Entrevista

Entrevista: Jessica O.

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Mais uma entrevista com tatuadora brasileira, yay. Conheci o trabalho da Jessica O. pela Brisa Ink, fiquei bem apaixonada e vou dar continuidade ao perfil dela aqui. Com um traço seguro e as cores clássicas do old school, a tatuadora catarinense de 27 anos faz um trampo digno de um Salon Serpent Tattoo Parlour da vida. Bora conhecê-la:

1) antes de tudo, conte como surgiu o interesse em ser tatuadora. o que fazia antes?

Eu sempre amei desenhar, sempre foi o que quis fazer, aí eu fiz moda achando que poderia me realizar nisso, trabalhei com desenvolvimento de produto e várias coisas fora da área também, mas eu tava muito infeliz e larguei tudo. Fiquei sem saber o que fazer da vida, e resolvi fazer o que sempre amei, desenhar, em casa mesmo, sem pretensão de ganhar algo com isso. Meu amigo Bode Burton, tinha um studio com um sócio na época, e precisava de alguém pra atender e me falou que se eu quisesse, depois que eu tivesse preparada, ele me ensinaria a tatuar. E foi assim, comecei atendendo, limpando, estudando muito, como aprendiz dele e em agosto faz 3 anos que tô nessa vida maravilhosa.

2)  conte um pouco sobre suas influências artísticas

Eu me inspiro em várias coisas fora da tatuagem mesmo, gosto de imagens de papel de carta, cartões postais, ilustrações antigas, fotos antigas. Tento adaptar desenhos dos mestres dos velhos tempos (Bert Grimm, Amund Dietzel, Ben Corday, Colemann, Percy Waters, sailor Jerry) também, pra o meu traço, sempre com muito respeito e admiração. E gatos, muitos gatos, sempre hahah.

3) se pudesse ser tatuada por alguém que admira muito, quem seria?

Faz um tempo já que admiro demais o trabalho da Ashley Love, e seria demais ser tatuada por ela e pretendo um dia ainda. Mas acho incrível ter muitos amigos e amigas que admiro demais dentro da tattoo e pra mim ser tatuada por eles é muito mais importante do que ter tattoos de gente “famosa”.

4) quais são os projetos pra 2016?

Trabalhar muito, estudar sempre e viajar pelo Brasil!

5) qual dica você dá para quem quer começar a profissão como tatuadora?

Es-tu-de, muito, demais, tudo, não só desenho, não só tattoo. Estude máquina, agulhas, todo equipamento que você vai usar, pesquise como as tintas são feitas, e faça com amor. Não comece achando que você tá foda, porque o aprendizado não para nunca, e eu sou nova ainda na tattoo também, muita coisa pra aprender ainda e muito estudo pela frente!

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Serviço
☞ Lado Clássico Tattoo
Rua Antônio da Veiga, 495, Blumenau – SC.
Agendamentos por inbox, ou no
jessiecandraw@gmail.com

Entrevista: Liz Minelli Art

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Hoje é dia conhecer uma tatuadora brasileira, a Liz Minelli. Com um trabalho de blackwork impecável, a carioca de 21 anos começou a tatuar com 17 e este ano resolveu dar uma volta pelo Brasil a fim de marcar a pele de paulistanos, gaúchos e o que mais puder. A ilustradora e art school drop-out – com muito orgulho, como me contou – tem uma influência artística bem interessantes que vai de doom metal a David Lynch. Para conhecê-la um pouco mais, mandei algumas perguntinhas. Ó só:

1) Antes de tudo, conte como surgiu o interesse em ser tatuadora. O que fazia antes?
O interesse em ser tatuadora surgiu bem nova, por volta dos 14 anos, quando meu antigo professor de arte no colégio, Jayme, me mostrou umas revistas de tattoo. Foi uma epifania, eu queria fazer aquilo, mesmo sem ter a mínima noção de como. Parecia algo tão distante e impossível, mas anos depois, estamos ai! haha
Antes de ser tatuadora eu não segui nenhuma profissão em específico, era apenas estudante, inclusive de artes, na UFRJ.

2) Conte um pouco sobre suas influências artísticas
Minhas influências artísticas são tantas, desde musical à literária, todas tem grande peso na minha arte. O movimento post-punk dos anos 80, doom metal, love metal, goth rock, Poe, Lovecraft, Plath, Michael Hussar, horror clássico, David Lynch, Argento… são tantos. Na tattoo sou muito influenciada por artistas como Kurt Staudinger, Paul Booth, Carlos Torres, Megan Jean Morris, Kat Von D, entre outros.

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3) Se pudesse ser tatuada por alguém que admira muito, quem seria?
Gostaria muito de ser tatuada pelo Niki Norberg ou pelo Kurt Staudinger, que no momento são minhas grandes influências.

4) Quais são os projetos pra 2016?
Meus projetos pra 2016 já estão sendo colocados em prática: tatuar bastante, estudar muito desenho/pintura e viajar! Viajar e tatuar pelo Brasil, e futuramente, fora também.

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5) Qual dica você dá para quem quer começar a profissão como tatuadora?
A dica que eu dou pra quem quer começar a profissão como tatuadora é: DEDIQUE-SE. Se quiser viver da tatuagem e não ser apenas mais um, dedicação é fundamental. E por fim, muita calma, persistência, foco e HUMILDADE! Sinto que falta muito isso no meio.
Ser uma tatuadora, mulher, num meio muito mais marcado pelos homens, é um desafio. Por isso temos que nos dedicar e provar a cada dia que somos profissionais, que temos capacidade e que a arte não tem sexo. Arte é arte, e todos tem o direito de se expressar através dela, da maneira que for.

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As feridas cotidianas de Ariane Mayumi

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Para começar o ano com muita inspiração, venho apresentar o trabalho intenso e lindíssimo de Ariane Mayumi. A ilustradora de 17 anos é de Cotia-SP e, apesar da pouca idade, mostra uma força incrível em suas ilustrações sobre as dores do cotidiano com a fanpage Plaies. Ariane me contou que tem paixão intrínseca por desenhar desde muito cedo, porém, só começou a postar na web há mais ou menos um ano. Por meio do site do amigo ilustrador, Paulo Victor Dias, de Belém-PA, a garota colabora e é possível ver as obras disponíveis aqui e aqui, além da fanpage Coco12nut. Bom, resolvi entrar em contato com esse talento e ela respondeu umas perguntinhas. Muito fofa, ó só:

1- Você tem um trabalho lindíssimo e intenso, pode nos contar quem é Plaies?
Plaies (plural de plaie, do francês ferida ou praga) é um nome que eu costumava usar nas redes sociais que acabou se tornando a minha assinatura. Plaies não é um personagem ou um alter-ego, mas uma tentativa [frustrada] de exprimir e materializar as feridas, pragas e acasos que nos acometem no dia-a-dia, buscando, assim, a melhor compreensão das mesmas.

2- Como é seu processo criativo e materiais que costuma utilizar para criar?
Eu não consigo desenhar só por desenhar, então quando eu crio é porque estou com as emoções à flor da pele, a arte é uma forma de manter um certo equilíbrio. Gosto de desenhar à mão e às vezes faço a finalização digital. Dos materiais, eu estou familiarizada com os mais simples: grafite, caneta esferográfica, nanquim, lápis, aquarela. Mas estou sempre disposta para tentar algo novo.

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3- Seus desenhos dariam excelentes tatuagens. Alguém já fez alguma ou você mesma pensou em eternizar seu trabalho em sua pele?
Não, não, mas adoraria fazer ou que fizessem, ainda não tive a oportunidade.

4- Você está trabalhando em algum projeto no momento? Caso positivo, poderia nos contar?
Nenhum projeto em especial.

5- Agora que terminou o Ensino Médio, pretende fazer algum curso para aperfeiçoar o que já faz?
E sim, pretendo me graduar em Design Gráfico.

Fiquem de olho na Ariane porque talento que não falta: Fanpage | Flickr | Colaborações

Magá Moura: uma brasileira maravilhosa

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Tenho mania em contar como encontro as pessoas que apresento neste espaço. Acho justo, sabe? Pois bem: este ano fui para o Lollapalooza como contei aqui e observei muito o estilo da galera que circulava por lá. Teve uma garota que me chamou a atenção pelo look completo (corrente, brincão, camisetão da Adidas, cabelo divônico) que até cheguei a postar no meu Instagram a respeito. Tendo em vista que o local estava lotado de coroas de flores na cabeça e outros clichês, essa moça realmente lacrou o evento. Depois de um tempo, por meio de sites de moda, descobri quem era, mas não fui atrás.

O tempo passa e, dia desses, eu e umas colegas de trabalho estávamos conversando sobre festivais de música e o estilo do pessoal que frequenta. Foi quando lembrei dela, a divônica estilosa! Resolvi dar um search e o Google é Deus, né? Logo a encontrei! É a relações públicas Magá Moura, uma baiana arretada que mora em São Paulo e também é Coolhunter pelo IED – Istituto Europeo di Design. A bonita também cursou Fashion Marketing na London College of Fashion e, recentemente, criou um site para compartilhar lifestyle, interesses e inspirações. Tudo feito de um modo bem autêntico – como ela.

Resolvi entrar em contato com a Magá para conversar um pouco sobre seu estilo tão marcante e sensacional. Além de linda, ainda foi bem simpática <3:

1- Como é o processo para você escolher o seu look do dia? Tem alguma musa (ou muso) inspirador? Magá Moura _0

Tento dar uma variada nas peças, de cintura alta a camisetão masculino. Mas depende muito do meu humor, do clima, da ocasião, de como sinto meu corpo no dia, enfim…
Me inspiro demais na Riri (Rihanna para os íntimos! kkkk). Geralmente amo tudo que ela veste.

2- Você voltou recentemente da London Fashion Week, certo? Como foi sua experiência por lá? Viu algo legal que se encaixa no estilo de vida das brasileiras?

Sim, voltei faz uma semana hoje. Foi uma experiência maravilhosa, ainda estou em estado de luz por tudo que vi, pelas pessoas que conheci, pelos momentos que passei. Saudades já! rs
Acho que tudo pode se encaixar para as brasileiras, depende do olhar, do gosto e da adaptação de cada pessoa para as tendências de lá. Mas, particularmente, amaria ver por aqui cabelos tão coloridos quanto os das londrinas, o Brasil é um país de cores.

3- Seu blog é recente e já começou com tudo! O que pretende mostrar para seus seguidores, além do seu estilo e street style?

Agregar conteúdo, de forma descontraída e leve, sem forçar nada e sem ser absolutamente fútil. Desde estilos, lançamentos, expos, lugares, viagens a semanas de moda do mundo (quando viável, é claro!). É um mix das experiências que vivo e que acho interessante compartilhar.

4- Qual a dica para quem quer começar a carreira como Coolhunter e Fashion PR?

Estudar. Sou formada em Relações Públicas e fiz especializações na área de Moda. Uma delas foi de Coolhunter e, para isso, é necessário manter-se sempre atualizado, estudar pesquisas, adquirir muitos conhecimentos e ter o feeling da profissão.

5- O que é ter estilo para você? 

Personalidade, autoconfiança e amor próprio.

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E essas tranças rosas, meu Brasil?
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Sendo diva em LDN
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A bicha é destruidora meixxxmo <3
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Eta!
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Amei muito esse look
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Turbante que amamos!
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$$$
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Aqui foi no Lolla! Agora entenderam porque paguei pau, né?
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Look completo e sensacional! Tô namorando faz é tempo essa camisetona da Adidas (é masculina, mas dá pra fazer de vestido) e esse tênis ryco
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Lacra na praia também
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Nossa Beyonça, né pessoal
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Um look Letícia<3
Magá Moura
Quero essa calça, gente!
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Com a Rita Ora na Launch Party da Adidas (da coleção dela bapho com a marca amada)

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Beauty Guru: Vanny Meneghim

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Para começar a semana (e o mês) com muita inspiração e beleza, hoje tem uma entrevista com a maquiadora Vanny Meneghim! Eu a conheci por essa vida internética, já que temos vários amigos em comum (oi Mell!). Sempre gostei de acompanhar quem trabalha com maquiagem e fiquei deveras feliz em saber que a Vanny manda super bem nessa área. Logo resolvi chamá-la para contar sua trajetória por aqui. Ela foi muito solícita e contou que entrou nesse mundo por acaso, há 4~5 anos, especificamente. Como sempre teve o hábito em acompanhar revistas e blogs de beleza, além de assistir tutoriais, resolveu fazer um curso de maquiagem profissional no SENAC/SP. O que, a princípio era apenas por diversão, acabou virando seu trabalho. Vanny viu sua maleta de make crescer e teve a oportunidade em trabalhar na MAC Cosmetics.

Como era de se esperar, a paixão aumentou e ela começou a ter contato com artistas incríveis que a aperfeiçoaram como profissional. Hoje em dia, Vanny faz parte da equipe do salão LINDO na Rua Augusta, o Retrô Hair, onde faz a maquiagem e também o design de sobrancelha. Sucesso, né? A gata ruiva ainda deu dicas, ó só:

1) Para começar com um clichê necessário: quais são os produtos que você não dispensa de jeito nenhum?

Um bom corretivo, máscara de cílios, blush e batom. São produtos de aplicação rápida e que dão um up instantâneo em qualquer mulher! Para as que já tem o hábito e gostam de se maquiar o delineador dá uma boa valorizada no olhar e acompanhado de um batom vermelho vira um look clássico e lindo!!

Eu digo muito para as minhas clientes para não terem medo de sair da zona de conforto, de brincar com novos produtos e principalmente com cores de batons. Sempre que eu  uso cores diferentes escuto um “Ficou lindo em você, mas acho que não é pra mim!”. A graça da maquiagem é a possibilidade de se reinventar diariamente, com a vantagem de que se enjoar ou não gostar, um demaquilante resolve! Ousem mais, divirtam-se mais!!

2) Uma pele bem feita é o princípio para uma maquiagem bem feita, certo? Quais as bases que você indica para o dia a dia?

Eu sou a favor de uma maquiagem natural, aquela que realça a beleza natural e que também seja confortável para o dia a dia. Gosto muito da base HD da Make Up Forever e da Matchmaster da MAC, mas para o uso diário o meu queridinho é o BB Cream (se necessário aliado com o corretivo para alguma correção mais pontual como espinhas ou olheiras)! Recentemente comprei o Petit BB Cream Clearing da Holika Holika e tem sido o meu preferido até então!

3) O batom mais escuro deixou de ser tabu e passou a ser queridinho da mulherada. Quais são as cores mais pedidas para a boca quando você faz maquiagem?

As mulheres ainda são bem clássicas com a maquiagem e como a grande maioria procura um maquiador apenas quando tem um grande evento como casamentos ou formaturas, acabam não ousando muito com cores de batom. Uso muito batons nude-rosados e vermelhos clássicos como o Ruby Woo e Russian Red (algumas inclusive aproveitam a ocasião para usar o vermelho pela primeira vez!). Vinho é uma cor que começou a ser mais procurada recentemente e sempre tem a cor que é a tendência do momento, que as mais antenadas em maquiagem procuram… o batom Flat Out Fabulous da MAC tem sido o mais pedido!

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4) Por fim, qual a dica para quem quer seguir carreira como maquiadora, mas ainda está na dúvida? Quais são os prós e contras da profissão?

Trabalhar com maquiagem é um aprendizado constante, você precisa praticar muito, estar sempre estar atualizada, ter a sensibilidade para conseguir entender qual é o perfil da sua cliente e executar uma make adequada para a necessidade de cada uma, exercitar constantemente a criatividade… e pensar que a sua rotina será bem diferente dos trabalhos convencionais, pois os finais de semana serão seus dias mais procurados!
Me ajudou muito no começo da carreira trabalhar em loja de maquiagem. Como a rotatividade de clientes é grande você aprende na prática e tem a sua disposição os mais diversos formatos de rosto, cores, tipos de pele… Ser maquiadora é muito gratificante, ver a sua cliente se olhar no espelho e pensar que vc contribuiu para aumentar sua auto-estima e fazê-la se sentir mais bonita não tem preço! :)

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Make Up and Hair para o programa Glam do canal Glitz*, apresentado por Barbara Thomaz.
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Make Sugar Skull
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Vanny divando
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Make conceito – Cisne Negro
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Vanny!

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