Já vai fazer um ano que fiz uma viagem preciosa para comemorar meus 30 anos e jamais postei a respeito. Toda vez que tentei escrever, falhei. Ficava emotiva, com saudades, meio deprê. Ficava não, ainda fico, mas diminuiu bastante. Sempre achei exagero de quem fala que fica depressivo pós-viagem. Paguei com a língua. Existe mesmo essa possibilidade.

Uma das cidades que mais adorei visitar foi Berlim. Fui muito feliz lá, me diverti, comi bem e paguei pouco, tinha amigas brasileiras que me ajudaram (Bruna e Bianca), me emocionei e encontrei um cantinho que fui duas vezes. Imagine, você tá viajando e quer conhecer o que puder, não vai querer voltar num lugar duas vezes. Mas gostei tanto que voltei. Vou fazer assim: cada cidade que passei, vou citar um lugar que gostei muito. Assim deixo marcado aqui também, pode ser? Vou começar com a segunda que visitei, Berlim.

Ok. Lá em Berlim eu fiquei em Prenzlauer Berg (não sei pronunciar isso até hoje) em um apartamento muito bem localizado, perto da Schönhauser Allee (esse consigo falar). Na época do muro, esse bairro ficava na parte Oriental e era para operários. Essa área foi um pouco esquecida durante a guerra (ainda bem) porque nunca teve muito investimento, o que tornava tudo mais barato. Hoje em dia, é um bairro bem cotado e não é mais barato como antigamente, rolou a tal gentrificação por lá sim. Confesso que pesquisei muito no airbnb lugares nessa região e em Kreuzberg. Fiquei com o primeiro mesmo.

Kohlenquelle 3
ph: Michael Weck

Pois bem, no primeiro dia (16/10/15) que eu e minha mãe chegamos em Berlim, além de bem recepcionadas pelo dono do apartamento que ficamos hospedadas, também fizemos reconhecimento da área. Andamos pelo bairro todinho – perto de lá – a fim de memorizar placas (haha sou ótima nisso, sério), achar supermercado, mercadinhos e restaurantes. Nessa andança encontramos um lugar muito charmoso, o Kohlenquelle.

Você enxerga uma portinha pichada de esquina e não dá nada. Na-da. Graças aos deuses minha mãe não é enjoada e meio que topa entrar em lugares “diferentes”. Quando entramos, pense num lugar com uma vibração incrível? Era lá, um restaurante-bar (nunca fui à noite). Eles servem almoço com um cardápio bem variado (sempre tem veggie por lá), além de servir drinks, cervejas, sucos e refrigerantes (pedíamos nossa amada FRITZ KOLA).

Kohlenquelle
credit

O moço do balcão foi muito educado e na segunda vez que aparecemos, ele nos reconheceu e cumprimentou de forma diferente. Eu ACHO que voltamos lá pela terceira vez, antes de irmos (não posso confirmar porque apaguei isso da minha mente). Ali é um lugar para todos: vi estudantes, mãe com crianças (tem uma creche perto), senhores lendo jornal, trabalhadores com uniforme e capacete, estrangeiros (oi!). O ambiente é limpo e com decoração simples, no estilo 50/60s. Tem até sofá nos cantos. A comida vem rapidinho com uma apresentação bonita e um valor beeeem amigo (confira o cardápio aqui). Realmente gostei bastante de lá e recomendo!

Kohlenquelle 4
credits

Kohlenquelle 2

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euzinha, eita.

Kohlenquelle

Kopenhagener Str. 16
10437 Berlin–Prenzlauer Berg

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