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Film Food: comida e cinema

Não sei vocês, mas sou daquelas pessoas lariquentas de filmes e seriados. Citando exemplos:

Já tive uma fase salada por causa do The Office e Michael Scott. Pedia muita salada, muita mesmo. Me sentia no seriado e até mais magra, hahaha. Só faltou comer papel mesmo.

Teve também a fase nojenta que foi com a Liz Lemon e o Cheetos. Aliás, se tem uma pessoa que me identifico 100% é com essa mulher porque até a forma escrota de comer é parecida. Tirando o fato que ela tá em forma e eu não.

Teve a fase fast-food e aloca da geladeira quando assistia Dexter. Teve uma vez que fritei ovo às 01h da matina porque tava fazendo binge-watching dessa série e toda vez que aparecia aquela merda de abertura me dava 3 mil tipos de laricas.

E never forget do monstro Hans Landa (Bastardos Inglórios) em uma cena tensa pra caramba, mas comendo deliciosamente o strudel com creme. Incrível.

wait for the cream

Daí, no começo do ano, revi pela 4657444x o ~~meu~~ filme AMADEUS. Alguns historiadores dizem que o compositor Salieri realmente era bom de garfo e gostava muito de doce, principalmente um chamado Mamilos de Vênus ou Nipples of Venus ou melhor ainda, Capezzoli di Venere. No filme aparece várias cenas de um Salieri glutão e em umas delas, ele e Constanze Mozart devoram o tal doce com tanta vontade que é impossível não ficar lariquenta. E o meu desejo por ele (doce) vem desde os anos 90, quando assisti pela primeira vez.

Foi então que resolvi procurar a receita e achei um blog sobre comidas em filmes, o Film Food. Não é o mais completo do mundo, mas possui bons posts com cenas memoráveis de (com) comida. Vale a pena conhecer. Ás vezes tem uma receita aqui, outra acolá. Esse tinha também um pouco sobre o doce e vou traduzir pra cá:

Nipples of Venus (Capezzoli di Venere)

Nipples of Venus em Amadeus

O nome vem da Vênus, a Deusa romana do amor, beleza e fertilidade. O doce também aparece no filme Chocolat em que Juliette Binoche os prepara. É importante lembrar que não é o mesmo que o MozartKugel, outro bombom criado pelo confeiteiro de Salzburg, Paul Fürst, em 1890, uma homenagem ao compositor Wolfgang Amadeus Mozart.

Nipples of Venus em Chocolat

Existem algumas receitas do docinho e dizem que a original é feita com castanhas romanas encontradas em Viterbo, norte de Roma, além de cobertura chocolate branco, cacau, açúcar refinado e marzipan. Outra receita é usar trufas com chocolate amanteigado, castanhas com conhaque, cobertura de chocolate com a pontinha (o “mamilo”) de chocolate branco. Se um dia o farei? Não sei se tenho dinheiro para os ingredientes e habilidades de doceira para tal. Uma pena, não é mesmo? Mas gostaria muito de achar alguém que faça a receita original no Brasil. Aqui tem um post legal sobre a comida de Amadeus.

Maquiadores do terror

Maquiagem com efeito especial é algo impressionante, principalmente para filmes do gênero terror. Atualmente existem diversas marcas maravilhosas que possuem produtos de alta qualidade que facilitam a vida do maquiador, sem contar as próteses mais leves que aderem bem melhor. Segundo o site Mundo Estranho, a maquiagem de efeito no cinema começou em filmes de Georges Méliès e também pelo inventor Thomas Alva Edison (!) que produziu em 1910 a primeira adaptação cinematográfica de Frankenstein. O Edison Studios contribuiu bastante para diversas especialidades dentro do cinema, inclusive a maquiagem.

não tem info sobre quem fez a makeup

Mas um dos grandes magos da maquiagem do terror foi o ator Lon Chaney. Ele mesmo cuidava de cada caracterização de seus monstrengos como Corcunda de Notre Dame (1923) e O Fantasma da Ópera (1925). Dizem que Chaney chegou a usar uma membrana fina e transparente que reveste o estômago de peixes para puxar o seu nariz em direção da testa e criar aquele visual macabro do seu Fantasma da Ópera. Para o seu Quasímodo, o ator usou uma corcunda de gesso de 9 kg. Sim, bizarro e até cruel, mas tendo em vista o material quase inexistente da época foi necessário. Sua maestria em criar técnicas de maquiagem de efeito acabou o apelidando de “O homem das mil faces”.

Já caracterizado como Fantasma da Ópera
Lon Chaney com sua maleta de maquiagem: próteses, perucas e muita técnica
Zoom na mala

Por incrível que pareça, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Academy of Motion Picture Arts and Sciences) não premiava (Oscar) os artistas de maquiagem até 1980, sendo a primeira estatueta entregue para Rick Baker, pelo filme Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Hoje em dia, essa especialidade vem sendo um pouco prejudicada por conta do avanço da tecnologia. O diretor Guillermo del Toro (do Labirinto do Fauno), por exemplo, utiliza os dois em perfeita harmonia, não descarta nenhum e emprega a todos. Apesar da infinidade de programas computadorizados, nada substitui uma boa prótese de efeitos especiais, na minha opinião como maquiadora, é claro. Para você ter ideia do talento desse pessoal, vou citar alguns artistas de FX que fizeram milagres em uma época com pouco recurso, mas muita boa vontade em fazer algo espetacular que marcou gerações.

Jack Pierce

Jack Pierce foi um dos melhores maquiadores de monstrengos depois de Lon Chaney. Ele criou maquiagens icônicas para os personagens de Boris Karloff como Frankenstein (1931), além de outros monstros criados para a Universal Studios. Pierce tinha a reputação em ser grosseiro no set, mas criou um bom relacionamento com Karloff. Muitas máscaras criadas por ele eram feitas de algodão, cola, colódio e maquiagem para teatro na cor verde (que criava o look pálido nos filmes p&b). Quase todos os personagens que Karloff interpretou (Drácula, White Zombie, Múmia etc) passaram pelas mãos criativas de Pierce. Também maquiou Lon Chaney Jr (filho de Lon Chaney, claro) para o Wolf Man. Pierce inspirou vários nomes que viriam a ser importantes na indústria da maquiagem de efeito como Rick Baker e Tom Savini. Em Maio de 2013, a Cinema Makeup School, em Los Angeles, dedicou uma galeria em memória a ele.

Dick Smith

Esse é um dos meus prediletos! Dick Smith começou sua carreira na década de 40 depois de ler um livro sobre caracterização de personagens. Resolveu se especializar e logo foi chamado para trabalhar na NBC onde permaneceu até 1959. Foi pioneiro em usar espuma de látex e plásticos para criar próteses. Além disso, publicou um livro em 1965 chamado Do-It-Yourself Monster Make-Up Handbook em que ensina passo-a-passo a criar 15 monstros diferentes com maquiagem. Smith é considerado o Godfather of Make-Up por ter trabalhado com efeitos visuais em filmes como Exorcista, Taxi Driver, O Poderoso Chefão, A Morte lhe cai bem, Fome de Viver (o vampiro velho Bowie é dele) e tantos outros. Inclusive, ele assinou a maquiagem no filme Amadeus (meuamô) e ganhou o Oscar por Melhor Maquiagem e Hairstyling (merecido porque o Salieri velho estava incrível). Em 2012 ele recebeu um prêmio honorário da Academia por sua carreira. Dick Smith faleceu em 2014 com 92 anos de causas naturais. O artista deixou uma escola, a Dick Smith’s Advanced Professional Make-Up Course onde tem diversos cursos sobre maquiagem de efeitos especiais. Se eu tivesse oportunidade em estudar sobre isso, claro que seria um luxo frequentar (mas precisa ter um básico).

O Salieri de Amadeus

Rick Baker

Como citado acima, Rick Baker é uma figura fundamental e aclamada no meio da maquiagem FX. Baker começou a brincar de maquiagem na adolescência quando criava artificialmente partes do corpo humano na cozinha de casa. Seu primeiro trabalho foi como assistente de Dick Smith para o filme Exorcista. Com seu talento e dedicação, o artista despontou e chegou a receber o primeiro Oscar da categoria por Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Foi criação dele a maquiagem feita em Michael Jackson no clipe Thriller, Grinch, Homens de Preto, Planeta dos Macacos (2001), Professor Aloprado, Malévola e Star Wars (sim!), entre outros. Baker já foi indicado 12 vezes ao Oscar, ganhando sete. Para ele, um dos seus trabalhos mais interessantes foi em Um Hóspede do Barulho (1987). Em 2013 recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e em 2015 anunciou sua aposentaria no cinema por se sentir cansado da competição com a parte tecnológica. Infelizmente, Baker fechou o estúdio que tinha e leiloou diversas máscaras criadas por ele.

Ve Neil

Sim, existe mulher maquiadora de efeitos especiais! Ve Neil é um dos grandes nomes na indústria cinematográfica e possui trabalhos incríveis em seu currículo. Seu primeiro filme foi Laserblast (1978) em que o maquiador Fred Phillips de Star Trek foi seu mentor. Hoje em dia ela é um dos grandes nomes da maquiagem no cinema e queridinha do Tim Burton e Johnny Depp. Inclusive, ganhou Oscar pelas maquiagens de Beetleljuice e Ed Wood. Neil foi indicada oito vezes e tem mais de 60 filmes assinados como Piratas do Caribe, O Iluminado, Inteligência Artificial, Edward Mãos de Tesoura, Jogos Mortais, Capitão Gancho, Batman (Tim Burton e com Schumacher) Constantine, Sweeney Todd, Amistad, Uma Babá Quase Perfeita (ganhou Oscar por ele também), entre muitos outros. A maquiadora veio para o Brasil em 2010 e deu uma entrevista legal para o R7 aqui.

Criando o Scissorhands

Tom Savini

Tom Savini é um dos mestres da maquiagem sangrenta, tendo o apelido de Godfather of Gore. Sua paixão por maquiagem de monstros começou na infância ao assistir as obras de Lon Chaney. Logo, treinava maquiagem caseira nele mesmo a fim de assustar seus amigos. Savini serviu ao Vietnã como fotógrafo de combate e, segundo o próprio artista, a experiência na guerra ajudou a criar seu estilo de maquiagem, pois ao registrar os cadáveres mutilados, tentava focar na destruição como se fosse efeito especial para que não surtasse com todo o horror mais do que real. Quando voltou do Vietnã, resolveu estudar na Carnegie-Mellon University e ganhou uma bolsa de estudos integral no programa de atuação e direção. Em 1974 gravou seu primeiro filme, o Confissões de um Necrófilo. Em 1977 conheceu George Romero, diretor do clássico Night of the Living Dead (1968) e formou a parceria no mesmo ano com o filme Martin. No ano seguinte fizeram Dawn of the Dead que foi um dos grandes sucessos de Savini como maquiador de efeitos especiais. Além de fazer vísceras mega reais e membros decepados, o maquiador também interpretou o líder da gangue de motoqueiros. Nos anos 80, Savini criou a imagem de Jason Voorhees de Sexta-Feira 13. Fez também Maniac (1980), Creepshow (1982) e Day of the Dead (1985), sendo os dois últimos de Romero. Também dirigiu o remake de Night of the Living Dead em 1990 que teve o roteiro reescrito pelo diretor amigo. Savini também criou sua escola em 2000, a Tom Savini’s Special Make-Up Effects Program na Douglas Education Center em Monessen, Pennsylvania, em que ensina tudo sobre efeitos especiais na maquiagem.

David Miller

Outro cara que fez um trabalho inesquecível para o terror cinematográfico foi David B. Miller. Ele foi responsável pela cara assustadora de Freddy Krueger da Hora do Pesadelo (1984). Miller começou em 1982 com o filme Monstro do Pântano e quando conheceu o diretor Wes Craven sua carreira deslanchou. Para criar o rosto de Krueger, o maquiador fez uma pesquisa profunda com vítimas reais de queimadura para que parecesse o mais real possível. A aplicação da maquiagem no ator Robert Englund durava em média de quatro horas. Miller também trabalhou em filmes como Corra que a Polícia vem aí (1988), Contos da Cripta (1989), Coração Selvagem (1990) e no seriado Angel, o vampiro namorado da Buffy.

Tom Sullivan

Outro maquiador conhecido de filmes de terror é o Tom Sullivan. O artista começou sua carreira depois que sua namorada na época o apresentou ao diretor Sam Raimi. Os dois se entenderam, pois Sullivan era fascinado com animação stop-motion e efeitos especiais. Sam o achou promissor e a parceria foi feita em Evil Dead (1981), um clássico do terror independente. Sullivan também fez a Mosca 2.

A lista é grande e acredito que rola um post parte dois para dar continuidade, mas quem tiver mais interesse em conhecer tem mais aqui.

Trilhas sonoras que amo

Dia desses estava ouvindo a trilha do filme “Segundas Intenções”, um filme que adorava quando era adolescente. Gostava tanto que comprei o cd. Música faz bem para qualquer coisa, inclusive para filmes e até novelas. Fiz uma listinha com algumas trilhas sonoras que se encaixaram perfeitamente no filme – o que não é fácil.

JUNO SOUNDTRACK

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De cabo a rabo: perfeita. Começa Barry Louis Polisar que, pra mim, é uma das melhores músicas pra começar um filme, passando por Kimya Dawson que escreveu bastante para o disco. Tem The Kinks, Belle & Sebastian, Velvet Underground e até o dueto dos atores Michael Cera e Ellen Page. Tem no Spotify aqui.

PEQUENA MISS SUNSHINE

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Podem me julgar, mas adoro as trilhas desses filmes alternativos e Little Miss Sunshine não seria diferente. A banda Devotchka produziu grande parte das músicas que compõem o filme, juntamente com Mychael Danna. Mas também tem  Sufjan Stevens, Rick James, entre outros. A que mais me lembra o filme é:

KILL BILL vol 1

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Falar de soundtrack e não citar nada do Quentin Tarantino seria muita birra da minha parte. Escolhi de Kill Bill porque já começa com Nancy Sinatra e tem Isaac Hayes, Bernard Herrmann, Quincy Jones, ou seja, muito respeito pelo RZA do Wu-Tang Clan que produziu essa belezinha.Você acha aqui.

MARIA ANTONIETA

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Confesso que nem acho esse filme tudo isso, mas AMO a trilha sonora. Tem muita banda boa dos anos 80 como Siouxsie and the Banshees, New Order, Adam and the Ants, entre outros, contando até com Vivaldi. Escute aqui.

TRAINSPOTTING

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Que delícia de trilha sonora, não é mesmo? Para ajudar, vai ter parte 2 com elenco original e no novo trailer tinha Lust for Life do Iggy Pop, uma das músicas-chave dos drogaditos queridos. A escolha para embalar a doidice é muito boa: Lou Reed, Blur, Brian Eno, Joy Division, New Order, entre outros. Disponível aqui.

500 DIAS COM ELA

Desculpa pelo overrated (deixa vir o próximo), mas acho essa trilha sonora uma graça! Tem Regina Spektor, The Smiths, Black Lips, Pixies, Carla Bruni e até She & Him (banda da Zooey Deschanel). Tem aqui.

AMÉLIE POULAIN

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Um clássico, um amor. Yann Tiersen ficou super conhecido graças a esta trilha sonora. Impossível não escutar e lembrar cada momento desse filme gracinha (era viciada nele). Você escuta aqui.

AMADEUS

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Última, mas não menos importante: Amadeus. Esse filme fez parte de todas as fases da minha vida, eu sei exatamente qual música vai tocar em cada parte dele. Inclusive posso falar de boca cheia que assisti uma parte desse filme na casa do próprio Mozart, em Viena. GRAZIE, SIGNORE!

E você? Qual a trilha sonora que mudou sua vida musical?

ROTAROOTS – 5 Filmes para o Oscar da vida

Um meme do ROTAROOTS para fechar a semana. A brincadeira é: indicar cincos filmes novos ou velhos para Oscar – que está chegando, inclusive. São filmes que marcaram a vida e prometi que não iria colocar Amadeus, A Liberdade é Azul, Scarface e outros que sempre cito. Vou diversificar um pouco, ok?

Melhor é Impossível

Oscar de melhor evolução de personagem

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Já perdi a conta de quantas vezes assisti este filme e só posso dizer que o amo muito! Adoro ver a evolução do personagem do Nicholson que tem TOC severo e é um escroto de carteirinha. Tirar alguém da misantropia não é fácil e precisa muita paciência. Eu nem precisaria indicar este filmaço pro Oscar porque o Jack Nicholson ganhou como melhor ator e a Helen Hunt como melhor atriz. Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo!

Ghost World

Oscar de melhor filme que ninguém dá valor

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Outro filme que assisti diversas vezes e, para minha surpresa, foi indicado para Oscar de Melhor roteiro adaptado em 2001. Não sabia mesmo e achei MUITO legal. Esse filme é sobre pessoas que não conseguem se encaixar direito na sociedade por “n” motivos, mas possuem empregos e vidas normais. Vale a pena, pessoal!

O Iluminado

Oscar de melhor terror psicológico

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Um clássico, um sucesso, um amor do meu coração. Lembro que assisti pela primeira vez com uns 13/14 anos e nunca mais larguei desse maior terror psicológico cinematográfico. Tenho camiseta, um DVD antigaço, já pendurei uma foto do Jack Torrance atrás da porta (quando morava sozinha) e me borro de medo do Overlook Hotel. Só não li o livro, shame on me. Merecedor do Oscar eterno.

Gritos e Sussurros

Oscar de melhor filme intimista

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Teve uma época que assisti vários filmes do Bergman e fiquei chocada com a ousadia e beleza da direção desse sueco. Ele era muito fora do tempo dele, muito mesmo. Gritos e Sussurros é um dos meus prediletos. É um filme pesado sobre morte, sofrimento, amor fraterno. E é bem colorido, apesar de tudo. Fui pesquisar se ele tinha sido indicado ao Oscar na época (1972) e descobri que foi como melhor filme e não como melhor filme estrangeiro, o que foi algo inédito.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Oscar de melhor filme mimimi

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Jamais fujo do clichê, né? Mas esse filme é muito importante para mim. Toda vez que fico chateada por causa do coraçãozinho, dou uma (re)assistida pra chorar um pouco com esses dois (Joel e Clementine). Ele realmente ganhou o Oscar por Melhor roteiro original.

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ROTAROOTS – O que eu salvaria se minha casa tivesse pegando fogo?

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Um dos temas do ROTAROOTS desse mês é um SENHOR desafio para mim. O tema foi inspirado no projeto The Burning House em que as pessoas compartilham objetos que elas salvariam se a casa estivesse pegando fogo. Para quem não sabe: eu tenho fama de acumuladora entre os amigos (porque não me acho, mas ok). Costumo guardar caixinhas, garrafas bonitas, tickets de cinemas, entre outras coisas. Dou valor aos meus pequenos pertences e meu quarto parece um antiquário mesmo, não nego.

Resolvi participar desse tema para fazer um teste: o que realmente importa no meu quarto? Juro que fiquei um pouco perdida e seria capaz d’eu morrer queimada tentando separar minhas tralhas. No fim consegui escolher o que realmente achei necessário levar, a maioria com cunho sentimental. Algumas coisas foram realmente óbvias como o Camões, os livros do Dalton Trevisan e meu DVD Amadeus, mas o restante foi um pouco difícil escolher. Vou explicar o significado de cada um:

Camões

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Óbvio e evidente que ele seria o primeiro de todos. Eu deixaria tudo e só o levaria, fato. Acho que só sairia de casa com ele mesmo. Olha a carinha desse danado, como viveria sem esse bichinho bondoso? NUNCA. Afinal de contas, ele fez até pose para participar da brincadeira.

Retrato da Vó Santa

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Essa foto é muito importante para mim porque foi um momento inesquecível com minha vó. Ela estava em casa e queria ouvir música. Peguei meu discman e coloquei um cd da Elis Regina para ela escutar. Ela amou muito e eu também. Ainda bem que tinha minha Vivitar para registrar, <3. Super levaria essa foto comigo.

Livros do Dalton Trevisan

Não são apenas livros do Dalton Trevisan. São livros DADOS pelo próprio Dalton Trevisan. Em mãos. Autografados. Com meu nome completo e tudo.

Eu não pretendo me aprofundar muito por aqui, acho que seria falta de respeito com o autor, mas adianto que esses livros são mais do que importantes para mim. É pura magia, uma realização de algo muito especial e mentalizado em uma semana. O livro amarelo d’O Vampiro de Curitiba era da minha mãe que foi dado pela minha tia em 74 (sei o ano, pois tem dedicatória). Eu o guardo desde os meus 15/16 anos quando tive o primeiro contato com sua obra no Ensino Médio. Tenho quase 29 anos, então do the math. Acho que pessoas “esquisitonas” acabam se encontrando por aí. APENAS ACHO.

DVD Amadeus

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Esse aí eu daria um jeito de levar. Por que? Simplesmente porque foi meu primeiro dvd e presente dado pela minha mãe – que não costuma fazer surpresas desse tipo. Amadeus é um dos meus filmes prediletos desde os meus 10 anos. Lembro que Mary O. alugou e eu não queria vê-lo. Depois da birrinha inicial, resolvi assisti-lo e foi paixão fulminante. Lembro que alugava o filme constantemente. Antes de comprar o aparelho de DVD, mamãe me deu o filme e foi muito emocionante (foi presente de uma viagem que ela fez em 2001). Sim, eu preciso comprar uma edição mais nova, só que jamais vou descartá-lo. Queria levar meu box da Trilogia das Cores, só que ficaria demais, heh.

Jaqueta Adidas + Farm

rootaroots-o-que-eu-salvaria-se-minha-casa-tivesse-pegando-fogo 5Não queria que essa lindeza pegasse fogo. Por mim usaria essa jaqueta todo dia, mas né? Aqui faz muito frio, hahaha. Modéstia a parte, acho que fico bem com essa cor e adoro esse acabaxi cheio de flor. Não vejo a hora de chegar a outra coleção.

Livro Humans of New York

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Ah, não gostaria de deixar essa belezinha pra trás… esse livro me emociona porque sou uma people watcher de carteirinha e esse projeto representa o que acho interessante no ser humano: o estilo e estórias únicas.

Brinco Christopher Alexander

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Já contei aqui o quanto amei esse brinco e a paixão só aumenta. Desde que o comprei, o usei vááárias vezes e estipulei um dia da semana para colocá-lo: toda quinta. Claro que se eu tiver vontade de usá-lo em outros dias, o farei… mas quinta-feira é oficial. Soy loca? Ah, depois vou fazer um post com os brincos que invisto. Tenho um maravilhoso que é de uma designer brasileira que vive no Leste Europeu e faz peças baseadas no Matyó. Eu adoro marcas desconhecidas com material exótico.

Bota Schutz

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Vou contar para vocês: foi uma luta conseguir essa bota. Foi antes de virar a tal moda e não conseguia achá-la de jeito nenhum. A Schutz já tinha lançado um outro modelo em 2011, mais ou menos quando a “Susan” da Céline estava em alta lá fora. Ok, em 2012 eu vi uma bota parecida no IG da Kat von D. e coloquei na cabeça que iria tê-la. Primeiro pesquisei a marca (não sabia se era Arezzo, Santa Lolla ou Schutz), depois fiquei dando F5, registrei e-mail, mandei DM etc, até conseguir a volta dela. Confesso que tenho outros modelos parecidos em outras cores (vermelho, bege), mas essa ainda é a mais amada de todas.

Caixinha com rímel e delineador

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Desculpaê, mas minhas maquiagens são essenciais. Jamais deixaria minhas máscaras e delineadores para trás, ainda mais sabendo que gastei uma nota nesses xaxados. Triste seria deixar todos os meus batons (acho que levaria o Outlaw da Kat von D.). 

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