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Sobre mudar de carreira

Sempre achei muito cruel ter de escolher uma profissão aos 17/18 anos. Afinal, é uma das fases mais chatas e complicadas da vida. É um misto de ebulição hormonal com insatisfação permanente. Eu, Letícia, soube que queria cursar jornalismo desde os 14 anos quando a escola em que estudava foi visitar a UEL (Universidade Estadual de Londrina) e achei tudo interessante. Então, coloquei na cabeça que iria ser jornalista e realizei tal projeto acadêmico. Assim que terminei a faculdade, usei a pós em Relações Internacionais como passaporte para mudar de cidade. Também tinha planos em ser diplomata (haha) ou repórter internacional (mais pauteira, na real). Bem, o que aconteceu? Trabalhei anos em agência de PUBLICIDADE – área que sempre fugi.

Em 2015, depois de alcançar a agência dos meus sonhos, parei tudo em Curitiba e fui para São Paulo por um mês para me formar como maquiadora profissional. Depois fiz um curso de sobrancelha e penteado em Curitiba. Maquiagem para mim sempre foi uma paixão, só que não me via trabalhando apenas com isso. Hoje realizo que foi uma das decisões mais acertadas da minha vida. Acredito que foi um timing excelente, pois a mudança aconteceu em uma idade digna (29 pra 30) e minha carreira como maquiadora deslanchou de forma natural e honesta. Já levei calote, deixei de comprar muitas coisas para mim a fim de investir na minha maleta, fiz até MEI (Microempreendedor Individual) e hoje freelo em um canal de televisão maquiando…. JORNALISTAS  (é por um período ‘x’, mas acho engraçado essas reviravoltas da vida). Sempre me atualizo e ainda tenho muitos sonhos para realizar nesta profissão, espero muito ser maquiadora por muito tempo da minha vida, já que é algo que tenho prazer em fazer e melhorar. Engraçado que analisando agora, não tive medo em parar de trabalhar em agências publicitárias como social media. Pelo contrário, fui muito na fé que minha decisão em trampar exclusivamente como maquiadora iria dar certo. Quando você tem muito amor, confiança e coragem, as coisas fluem muito mais! Para quem quiser conhecer meu trabalho (e me contratar, haha), só visitar meu Instagram e Fanpage.

Chamei duas amigas que mudaram de profissão e trabalharam comigo em ocasiões diferentes (a Grazi como cabeleireira e Guid como designer) para contar mais sobre a coragem em começar de novo ou melhorar o que já fazia e tornar aquilo o ganha-pão. Inspiração e bons conselhos:

GRAZI RIBEIRO

Sempre tive paixão por cabelo. Sempre mexendo e inventando moda no cabelo dos migue. Mas na hora do vestibular e do teste vocacional, só aparece profissão tradicional, né? Ai acabei me formando, fazendo pós e fazendo a tal da “carreira bem sucedida”. Essa pressão por uma “carreira estável” esmaga os sonhos da gente. Mas aos 28 deu uma ziquezira. Cansei, resolvi tentar meu antigo sonho. Fui atrás, reduzi meu padrão de vida drasticamente, vendi tudo o que tinha e recomecei. Há 3 anos sou cabeleireira, dona do meu negócio e uma pessoa profissionalmente muito feliz. Não tenho tempo pra quase nada, mas faço com muito mais prazer. E estudo MUITO, porque sei que preciso andar muito rápido do que alguém que começou mais cedo. Mas isso não me incomoda, porque quando você ama o que faz, ama estudar. Se pudesse dar um conselho pra quem quer mudar de carreira seria: estude aquilo que você acredita ser sua paixão. Se fluir legal, se você sentir prazer em fazer isso mesmo depois de um dia cansativo de trabalho, siga em frente. Claro que é importante que outras pessoas tenham interesse no que você faz. Não adianta ter paixão por algo que não tem público consumidor. Aí é hobby, não é ganha-pão. Sonhadores sempre, porém realistas, dedicados e focados em resultado, porque pagar os boletos em dia também é um pedacinho de felicidade. Para conhecer o trabalho lindo da Grazi e seus cabelos naturais: Instagram | Facebook

GUID MEINELECKI 

Depois de trabalhar em agências, startups, empresas com design digital, eu resolvi mudar. Sempre tive aquela vontade de ter meu próprio negócio, veio no sangue, meus pais são empreendedores. Na hora de escolher o que fazer, o hobby falou mais alto e resolvi assumir a minha paixão por moda. Vi o potencial que a moda tem de ajudar as pessoas, de aumentar a auto-estima e com isso transformar o mundo com pessoas mais confiantes e melhores com elas mesmas. Meu trabalho passou a ter um propósito, e acho que era isso que eu sentia falta antes. Agora acabei juntando todo conhecimento que já tinha em marketing digital e comecei a estudar moda. Já sou consultora de imagem e estou fazendo pós graduação em produção de moda e styling. Tudo pra transformar conhecimento em conteúdo para o meu blog e canal no youtube. Amando a nova fase de aprendizado e também muito perrengue, não é fácil ter a própria empresa, mas é bem gratificante. Site | Instagram | Facebook 

Também tem o caso da minha amiga Bianca Annibelli, advogada que está insatisfeita com mercado de trabalho e pretende fazer algo a respeito:

Bom basicamente o motivo de eu querer mudar de profissão é a insatisfação juntamente com a sensação de se sentir inútil. Quando sai da faculdade criei todo um estereótipo do que seria pra acabar caindo numa rotina que não me agrada já a algum tempo. Foi toda uma sequência de vitórias para cair num mercado de trabalho mal remunerado e de uma classe desunida. Ainda não criei coragem para deixar tudo pra trás e começar do zero. Quando pensei que faria engravidei e tive que adiar os outros sonhos por mais um tempo, mas a verdade é que me imagino mais feliz se eu trabalhasse com psicologia, letras ou algo relacionado a beleza.

Mother of plants: Top 5 da Tati Weska

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Hoje o post é deveras especial, pois tem participação da Tatiana Weska, minha amiga online (e agora offline, já que finalmente nos conhecemos na vida real). A Tati é uma mulher de muito bom gosto em diversos setores: música, cinema e também decoração. Com seu olho atento e orçamento justo, ela está dando uma cara linda para seu apartamento em Curitiba. O que mais chama atenção na sua decor é a lindeza das plantas que ela cultiva com muito amor, respeito e cuidado. Em seu blog é possível ler dicas preciosas sobre tudo isso. Por isso, resolvi convidá-la pra criar um top 5 de plantinhas para quem quer começar a ter uma mini floresta dentro de casa. Com vocês, mother of plants (não deixe de a seguir no ig também):

Plantas. Seres tão lindos e tao mágicos que muita gente acha que não consegue cuidar. Ter vida dentro de casa é algo que acredito ser essencial, morando sozinho/a ou com 15 pessoas; e as plantinhas estão aí para trazer para tua casa e tua vida beleza e boas energias.

E se tu és uma dessas pessoas que acha que cuidar de plantas não é pra ti, vem cá que separei cinco dicas de plantas para ter em casa, de fácil manutenção.

1) Cactus

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Cactus são o café com leite das plantas. Conheço estórias de pessoas que mataram cactus, e se você é uma dessas pessoas, não perca as tuas esperanças. Tenha sempre em mente que cactus são plantas de deserto, e por isso estão acostumadas a longos períodos de tempo sem água regue uma vez por mês. Durante o verão, a cada duas semanas tá de bom tamanho.

2) Incenso-bastardo

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Caso tu queiras uma planta para pendurar no teto ou na parede, o Incenso é uma boa pedida, porque à medida em que ela cresce ela fica pendente. Essa é uma planta que como o nome já denúncia, tem cheiro de incenso – mas nada que vá tomar conta do cômodo onde quiseres deixá-la. Ela tolera sol intenso, apesar do ideal ser mantê-la em meia-sombra e deve ser regada diariamente.

3) Suculentas

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Também de fácil manutenção. As folhinhas fofinhas são depósitos de água, por isso não devem ser regatas constantemente. Costumo regar as minhas uma vez por semana, e uso uma colher medidora para não errar a mão, e uso a medida de uma colher para cada plantinha (não necessariamente uma colher por vaso. tem suculentas que vêm em várias plantinha  num único vaso). No inverno uma vez por semana e no verão ou em dias mais quentes, no maximo duas. É importante observar os sinais que a suculenta te dá. Se as folhas escurecem e/ou começam a cair, é porque colocaste muita água e as raízes estão apodrecendo. Se surgem muitas folhinhas secas, tá faltando água.

4) Espada de São Jorge 

De fácil manutenção – costumo regar dia sim, dia não, são bastante indicadas para exteriores e interiores. Dizem que até no quarto são boas de se ter. Não tenho foto porque na casa nova ainda não adotei nenhuma, mas quando chegar a hora vai compensar pela falta (projeto de vaso gigante a caminho), haha!

5) Brilhantina 

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Essa plantinha gosta de água, costumo regar todos os dias. Também podem ficar pendentes e são bem bonitas.

A dica mais importante é que quando escolheres uma para ter em casa, lembre-se se que são seres vivos, trate-as com respeito e amor. Podem não miar, latir ou falar contigo, mas quando são bem cuidadas elas dão o seu jeito de mostrar que estão felizes.

5 gemas do cinema B na Netflix, por Miguel Andrade

Hoje tem participação especial no blog! Convidei o incrível Miguel Andrade do La Dolce Vita para fazer uma lista de cinco filmes B que podem ser encontrados na Netflix. Como ele é expert no assunto, não tem erro! Inclusive, as dicas foram tão interessantes que o jornalista já está convidado para o Volume 2 do tema. Cada dica vale ouro, confira:

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Netflix é mesmo aquela maravilha de praticidade, mas se não olhar direito, podemos nos deparar com quilos de banalidade. Escavacar o acervo deles é um dos prazeres proporcionados.

Abaixo cinco fabulosos filmes B encontráveis na Netflix. B de bom!

The Godsend

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Essa produção de suspense britânica foi distribuída pela Cannon (aquela dos filmes do Chuck Norris) no começo dos anos 80, o que pode por si já dizer alguma coisa. Família Tradicional, cheia de filhos pequenos recebe a visita de uma estranha grávida.

Estranha no sentido de desconhecida e de esquisita mesmo. Por percalços, ela acaba ganhando o bebê na casa deles e desaparece sem deixar a menor pista. O casal acaba adotando o nenê que ao crescer se revela um pequeno monstro. Mezzo A Profecia, mezzo O Bebê de Rosemary, uma delícia kitsh com criancinha psicopata de interpretação sofrível.

The Vampire Lovers

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Conhecido no Brasil também como Os Vampiros Amantes e Carmilla, a Vampira de Karnstein é atualmente o único da HammerFilms original presente no catálogo Netflix. Um clássico de horror gótico finalmente em versão completa, ou seja, com as decapitações e estacadas intactas.

Após reviver os monstros clássicos da literatura (Drácula, Frankenstein, etc.) a cores a partir de 1957, a produtora inglesa chegava ao começo da década de 70 com sua formula desgastada. A solução foi apimentar seus filmes com muitas vampiras (recrutadas das páginas da Playboy) em camisolas esvoaçantes, erotismo suave e violência acima do que se poderia esperar da época.

Isso tudo com a qualidade e classe típicas da Hammer. O roteiro parte do conto Carmilla de Sheridan Le Fanu, o que equivale, comparando mal, a um tipo de Drácula de BramStoker, só que feminino.

Na Alemanha do século XVII uma família nobre hospeda uma misteriosa baronesa que se aproxima intimamente, sobretudo da filha jovenzinha que passa a sofrer de desconhecida moléstia. Espere por muita volúpia, algum lesbianismo, sangue e “elementos vampíricos” que se tornariam iconográficos no cinema. No elenco o mitológico ator Peter Cushing e as musas Kate O’Mara e Ingrid Pitt como a sedutora protagonista de caninos afiados. Pitt se tornou o principal nome feminino da Hammer.

The Vampire Lovers gerou outros dois filmes, formando a chamada trilogia de Karnstein. Os outros são Luxúria de Vampiros e As Filhas de Drácula, todos de continuidade relativa, mas igualmente interessantes.

Las brujas de Zugarramurdi

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O espanhol Álex de la Iglesia dirige outra orgia de referências pop num emaranhado de críticas sociais. O filme começa e acaba algumas vez, nos levando junto aos bizarros personagens por momentos de histrionismo cômico e terror gráfico semelhante ao dos antigos gibis do gênero.

Basicamente um grupo de bandidos em fuga vai parar num vilarejo comandado por bruxas. Mas resumir em poucas linhas um filme de Álex de la Iglesia pode não ser justo, do mesmo jeito que a apreciação deles depende muito da absorção das referências.

Boa parte da trama se passa em Zugarramurdi, um município espanhol que realmente existe na fronteira com a França. Em 1610 (de verdade!) foi palco da condenação de 40 vizinhas pela Santa Inquisição e o roteiro faz muito bom proveito desse encontro da história com a ficção.

A principal atração turística do pequeno povoado é a Caverna do Sabbat ou Zugarramurdi, repleta de lendas do século XVI que todo ano atraem turistas e curiosos no ocultismo. E é nesse lugar onde se desenrola o apoteótico desfecho, uma das melhores sequencias musicais filmadas nos últimos tempos.

No elenco Carmen Maura (que dispensa qualquer apresentação) e os astros Macarena Gómez e Hugo Silva, um dos pilotos de Os Amantes Passageiros de Almodóvar. Os dois últimos depois trabalhariam juntos no sensacional Shrew’sNest, conhecido ainda como Sangre de Mi Sangre ou Musarañas e que também está disponível na Netflix.

The Lost Empire

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Geralmente filmes B são divertidos visualmente e nas situações absurdas, mas têm um roteiro chato nas raias do insuportável. The Lost Empire é uma das bobagens mais legais que já vi!

Pense num lixo que envolve ninjas, mulheres de pouca roupa e seios fartos, um homem numa fantasia de gorila (!!!), espionagem, seita secreta milenar meio nazista, gostosas na cadeia, tudo isso em 1985, com uma incrível estética ultrapassada. Risos involuntários é o mínimo que você pode esperar.

Ah, as protagonistas são “três lindas garotas”, destemidas, que remetem imediatamente ao seriado As Panteras, embora aquela altura ele já tinha acabado. Mas elas, quem sabe, poderiam substituir o trio da TV (aham!). A índia do grupo é a atriz e playmate Raven De La Croix, também vista nos filmes de Russ Meyer, ou seja estava disposta para muita coisa. Consta que ela mesma criou seus figurinos, o que não quer dizer muito coisa, sério!

A cópia da Netflix é tão perfeita que ainda tem alguns daqueles rabiscos na película. Claro que é restaurado, áudio estéreo que deixa a trilha sonora executada num tecladinho vagabundo ainda melhor.

Clown

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Palhaços são insuportáveis e podem ser perigosos. Para eles mesmos!

Amável pai tenta resolver a ausência do palhaço que animaria a festa de seu filho, no porão ele encontra uma velha roupa de palhaço e decide usá-la. Aí ficamos em dúvida sobre quem usa o quê e qualquer outra informação pode ser spoiler.

Pequena surpresa independente com uma ideia realmente original. Jon Watts, que deve dirigir o próximo filme do Homem Aranha, estreava na direção em 2014 nessa pérola de ritmo irregular, mas com ótimos momentos de horror e suspense.

O filme é a versão em longa metragem do curta dirigido pelo mesmo Watts em 2010, o que pode justificar certa dilatação nas situações, mas também o apuro em soluções eficazes. Cult por natureza.

  • Miguel Andrade, 39 anos é fascinado por cultura B e o século XX. Nunca conseguiu manter seu Tamagochi por mais de duas semanas, mas desenvolve o blog La Dolce Vita há 14 anos.

Corre Mulherada: Como iniciar na corrida

ana caro corre mulherada 3Sempre achei a corrida um exercício digno e tem anos que fico nessa de começar ou não, mas sempre desanimo e volto pra estaca zero.  Caminhada volte e meia fazia, porém, estou parada desde o começo do ano e o resultado disso foi 20% a mais  no percentual de gordura no corpo (fiz o primeiro exame de vários em uma nutróloga vegetariana e fiquei deveras preocupada). Esta semana li um texto mega encorajador e sincero sobre corrida. Cheguei a postar na fanpage do blog e bombou! Quem o escreveu foi a Ana Carô do coletivo Corre Mulherada! que contou de forma muito consciente e sem frufru como é aceitar e respeitar o corpo, as dificuldades iniciais da corrida (ser desengoçada, ter vergonha etc) e, principalmente, da recompensa física e emocional que todo esforço proporciona. Enfim, quando terminei de ler, queria sair correndo pelo mundo a fim de me sentir bem como a Carô e a Lena Dunham. Fiquei tão empolgada que pedi pra mig fazer uma participação aqui no Mais 20 Minutos com dicas legais para quem quer iniciar esta atividade viciante. Incentivo é bom e todo mundo gosta Bora:

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Oi gente!
Eu sou a Ana Carô, uma das autoras do Corre Mulherada!, um blog onde falamos sobre – adivinha! – corrida. A Letz me pediu para dar algumas dicas para quem quer começar a correr e adorei a ideia. Quanto mais gente se mexendo e tendo prazer nisso, melhor. <3
Provavelmente eu não vou falar nada que vocês já não tenham pensado antes, mas é sempre bom lembrar:

– Faça um check-up. É sempre bom saber se você pode começar a correr ou se tem algum probleminha que precisa ser tratado antes. Não adianta nada pular essa etapa e depois sofrer com dores no corpo ou ter que lidar com alguma outra reação pior.

– Escolha bem sua roupa e tênis. A roupa deve ser leve, não ter muitas costuras ou detalhes que atrapalhem o conforto. Para o tênis, escolha algum que seja próprio para a corrida, com amortecimento e resistência para isso. Provavelmente, ao começar, você vai usar o que já tem em casa. Não tem nada de errado nisso, mas se começar a sentir dores é bom comprar um próprio para corrida. Usar tênis errado pode trazer sérios problemas, é bom ficar esperto com isso.
ana caro corre mulherada 6 – Comece aos poucos. Ninguém passa do “caminhar de casa até a padaria” para “corrida 5k em 30 minutos” da noite para o dia. Está há muito tempo sem exercícios físicos? Então comece caminhando, depois mescle caminhada e trote, passe para alguns minutos de corrida durante o treino e aí sim, para a corrida. Vai levar um tempinho, mas é legal sentir essa evolução. Vai por mim, você vai se sentir super bem ao ir conquistando essa velocidade a cada dia. ;)

– Escolha bem onde correr. Se você já acha um saco caminhar na esteira da academia, provavelmente vai achar um saco correr nela também. Procure um parque, uma praça ou uma região em sua cidade que seja segura e gostosa para correr. Se você só vai ter tempo ou oportunidade para treinar na academia, assista TV ou ouça música. Isso ajudará a não ficar entediado.

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– Monte um treino. É importante saber o planejamento dos seus treinos, saber quando é a hora de aumentar a velocidade ou distância. Você encontrará diversas planilhas na internet, basta escolher a que você mais gosta e seguir.

– Sentiu dores? Procure um médico. Dor pode ser por uso de tênis ou até roupa errada (o top, para as mulheres, é essencial!), mas pode ser que correndo você tenha lesionado alguma coisa. Então, corre pro médico para investigar isso.

– Não se cobre. Acho que essa é a dica mais importante. Como você ainda não corre, não tem como saber se vai gostar. Se começar a correr e não gostar, não tem problema algum em parar e procurar outro esporte que seja mais a sua cara. Se começar a correr, gostar e quiser melhorar cada vez mais, não se cobre quando a evolução for mais lenta do que você queria ou previa. Acima de tudo, divirta-se. Use esse tempo correndo como um tempo só seu, dedicado a você.

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Ana Carô correndo com o mozão dela <3

Se você ainda tiver mais dúvidas, pode ver esse guia do Corre Mulherada!, é bem completinho.
Espero que você se divirta muito! Bons quilômetros!

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Olha que medalha boa que você ganha também (porque todo mundo merece SIM). Nada de neurose. Valeu pelas dicas, Carô <3

Estou de bem: consumo controlado por Dani

Dia 25 de junho criei um projeto chamado “Estou de bem“. De bem com o cabelo, peso, a altura e o que mais você odiou a vida toda em você mesmx e resolveu fazer as pazes. Pedi participação aqui e recebi um e-mail bem legal da Dani Kopsch do Less is the new Black que resolveu seu problema com o consumismo e hoje tem um guarda-roupa mais enxuto e digníssimo. Bora ler o relato da gata:

Oi! Achei genial a ideia do “estou de bem”. Afinal, todo mundo precisa se reconciliar com tanta coisa na vida. Especialmente com nós mesmos.

Eu queria participar contando da minha história com meu guarda-roupa. Costumava comprar muitas coisas novas e não me dava conta do dinheiro que eu gastava com roupas. Um dia, de bobeira, resolvi olhar o histórico do cartão de crédito do último ano e somar o quanto gastei com roupas. A descoberta foi um choque. O número é constrangedor para dizer, mas daria uma boa viagem de férias.

Resolvi dar um basta naquilo. Primeiro, desapeguei de muita coisa. Vendi e dei um terço do meu guarda-roupa, mas percebi que não foi o suficiente. Um ano depois, ainda tinha muita coisa (e continuava comprando, embora menos). Então, criei um desafio: viveria um ano com 50 peças no meu guarda-roupa. Me livraria do resto e aprenderia a viver feliz com menos.

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Armário novo com 50 peças

Com certeza esse “menos” é questionável. Para uns, 50 peças de roupa é muito, para outros é impensável viver com tão pouco. A verdade é que o número pouco importa. O terapêutico nesta decisão foi a tarefa de limitar o guarda-roupa e aprender a viver com ele. Estou contando a experiência no blog http://www.lessisthenewblack.wordpress.com e os amigos estão acompanhando e me incentivando a continuar.
Até o momento, estou feliz da vida. Meu armário, que sempre vivia bagunçado, está super enxuto e consigo visualizar tudo o que eu tenho de uma vez – o que ajuda a me arrumar mais rápido e estimula a criatividade de inventar novas combinações. Minha expectativa é não comprar mais nada novo por um ano e guardar esse dinheiro que eu costumava gastar com roupas para investir em experiências: viagens, passeios, cursos. Me sinto muito bem e recomendo a todos essa avaliação do próprio consumo. Onde será que está o rombo do seu orçamento? Roupas, livros, restaurantes, sapatos, gasolina, balada? Talvez em algum desses itens você esteja gastando mais do que imagina. Vale a pena conferir o histórico do cartão de crédito para descobrir.

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Combinações que a Dani faz com as peças <3

Se alguém quiser participar, me mande um email me contando o que ficou de bem. Se tiver foto pra ilustrar, melhor ainda. Email aqui.