Design

Low brow com Brandi Milne

Como muitos sabem, sou grande entusiasta do low brow, como já contei em diversos posts daqui. Uma artista dessa linha que adoro é Brandi Milne. Nascida nos anos 70 em Anaheim, California, Milne sempre acompanhou os cartoons clássicos, brinquedos, doces, a Disney e os feriados em família que sempre preencheram sua imaginação. O trabalho dela é rico justamente nessas referências de infância, além de detalhes como amor, perda, dor e coração partido – tudo lindamente coberto por doces. Sempre usando esses elementos, a artista cria um mundo surreal comandado por ela.

Com sua arte consistente no universo low brow e com grandes nomes a acompanhando como Mark Ryden, por exemplo, Brandi já participou de exposições internacionais e pelos Estados Unidos. Também já apareceu em revistas renomadas como a Hi Fructose e Bizarre Magazine. Em 2008, ela publicou seu primeiro livro, o So Good For Little Bunnies e, em 2014, foi a vez de Frohlich, ambos pela Baby Tattoo Books. Brandi também já colaborou com sua arte em algumas companhias como a Billabong, Disney, Sugarpill Cosmetics e Acme Film Works para CVS Pharmacy. Este ano ela terá uma nova exposição que começará em 19 de Agosto, na Galeria Corey Helford, em Los Angeles. Sucesso!

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Capas de vinis maravilhosas

Dias desses encontrei um perfil maravilhoso no Pinterest com as melhores pastas do universo. Era do americano Todd Skelton, um entusiasta da estética nipônica, do horror, low brow e uma sorte de assuntos que adoro. A curadoria dele é muito bem feita e um álbum em especial me chamou a atenção, o das capas de vinis: todas dos anos 50, 60 e 70 com o teor kitsch, de terror, humor etc. Todd fez uma seleção digna que tem John Waters, Serge Gainsbourg, Surf music, satanismo, Divine e até do mordomo da Família Addams.

A psicodelia de tadanori yokoo

Ando numa fase muito oriental ultimamente, principalmente no que diz respeito ao design gráfico. Parece que tudo do Japão tem um toque tão bem acabado e sensacional que dá vontade de sair pesquisando tudo a respeito. Pois bem, depois do post de Keichi Tanaami, quero falar sobre Tadari Yokoo.

Nascido em Nishiwaki, Hyōgo Prefecture, Japão, em 1936, Yokoo é um dos designers gráficos mais reconhecidos em seu país (e fora dele também). Começou sua carreira como estagiário onde produzia flyers para um teatro em Tóquio e se destacou ao criar um poster em 1965 que foi deveras escandaloso para época (um homem pendurado numa forca com a frase “Having reached a climax at the age of 29, I was dead.”, aqui) . Desde muito cedo tinha influência direta do novaiorquino Push Pin Studios, principalmente dos designers Milton Glaser e Seymour Chwast, além do diretor Akira Kurosawa e do escritor Yukio Mishima – também citados como grandes influências.

Bem como Tanaami, Tadari Yokoo se interessou em misticismo e psicodelia nos anos 60, principalmente depois de sua viagem para Índia. Apesar de ser descrito como “Andy Warhol japonês”, Yokoo cria posteres especialmente intensos com muitas cores, camadas, texturas e originalidade. Muitos de seus trabalhos foram expostos em 1968 na exibição “Work & Image” no MoMA (Museu de Arte Moderna), em Nova York, o que deu reconhecimento internacional ao artista. Em 1970, o design criou capas dos discos de artistas como Miles Davis, Santana, Beatles etc. Produções como animações e fotografia também estão no currículo dele.

O trabalho de Yokoo traz elementos da cultura tradicional japonesa com sensações futuristas seja nas cores ou texturas que seus posteres oferecem; o que elevou a estética do design gráfico japonês para um grau altíssimo.

Aqui tem uma entrevista muito boa com ele

Sobre o artista Keiichi Tanaami

Para quem gosta de pop art e artistas clássicos é importante conhecer Keiichi Tannami. Nascido em 1936 em Tóquio, passou por muita coisa na infância, inclusive pela Segunda Guerra Mundial. Ele tinha apenas 9 anos quando Tóquio foi bombardeada em 1945 e essa experiência horrorosa acabou refletindo muito em seu trabalho.

O artista frequentou a Universidade de Arte de Musashino e desde 1960 trabalha ativamente como designer gráfico e ilustrador, sempre mantendo-se atento às mudanças da área. Na sua época de estudante, Tannami era ligado aos artistas como Ushio SHINOHARA e Tomio MIKI que são figuras do Neo-dada no Japão. Foi influenciado diretamente pela cultura psicodélica dos anos 60 e pela pop art, sendo amigo de Andy Warhol. Suas cores vibrantes e alucinógenas não negam do que ele é capaz.

Além de suas pinturas, o artista também fez filmes, esculturas, entre outros. Com 81 anos ainda mora em Tóquio e até hoje trabalha com questões da cena artística contemporânea como “arte e design”, “merchandise e arte”, e “conexão entre a vida diária e a beleza” em suas aulas na Universidade de Arte e Design de Kyoto, onde é presidente do departamento de Informação e Design.

anos 60
anos 70
anos 80
anos 00
2010

Quem quiser conhecer mais sobre esse maravilhoso, leia uma entrevista dele aqui.

Pop art por Malcom Smith

Malcolm Smith é um desses artistas da cultura pop que merece ser visto, simplesmente porque sabe o que faz. Nascido em Essex, Reino Unido, Smith estudou engenharia e arquitetura em Londres e Cambridge. Ao mesmo tempo conseguia expressar sua paixão pelas artes por meio de hobbies.

Ao mudar para Montreal nos anos 70, o artista cuidou do design de alguns bares e restaurantes da cidade, o que o ajudava a exteriorizar mesmo com o trabalho maçante do dia a dia em escritórios de engenharia. Percebendo que estava infeliz com o cotidiano, Smith deixou a companhia que trabalhava e começou a fazer projetos de design de interiores e decoração. Depois dessa decisão foi apenas sucesso: ele se especializou em pinturas e continua embelezando residências, restaurantes e empresas por 20 anos.

Em 2012, Smith recebeu um pedido de um cliente antigo para pintar um retrato dele, já que o mesmo colecionava pinturas e trabalhos de arte. Foi o início para que ele começasse a criar peças em Ben-Day que é um processo gráfico em homenagem ao ilustrador Benjamin Day e similiar ao pontilhismo, bem como Roy Lichtenstein fazia. No maior estilo pop art, tudo  é feito em cores primárias (vermelho, amarelo e azul) em retratos de mulheres dos quadrinhos dos anos 60. Geralmente, Smith usa apenas duas partes do corpo como rosto (tronco) e mãos a fim de mostrar expressão ou emoção com frases de filmes clássicos nos balões. As mulheres de Smith são fortes, inteligentes e não deixam barato.

O mais incrível no trabalho dele é que nada é feito digitalmente, tudo é produzido a mão e pintado com tinta acrílica diretamente no quadro.

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