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Low brow com Brandi Milne

Como muitos sabem, sou grande entusiasta do low brow, como já contei em diversos posts daqui. Uma artista dessa linha que adoro é Brandi Milne. Nascida nos anos 70 em Anaheim, California, Milne sempre acompanhou os cartoons clássicos, brinquedos, doces, a Disney e os feriados em família que sempre preencheram sua imaginação. O trabalho dela é rico justamente nessas referências de infância, além de detalhes como amor, perda, dor e coração partido – tudo lindamente coberto por doces. Sempre usando esses elementos, a artista cria um mundo surreal comandado por ela.

Com sua arte consistente no universo low brow e com grandes nomes a acompanhando como Mark Ryden, por exemplo, Brandi já participou de exposições internacionais e pelos Estados Unidos. Também já apareceu em revistas renomadas como a Hi Fructose e Bizarre Magazine. Em 2008, ela publicou seu primeiro livro, o So Good For Little Bunnies e, em 2014, foi a vez de Frohlich, ambos pela Baby Tattoo Books. Brandi também já colaborou com sua arte em algumas companhias como a Billabong, Disney, Sugarpill Cosmetics e Acme Film Works para CVS Pharmacy. Este ano ela terá uma nova exposição que começará em 19 de Agosto, na Galeria Corey Helford, em Los Angeles. Sucesso!

Para segui-la: Fanpage | Instagram

Lowbrow com Scott Moore

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Scott Moore é um artista americano de lowbrow. Nascido em Los Angeles, Moore estudou na John Pike Watercolor School, em NY e hoje possui sua própria escola, a Scott Moore Watercolor Workshops, em Laguna Beach. O trabalho dele é incrível com aquela pegada retrô que adoramos.

O processo criativo de Moore é muito interessante: ele utiliza de fotos antigas, cartazes e até objetos reais (geralmente brinquedos) para criar suas obras – que quase sempre possuem fachadas bonitas e detalhes oversized. Aqui ele conta passo a passo, inclusive ele se usa como modelo em algumas ocasiões, além da sua memória afetiva infantil.

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Ps:- para quem não sabe o que é lowbrow, indico ler este post aqui.

Fanpage do amor: Lowbrows Popsurrealists

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Lembro que lá em 2005, bem no comecinho do DeviantArt e LiveJournal, descobri artistas como Mark Ryden, Ray Caesar, Camille Rose Garcia, Junko MizunoTrevor Brown, entre outros e achava simplesmente O máximo. Lá no meu falecido LiveJournal (era fechado, poucos posts em público), cheguei a entrar em algumas comunidades de lowbrow e babyart.

Depois que me mandei do LJ, parei de acompanhar como fazia antigamente e fiquei um pouco por fora (tem tumblr para isso) de artistas novos de Lowbrow. Por conta disso, fiquei feliz ao encontrar a fanpage Lowbrows e PopSurrealists! Ela é bem completa e vem linkada com o site oficial do artista. Tô adorando voltar para esse mundo underground de arte pop surrealista. Para quem não conhece: O termo “lowbrow” é uma gíria que significa vulgar, inculto, é o contrário de “highbrow” que é o “intelectual”. A arte lowbrow também é conhecida como pop surrealism, urban folk e outsider art. Os artistas possuem referências mais underground como cartoons, tatuagens, quadrinhos, Filmes Trash B, Naïf, cultura gótica (<3), grafite, bandas indies, hot rods, kitsch e, é claro, surrealismo. Saiba mais aqui.

É um mundo a parte, algumas artes são realmente bizarras e cheias de detalhes e é por isso que admiro. Outra coisa: você identifica que é lowbrow pelo traço e tema. Separei alguns trabalhos da fanpage mesmo:

Bunny Mazhari

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Juan Gatti

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Ana Bagayan

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Sergio Mora

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Richard J. Frost

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Natalie Shau

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Nouar

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Capas de vinis maravilhosas

Dias desses encontrei um perfil maravilhoso no Pinterest com as melhores pastas do universo. Era do americano Todd Skelton, um entusiasta da estética nipônica, do horror, low brow e uma sorte de assuntos que adoro. A curadoria dele é muito bem feita e um álbum em especial me chamou a atenção, o das capas de vinis: todas dos anos 50, 60 e 70 com o teor kitsch, de terror, humor etc. Todd fez uma seleção digna que tem John Waters, Serge Gainsbourg, Surf music, satanismo, Divine e até do mordomo da Família Addams.

Você conseguiu, leticia_kiedis@hotmail.com

Ai, ai. Nem sei como iniciar esse post, mas vou tentar de forma bem jacu: imagine uma menina de 14 anos que adorava Red Hot Chili Peppers, mas morava no interiorrr do Paraná e trocava um ovo de páscoa por um CD da banda (Californication). Essa mesma garota, ainda com 14 anos, ganhou de presente  de 15 anos uma viagem pra Disney (awwn, que legal!) e resolveu gastar um pouco do seu dinheirinho contado em um CD chamado Blood Sugar Sex Magik, pois sabia que não iria encontrar na cidade em que morava. Depois de um tempinho, finalmente ela teve acesso a internet discada e seu primeiro e-mail era leticia_kiedis@hotmail.com. E ela entrava em fã clubes do Yahoo e tudo era legal, só que ela não tinha idade em ir aos shows etc etc etc. Tá, chega!

voce-conseguiu-leticia_kiedishotmail-com_0Eu cresci (pero no mucho), mudei de cidade e hoje em dia consigo pagar meus shows na medida do possível. Então que eu e minha amiga de trabalho Gabi (beijos, gata!) resolvemos ir para São Paulo, dia 07 de novembro, para ver Yeah Yeah Yeahs e Red Hot Chili Peppers.

Fomos na excursão do Curitiba Underground que recomendo altamente pela organização, preço e facilidade. Foi um bate-volta bem cansativo, mas valeu a pena. Adendo importante: por favor, pessoal de Curitiba, parem de utilizar o serviço de táxi do LigTáxi (3333cu3333) porque fui atendida por um taxista MUITO grosso  às 5 da manhã e ninguém merece, right? Utilizem esse aqui que é mais negócio.

Ok, voltando: eu juro por tudo que é mais sagrado que não estava ansiosa para esse show. Não sei o que rola comigo, mas só surto no dia mesmo. Tanto é que esqueci de contar para o pessoal que tinha comprado o ingresso (que peguei no dia). Só quando cheguei no Anhembi que realmente me dei conta que estava prestes a ver meus ídolos de adolescência e soltava um gritinho nervoso de meia em meia hora.

O triste mesmo foi entrar no estádio e deparar com o espaço entre o palco, pista premium e a pista comum. Eu estava na pista normal e a distância era imensa, ridícula mesmo. E o mais triste ainda foi ver que sobrou um senhor espaço na pista premium que poderia ser dado para os pobres da pista normal como eu. Igualdade de pistas, KD?? Isso me murchou de um jeito que só a Gabi (minha parça) entende. Tentei abstrair esse fato e fiquei esperando a entrada do Yeah Yeah Yeahs que é uma banda que sempre quis ver ao vivo porque adoro a Karen O.

They don’t love you like i love you

A pontualidade foi bonita: desde a abertura dos portões, do primeiro show ao principal foi tudo bem britânico. Na hora do show do YYYs comecei a ir mais para frente e consegui assistir bem pelo TELÃO. Antes isso do que nada. Karen O. sempre exótica e parecendo o Marilyn Manson, já o som estava meio ruim e a setlist foi marromeno. Eu tenho testemunha ocular (Gabi again) desse lance que aconteceu: eu era a ÚNICA na pista que estava realmente curtindo o show aka cantando e dançandinho. Quando começou a tocar Runaway,  dei um gritinho e todo mundo olhou para mim, WHAT. Eu cantei a música inteira sozinha. Foda, mas nem aí, viu? Achei nada a ver essa banda abrir RHCP porque não tem muita ligação e o público principal nem conhecia. O interessante foi o respeito da galera: ninguém cantou, mas não ficou apavorando com gritos pedindo para sair ou algo do gênero. Todo mundo estava ciente que eles abririam e a banda é muito boa, então…

I’m a low brow but I rock a little know how

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Bem, depois que terminou YYYs, já começaram a desmontar o palco e em uma hora estava tudo pronto para os cacuras entrarem. Às 21h04, entra Anthony Kiedis e sua trupe, e eu comecei a ficar toda emocionada. Confesso que não escutava os caras como antes, porém é inevitável não ter um carinho especial. A setlist foi bem democrática e teve desde do antigão, hits a atuais. Eles estavam bem simpáticos, teve muito jam, o Flea entrou plantando bananeira e conversou bastante (não entendia metade, haha).

Fiquei tão feliz em cantar Otherside junto com uma galera e fiquei MUITO emocionada com Under the Bridge, escorreu até lágrima. Foi um show meio egomaníaco porque fiquei pensando o tempo todo da minha mocidade até agora (hahaha). Nada muito complicado, é claro, nunca passei fome, nem nada… mas consegui caminhar bem e meu objetivo atual é ganhar mais para comprar um apartamento e ser a rainha da pista premium, HAHAHA.

Enfim, eu adorei a vibe desse show, a animação, as músicas escolhidas (colocaria Scar Tissue, Suck My Kiss, Breaking the girl, Apache Rose Peacock, Knock Me Down e o JOHN FRUSCIANTE).  Voltei para casa muito feliz, rouca e esperando próximo show.