguns homens e já estar acostumada, ainda sinto uns olhares me julgando por ser mulher e engenheira. infelizmente ainda rola muito preconceito nessa área. eu tento da melhor maneira possível me impor. e só pra constar, aqui na firrrrma, as mulheres matam a pau. os homens são uns bundões (com exceção de um amigo meu) e até minha chefe fala que se pudesse só contratava mulher.

    e sobre o comentário do ricky, concordo com absolutamente tudo.

    • MIG, lembrei tanto de você ao fazer este post. até pensei que entrar em contato pra vc dar um depoimento em ser engenheira. eu acho foda esse lance de olharzinho escroto julgando. acho patético MESMO. dá vergonha por eles, sabe? talvez eles sintam ameaçados, sei lá. profissão não é questão de gênero, mas competência.

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