Decor

Banheiro e cozinha dos anos 80

A decoração dos anos 80 foi marcada por muitas cores e formas, bem como o grupo Memphis -fundado no início da década colorida em Milão-  mandava. Os criadores do estilo Memphis Ettore Sottsass, Barbara Radice, Michele De Lucchi, Marco Zanini, Martine Bedin, Natalie Pasquier e George Sowden enfatizavam a geometria, cores e a desproporção de algumas formas. Eles eram os punks do design e “lutavam” contra o minimalismo de outras décadas.

resumo do grupo memphis

Na realidade, vim para falar de banheiros e cozinhas dos anos 80. Fiz a introdução do Memphis porque foi a principal referência de design da época. Armários em aço, azulejos coloridos, piso de pastilhas, ladrilhos etc.

Apartamentos de filmes

Quem nunca sonhou em ter um apartamento próprio e montá-lo dignamente com móveis que combinem com seu estilo de vida e que não custem um rim? Pois trouxe algumas referências cinematográficas – algumas possíveis e outras para inspirar.

Bonequinha de Luxo

Amo tanto esse filme, nem sei quantas vezes assisti, já li o livro, enfim, amo. E amo mais ainda o apartamento da Holly. Ele era todo improvisado: sofá feito de uma banheira cortada, pallets, caixotes, malas usadas como decor e o famigerado violão. Espaço mínimo (mesmo sendo no Upper East Side), porém, nada que não dê para fazer uma festa. Não deixe de ver esse post do La Dolce Vita com o apto dela redecorado depois de conhecer o namorado brasileiro.

Laranja Mecânica

Este filme do Stanley Kubrick tem vários espaços interessantes: o apartamento dos pais do Alex, o bar (Moloko Vellocet), o apto da tia da yoga, do escritor etc. Resolvi focar no dos pais dele, pois adoro as paredes brilhantes da entrada com os quadros das mulheres de JH Lynch, o quarto minimal dele etc. É uma estética do anos 70 com um toque kitsch-futurista, o que é demais. Aqui tem um pouco das peças de decoração do filme.

Quero ser Grande

Pelamor que esse filme é incrível! Tom Hanks no seu melhor: ele fica adulto depois de fazer um pedido e de repente se vê morando num flat. Um flat que é decorado por uma criança (ele mesmo). Eu teria um pebolim em casa, hehe.

O Diário de Bridget Jones

Taí um filme que adoro! O apartamento da Bridget Jones de 2001 parece mega confortável para uma jornalista de 30 anos que mora sozinha, escolhe ficar em casa ouvindo Chaka Khan e tomando vodka.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Como deixar de citar o apê da Amélie Poulain, né? O diretor Jean-Pierre Jeunet usou algumas cores para compor o filme todo: vermelho, azul e amarelo que foram inspiradas no artista brasileiro Juarez Machado (já fui numa exposição dele quando morava em Maringá). O apartamento dela é bem decorado no estilo anos 50.  Aqui tem muitas curiosidades sobre o filme.

Os Guarda-Chuvas do Amor

Eu simplesmente detesto musicais. São poucos que gosto e infelizmente esse não é um que está na minha lista. É um clássico e muita gente adora, realmente não consegui porque cantoria demais me irrita em filme. Discurpa. Mas o apartamento que a personagem da Catherine Deneuve e sua mãe moram é lindo. Amo a paleta de cores utilizada, amo a decoração, amo os papéis de parede. Esse filme, visualmente, me agrada muito.

Para o post não ficar tão longo, acho que vou fazer parte 2.  Alguém tem mais um algum para sugerir? Lembrando que já escrevi sobre o apto da Mulher Gato aqui.

Design de interior anos 70

O post que vou fazer hoje não é nenhuma novidade do mundo dos blogs, mas resolvi fazê-lo porque acho incrível a decoração dos anos 70, principalmente as cores e texturas que eram utilizadas. Sou fã de tudo com cor, com muitos objetos, meio kitsch como contei aqui. Era uma misturada alucinada de plástico, azulejos com elementos gráficos (op art) ou com cores complementares do círculo cromático com uma pitada de design espacial (vide a pod chair), veludo, entre outros. Ah, sabe esse “rosa millennal” (Rose Quartz) blabla? Já era utilizado faz é tempo. Separei algumas referências dessa década:

quem lembra? o quarto do Alex DeLarge!

Aguardem que mais para frente, irei fazer um post somente com banheiro e cozinha dos anos 80 e apartamentos de filmes que eu moraria.

O Palácio Pink de Jayne Mansfield

Dia 29 de junho foi 50 anos de morte da atriz e bombshell americana Jayne Mansfield que faleceu em um acidente de carro aos 34 anos. Considerada um dos maiores símbolos sexuais das décadas de 50 e 60, ela chegou a ser playmate da edição de fevereiro de 1955 da Playboy. Como atriz foi vencedora de um Globo de Ouro e costumava fazer papéis com ênfase ao seu lado pin-up/sensual. Tanto que foi a primeira atriz a aparecer nua em uma produção hollywoodiana de 1963, o filme Promises! Promises!.

Jayne tinha predileção pela cor rosa e corações, e quando casou com o ator e fisiculturista Mickey Hargitay compraram uma mansão estilo mediterrâneo em novembro de 1957 com 40 quartos na 10100 Sunset Boulevard em Holmby Hills, Los Angeles. Em 1960, a revista LIFE fez uma matéria sobre o suntuoso espaço que Jayne, seu marido e filhos moravam.

É sabido que o investimento para a compra da mansão foi de $81,340 ($693,607 em 2017) que foi um dinheiro que ela havia herdado de seu avô materno Elmer Palmer. Mansfield pintou a casa de rosa onde tinha cupidos envolvidos em luzes pink florescentes, carpete pink na parede dos banheiros, banheira (rosa, claro) em formato de coração e uma fonte de champagne pink. Sim, tudo bem over como mandava o figurino da atriz. Inclusive, quem construiu a piscina em forma de coração rosa foi o próprio Hargitay que era encanador e carpinteiro antes de torna-se bodybuilder.

E você pensa que ganhar mobília em troca de publicidade começou com as blogueirinhas millenials de plantão? Não! Jayne fazia justamente isso: pedia para fornecedores de construção e mobília mandarem amostras de graça em troca de divulgação gratuita feita por ela. E assim eles o faziam porque né? Era a JAYNE MANSFIELD. Ela recebeu cerca de $150,000 ($1,279,088 em 2017) em mobília e materiais, pagando somente $76,000 ($648,071 em 2017 dólares).

A mansão foi vendida para o beatle Ringo Starr e depois para Cass Eliott e Engelbert Humperdinck. Em 2002, Humperdinck vendeu a casa que foi demolida em novembro do mesmo ano.

amo esse banheiro!

Fotos de Allan Grant para a LIFE

Tem um documentário sobre o Palace Pink também:

Villa La Pausa de Coco Chanel

Sabemos que Gabrielle “Coco” Chanel veio de uma família humilde, porém, sempre teve uma veia de empreendedorismo e bom gosto muito fortes. Já como estilista conceituada, Chanel construiu sua casa de verão, na Villa La Pausa com uma arquitetura charmosa e pontual. A casa fica numa região montanhosa, na vizinhança exclusiva da La Toracca que é localizada na Riviera França, na cidade de Roquebrune-Cap-Martin.

Construída em 1928 pelo arquiteto Robert Streitz especialmente para Coco Chanel e Hugh Grosverno, o segundo Duque de Westminster, a propriedade é sofisticada como a estilista. Chanel viveu em La Pausa de 1929 a 1953 e a decorou inspirada no orfanato em que morou na adolescência. Durante a construção, ela fazia viagens periódicas de Paris para supervisionar o trabalho e cuidar da decoração, sendo que insistiu em instalar uma réplica da escada de pedra do orfanato. Os detalhes também eram um tributo ao seu perfume Chanel No. 5 com camadas de cinco janelas repetidas por toda a casa. Todo material era do melhor, sendo que Coco e o Duque pediram mais de 20,000 de telhas curvas feitas a mão para construir o telhado e a mobília era em tons bege, branco e rosado.

A construção da casa – que possui de 930 metros quadrado e quatro hectares – custou 1,8 milhões de francos e possui sete quartos e banheiros, duas cozinhas, vista para o Mediterrâneo e mobília da metade do século passado escolhida a dedo pela estilista. O nome La Pausa veio da lenda de que Maria Madalena descansou perto das oliveiras do local em sua fuga de Jerusalém depois da crucificação de Jesus. A casa também tem duas suítes – uma de Chanel e outra para o Duque – que ficam em cima. A de Chanel dava para um jardim com oliveiras, margaridas, laranjeiras e íris. Em 2007, o jardim inspirou o perfumista da marca Jacques Polge a criar o “28 La Pausa” para a coleção “Les Exclusifs”.

Em 1930, a Vogue declarou que La Pausa era uma das mais encantadoras vilas nas margens do Mediterrâneo. Algumas figuras ilustres frequentavam o “cantinho” de Chanel como Jean Cocteau, Igor Stravinsky, Pablo Picasso, Pierre Bonnard Field Marshal Bernard Montgomery, Duque de Windsor, Noel Coward, Aristóteles Onassis, Greta Garbo, Rose Kennedy, Príncipe Rainier e Princesa Grace (Kelly). O local tem uma quadra de tênis, mas não tem piscina, já que Chanel não nadava.

Coco vendeu a casa em 1953 depois da morte do Duque de Westminster para Emery Reves, um húngaro que colecionava arte e era agente, escritor, editor e casado com a ex-modelo americana Wendy. Quando Emery morreu em 1981, sua esposa continuou morando por lá até sua morte em 2007 e a casa ficou fechada. Em 2013, La Pausa estava a venda por 40 milhões de euros (não incluía decoração, obras de artes e móveis) e agora pertence aos netos do parceiro de negócio de Chanel, Pierre Wertheimer, Alain e Gerard que darão continuidade ao patrimônio. Agora é esperar Karl Lagerfeld fazer um desfile por lá também, né não?

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Fotos e info daqui