Cinema

Filmes que destruíram meu coraçãozinho

Este final de semana assisti a um filme lindo, porém cruel, triste e verdadeiro. Doeu meu coração mesmo, sabe? Queremos finais felizes pelo menos na ficção e quando encaramos um lance mais real no cinema, ficamos chocados e chateados. Eu sabia que o filme (logo irei falar dele, calmae) em questão era pesado e bem dramático, então estava meio que preparada pro pé no peito. Mas, né? Nem quando você está preparado para o pior, atenua o susto e a tristeza. Fiz uma lista de filmes que partiram meu coração:

Dançando no Escuro

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O Lars von Trier adora fazer o telespectador sofrer, não é mesmo? Pois Dançando no Escuro foi um dos filmes que mais chorei na minha vida. Lembro que o assisti pela primeira vez na faculdade e era em VHS (haha), sai arrasada pra minha casa e fiquei chorando até dormir. É um filme pesadíssimo, de injustiça, ganância, traição, filhadaputagem mesmo. Mas também tem amor, amizade e uma beleza trágica. Depois de um ano que o assisti, não sei porque cargas d’água, resolvi assisti-lo novamente no telecine. Para ter noção: eu CHORAVA na chamada. Na realidade sei sim porque assisti de novo: queria testar se iria sentir a mesma tristeza da minha primeira vez. Sim, senti e me babei toda. Lars sádico e Letícia masoquista, apenas. Bom, o filme é um drama musical e minha vontade em assisti-lo foi por causa da Björk e a Catherine Deneuve. Para saber sobre ele, leia aqui.

Amor

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Um filme que fugia horrores porque tinha consciência que era drama puro. Pois bem, ano passado o Telecine Play o liberou de graça e resolvi assistir. Fiquei chocada, triste, chorei e procurei o post que fiz no meu facebook depois de ter o assistido:

Eu convivi com minha vó dos meus sete aos 20 e poucos anos. passava muito tempo com ela e a vi envelhecendo, perdendo a visão, dando uma leve caducadinha (foi muito rápido, logo ela ficou lúcida). então, em algumas cenas em que Madame Riva (sensacional) fica frustrada por estar naquele estado, instantaneamente lembrei da Dona Santa. Tivemos momentos tensos juntas (nunca vou esquecer quando a vi chorando porque não conseguia colocar a linha na agulha – sendo que ela era uma costureira, bordadeira etc de mão cheia). Meu peito deu um nó gigante ao assistir esse filme, mas realizei o quanto amei (amo) minha vó, tendo em vista que sentia um imenso prazer em cuidar dela. graças a Deus ela ficou lúcida até o fim e teve uma morte muito leve (dormindo), ela merecia. E é isso que você deseja para quem você mais ama: que a morte seja boa, já que é inevitável.  No início de “Amor” meu lado libriana foi muito aflorado, mas logo minha percepção mudou e começou a ficar tudo muito bizarro e tenso. o Amor dessa película é agonizante, não é fácil, mas existiu e muito (do fato que ele cuidou dela SIM e fazia o que podia e não podia). O resto não vou comentar por aqui porque é spoiler, mas vale a conversa. ah, a cena do álbum de fotos me fez suspirar.

Alabama Monroe

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Este é o filme que me refiro no início no post. Ele já começa com um momento mega frágil, onde a filha do casal (Elise e Didier) está em tratamento da leucemia. A narrativa não é linear (confesso que adoro isso) e mostra como o casal se conheceu, quando ela engravida sem querer, a descoberta da doença da criança etc. Tudo isso embalado ao som de um belo bluegrass. O filme é de uma intensidade emocional fortíssima e mostra de forma crua, brutal e realista sobre temas como amor, dor, fé, religiosidade, superação e sexo. É belíssimo, tem uma fotografia de tirar o fôlego e um enredo pra você ficar arrasado. Aqui tem uma crítica bem legal.

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chorei mesmo

 

Oscar 2015 – Só os lindos

Este ano vou dar continuidade ao Oscar Só Lindos. Assisti até metade da premiação e vi o melhor momento de todos que foi o discurso da Patricia Arquette sobre a igualdade de direitos para mulherada do United States of UNIVERSE. Daí teve Meryl deusa-do-cinema Streep e a gata J.Lo vibrando horrores na plateia a fim de nos representar – o que foi algo.

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“A cada mulher que deu à luz cada cidadão e contribuinte desta nação, nós lutamos para os direitos iguais de todos. É hora de haver igualdade salarial de uma vez por todas e direitos iguais para todas as mulheres nos Estados Unidos da América”. daqui
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YES SISTA

Como eu estava cansadona resolvi nanar e no dia seguinte soube que teve outro momento lindo: a apresentação da Lady Gaga e o abraço emocionado com Julie Andrews no final. Não sou fã MESMO de musicais, mas Noviça Rebelde fez parte da minha infância e até sei umas musiquinhas, logo fiquei arrepiada. Foi bonito, veja aqui.

É CLARO que não posso deixar de mencionar os vestidos mais belos (na minha opinião), afinal, o red carpet também é um evento interessante.

Prediletas do Oscar 2015

Achei as escolhas de 2014 bem mais cativantes, mas a Jennifer Lopez, Margot Robbie e Lupita Nyong’o representaram bastante. Cate Blanchett estava deslumbrante com o maxicolar Tiffany turquesa. E simplesmente amei o vestido da Laura Dern porque me lembrou uma armadura medieval chique. Ah, aqui tem post sobre cabelo e make.

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J.LO com Elie Saab sonho; Margot Robbie de Saint Laurent divo; Lupita vestiu Calvin Klein; Cate Blanchet estava de Margiela; Siena Miller de Oscar de la Renta; Rosamund Pike de Givenchy e Laura Dern de Alberta Ferreti

A festa da Vanity Fair e a Annual Elton John AIDS Foundation bombaram horrores também. As fotos do Mark Seliger para a VF continuam belas:

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Adam Levine apaixonado
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Borat, Isla Fischer e baby
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Jennifer Aniston com esse vestido lindo e seu boy magia Justin Theroux <3
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Oprah rainha da tv
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Lady Gaga tombando
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Mindy amada
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ESSE CASAL
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ESSE OUTRO CASAL

Prediletas da festa Vanity Fair

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Kat Dennings vestiu Lawren Sample. AMEI
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Jane gata Fonda de Diane von Furstenberg; Lily Collins e Sofia Vergara de Zuhair Murad; J.Lo também estava de Zuhair Murad e errou só nessa pele desnecessária. Ensinando os boy: TOM FORD <3 Fotos daqui

Para encerrar com muito amor

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ROTAROOTS – 5 Filmes para o Oscar da vida

Um meme do ROTAROOTS para fechar a semana. A brincadeira é: indicar cincos filmes novos ou velhos para Oscar – que está chegando, inclusive. São filmes que marcaram a vida e prometi que não iria colocar Amadeus, A Liberdade é Azul, Scarface e outros que sempre cito. Vou diversificar um pouco, ok?

Melhor é Impossível

Oscar de melhor evolução de personagem

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Já perdi a conta de quantas vezes assisti este filme e só posso dizer que o amo muito! Adoro ver a evolução do personagem do Nicholson que tem TOC severo e é um escroto de carteirinha. Tirar alguém da misantropia não é fácil e precisa muita paciência. Eu nem precisaria indicar este filmaço pro Oscar porque o Jack Nicholson ganhou como melhor ator e a Helen Hunt como melhor atriz. Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo!

Ghost World

Oscar de melhor filme que ninguém dá valor

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Outro filme que assisti diversas vezes e, para minha surpresa, foi indicado para Oscar de Melhor roteiro adaptado em 2001. Não sabia mesmo e achei MUITO legal. Esse filme é sobre pessoas que não conseguem se encaixar direito na sociedade por “n” motivos, mas possuem empregos e vidas normais. Vale a pena, pessoal!

O Iluminado

Oscar de melhor terror psicológico

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Um clássico, um sucesso, um amor do meu coração. Lembro que assisti pela primeira vez com uns 13/14 anos e nunca mais larguei desse maior terror psicológico cinematográfico. Tenho camiseta, um DVD antigaço, já pendurei uma foto do Jack Torrance atrás da porta (quando morava sozinha) e me borro de medo do Overlook Hotel. Só não li o livro, shame on me. Merecedor do Oscar eterno.

Gritos e Sussurros

Oscar de melhor filme intimista

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Teve uma época que assisti vários filmes do Bergman e fiquei chocada com a ousadia e beleza da direção desse sueco. Ele era muito fora do tempo dele, muito mesmo. Gritos e Sussurros é um dos meus prediletos. É um filme pesado sobre morte, sofrimento, amor fraterno. E é bem colorido, apesar de tudo. Fui pesquisar se ele tinha sido indicado ao Oscar na época (1972) e descobri que foi como melhor filme e não como melhor filme estrangeiro, o que foi algo inédito.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Oscar de melhor filme mimimi

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Jamais fujo do clichê, né? Mas esse filme é muito importante para mim. Toda vez que fico chateada por causa do coraçãozinho, dou uma (re)assistida pra chorar um pouco com esses dois (Joel e Clementine). Ele realmente ganhou o Oscar por Melhor roteiro original.

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A complexidade dos personagens Antonionianos

ANTONIONI

Um dos diretores italianos que admiro além da conta é o Michelangelo Antonioni. Seus personagens são intensos, solitários, perturbados, inquietantes e, até porque não, cansativos. Para quem não sabe, ele fez a Trilogia da Incomunicabilidade (A Aventura [60], A Noite [61] e O Eclipse [62]). Segundo o próprio, os três filmes propõem mostrar a dificuldade das relações humanas, resultando em sentimentos como ansiedade e incompletude. Antonioni também faz uma crítica aos danos causados pelo capitalismo. A trilogia conta com minha musa capilar, Monica Vitti, que teve um romance com o diretor.

Se, na década de 60, a impossibilidade da comunicação já era um fato mais do que consumado, imagina hoje que afundamos os rostos em nossos smartphones? Eu, por exemplo, tenho uma certa dificuldade em me expressar sentimentalmente. Vou bem até um certo momento, mas quando presto atenção em detalhes pequeninos, fico tensa e começa a explosão de chorume emocional. As pessoas andam mais rasas do que nunca e desistem muito rápido do outro. Pra que entender a pessoa ao lado, se as janelas de chats estão piscando por aí?

É muito cansativo ter essa urgência em querer amar alguém, se você não encontra um ser humano disponível emocionalmente. Talvez o erro maior é a tal afobação em fazer dar certo, quando o medo, a possessividade, a falta de comunicação e a insegurança imperam. Um comparativo tosco que fiz esses dias: o amor é meio parecido quando você começa a fumar e acha que não vai viciar. Quando menos espera acaba com três maços por dia. Perdeu o controle total. To-da vez acredito que sairei ilesa ou serei feliz, e a realidade geralmente é oposta disso. DESMOTIVADOR, devo dizer.

Alguns dos personagens do Antonioni são misantrópicos, neuróticos e entendiados – características estas, que nos aproximam deles.  Separei alguns stills que me identifico muito.

A NOITE

Vou começar pel’A Noite porque é meu predileto da trilogia. O filme é sobre um casal (Mastroianni e Moreau) que está de saco cheio um do outro. Os dois visitam um amigo no hospital e depois vão para uma festa da high society italiana onde conhecem outras pessoas, inclusive a personagem maravilhosa da Monica Vitti. Aqui tem uma resenha muito bacana a respeito, mas devo dizer que o diálogo entre os personagens principais são certeiros para aqueles que sofrem de tédio (seja sozinho ou acompanhado).

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minha vida
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Quando você se sente sozinha, mesmo estando casada…
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Sim! Chama-se Karma sentimental

O Eclipse

Um filme pesado, um pouco arrastado, porém, com um final arrebatador. Vitti chega com uma personagem que acabou de terminar seu relacionamento e conhece um corretor da Bolsa de Valores, papel do belo Alain Delon (<3). O romance dos dois parece incerto e confuso – como tudo na vida. Antonioni mostra – mais uma vez – o engessamento das relações e a chatice da rotina capitalista. Aqui tem um resenha boa.

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queria não ter te amado, ou ter te amado melhor – ASS: EUZINHA
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Duas pessoas não deveriam se conhecer tão bem, caso elas queiram se apaixonar. e aí? sim ou não? falta de comunicação? revele menos?

A Aventura

Esse é o primeiro da tríade e o deixei por último mesmo. É a história de amigos que vão passear numa ilha inabitada da Sicília, e uma das meninas briga com o namorado e some. Os amigos vão atrás da moça, e durante esta busca é possível analisar o vazio existencial, tédio e a frustração dos personagens. Aqui tem uma crítica bacana a respeito.

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ADENDO: Deserto Vermelho

Deserto Vermelho é certamente meu filme predileto do Antonioni. Inclusive, já citei a Giuliana, personagem da Vitti, aqui. Além de ser o primeiro filme colorido do diretor, também é um dos mais densos. Imagina morar em uma cidade industrial com poluição excessiva, neblina, frio etc? Pensou em qualquer capital desse mundão velho de meu Deus? Eu também! Pois este filme continua com o tema da incomunicabilidade, tédio, solidão, vazio existencial e, principalmente, a neurose urbana. A personagem de Vitti é solitária, angustiada, não possui muito traquejo social – resultado de seu isolamento e, muitas vezes, é agressiva. Traumas pessoais e o capitalismo industrial são os grandes culpados do tormento da mulher em questão. Ao conhecer um dos funcionários de seu marido – dono de uma usina – Giuliana parece menos entendiada e consegue expressar sua agonia perante o mundo. Aqui tem uma resenha legal.

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Minha terapeuta falava isso pra mim também
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Minha vida toda eu segurei esse mapa mundi procurando um lugar pra me sentir melhor. Fugir realmente não adianta porra nenhuma. Leia isso aqui e entenda

“I’ve learned to value failed conversations, missed connections, confusions. What remains is what’s unsaid, what’s underneath. Understanding on another level of being.” ―Anna Kamieńska [daqui]

DVD que preciso ter: Harold & Maude

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Dando continuidade a este post aqui, vim falar de apenas um filme que vale por mil: Harold and Maude. A primeira vez que assisti “Ensina-me a viver” – título em português – foi no Telecine Cult e não faço a mínima do ano. Só lembro que já conhecia Cat Stevens, então deve ter sido em 2010. A única coisa que lembro foi que amei por demais e assisti outras vezes no mesmo canal. Como deu para perceber no título, infelizmente nunca o achei em DVD.

Para quem não gosta de humor negro e questões existencialistas, logo aviso: passe longe, pois tudo isso é bem explorado no filme de 71, dirigido por Hal Ashby. Vou dar uma resumida sobre essa belezura: Harold (Bud Cort) é um menino rico e mórbido que tem como hobbie frequentar funerais e simular sua própria morte a fim de encher o saco de sua mãe que, por sua vez, tenta ajeitar um casamento para ele. Em um desses velórios, ele conhece Maude (Ruth Gordon) que é uma senhora de 79 anos com uma alma extremamente livre.

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Graças à Maude, o garoto começa a enxergar as coisas belas da vida, aprende que música é algo libertador (a trilha é todinha do Cat Stevens) e cria um vínculo MUITO forte com ela. O restante prefiro não contar porque é spoiler. O que mais amo nesse filme é como exploram a liberdade conquistada pela Maude e as lições de desapego que ela costuma passar para o Harold. Além disso, a senhora fofa também é muito ferrenha em seus momentos sobre o ciclo da vida, sabendo exatamente como quer morrer e com qual idade. Apesar de ser extremamente ligado com o tema “morte”, Harold mostra que não é tão bem resolvido com encerramentos. E é exatamente nisso que me identifico com ele. Eu tenho meus momentos haroldianos, mas não sei lidar com finalizações.

Acredito que qualquer tipo de apego faz mal. É doloroso e cansativo. Inclusive, quando tentei me aproximar do Budismo, foi justamente para isso: aprender a arte do desapego (saiba mais aqui). As coisas acabam, as pessoas morrem (ou mudam) etcetera. O que aprendi com esse filme (e com a Maude):

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go – and love some more :)

Sejamos mais Maude e menos Harold:

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ah, não esqueça: if you want to sing out, sing out