bugs_horst-p-horst

Como foi a Black Friday de 2016? Sempre aquele migué absurdo, né não? Pois tive sorte mesmo foi no sábado, mais precisamente na FNAC do Shopping Barigui, em Curitiba. Encontrei promoções dignas como um livro de receitas vegetarianas por 0,90 (!!), DVD Dr Fantástico por 9,90, entre outros achadinhos. O que mais fiquei feliz foi com um livro da Taschen chamado Photo Icons – The Story behind the pictures (Vol.2) por apenas 9,90 – custava 50 reais. Nele – como o próprio nome sugere – vem recheado de fotografias icônicas entre 1928 a 1991 tiradas por grandes nomes como Robert Capa, Henri Cartier-Bresson, Robert Mapplethorpe, Helmut Newton e até Sebastião Salgado. Fiquei inspirada e irei falar sobre um deles, Horst P. Horst.

Nascido em Weißenfels-an-der-Saale, Alemanha, no dia 14 de agosto de 1906, Horst Paul Albert Bohrmann veio de uma família abastada e teve oportunidade em estudar em Hamburgo no Kunstgewerbeschule (Escola de Artes Industriais) quando jovem. Mais tarde, ele foi transferido para Paris onde estudou arquitetura com Le Corbusier. Na sua fase francesa, Horst conheceu gigantes da vanguarda cultural da época, sendo um deles o Barão George Hoyningen-Huene, nobre nascido em São Petersburgo e fotógrafo da revista Vogue. Esse encontro resultou em uma parceria forte tanto profissionalmente como amorosamente.

Em 1931, um ano depois de ter conhecido seu mentor, Horst fez sua primeira parceria para a Vogue França onde publicou sua primeira foto, sendo um anúncio de página inteira. Mais um ano se passou e o fotógrafo já havia avançado bastante, fazendo sua primeira exposição em Paris, em 1932, quando recebeu críticas positivas da revista The New Yorker. Com isso, adquiriu fama internacional e começou a fotografar estrelas reconhecidas de Hollywood como Bette Davis, Marlene Dietrich, além de nobres e socialites. Sua maior conquista foi em 1937 quando encontrou a estilista francesa Coco Chanel – de qual era fã – em Nova York e passou a ser seu fotógrafo oficial, parceria que durou três décadas.

horst-p-horst-4

Foi no fim dos anos 30 e início dos 40 que Horst teve grande êxito em sua produção artística, tornando-se um nome requisitado. Sua vida pessoal também estava próspera, pois conhecera o diplomata britânico Valentine Lawford (em ’38) e juntos adotaram Richard J. Rogers. O casamento durou até a morte de Lawford, em 1991.

Nos anos 50, o fotógrafo dedicou-se a uma série de ensaios de design de interiores e lifestyle, onde foi encorajado nos anos 60 pela editora-chefe da Vogue americana, Diana Vreeland a dar continuidade. O empurrão deu certo e a série durou 10 anos (de 1961 a 1971). A parceria com a Imperatriz da Moda foi um grande acerto e Horst fotografou o estilo de vida dos nobres, socialites, atores, estilistas, modelos, artistas e outros famosos. O sucesso foi imenso e a série deu mais uma esticada até os anos 80.

Nesse meio tempo, Horst continuou produzindo e nos trouxe uma fotografia elegante, erótica, misteriosa e clássica. Um misto que fez muita diferença na época. Sua técnica era marcante com um jogo de luz único onde suas séries sobre nudez ficavam de extremo bom gosto, charmosas e sensuais. No livro que citei no início do post, a fotografia icônica citada dele é a Corset Mainbocher que foi feita em um estúdio na Champs-Élysées para a Vogue Paris, em 1939. A modelo na foto está de cabeça abaixada com o espartilho Mainbocher semi-laçado. A foto foi recriada até pela Madonna no clipe Vogue de 1990.

horst-p-horst

O fotógrafo morreu em 1999 aos 93 anos de idade, em Palm Beach Gardens, na Flórida.

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Comentário *