Kitsch5Sou grande entusiasta do Kitsch. Acho polêmico e não é para qualquer um. O termo “kitsch” vem de um substantivo alemão, significa a reutilização de objetos e, em termos estéticos, é tido como vulgar, mais barato e até sentimental. Em um âmbito geral, o kitsch nasceu para agradar dentro da cultura de massa.

Esteticamente, considerado cafona ou não, o kitsch traz aquele exagero sentimentaloide onde você guarda diversos bibelôs – agrupadinhos, claro – e enfeita sua casa com bastante almofadas, cores e objetos. Tudo junto e misturado mesmo. A sensação que tenho quando aprecio a decoração kitsch é de um abraço.

Geralmente é bem divertido, misturando texturas, cores e objetos. Sabe aquela porcelana que era da sua vó e ninguém quis? Então, quem faz a linha kitsch costuma guardá-la para enfeitar a casa com outros bibelozinhos de cristal ou plástico. E o pinguim em cima da geladeira? The real deal. Bastante informação na decoração é imprescindível.

Segundo Walther Killy, autor do livro Deutscher Kitsch, essa estética pode ser definida por cinco princípios:

  1. Princípio da inadequação: quando o sentido da peça foi destorcido ou alterado;
  2. Princípio da acumulação: preenchimento de todos os espaços com adornos e texturas;
  3. Princípio da sinestesia: estimulação dos sentidos com cores, texturas, odores e sons.
  4. Princípio do meio termo: o objeto deve ser inovador o suficiente para chamar a atenção do público-alvo, porém, sem chocá-lo;
  5. Princípio do conforto: o objeto deve transmitir uma sensação agradável de fartura e felicidade.

Sou fã de objetos baratos (ou nem tanto), cores contrastantes e, quem gosta, consegue sim, montar uma decor harmoniosa em meio de tanta informação. No meu Pinterest tem bastante inspiração de decoração kitsch atual ou das antigas (60s, 70s).

 

2 Comentários em Decor Kitsch: amo

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Comentário *