Direto ao ponto: dos 28 para os 29 me coloquei num stand by amoroso que foi importante pra mim. Uma desintoxicação mesmo. Foi necessário, pois, infelizmente, sou dessas pessoas intensas. Não gosto desse lance de 8 ou 80. “Ai sou 8 ou 80, me aguentem”. Não, eu gosto de equilíbrio e gostaria muito de encontrá-lo para viver em paz comigo mesma e com quem convive comigo. Então, sozinha, eu encontrei isso e percebi que ser solteira é muito ok, já que traz uma paz de espírito maravilhosa (como escrevi aqui). Dos 29 para os 30 e depois indo para os 31 (dois anos) foquei quase que exclusivamente na minha nova carreira. Foi um momento de transição digna e no meio disso tive uma fase quase que adolescente que durou um mês. Parecia até uma despedida. Foi engraçado, mas acabei perdendo meu celular nessa época que foi um dos maiores prejuízos da vida, haha. Blé. Problemas que você resolve com freelas.

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Um mês antes de completar 31, algumas coisas mudaram e resolvi aceitar, abraçar e me dispor. Parecia até um sonho bom, um presente divino (haha) de ter uma romaria -literalmente- na porta do meu prédio em um dia que foi especial. Mas nada é fácil, as pessoas carregam uma bagagem lotada de medo, frustração, monstros etc. Surgem aviltações e, você, que sempre gostou de ser como é, mesmo sabendo que ainda precisa mudar muito, se sente culpada por existir.  Nessa fase também existem intempéries nas amizades com mudança da rotina e comportamentos babacas, mas isso se resolve. Ainda existe a cobrança da sociedade online que até entendo, pois um “solteiro(a)” no Facebook – que é o RG virtual de 98% da população – pode abrir portas, né não? (essa pesquisa aqui não foi à toa). A pessoa te assume, mas não te assume por inteiro. E talvez você nem queira mais porque as coisas desandaram de tal jeito que só quer ficar encolhida no cantinho, vendo como sair do olho do furacão. Existem as coisas boas, claro, o carinho, a paciência momentânea, a parceria que tanto quis, o andar de mãos dadas, os elogios sobre sua aparência física que nem está tão boa assim, diga-se de passagem (hehe). Talvez fosse um teatro. E isso dói quando você precisa colocar na balança se prefere continuar vivendo numa masmorra amorosa onde recebe “prêmios sociais” como pseudo namorada ou se prefere escrever um texto catarse com óculos embaçado, pois sabe que o final realmente chegou. É uma dor tão cruel em saber que você se expôs tanto, se abriu e tudo mais. O meu sincericídio causa danos para todos os lados (80). Os meus engolir de sapos que não são bons para o meu peito (8). Foi uma pena que monstros e frustrações acabaram tomando conta disso tudo. Infelizmente eu idealizo relacionamentos: sei que serão difíceis, mas precisa existir respeito, amizade e muito amor que jamais vai fazer com que você solte os clichês culturais escrotos que ninguém merece ouvir. Nem você, nem ele. É uma pena mesmo que isso ainda é tão distante pra mim.

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