Cinema

ROTAROOTS – 5 Filmes para o Oscar da vida

Um meme do ROTAROOTS para fechar a semana. A brincadeira é: indicar cincos filmes novos ou velhos para Oscar – que está chegando, inclusive. São filmes que marcaram a vida e prometi que não iria colocar Amadeus, A Liberdade é Azul, Scarface e outros que sempre cito. Vou diversificar um pouco, ok?

Melhor é Impossível

Oscar de melhor evolução de personagem

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Já perdi a conta de quantas vezes assisti este filme e só posso dizer que o amo muito! Adoro ver a evolução do personagem do Nicholson que tem TOC severo e é um escroto de carteirinha. Tirar alguém da misantropia não é fácil e precisa muita paciência. Eu nem precisaria indicar este filmaço pro Oscar porque o Jack Nicholson ganhou como melhor ator e a Helen Hunt como melhor atriz. Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo!

Ghost World

Oscar de melhor filme que ninguém dá valor

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Outro filme que assisti diversas vezes e, para minha surpresa, foi indicado para Oscar de Melhor roteiro adaptado em 2001. Não sabia mesmo e achei MUITO legal. Esse filme é sobre pessoas que não conseguem se encaixar direito na sociedade por “n” motivos, mas possuem empregos e vidas normais. Vale a pena, pessoal!

O Iluminado

Oscar de melhor terror psicológico

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Um clássico, um sucesso, um amor do meu coração. Lembro que assisti pela primeira vez com uns 13/14 anos e nunca mais larguei desse maior terror psicológico cinematográfico. Tenho camiseta, um DVD antigaço, já pendurei uma foto do Jack Torrance atrás da porta (quando morava sozinha) e me borro de medo do Overlook Hotel. Só não li o livro, shame on me. Merecedor do Oscar eterno.

Gritos e Sussurros

Oscar de melhor filme intimista

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Teve uma época que assisti vários filmes do Bergman e fiquei chocada com a ousadia e beleza da direção desse sueco. Ele era muito fora do tempo dele, muito mesmo. Gritos e Sussurros é um dos meus prediletos. É um filme pesado sobre morte, sofrimento, amor fraterno. E é bem colorido, apesar de tudo. Fui pesquisar se ele tinha sido indicado ao Oscar na época (1972) e descobri que foi como melhor filme e não como melhor filme estrangeiro, o que foi algo inédito.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Oscar de melhor filme mimimi

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Jamais fujo do clichê, né? Mas esse filme é muito importante para mim. Toda vez que fico chateada por causa do coraçãozinho, dou uma (re)assistida pra chorar um pouco com esses dois (Joel e Clementine). Ele realmente ganhou o Oscar por Melhor roteiro original.

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A complexidade dos personagens Antonionianos

ANTONIONI

Um dos diretores italianos que admiro além da conta é o Michelangelo Antonioni. Seus personagens são intensos, solitários, perturbados, inquietantes e, até porque não, cansativos. Para quem não sabe, ele fez a Trilogia da Incomunicabilidade (A Aventura [60], A Noite [61] e O Eclipse [62]). Segundo o próprio, os três filmes propõem mostrar a dificuldade das relações humanas, resultando em sentimentos como ansiedade e incompletude. Antonioni também faz uma crítica aos danos causados pelo capitalismo. A trilogia conta com minha musa capilar, Monica Vitti, que teve um romance com o diretor.

Se, na década de 60, a impossibilidade da comunicação já era um fato mais do que consumado, imagina hoje que afundamos os rostos em nossos smartphones? Eu, por exemplo, tenho uma certa dificuldade em me expressar sentimentalmente. Vou bem até um certo momento, mas quando presto atenção em detalhes pequeninos, fico tensa e começa a explosão de chorume emocional. As pessoas andam mais rasas do que nunca e desistem muito rápido do outro. Pra que entender a pessoa ao lado, se as janelas de chats estão piscando por aí?

É muito cansativo ter essa urgência em querer amar alguém, se você não encontra um ser humano disponível emocionalmente. Talvez o erro maior é a tal afobação em fazer dar certo, quando o medo, a possessividade, a falta de comunicação e a insegurança imperam. Um comparativo tosco que fiz esses dias: o amor é meio parecido quando você começa a fumar e acha que não vai viciar. Quando menos espera acaba com três maços por dia. Perdeu o controle total. To-da vez acredito que sairei ilesa ou serei feliz, e a realidade geralmente é oposta disso. DESMOTIVADOR, devo dizer.

Alguns dos personagens do Antonioni são misantrópicos, neuróticos e entendiados – características estas, que nos aproximam deles.  Separei alguns stills que me identifico muito.

A NOITE

Vou começar pel’A Noite porque é meu predileto da trilogia. O filme é sobre um casal (Mastroianni e Moreau) que está de saco cheio um do outro. Os dois visitam um amigo no hospital e depois vão para uma festa da high society italiana onde conhecem outras pessoas, inclusive a personagem maravilhosa da Monica Vitti. Aqui tem uma resenha muito bacana a respeito, mas devo dizer que o diálogo entre os personagens principais são certeiros para aqueles que sofrem de tédio (seja sozinho ou acompanhado).

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minha vida
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Quando você se sente sozinha, mesmo estando casada…
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Sim! Chama-se Karma sentimental

O Eclipse

Um filme pesado, um pouco arrastado, porém, com um final arrebatador. Vitti chega com uma personagem que acabou de terminar seu relacionamento e conhece um corretor da Bolsa de Valores, papel do belo Alain Delon (<3). O romance dos dois parece incerto e confuso – como tudo na vida. Antonioni mostra – mais uma vez – o engessamento das relações e a chatice da rotina capitalista. Aqui tem um resenha boa.

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queria não ter te amado, ou ter te amado melhor – ASS: EUZINHA
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Duas pessoas não deveriam se conhecer tão bem, caso elas queiram se apaixonar. e aí? sim ou não? falta de comunicação? revele menos?

A Aventura

Esse é o primeiro da tríade e o deixei por último mesmo. É a história de amigos que vão passear numa ilha inabitada da Sicília, e uma das meninas briga com o namorado e some. Os amigos vão atrás da moça, e durante esta busca é possível analisar o vazio existencial, tédio e a frustração dos personagens. Aqui tem uma crítica bacana a respeito.

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ADENDO: Deserto Vermelho

Deserto Vermelho é certamente meu filme predileto do Antonioni. Inclusive, já citei a Giuliana, personagem da Vitti, aqui. Além de ser o primeiro filme colorido do diretor, também é um dos mais densos. Imagina morar em uma cidade industrial com poluição excessiva, neblina, frio etc? Pensou em qualquer capital desse mundão velho de meu Deus? Eu também! Pois este filme continua com o tema da incomunicabilidade, tédio, solidão, vazio existencial e, principalmente, a neurose urbana. A personagem de Vitti é solitária, angustiada, não possui muito traquejo social – resultado de seu isolamento e, muitas vezes, é agressiva. Traumas pessoais e o capitalismo industrial são os grandes culpados do tormento da mulher em questão. Ao conhecer um dos funcionários de seu marido – dono de uma usina – Giuliana parece menos entendiada e consegue expressar sua agonia perante o mundo. Aqui tem uma resenha legal.

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Minha terapeuta falava isso pra mim também
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Minha vida toda eu segurei esse mapa mundi procurando um lugar pra me sentir melhor. Fugir realmente não adianta porra nenhuma. Leia isso aqui e entenda

“I’ve learned to value failed conversations, missed connections, confusions. What remains is what’s unsaid, what’s underneath. Understanding on another level of being.” ―Anna Kamieńska [daqui]

DVD que preciso ter: Harold & Maude

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Dando continuidade a este post aqui, vim falar de apenas um filme que vale por mil: Harold and Maude. A primeira vez que assisti “Ensina-me a viver” – título em português – foi no Telecine Cult e não faço a mínima do ano. Só lembro que já conhecia Cat Stevens, então deve ter sido em 2010. A única coisa que lembro foi que amei por demais e assisti outras vezes no mesmo canal. Como deu para perceber no título, infelizmente nunca o achei em DVD.

Para quem não gosta de humor negro e questões existencialistas, logo aviso: passe longe, pois tudo isso é bem explorado no filme de 71, dirigido por Hal Ashby. Vou dar uma resumida sobre essa belezura: Harold (Bud Cort) é um menino rico e mórbido que tem como hobbie frequentar funerais e simular sua própria morte a fim de encher o saco de sua mãe que, por sua vez, tenta ajeitar um casamento para ele. Em um desses velórios, ele conhece Maude (Ruth Gordon) que é uma senhora de 79 anos com uma alma extremamente livre.

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Graças à Maude, o garoto começa a enxergar as coisas belas da vida, aprende que música é algo libertador (a trilha é todinha do Cat Stevens) e cria um vínculo MUITO forte com ela. O restante prefiro não contar porque é spoiler. O que mais amo nesse filme é como exploram a liberdade conquistada pela Maude e as lições de desapego que ela costuma passar para o Harold. Além disso, a senhora fofa também é muito ferrenha em seus momentos sobre o ciclo da vida, sabendo exatamente como quer morrer e com qual idade. Apesar de ser extremamente ligado com o tema “morte”, Harold mostra que não é tão bem resolvido com encerramentos. E é exatamente nisso que me identifico com ele. Eu tenho meus momentos haroldianos, mas não sei lidar com finalizações.

Acredito que qualquer tipo de apego faz mal. É doloroso e cansativo. Inclusive, quando tentei me aproximar do Budismo, foi justamente para isso: aprender a arte do desapego (saiba mais aqui). As coisas acabam, as pessoas morrem (ou mudam) etcetera. O que aprendi com esse filme (e com a Maude):

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go – and love some more :)

Sejamos mais Maude e menos Harold:

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ah, não esqueça: if you want to sing out, sing out

Fanpage do amor: Citando Cinema

Cinema pra mim é amor verdadeiro e eterno. Confesso que tenho uma queda pelo europeu, apesar de curtir besteirol americano, comédia romântica clichê, entre outros. Não tenho preconceitos e, desde que me distraía, já venceu na vida. Ando acompanhando com carinho uma fanpage chamada “Citando Cinema“. Para quem gosta de cinema cult, vai ficar bem feliz em ver screenshots com legendas em português. Me identifico tanto com frases de efeito de filmes que me marcaram… Separei alguns:

citando 10
A Carta (Manoel de Oliveira, 1999)
citando 9
Liv & Ingmar, 2012, documentário
citando11
L’important C’est D’aimer (Andrzej Zulawski, 1975)
Citando Cinema
O Deserto Vermelho (Michelangelo Antonioni, 1964)
Citando Cinema 2
Ghost World (Terry Zwigoff, 2001)
citando 7
Antes do Amanhecer (Richard Linklater, 1995)
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Cria Corvos (Carlos Saura, 1976)
citando 5
Masculin Féminin (Jean-Luc Godard, 1966)
citando cinema 4
Tirez Sur Le Pianiste (François Truffaut, 1960)
citando 6
Opening Night (John Cassavetes, 1977)
Citando Cinema 3
Whatever Works (Woody Allen, 2009)

Filmes em DVDs que eu gostaria de achar

Tem uns filmes de infância e adolescência que marcam nossas vidas e dá vontade de abraçá-los para todo o sempre. Antigamente eu vivia comprando DVD nas Americanas ou em sites especializados a fim de montar minha DVDteca. Hoje em dia raramente compro, mas tem alguns que eu gostaria MUITO de achar para assistir de novo e guardá-los na estante. A minha última alegria foi quando encontrei “Um morto muito louco” por R$ 9,90, em 2011, provavelmente. Aproveitei o momento nostalgia cinematográfica e fiz uma listinha básica:

 Tiny Toon Adventures: Férias Animadas

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Eu simplesmente AMAVA esse filme do Tiny Toons. Volte e meia alugava o VHS e assistia várias vezes. É muito sem noção: os amiguinhos vão tirar as férias da escola e cada grupo passa por apuros da pesada. O Presuntinho e o Plucky Duck vão para um parque de diversão e os pais do porquinho dão carona para um serial killer que é loucaço por… BACON (hahahaha, amo). Já Lilica e Perninha se perdem no meio do mato e no rio. A produção é do Steven Spielberg, <3. PRECISO ACHAR ESSE FILME.

Eu sem você

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A primeira vez que assisti esse filme foi em dezembro de 2003, em Maringá, no canal GNT. Lembro de tudo isso porque foi um dia antes de prestar vestibular na faculdade que estudei, hehe. Depois consegui assistir mais uma vez pelo mesmo canal, outra vez no Telecine e nunca mais apareceu na programação. É um filme de baixo orçamento e bem cativante. Mostra a evolução da amizade de duas meninas que crescem juntas nos anos 80 e vão descobrindo como viver a duras penas. Uma amiga é mais instável, já a outra, que é interpretada pela Michelle Williams (com british accent), é mais nerd e começa a ficar incomodada com a encheção de saco da outra. Queria muito, mas MUITO achar esse filme em DVD.

Uma Cilada Para Roger Rabbit

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Outro CRÁÁÁSSICO da minha infância, né pessoal! A real graça desse filme era o fato de ter animação e humanos contracenando. Hoje em dia parece banal, só que em 1988 as coisas eram bem diferentes.  O filme é estilo noir e vem cheio de mistérios, além de personagens bizarros (jamais esquecerei do vilão derretendo). Nunca vi em DVD e adoraria tê-lo em casa. Ah, lembrei de Space Jam, só que acho que não faria tanta questão assim (ou não? adorava também).

Mamãe é de morte

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Esse filme é sensacional e não sei porque cargas d’água passava na sessão de tarde. É trasheira pura by John Waters, então valeu aí Rede Globo. Esse ano eu lembrei dele por causa do sapato branco – uma das cenas finais – em que a mãe mata a mulher por causa disso (não pode usar sapato dessa cor depois do Labor day, uma fia tá usando e a Kathleen Turner resolve matá-la, <3). O filme é sobre isso: ela mata todo mundo que faz merda por aí. É o Dexter dos bons costumes.

Os deuses devem estar loucos

os deuses devem estar loucos

Lembro que passava de dois em dois meses todo sábado à tarde, hahaha. Eu era criança quando assistia e chorava de rir. Talvez hoje não ache tanta graça, mas gostaria de tê-lo em casa. O que achava mais legal era a música que eles faziam da garrafa de coca-cola e a inocência do cara e das crianças. Sem contar como eles mostravam todo entrosamento com a natureza, sendo que os intrusos eram bem atrapalhados. Na real, a gente só incomoda aqueles que vivem numa nice e fora da nossa loucura toda, né?

Um Príncipe em Nova York

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Por último, mas não menos importante: esse clássico maravilhoso do Eddie Murphy. O Telecine Cult exibiu ano passado e o assisti legendado pela primeira vez. Obviamente nunca tinha visto a cena do “the royal penis is clean” e me acabei de dar risada. Muito necessário ter em DVD para rever mil vezes.

Tem outros filmes que gostaria de citar, só que a lista é giga e depois faço um post parte 2.