Entrevista

Entrevista: Carol B. Thibes do Bonecas Trouxas

Para quem é da época do Orkut deve lembrar das comunidades, certo? Elas eram o que as fanpages são hoje, porém, muito mais divertidas e amigáveis. Fiz muitas amizades por lá, pois também moderava várias porcarias como contei aqui. Consegui reencontrar algumas dessas pessoas no Facebook, sendo o caso da Carol B. Thibes (sim, nome e sobrenome). Dividimos alguns assuntos em comum, principalmente sobre cinema. Ela sempre será a Joan Crawford gaúcha pra mim, hahaha. Como não poderia deixar de ser, a Carol é uma dessas mentes brilhantes e fundou em 2014 junto com seu amigo Bruno Silva, o Bonecas Trouxas. Se você não conhece essa fanpage MARAVILHOSA – o que acho difícil, tá mais do que na hora porque deve ser a predileta de diversas pessoas (tipo 290k).

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O que acho mais incrível nessa fanpage é o fato da identificação imediata com um bando de boneca deformada que anda chorosa pela vida. É um tapa na cara naquela maldita obrigação em pagar de vencedor na sociedade, sabe? É deixar a faceta do loser de uma maneira mais “cool” e aceitável. Chamei a Carol para um bate-papo por aqui e ela topou, ó só:

1- Carol, a gente se conhece da época do Orkut por meio das comunidades de old hollywood. Agora você é sucesso com a fanpage Bonecas Trouxas (amo/sou) . Fica a pergunta: comunidade ou fanpage? 

Comunidade, porque eu fiz meus melhores amigos no orkut e sou nostálgica. Mas sinto o espírito orkuteiro em muitas fanpages e isso me deixa feliz.

2-  Inhai, o que você anda fazendo agora?  Quais são os planos pro BT? Já pensou em estender pra algo além da fanpage?

Eu tenho feito vários nadas. Estou trabalhando no site onde vou montar uma loja virtual, com camisetas e outros produtos. Tenho planos de gravar um funk também. Desculpa se eu sou um pouco lerda.

3- Se você pudesse escolher uma boneca trouxa hollywoodiana, qual seria? Entenda como quiser essa pergunta!

A Marilyn. Eu diria que ela foi trouxa em dar tanta importância pros outros e ser tão exigente consigo mesma. Eu falo isso mas não é como se eu tirasse essas coisas de letra. Todo mundo está aprendendo, né? É triste saber que ela sofreu tanto, foi tão abusada e subjugada. Mas ao mesmo tempo acho que essa é uma das razões pela qual nos conectamos tanto com ela, e outros ídolos. Não deve existir nada mais humano do que assumir nossos pontos fracos, nossas dores. Assim podemos entender que não estamos sozinhos. Há inclusive companhias muito ilustres.

4- Como uma boa orkuteira, sei que curte um top 5. Pode fazer um de filmes dignos?

  1. Um rosto na multidão (“A face in the crowd”, 1957)
  2. Sombras do mal (“Night and the city”, 1950)
  3. O Impostor (“The Imposter”, 2012)
  4. Sem saída (“Eden Lake”, 2008)
  5. Um passe de mágica (“Magic”, 1978)

5- Mendigando novamente: você pode fazer uma boneca trouxa especial pra este humilde bloguinho?

20min
apenas morta e feliz com essa exclusividade

TOP 5 TROUXAS FAVORITAS DA CAROL 

Para encerrar esse post maravilhoso, preciso mostrar a mascote da Carol, a Sonia! Ela é uma trouxa linda e sempre aparece no snapchat dela.

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Espero que tenham amado o tanto quanto eu! Uma das melhores entrevistas, né non? Para seguir, curtir e compartilhar o BT, vá aqui.

Entrevista: Jessica O.

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Mais uma entrevista com tatuadora brasileira, yay. Conheci o trabalho da Jessica O. pela Brisa Ink, fiquei bem apaixonada e vou dar continuidade ao perfil dela aqui. Com um traço seguro e as cores clássicas do old school, a tatuadora catarinense de 27 anos faz um trampo digno de um Salon Serpent Tattoo Parlour da vida. Bora conhecê-la:

1) antes de tudo, conte como surgiu o interesse em ser tatuadora. o que fazia antes?

Eu sempre amei desenhar, sempre foi o que quis fazer, aí eu fiz moda achando que poderia me realizar nisso, trabalhei com desenvolvimento de produto e várias coisas fora da área também, mas eu tava muito infeliz e larguei tudo. Fiquei sem saber o que fazer da vida, e resolvi fazer o que sempre amei, desenhar, em casa mesmo, sem pretensão de ganhar algo com isso. Meu amigo Bode Burton, tinha um studio com um sócio na época, e precisava de alguém pra atender e me falou que se eu quisesse, depois que eu tivesse preparada, ele me ensinaria a tatuar. E foi assim, comecei atendendo, limpando, estudando muito, como aprendiz dele e em agosto faz 3 anos que tô nessa vida maravilhosa.

2)  conte um pouco sobre suas influências artísticas

Eu me inspiro em várias coisas fora da tatuagem mesmo, gosto de imagens de papel de carta, cartões postais, ilustrações antigas, fotos antigas. Tento adaptar desenhos dos mestres dos velhos tempos (Bert Grimm, Amund Dietzel, Ben Corday, Colemann, Percy Waters, sailor Jerry) também, pra o meu traço, sempre com muito respeito e admiração. E gatos, muitos gatos, sempre hahah.

3) se pudesse ser tatuada por alguém que admira muito, quem seria?

Faz um tempo já que admiro demais o trabalho da Ashley Love, e seria demais ser tatuada por ela e pretendo um dia ainda. Mas acho incrível ter muitos amigos e amigas que admiro demais dentro da tattoo e pra mim ser tatuada por eles é muito mais importante do que ter tattoos de gente “famosa”.

4) quais são os projetos pra 2016?

Trabalhar muito, estudar sempre e viajar pelo Brasil!

5) qual dica você dá para quem quer começar a profissão como tatuadora?

Es-tu-de, muito, demais, tudo, não só desenho, não só tattoo. Estude máquina, agulhas, todo equipamento que você vai usar, pesquise como as tintas são feitas, e faça com amor. Não comece achando que você tá foda, porque o aprendizado não para nunca, e eu sou nova ainda na tattoo também, muita coisa pra aprender ainda e muito estudo pela frente!

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Serviço
☞ Lado Clássico Tattoo
Rua Antônio da Veiga, 495, Blumenau – SC.
Agendamentos por inbox, ou no
jessiecandraw@gmail.com

Entrevista: Liz Minelli Art

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Hoje é dia conhecer uma tatuadora brasileira, a Liz Minelli. Com um trabalho de blackwork impecável, a carioca de 21 anos começou a tatuar com 17 e este ano resolveu dar uma volta pelo Brasil a fim de marcar a pele de paulistanos, gaúchos e o que mais puder. A ilustradora e art school drop-out – com muito orgulho, como me contou – tem uma influência artística bem interessantes que vai de doom metal a David Lynch. Para conhecê-la um pouco mais, mandei algumas perguntinhas. Ó só:

1) Antes de tudo, conte como surgiu o interesse em ser tatuadora. O que fazia antes?
O interesse em ser tatuadora surgiu bem nova, por volta dos 14 anos, quando meu antigo professor de arte no colégio, Jayme, me mostrou umas revistas de tattoo. Foi uma epifania, eu queria fazer aquilo, mesmo sem ter a mínima noção de como. Parecia algo tão distante e impossível, mas anos depois, estamos ai! haha
Antes de ser tatuadora eu não segui nenhuma profissão em específico, era apenas estudante, inclusive de artes, na UFRJ.

2) Conte um pouco sobre suas influências artísticas
Minhas influências artísticas são tantas, desde musical à literária, todas tem grande peso na minha arte. O movimento post-punk dos anos 80, doom metal, love metal, goth rock, Poe, Lovecraft, Plath, Michael Hussar, horror clássico, David Lynch, Argento… são tantos. Na tattoo sou muito influenciada por artistas como Kurt Staudinger, Paul Booth, Carlos Torres, Megan Jean Morris, Kat Von D, entre outros.

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3) Se pudesse ser tatuada por alguém que admira muito, quem seria?
Gostaria muito de ser tatuada pelo Niki Norberg ou pelo Kurt Staudinger, que no momento são minhas grandes influências.

4) Quais são os projetos pra 2016?
Meus projetos pra 2016 já estão sendo colocados em prática: tatuar bastante, estudar muito desenho/pintura e viajar! Viajar e tatuar pelo Brasil, e futuramente, fora também.

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5) Qual dica você dá para quem quer começar a profissão como tatuadora?
A dica que eu dou pra quem quer começar a profissão como tatuadora é: DEDIQUE-SE. Se quiser viver da tatuagem e não ser apenas mais um, dedicação é fundamental. E por fim, muita calma, persistência, foco e HUMILDADE! Sinto que falta muito isso no meio.
Ser uma tatuadora, mulher, num meio muito mais marcado pelos homens, é um desafio. Por isso temos que nos dedicar e provar a cada dia que somos profissionais, que temos capacidade e que a arte não tem sexo. Arte é arte, e todos tem o direito de se expressar através dela, da maneira que for.

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As feridas cotidianas de Ariane Mayumi

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Para começar o ano com muita inspiração, venho apresentar o trabalho intenso e lindíssimo de Ariane Mayumi. A ilustradora de 17 anos é de Cotia-SP e, apesar da pouca idade, mostra uma força incrível em suas ilustrações sobre as dores do cotidiano com a fanpage Plaies. Ariane me contou que tem paixão intrínseca por desenhar desde muito cedo, porém, só começou a postar na web há mais ou menos um ano. Por meio do site do amigo ilustrador, Paulo Victor Dias, de Belém-PA, a garota colabora e é possível ver as obras disponíveis aqui e aqui, além da fanpage Coco12nut. Bom, resolvi entrar em contato com esse talento e ela respondeu umas perguntinhas. Muito fofa, ó só:

1- Você tem um trabalho lindíssimo e intenso, pode nos contar quem é Plaies?
Plaies (plural de plaie, do francês ferida ou praga) é um nome que eu costumava usar nas redes sociais que acabou se tornando a minha assinatura. Plaies não é um personagem ou um alter-ego, mas uma tentativa [frustrada] de exprimir e materializar as feridas, pragas e acasos que nos acometem no dia-a-dia, buscando, assim, a melhor compreensão das mesmas.

2- Como é seu processo criativo e materiais que costuma utilizar para criar?
Eu não consigo desenhar só por desenhar, então quando eu crio é porque estou com as emoções à flor da pele, a arte é uma forma de manter um certo equilíbrio. Gosto de desenhar à mão e às vezes faço a finalização digital. Dos materiais, eu estou familiarizada com os mais simples: grafite, caneta esferográfica, nanquim, lápis, aquarela. Mas estou sempre disposta para tentar algo novo.

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3- Seus desenhos dariam excelentes tatuagens. Alguém já fez alguma ou você mesma pensou em eternizar seu trabalho em sua pele?
Não, não, mas adoraria fazer ou que fizessem, ainda não tive a oportunidade.

4- Você está trabalhando em algum projeto no momento? Caso positivo, poderia nos contar?
Nenhum projeto em especial.

5- Agora que terminou o Ensino Médio, pretende fazer algum curso para aperfeiçoar o que já faz?
E sim, pretendo me graduar em Design Gráfico.

Fiquem de olho na Ariane porque talento que não falta: Fanpage | Flickr | Colaborações

Magá Moura: uma brasileira maravilhosa

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Tenho mania em contar como encontro as pessoas que apresento neste espaço. Acho justo, sabe? Pois bem: este ano fui para o Lollapalooza como contei aqui e observei muito o estilo da galera que circulava por lá. Teve uma garota que me chamou a atenção pelo look completo (corrente, brincão, camisetão da Adidas, cabelo divônico) que até cheguei a postar no meu Instagram a respeito. Tendo em vista que o local estava lotado de coroas de flores na cabeça e outros clichês, essa moça realmente lacrou o evento. Depois de um tempo, por meio de sites de moda, descobri quem era, mas não fui atrás.

O tempo passa e, dia desses, eu e umas colegas de trabalho estávamos conversando sobre festivais de música e o estilo do pessoal que frequenta. Foi quando lembrei dela, a divônica estilosa! Resolvi dar um search e o Google é Deus, né? Logo a encontrei! É a relações públicas Magá Moura, uma baiana arretada que mora em São Paulo e também é Coolhunter pelo IED – Istituto Europeo di Design. A bonita também cursou Fashion Marketing na London College of Fashion e, recentemente, criou um site para compartilhar lifestyle, interesses e inspirações. Tudo feito de um modo bem autêntico – como ela.

Resolvi entrar em contato com a Magá para conversar um pouco sobre seu estilo tão marcante e sensacional. Além de linda, ainda foi bem simpática <3:

1- Como é o processo para você escolher o seu look do dia? Tem alguma musa (ou muso) inspirador? Magá Moura _0

Tento dar uma variada nas peças, de cintura alta a camisetão masculino. Mas depende muito do meu humor, do clima, da ocasião, de como sinto meu corpo no dia, enfim…
Me inspiro demais na Riri (Rihanna para os íntimos! kkkk). Geralmente amo tudo que ela veste.

2- Você voltou recentemente da London Fashion Week, certo? Como foi sua experiência por lá? Viu algo legal que se encaixa no estilo de vida das brasileiras?

Sim, voltei faz uma semana hoje. Foi uma experiência maravilhosa, ainda estou em estado de luz por tudo que vi, pelas pessoas que conheci, pelos momentos que passei. Saudades já! rs
Acho que tudo pode se encaixar para as brasileiras, depende do olhar, do gosto e da adaptação de cada pessoa para as tendências de lá. Mas, particularmente, amaria ver por aqui cabelos tão coloridos quanto os das londrinas, o Brasil é um país de cores.

3- Seu blog é recente e já começou com tudo! O que pretende mostrar para seus seguidores, além do seu estilo e street style?

Agregar conteúdo, de forma descontraída e leve, sem forçar nada e sem ser absolutamente fútil. Desde estilos, lançamentos, expos, lugares, viagens a semanas de moda do mundo (quando viável, é claro!). É um mix das experiências que vivo e que acho interessante compartilhar.

4- Qual a dica para quem quer começar a carreira como Coolhunter e Fashion PR?

Estudar. Sou formada em Relações Públicas e fiz especializações na área de Moda. Uma delas foi de Coolhunter e, para isso, é necessário manter-se sempre atualizado, estudar pesquisas, adquirir muitos conhecimentos e ter o feeling da profissão.

5- O que é ter estilo para você? 

Personalidade, autoconfiança e amor próprio.

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E essas tranças rosas, meu Brasil?
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Sendo diva em LDN
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A bicha é destruidora meixxxmo <3
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Eta!
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Amei muito esse look
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Turbante que amamos!
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$$$
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Aqui foi no Lolla! Agora entenderam porque paguei pau, né?
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Look completo e sensacional! Tô namorando faz é tempo essa camisetona da Adidas (é masculina, mas dá pra fazer de vestido) e esse tênis ryco
Magá Moura 14
Lacra na praia também
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Nossa Beyonça, né pessoal
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Um look Letícia<3
Magá Moura
Quero essa calça, gente!
magá mouraa
Com a Rita Ora na Launch Party da Adidas (da coleção dela bapho com a marca amada)

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