julia coldfrontEu ia fazer esse post somente em Novembro, mas rolou toda uma interação aqui e resolvi adiantar. Pois bem, vou falar sobre a Julia Coldfront, uma modelo plus-size (??) alemã que tem a perna fechada (de tattoos, heh). Quando encontrei o perfil dela no IG, fiquei babando nas tatuagens que, na primeira olhada, até achei que fosse uma calça estampada. Li em um post que ela levou três anos para fechar e sua primeira tattoo foi feita seis meses depois de completar 18 anos. Hoje, com 22 anos, a blogueira tem um estilo bem despojado e comenta que apesar de nunca ter pensado em se tatuar, começou a se sentir confortável com próprio corpo por conta disso (eu entendo). Apesar disso, Julia não pretende tatuar os braços e o peito.

Sobre ser modelo plus size: procurei no blog dela algo a respeito e nunca foi comentado sobre o assunto,  mas na bio ela se autointitula assim e faz alguns trabalhos como modelo desse nicho. E aí que entra a questão master – que várias meninas comentaram – porque a gata não é gorda, apenas curvilínea. O termo plus size sempre gera muita polêmica, então vou falar o que acredito. A princípio não gostava, soava tolo e até preconceituoso porque simplesmente colocavam mulheres que não conseguiam entrar, sei lá, no desfile da Victoria Secrets nesta categoria. O que aconteceu? Pelo fato das meninas que usam 40/42 não serem aceitas pelos padrões estéticos do 34/36/38, começaram a criar um outro mercado. A loucura disso tudo é que 40/42 é o tamanho mais comum. Muitas mulheres que usam essa numeração não se identificam com o que deveria ser de fato Plus Size, mas não acham roupas com facilidade porque quase tudo é voltado para mulheres magras e altas (as magras baixas também sofrem para comprar roupa, acredite). Se tá difícil pras 40/42, imagina para quem usa 44/46/48/50 etc? O Plus size foi uma alternativa para ampliar o mercado. Num mundo perfeito que não existe padrão e todo mundo seria considerado ok, ninguém precisaria passar por perrengues em lojas. Mas, né? Isso não acontece.

Para dar uma aquecida, as modelos “””não-padrão””” começaram a aparecer. Exemplo: Crystal Renn que hoje em dia é considerada little plus size – sim, isso existe e dava outro post (saiba mais aqui),  Candice Huffine e Flúvia Lacerda que são as mais famosas. Comecei a perceber que esse mesmo mercado tomou vergonha na cara e colocou meninas com tamanhos diversos para meio que quebrar o próprio padrão e….

tessmunster

… daí que chegou a Tess Holliday, modelo que comentei a respeito em 2013 e vejo pelo meu próprio texto como mudei bastante nesses dois anos. No post digo que sempre tive resistência em me aceitar e uso o termo “cheinha”. Amigos, eu sou gorda, pronto e acabou. Graças às Deusas comecei a entender que gorda é gorda, magra é magra, e um não é xingamento e outro não é elogio. A Tess costuma fazer a campanha do #effyourbeautystandards onde deixa claro que cada uma é dona do seu próprio corpo, não importando a numeração. Todo mundo é bonito e merece seu espaço. E o que ela acha sobre o termo “Plus Size”, sendo modelo do ramo?

“Eu meio que escapava sobre a questão, porque um, há um monte de pessoas que não gostam de abraçar o termo plus size, mas ainda assim eles são os próprios modelos que estão fazendo dinheiro. Então, é bom o suficiente para você ganhar dinheiro fora, mas não é bom o suficiente para você identificar como. Em segundo lugar, eu não me importo com o termo, porque se não fosse por isso, eu não saberia onde comprar. Porque as nossas opções são tão limitadas como ela é. Preciso dessa descrição, mais ou menos, onde comprar. Quer dizer, eu acho que é apenas uma palavra, assim como a gordura. É apenas uma palavra e se você lhe der o poder, então ele pode te machucar. ” – Tradução daqui

E eu concordo com isso. É mais um rótulo que a humanidade colocou para encher o saco, mas que, felizmente gera discussões sobre gordofobia e aceitação. A sociedade é bizarra em seus padrões de beleza e causa muito problema com isso (suicídio, transtornos alimentares, depressão, baixa autoestima, entre outros). Voltando pra Julia, ela se descreve como ‘plus size’, deve ganhar dinheiro modelando e pronto. Talvez, mais pra frente, ela mude apenas para ‘modelo alternativa’ (por ser tatuada etc). Rótulos, rótulos. Para ela não é um termo ultrajante, mas para quem tem sobrepeso ou obesidade realmente não se identifica com a bonita (que nem barriguinha tem!). Enfim, é uma longa discussão, a minha opinião é essa e talvez tenha ficado meio embananada. Estou aberta a conhecer outros pontos de vista. Sem mais elucubrações, bora conhecer um pouco do estilo dela:

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