Se tem algo que acho incrível no Facebook é o aplicativo “neste dia”. Ali é possível ver as postagens feitas ou compartilhadas em anos aleatórios, mas no dia em questão. Pois bem, dia 18/06/16 reencontrei essa postagem do Humans of New York que havia compartilhado. Achei pertinente pro momento.

Eu estou solteiro, desempregado e na meia idade. Mas não fico triste. Eu não acho que tristeza está na química do meu cérebro. Quando volto para o meu apartamento, tenho uma torneira com dois tipos de águas: quente e fria. Você sabe quanto bilhões de pessoas não possuem água limpa para beber? Eu tenho dois tipos de água limpa: quente e fria.
Eu estou solteiro, desempregado e na meia idade. Mas não fico triste. Eu não acho que tristeza está na química do meu cérebro. Quando volto para o meu apartamento, tenho uma torneira com dois tipos de águas: quente e fria. Você sabe quanto bilhões de pessoas não possuem água limpa para beber? Eu tenho dois tipos de água limpa: quente e fria.

E é isso. A gente tem muita mais opções do que “quente” ou “frio”. Não dá para ser alegre o tempo todo, muito menos triste. A não ser que você sofra de transtornos mentais como depressão, bipolaridade, ansiedade etc. Então é incontrolável e precisa ser tratado. Porém, se consegue viver de maneira controlada, pense o que realmente é necessário para ter nesse mundo. Dia desses eu estava me lamentando que puta que pariu, né? 30 anos na cara e não tenho basicamente nada. E o que seria esse “nada” pra mim? Seria uma casa própria, dinheiro para viajar e pra me divertir. Olha que ousadia a minha reclamar quando tenho casa para morar e comida dentro dela. A gente vive se enchendo de coisas para ter, sentir, fazer, quando na realidade é tudo mais simples que a nossa existência aguenta. É uma questão de perspectiva.

2 Comentários em Humans of NY: sobre enxergar o bright side

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