Design

a arte obscura de jaik puppyteeth

Descobri o artista Jaik Puppyteeth por meio da drag queen Trixie Mattel, já que o mesmo fez a arte do disco acústico de natal. Ele tem uma boa proximidade com as drags, sendo que também faz os cartazes do show das Boulet Sisters e volte e meia ilustra alguma participante de RuPaul. O trabalho do canadense de Vancouver mistura um traço sombrio com rostos meio derretidos com textos existencialistas e um humor ácido que aprovamos. Gostei bastante.

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my daily pantone

Uma das promessas de 2018 é dar mais atenção para cá. Realmente abandonei o blog, pois não uso tanto o notebook como antes e acho a interface do wordpress para celular uma bela bosta. Mas juro que sempre estou guardando pautas pra cá, seja de tatuagem, design, maquiagem, filmes, documentários e tudo mais que me interessa (não necessariamente nessa ordem).

Para fechar o ano com dignidade, quero falar de um projeto que conheci esses dias: o My Daily Pantone criado pela mexicana Karen Cantú de 26 anos. Estudante de arquitetura de interiores, ela é amante dos animais, da natureza e odeia o que é chamado de bom gosto, pois acredita que é a pior coisa para criatividade humana. Por ser extremamente ligada ao mundo das artes, a garota começou seus projetos pessoais como uma forma de terapia e resolveu usar a marca Pantone® – uma autoridade em cores – como referência. A série de fotos iniciada em abril de 2016 traz uma paleta com diversos elementos, cores e texturas que se complementam. O resultado é bonito e inspirador:

A Pantone até compartilhou um trabalho dela para o ano novo que tem paetês metálicos com a cor de 2018 (Ultra Violet):

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Botando reparo com pedroluiss

Depois de um bom tempo sem postar por conta da mudança de host, volto com um post mega especial. Quem manda hoje no blog é meu irmão de alma e migo from Pinterest, Pedro Luis. Ele já apareceu por aqui em 2015 e de dois anos para cá, o trabalho dele evoluiu de forma espetacular. Pedro mistura bordado e fotografia com uma sensibilidade muito única, visceral e que traz um sentimento único para quem aprecia. Ele também apareceu no Multishow, já fez exposições no Rio de Janeiro e São Paulo, e espero muito que venha para Curitiba em 2018. Dei uma missão (amiga da onça): para que ele escolhesse cinco dos seus infinitos (e belos) trabalhos. Ele sentou, botou reparo e taí:

Eu não gosto de explicar muito os meus trabalhos porque eu já acho que eles são literais demais, por isso eu fico muito feliz quando vejo as pessoas dando significados que não foram os meus. O que gosto sempre de falar a respeito é, que nem sempre cada trabalho foi feito para uma situação específica, ou uma pessoa específica. Não existe isso, é o sentimento envolvido. É a história que eu crio ao bater o olho na foto e imaginar o que pode ter sido aquela situação ou onde eu me vi falando aquilo, ou fazendo algo parecido. Tudo um exercício de interpretação. Tentei falar aqui o que eu gosto em cada trabalho, sem dar muita pinta para explicações a fundo de cada: Eu não gosto de explicar muito os meus trabalhos porque eu já acho que eles são literais demais, por isso eu fico muito feliz quando vejo as pessoas dando significados que não foram os meus. O que gosto sempre de falar a respeito é, que nem sempre cada trabalho foi feito para uma situação específica, ou uma pessoa específica. Não existe isso, é o sentimento envolvido. É a história que eu crio ao bater o olho na foto e imaginar o que pode ter sido aquela situação ou onde eu me vi falando aquilo, ou fazendo algo parecido. Tudo um exercício de interpretação. Tentei falar aqui o que eu gosto em cada trabalho, sem dar muita pinta para explicações a fundo de cada:

5# me deixa lembrar de você assim: esse trabalho é bem recente e ele foge um pouco da estrutura que usava para os outros, nesse eu não usei o algodão cru como suporte. com o contorno do personagem foi criado um segundo personagem ao trabalho, que é quem a gente imagina que a pessoa era e tantas vezes nos iludimos, por não ver quem realmente é, ou uma projeção do que queremos que a pessoa seja.


4# chorei mas nem você viu: eu fui uma criança muito chorona, na minha família todo mundo chora muito e a toa. hoje em dia eu fiquei um pouco mais duro, mas quando choro é aquela cachoeira que fica difícil parar. Eu gosto dessa foto, pelo fato de ser um cinema ou um teatro e todo mundo está olhando para o palco mas esse personagem que escolhi como o chorão, estava olhando para a câmera, ou seja, ele sabia que estava sendo fotografado coisa que os outros não perceberam. Nesse caso ele funciona como um espelho de quem tá olhando pra ele, então ele chora e ninguém a volta dele percebe porque estão todos concentrados em outra coisa, assim muitas vezes acontece na vida da gente, quando a gente só queria que alguém percebesse que não estamos bem e pergunta se a gente andou chorando.


3# era você que faltava: eu amo tanto essa foto porque eu realmente acredito que eles eram um casal, assim que eu bati o olho, nessa foto num sebo que comprei em SP, eu já visualizei esse trabalho pronto, e pensei, bom não tenho muito o que fazer aqui a não ser rasurar os olhos e tá pronto. eu gosto pela simplicidade, pelo abraço, pelo sentimento ali envolvido. infelizmente ainda não falei essa frase pra ninguém, mas acredito que deve ser uma sensação muito boa, é o que esse trabalho me passa.


2# sexo frágil: esse trabalho é especial pra mim por eu ter começado ele há um bom tempo antes de finalmente dar ele como concluído, e a princípio a ideia inicial não era essa da foto no meio, seria feito um pênis bordado também, a ideia era que a calça fosse uma fantasia de homem: pelos da perna + pênis. Mas ao longo que fui fazendo, vi não fazia muito sentido pra mim, foi quando eu tive essa ideia do bebê chorando. Esse trabalho fala muito comigo, por essa pressão de seguir um “padrão” de homem, que isso tá a cada dia mais ultrapassado. então eu coloquei o sexo frágil como o masculino, sobre a fragilidade da masculinidade padrão: não pode chorar, não pode elogiar outro homem, não pode se vestir bem … a lista é longa sobre esse conceito escroto que não deixa de ser um machismo torpe.


1# olhei para o lado e você não estava ali: quando eu terminei este trabalho, eu já sabia que na minha opinião ele seria o mais completo que eu já tinha feito, tanto de ideia quanto de execução. Ele foi feito para a minha exposição de SP: um fio solto. A ideia inicial era um pouco mais ambiciosa onde estes travesseiros estariam em cima de uma cama bagunçada mas ela foi adaptada para só os dois travesseiros na parede, o que deu a mesma ideia.

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Os desenhos desnudos de Mélodie Perault

Sabe aquelas ilustrações sinceras que você sempre dá uma risadinha de canto de boca quando aparece na sua timeline? Então, a ilustra de Mélodie Perault me dá essa sensação. A tatuadora e ilustradora canadense tem um trabalho bem honesto onde aborda uma mulher real e seus desejos mais profundos (e profanos). Ela se inspira em relacionamentos, autoestima, comida etc.

Assista um vídeo com ela de um projeto de mulheres da RVCA:

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