Eu adoro Olimpíadas desde criança (de ’92 em diante). Acho divertido, une países, diversos esportes, atletas comprometidos etc. Irresistível. Na Copa, por exemplo, não tenho a mesma empolgação. Sexta-feira passada (5) teve a tão aguardada e temida abertura. Tinha combinado de sair aquele dia, pois confesso que não estava a fim em assistir. O que aconteceu? nem apareci nas quebradas porque vi tudinho, acabou tarde e fiquei com preguiça. No regrets.

Confesso que estava com medo: estamos tão infelizes, reclamões e pessimistas com nosso país que já previa alguém morrendo ali. Mas foi bonito, encantador e até emocionante. Não teve onça morta ou ataque terrorista. Nem tombo ou falta de luz. Ocorreu tudo bem e encheu nossos olhos e corações.

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Alguns reclamam do teor social – que não deve existir nesse caso. Porém, na atual conjuntura, acho necessário. E o mais importante: quando você utiliza conteúdo social com entretenimento precisa ser muito bem alinhado para não se tornar algo chato, pedante e parcial. Acredito que a equipe do Fernando Meirelles conseguiu unir o útil com agradável com algumas exceções, é claro. Gostei do hino nacional com Paulinho da Viola, do desfile da Gisele, da Karol Conka e Mc Soffia, do Wilson das Neves e Tauan, da delegação dos Camarões e dos refugiados, da Léa T abrindo pro Brasil entrar e, principalmente, do Vanderlei Cordeiro de Lima. Até chorei, imagine só. Aqui dá pra ver tudo.

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Nesse meio tempo da competição, já assisti algumas coisas como vôlei, ginástica olímpica e um pouco de judô e futebol. Queria ver natação porque competia quando era muito nova, mas nem me informei sobre horários. Teve alguns fatos que aconteceram que estão marcando bastante e gostaria de citá-los aqui:

FUTEBOL FEMININO

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Com o bagaço do futebol masculino desde o 7×1, o time feminino ganhou os holofotes. Sempre foi sensacional e as jogadoras como Marta e Formiga fazem bonito não é de hoje. Felizmente o interesse popular está aumentado e quem sabe agora elas não recebam mais atenção, patrocinadores e lives? Já a seleção do Neymar tá mais pra sub-20 do que qualquer outra coisa, o que é uma pena.

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KOSOVO E A PRIMEIRA MEDALHA

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O judô das meninas também está sendo ovacionado. E não é à toa. Majlinda Kelmendi conseguiu a primeira medalha olímpica da história do Kosovo. A judoca representava a Albânia até então, mas com o reconhecimento [do país] em 2014 pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), o Kosovo conseguiu participar da primeira Olimpíada desde que declarou independência da Sérvia em 2008. Kelmendi não só levou a primeira medalha como foi de OURO.

PRIMEIRA MEDALHA DE OURO DO BRASIL

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post completo aqui

As meninas do judô sempre são injustiçadas ou esquecidas (vide Edinanci Silva). A Rafaela Silva escutou poucas e boas depois que perdeu a medalha nas Olimpíadas de 2012, em Londres. Além de sofrer racismo, também teve muita pressão psicológica desportiva e ela entrou em depressão. Apesar disso, deu a volta por cima, se preparou para este ano e deu o primeiro ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Maravilhosa por não desistir!

SOBRE FAIR-PLAY

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Novak Djokovic é um dos melhores tenistas do mundo, o número 1. Alguns dos melhores do circuito se recusam em participar das Olimpíadas, mas Djoko veio. E perdeu. Saiu choroso, sentido, mas sem tratar o oponente com falta de respeito ou fazer escândalos. Ainda agradeceu à plateia do Brasil pelo entusiasmo na torcida (o oponente dele era argentino, hehehehe). Fair-play puro.

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Domingo assisti a ginástica em equipe. Foi bonito, elas estavam concentradas e preocupadas. Dani Hypólito levou um tombo na apresentação solo e chegou a pedir desculpas para câmera. Me partiu o coração, imagina a cobrança interna dessas meninas? Graças aos deuses, a plateia deu força e aplaudiu. Mas me encantei pela Flavinha. Nem a conhecia até então e vou ficar de olho. A menina de 16 anos e 1,33m é de uma graciosidade e carisma fora do comum. E na trave? Parece que está no chão! Vamos torcer por elas. Saiba mais aqui.

ESSA FOTO NO VÔLEI DE PRAIA 

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Pelo direito de uma mulher competir pelo seu país. Essa foto está rodando o mundo pelo contraste cultural, mas principalmente pela força de vontade das mulheres em participar de esportes. Foi a primeira vez do Egito nas quadras de areia do vôlei feminino, mais um momento histórico no Rio 2016. Aqui tem uma matéria bem completa sobre a situação do país nos esportes.

Por enquanto é isso, mas ainda tem muita coisa pra rolar. Recomendo que siga a fanpage do blog que sempre posto coisa por lá também!

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