Para quem gosta de blog diário, venho informar que o Mais 20 Minutos vai ficar mais humanizado. Sempre tentei postar mais novidades e achados de maquiagem, tatuagem, música, cinema, design etc. Porém, como estou passando por uma revolução dos quase 30 anos, acho interessante compartilhar. Nossa geração é a rainha em mudar de vida e, acredito, que muita gente pode se identificar e até compartilhar seu momento (adoraria). Claro que os outros assuntos continuarão, mas volte e meia irei falar mais um pouquinho sobre algo mais pessoal.

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Bem, a vida é muito louca, tipo uma montanha-russa descarrilhada. Uma das coisas mais preciosas que aprendi no budismo é tentar não se apegar a momento algum: nem no maravilhoso, nem no terrível. O maravilhoso passa e o terrível também. O interessante é você estar sempre focado no presente e ter a sabedoria em não se apegar a nada: não se deixar levar quando está tudo bem e não se desesperar quando está na merda.  É tão difícil, né? Eu sou mega apegada ao passado e ao futuro. Seja com pessoas, situações e até embalagens. Isso é PÉSSIMO, é cansativo, doloroso, penoso e todos os termos chatinhos que você possa pensar.

“Ao ouvir palavras agradáveis ou desagradáveis, compreenda-as como sendo uma ressonância vazia, como um eco. Ao se deparar com um grave infortúnio e infelicidade, compreenda-os como sendo uma ocorrência temporária, uma experiência enganosa. Reconheça que a natureza inata jamais está separada de você.”  Guru Rinpoche, Padmasambava, Mestre que levou o budismo para o Tibete – ano 800 dc – Daqui

Então, só pra situar: quando comecei a minha carreira em Curitiba, eu tive duas opções: trabalhar na Clinique do Shopping Mueller ou começar numa agência tosca onde ganhava muito pouco. Escolhi a segunda e não me arrependo. Fiz contatos muitos bons, tenho uma amiga maravilhosa dessa época que me indicou para outra agência que gostei muito e fui indo até chegar numa empresa que era meu sonho de consumo. Foram quase cinco anos até ficar bem esgotada de tudo. Não sei como seria se eu tivesse escolhido a Clinique. E nem quero saber porque meu momento era outro. Não digo que voltei na estaca zero porque acumulei experiências, referências e sei o que quero AGORA. Pode ser que amanhã não seja mais nada disso e que eu queira voltar, mas preciso viver muito bem este presente, este momento, o agora. Preciso me soltar do passado e parar de matutar o futuro como se fosse uma vidente doida. A gente não sabe o que vem depois de amanhã. Pode ser que eu morra, pode ser que mude de país, pode ser um monte de coisa. Não quero mais ficar amarrada em algo que já passou. Preciso e quero focar neste presente que vai ser muito único. A vida dá essas voltas doidas. Quem diria que, com quase 30 anos, estaria procurando emprego como maquiadora no shopping – algo que não escolhi no passado? É isso, precisamos saber lidar com essa inconstância da vida para que sejamos felizes em nossos projetos atuais.

“Cada momento na vida é absoluto em si mesmo. Isso é tudo que existe. Não há nada que não seja o momento presente, não há passado, não há futuro, não há nada além disso. Então, quando nós não prestamos um pouco de atenção nisso, perdemos a coisa toda”. Charlotte Joko Beck, “Attention Means Attention”, daqui

Gente, não é fácil. Mas só você manda na sua mente e pode mudar o que quiser. Vamos que vamos e:

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Sugiro este texto aqui sobre presente, passado e futuro. Sejamos felizes, focados, sempre usando o bom senso e amor para que nosso karma seja lindo também.

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