Entrevista

Entrevista com Juliana Lourenço

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Investir em acessórios (bolsas, brincos, colares etc) pode ser uma salvação para quem gosta de roupas mais básicas, mas quer dar um ar especial no visu. As bolsas lindas, originais e de excelente qualidade da Juliana Lourenço, por exemplo, cumprem muito bem essa função. Conheci a Ju – que é de Londrina – já faz um tempinho e pela internet mesmo. Comprei minha primeira bolsa (western thunderbird), acho que em 2012/13 e desde então a acompanho. Recentemente fiz outra compra (boca) e a chamei para uma entrevista pra cá, algo que até demorou muito para ser feito, tendo em vista que ela é um doce e sempre curtimos algo uma da outra. Aliás, impossível não amar as postagens de looks produzidos por ela que são homenagens às épocas maravilhosas de 50, 60 e 70, às musas como Sharon Tate, Dolly Parton, Elvira, Barbie e tantas outras. Um desbunde e tudo modelado por ela que é lindíssima.

Seu bom gosto não é à toa. Juliana é formada em Moda e pós-graduada em História da Arte pela Universidade Estadual de Londrina e tem sua marca homônima de bolsas desde 2004. Os produtos possuem uma pegada retrô e são confeccionados com materiais sortidos, tais como vinílicos, sintéticos, couro ecológico, algodões e mistos, ou seja, nada de origem animal. Os temas das coleções são variados como western, geek, retrô, divas darks, entre outros. Ah, os preços são justos e vem tudo bem caprichado pelos correios. Sucesso!

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Na entrevista a seguir, Ju gata conta sobre processo criativo, surpresas que estão por vir e influências:

1- Você tem sua marca já tem um tempo e cada ano que passa suas criações ficam mais lindas. Quando surgiu a primeira ideia, de fato, pra criar a primeira bolsa? Foi uma necessidade pessoal em não encontrar no mercado?

Tenho minha marca desde 2004, eu conciliava meu emprego de designer em uma fábrica de jeansweare e fazia as bolsas em casa depois que chegava da fábrica. Foi ficando muito corrido devido ao aumento de pedidos, dai pude largar meu emprego, que gostava muito também, e seguir meu grande sonho de ter minha marca própria.

2- Como é seu processo criativo e materiais que costuma utilizar para criar?

Geralmente eu faço o que eu gosto em termos estéticos, mas pesquiso muito tendências e o que meu público gosta. Não sigo um processo fixo, as vezes compro os materiais primeiro, só então penso numa nova coleção ou modelo, ou as vezes faço um briefing e vou atrás dos materiais que se encaixam nessa nova pesquisa.

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3- Você está trabalhando em algum projeto no momento? Caso positivo, poderia nos contar?

Sim, sempre tenho novos projetos, inclusive sempre tenho novos produtos aqui em casa, mas não consigo lançar com a frequência que queria pois tenho muitos pedidos. Como sempre as novas bolsas vão vir com personagens queridos pelo público vintagelovers, aguardem que vai vir algo do Deus…..BOWIE!

4- Você tem algum modelo de bolsa que criou que guarda com muito carinho?

Tenho sim!!! Tenho duas bolsinhas que confeccionei em 2004, são bem pequeninas, mas que tem uns aviamentos de cerejinhas que eu gostava muito, só guardei essas de lembrança.

5- É fato que os anos 50, 60 e 70 são grandes inspirações para suas criações. Quais são suas outras influências?

Com certeza essas 3 décadas são minhas maiores influências, mas devido a grande possibilidade de pesquisas na internet e aumento do público alvo tenho me influenciado muito no mundo Geek e Kawaii.

6- Depois da maternidade, você pensa em criar alguma linha infantil de bolsas?
Sim, com certeza, só tenho que administrar melhor meu tempo, que agora está mais escasso ainda! Quero investir bastante nessa linha mamãe e filhinha retro, vai ser uma fofura!

7- Pra finalizar: quais dicas que você, como empreendedora, dá para quem está a fim de começar um negócio no ramo de moda?

Conhecer bem os anseios do seu público alvo, sempre pesquisar para trazer novidades.

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Entrevista: Pam Prado da CRUA

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Sabe aqueles achadinhos da internet que enchem o coração de amor? Pamela Prado com seu projeto CRUA proporciona exatamente essa sensação de peito quentinho. Pam – como prefere ser chamada – tem 25 anos, é formada em Design Gráfico pela UniCuritiba e desenha desde que se conhece por gente. Por conta desse talento, a designer criou uma fanpage que, segundo ela, nasceu num momento de transformação e virou algo bem especial. “Sempre fui muito insegura com tudo, desde a minha aparência até as coisas que produzo. A CRUA levou anos para sair da minha mente e se tornar realidade. Através do apoio de pessoas maravilhosas, criei coragem para expor meus desenhos com o intuito principal de abraçar pessoas, como fui abraçada”, relata.

 A CRUA nasceu para levar um pouco de conforto, procurando adornar cotidianos, que nem sempre são bonitos e nada me deixa mais feliz do que saber que as pessoas se sentem abraçadas.

Pam também sempre foi ligada a poesia, logo uniu o design com a escrita a fim de levar mensagens de amor e melhorar o dia das pessoas. Especial, né? Tão logo descobri seu trabalho, já a convidei para uma entrevista por aqui que foi prontamente respondida com muita atenção e carinho. Ó só:

1- Você cursa Design Gráfico, certo? Começou a ilustrar na faculdade ou já fazia antes?
Sim, sempre desenhei, mas cursar Design me ajudou a ampliar minha visão e a desmontar alguns preconceitos que tinha sobre meu próprio desenho.

2- Como é seu processo criativo e materiais que costuma utilizar para criar?
Geralmente os desenhos nascem de insights, sempre pesquiso muito sobre tudo, tenho pastas com tudo que encontro de interessante, então isso me ajuda a ter referências. A inspiração vem dos acontecimentos do dia a dia, as postagens quase sempre retratam um momento vivido por mim ou por pessoas próximas. Acho que isso traz uma certa sensação de intimidade com os seguidores, me sinto amiga de todos. Para criar, geralmente uso caneta nanquim e finalizo digitalmente usando Illustrator e Photoshop. Procuro usar sempre uma paleta rebaixada de cores, para dar a sensação de suavidade, tranquilidade e conforto visual.

3- Você está trabalhando em algum projeto no momento? Caso positivo, poderia nos contar?
Sim, muito que sim! Comecei a produzir canequinhas e outros produtos com as estampas da página, vou participar de uma feirinha de Natal, a Happy Hippie Christmas, junto com outros artistas e pequenos produtores incríveis. O evento será nos dias 12 e 13 de Novembro [em Curitiba].

 4- Tem alguma ilustra que você guarda com muito carinho?
Eu faço todas com muito amor, mas a ilustra que eu guardo em um lugarzinho especial é a Permaneça Forte, que foi a primeira criada para a página. E através da qual percebi que talvez as pessoas pudessem gostar dos meus desenhos e se sentirem abraçadas por eles.

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5- Você pode mandar um recado reconfortante para as leitoras do Mais 20 Minutos? Você é maravilhosa nisso!
Que amor, muito obrigada! Se eu pudesse tocar o coração de cada pessoa com um recado, seria: viva seus sentimentos com honestidade. Sejam eles bons ou ruins, não se sufoque, não somos obrigados a maquiar o que estamos sentindo, não precisamos estar sempre sorrindo, tudo bem nos ferirmos às vezes, tudo bem não estar sempre bem, tudo bem não ter sempre certeza de tudo, isso acontece com todos nós e precisamos passar por isso, superar o que há de ruim, nos permitir cultivar o que há de bom, aprender e crescer com tudo, enquanto você viver, haverá sempre outra oportunidade, outro amor, outros sorrisos, outras chances de se sentir bem, basta olhar ao redor.

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Entrevista: Luiza Florenzano

Hoje tem uma entrevista muito maravilhosa com uma das minhas amigas de internet, a Luiza Florenzano. Já tem anos que nos conhecemos, quando blog ainda era diário e escutávamos A Perfect Circle e Rasputina. Eu e a Lu nos formamos em jornalismo quase na mesma época, mas em faculdades e cidades diferentes; e cada uma seguiu um rumo distinto dentro da profissão. A Luiza virou uma fotógrafa mega competente e tem um portfolio de respeito no meio. Resolvi chamá-la para falar um pouco sobre seus projetos. Vale a pena conhecer, morro de orgulho em ver minhas amigas – distantes ou não – arrasando por aí.

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1- Nós cursamos jornalismo em um momento que a fotografia não era uma opção fácil, já que as câmeras digitais eram muito mais caras e com menos funções do que as de hoje. Foi uma paixão instantânea por essa matéria e você já via como ganha-pão?
Foi paixão instantânea mesmo. Eu estava bem broxada com a faculdade, pensando até em largar, e no terceiro ano de curso essa matéria chegou como um presente. No começo era mais como um hobby: os momentos mais legais da semana passaram a ser as aulas de fotografia, em que eu fotografava com filme e depois ia pro laboratório revelar. Começar a enxergar a fotografia como ganha pão foi só no quarto ano da faculdade, conforme a formatura se aproximava eu tinha cada vez mais certeza de que era a única coisa pela qual eu me interessava fazer (tanto que me formei em Santos e no ano seguinte me mudei pra São Paulo pra estudar fotografia e começar como assistente de fotógrafa). Sobre as câmera digitais: sim, mesmo uma semiprofissional era (e ainda acho que é) bem cara, mas eu tive a sorte de poder começar sendo “paitrocinada”, então na realidade esse não foi bem um problema. Sem falar que, pra quem tá começando, qualquer câmera que te dê a possibilidade de fotografar completamente no manual, é uma puta câmera. A gente vai pegando as frescuritchas de câmera e, principalmente de lente, quando começa a entender melhor o funcionamento de cada uma e quando começa a entrar mais no mercado de trabalho mesmo. Mas acho que todos sabemos que é possível fazer trabalhos lindos com qualquer câmera e qualquer lente. (Mentira, tem aqueles que não sabem e não tem vergonha nenhuma de soltar o clássico: com essa câmera, até eu. rs)

2- Sei que você faz uma fotografia onde o ser humano realmente é o centro. Você tem alguma preferência entre seus trabalhos (parto, casais, ambientes etc)?
Olha, eu tenho dois amores dentro da fotografia: partos e festas infantis.
Confesso que eu demorei um pouco a gostar de fotografar festas infantis, principalmente porque eu não levava o menor jeito com crianças. Nem com as mais fáceis de lidar. Foi um tema que eu comecei a fotografar por necessidade e hoje faço por paixão. De verdade: hoje eu AMO crianças. E não só isso: amo ter que entrar nas piscinas de bolinhas com elas, e ir na tirolesa, no escorregador, conversar e fazer elas interagirem comigo e com a câmera…
Sobre os partos: eu amei desde o primeiro que fotografei. Isso porque nele eu me torno invisível: é só entrar no centro cirúrgico, observar e fotografar. Eu não preciso dirigir absolutamente nada. Sem falar que, né? É um momento muito lindo. Queria eu que o meu parto tivesse sido fotografado!

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3- Me conte como você começou no Histórias de Casa! É um projeto grande e interessante. Como você enxerga a casa das pessoas?
Antes de começar a fotografar para o site eu já acompanhava o trabalho há alguns meses e adorava. Eis que um belo dia de 2015 eu fiquei sabendo através do instagram do Histórias de Casa que elas estavam buscando por fotógrafos. Mandei um email, conversei com a Bruna e Paula via Skype, fiz umas fotos da minha casa como teste e elas me chamaram! Fotografar ambientes era algo completamente diferente do que eu fazia até então e as duas me ensinam muito sobre esse tipo de fotografia até hoje.
Entrar em casas desconhecidas, onde os moradores também são desconhecidos, é muito bacana porque é um exercício de constante observação. Hoje em dia até os tipos de móveis que um lar possui já me conta um pouco sobre o morador, mas os detalhes são os mais legais de observar. Tem aqueles lares em que a gente entra e percebe marquinhas de mãozinhas nas paredes, tem outras em que são os pelos e brinquedos de animais pelo ambiente (me identifico demais com essas), tem aquelas casas em que grande parte dos objetos decorativos foram feitos manualmente, tem as que são repletas de plantas, tem as das flores artificiais. Enfim, é a ideia que o site abraça mesmo: “Toda casa tem uma história pra contar”.

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4- Por fim, qual a dica que você dá para quem quer começar carreira como fotógrafa?
Eu não me vejo em posição de dar muitas dicas ou dizer o que é certo e errado a se fazer, mas o conselho que eu sempre dou pra quem está começando é fotografar tudo o que der na telha e, principalmente, todo o tipo de trabalho que aparecer. Mesmo que pareça chato. Mesmo que tenha medo. Vai com medo mesmo e com a consciência de que muitas vezes o resultado final vai ser frustrante a ponto de fazer com que você ache que não nasceu pra isso. Isso acontece comigo até hoje e eu acredito que vai acontecer ainda por muito tempo, se não pela minha carreira toda. Foi através da insistência e da curiosidade que hoje eu trabalho com temas que amo e que eu jamais imaginaria trabalhar quando eu comecei a fotografar. E espero que eu descubra ainda alguns outros mais.

Não deixe de curtir a fanpage da Lu!

Entrevista: Isabela Verri

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Quem me indicou a Isabela Verri foi a Jessica Oliveira, uma das entrevistadas aqui. Como a Jessica, Isabela também é tatuadora – e das boas. Natural de Goiânia, Isa hoje trabalha no estúdio Golden Daggers Tattoo Studio, em Los Angeles e manda muito bem num estilo bem único e fofo, sempre acompanhado de cores mais claras, mas com traço duro da old school. Bora conhecer:

1) antes de tudo, conte como surgiu o interesse em ser tatuadora. o que fazia antes?

Desde bem nova eu planejava todas as tatuagens que queria ter, mas nunca pensei em levar a sério como profissão, não sabia muito sobre a história da tatuagem, muito menos sabia desenhar. Larguei duas faculdades em dois anos, jornalismo e design de interiores. Juntei uma grana trabalhando e em 2010 viajei com uma amiga pra LA. Não disse pra ninguém que queria ser tatuadora, com medo de ser desencorajada. Mas, nessa viagem, consegui um aprendizado e acabei ficando mais um tempo. Voltei pro Brasil, trabalhei com meu amigo Leo Braz, que fez minhas primeiras tatuagens. Nesses dois anos com ele, descobri meu traço e o que queria fazer. Me formei em Design Gráfico enquanto tatuava uns amigos aqui e ali. Acabei parando aos poucos e decidi que ia ser ilustradora de livros infantis. Fiquei um ano sem tatuar, sentia muita falta, mas não sabia como voltar. Um belo dia, o Victor Rocha disse que precisava de alguém pra ajudar no estúdio novo dele e eu voltei a tatuar. (Valeu, Vito!)

2) conte um pouco sobre suas influências artísticas

No começo, sabia que queria fazer tatuagens tradicionais, mas não sabia por onde começar.  O estilo do meu primeiro mentor, Julio Martinez, é neotraditional e eu ia acompanhando as influências dele. Voltei pro Brasil, e além dos nomes grandes como Sailor Jerry e Percy Waters, conheci o trabalho de artistas como Diana Leets, Lucia Arnau, Jemma Jones e Matias Araoz. Na faculdade, me apaixonei  ainda mais por ilustrações antigas, principalmente as infantis, como as de Beatrix Potter e Mary Blair. Então, pensei em juntar uma coisa com a outra. Minhas referências são, basicamente, cartões postais antigos (bem bregas mesmo, com gatinhos de vestido, o mais kitsch possível!) fotografias dos anos 20 e livros infantis.

3) se pudesse ser tatuada por alguém que admira muito, quem seria?

São tantos tatuadores e tatuadoras que não consigo pensar em ninguém em particular. Mas, acho que além dos que citei acima, minhas primeiras grandes influências, seriam amigos e amigas que fiz ao longo dos anos, que infelizmente, moram longe.

4) quais são os projetos pra 2016?

Eu acabei de voltar pra LA e estou trabalhando com meu mentor novamente. Isso já foi uma conquista tremenda pra mim! Agora estou começando a investir na minha marca de produtos ilustrados, Belzeblu, algo que penso em fazer há uns anos.

5) qual dica você dá para quem quer começar a profissão como tatuadora?

Dedicar 100% do seu tempo pra tatuar e melhorar seu desenho – entender como funcionam as máquinas, agulhas, tintas… a parte técnica faz muita diferença. Ter muita paciência e não ter medo de encarar novos desafios. Eu me distraí com várias coisas pelo caminho, propositalmente, porque tinha muito medo de errar e isso atrasou muito meu aprendizado. Eu poderia estar tatuando há 5 anos, mas fiquei dois deles parada e aprender parcelado não dá! Tem que ser todo dia. É um caminho longo, mas compensa muito.

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Entrevista: Carol B. Thibes do Bonecas Trouxas

Para quem é da época do Orkut deve lembrar das comunidades, certo? Elas eram o que as fanpages são hoje, porém, muito mais divertidas e amigáveis. Fiz muitas amizades por lá, pois também moderava várias porcarias como contei aqui. Consegui reencontrar algumas dessas pessoas no Facebook, sendo o caso da Carol B. Thibes (sim, nome e sobrenome). Dividimos alguns assuntos em comum, principalmente sobre cinema. Ela sempre será a Joan Crawford gaúcha pra mim, hahaha. Como não poderia deixar de ser, a Carol é uma dessas mentes brilhantes e fundou em 2014 junto com seu amigo Bruno Silva, o Bonecas Trouxas. Se você não conhece essa fanpage MARAVILHOSA – o que acho difícil, tá mais do que na hora porque deve ser a predileta de diversas pessoas (tipo 290k).

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O que acho mais incrível nessa fanpage é o fato da identificação imediata com um bando de boneca deformada que anda chorosa pela vida. É um tapa na cara naquela maldita obrigação em pagar de vencedor na sociedade, sabe? É deixar a faceta do loser de uma maneira mais “cool” e aceitável. Chamei a Carol para um bate-papo por aqui e ela topou, ó só:

1- Carol, a gente se conhece da época do Orkut por meio das comunidades de old hollywood. Agora você é sucesso com a fanpage Bonecas Trouxas (amo/sou) . Fica a pergunta: comunidade ou fanpage? 

Comunidade, porque eu fiz meus melhores amigos no orkut e sou nostálgica. Mas sinto o espírito orkuteiro em muitas fanpages e isso me deixa feliz.

2-  Inhai, o que você anda fazendo agora?  Quais são os planos pro BT? Já pensou em estender pra algo além da fanpage?

Eu tenho feito vários nadas. Estou trabalhando no site onde vou montar uma loja virtual, com camisetas e outros produtos. Tenho planos de gravar um funk também. Desculpa se eu sou um pouco lerda.

3- Se você pudesse escolher uma boneca trouxa hollywoodiana, qual seria? Entenda como quiser essa pergunta!

A Marilyn. Eu diria que ela foi trouxa em dar tanta importância pros outros e ser tão exigente consigo mesma. Eu falo isso mas não é como se eu tirasse essas coisas de letra. Todo mundo está aprendendo, né? É triste saber que ela sofreu tanto, foi tão abusada e subjugada. Mas ao mesmo tempo acho que essa é uma das razões pela qual nos conectamos tanto com ela, e outros ídolos. Não deve existir nada mais humano do que assumir nossos pontos fracos, nossas dores. Assim podemos entender que não estamos sozinhos. Há inclusive companhias muito ilustres.

4- Como uma boa orkuteira, sei que curte um top 5. Pode fazer um de filmes dignos?

  1. Um rosto na multidão (“A face in the crowd”, 1957)
  2. Sombras do mal (“Night and the city”, 1950)
  3. O Impostor (“The Imposter”, 2012)
  4. Sem saída (“Eden Lake”, 2008)
  5. Um passe de mágica (“Magic”, 1978)

5- Mendigando novamente: você pode fazer uma boneca trouxa especial pra este humilde bloguinho?

20min
apenas morta e feliz com essa exclusividade

TOP 5 TROUXAS FAVORITAS DA CAROL 

Para encerrar esse post maravilhoso, preciso mostrar a mascote da Carol, a Sonia! Ela é uma trouxa linda e sempre aparece no snapchat dela.

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Espero que tenham amado o tanto quanto eu! Uma das melhores entrevistas, né non? Para seguir, curtir e compartilhar o BT, vá aqui.