Fashion

Lookeiras de responsa: Goth Pikes

Como já contei neste post aqui, meu visual predileto desde adolescente é o do post-punk anos 80. Gosto do mais clássico (meio batcave), roupa toda preta com acessórios mais pesados como colares, botas com fivelas, maquiagem pesadona clássica e cabelo idem. Os dois últimos não uso, não curto em mim, pois criei uma identidade com meu delineador e batom vermelho, tô ótima assim. Andando pelo Facebook da vida, encontrei na fanpage Underground People uma marca de botas góticas maravilhosa, a Goth Pikes. Diretamente de Berlim (afff), ela recria os clássicos oitentistas dos anos 70/80 nos deixando loucos para ter tudo. Amei essa em especial:

O mais legal são as fotos que a marca posta do pessoal usando as botinhas. É o crème de la crème do gótico atual com o visu clássico. É completamente inspirador e fiquei muito contente que tem vários looks que eu mesma uso e posso me inspirar também. Minha vontade de investir em blazer de alfaiataria aumentou muito mais depois de explorar essa belezinha.


Para seguir: Facebook | Instagram

O estilo de Fifi Chachnil

Lingerie é algo tão bonito, né não? Às vezes é mais bonito do que confortável, verdade seja dita. Eu, por exemplo, costumo usar mais algodão mesmo, nada fancy. Porém, tenho algumas peças lindas que guardo para algo especial, bem típico. Apesar do meu relaxo na vida, confesso que acho LINDO. Babo nas lingeries que a Dita von Teese está produzindo e meu sonho de vida é ter algo da Agent Provocateur (já entrei numa loja em Berlim, mas teria de deixar meu rim para levar apenas uma meia calça).

Uma marca super bonita de lingerie é a francesa Fifi Chachnil criada em 1983 por Delphine Véron. No início, a estilista começou a desenhar roupas e, depois de um ensaio fotográfico com Pierre et Gilles, se especializou em peças íntimas. Em 1984, ela mudou seu nome definitivamente para Fifi Chachnil depois de uma viagem para o Egito e ainda gravou um álbum em árabe. Em 86, Fifi abriu sua primeira loja na  68 rue Jean-Jacques Rousseau, em Paris e em 1981 desenhou os figurinos da deusa alemã punk Nina Hagen.

Nina Hagen vestindo Fifi Chachnil e fotografada por Pierre et Gilles

Com estilo totalmente vintage, suas peças são glamourosas e sexies. Como não poderia deixar de ser, as coleções possuem nomes divertidos e safadinhos como toda pin-up gosta. Fifi também possui linha de perfume, vestidos e casacos. Obviamente algumas artistas amam a marca como Katy Perry, Vanessa Paradis, Lady Gaga, entre outras beldades que você pode encontrar no Instagram da maison.

Já o estilo de Fifi é completamente fiel ao que ela vende. Ela seria a Vivienne Westwood pin-up das lingeries, podemos dizer assim. Suas cores prediletas são rosa e azul (tom pastel), seda e lã angorá não saem do seu guarda-roupa. Sempre com uma atmosfera boudoir, a gata sempre aparece nas festas e desfiles com um look bem ajeitado no maior estilo retrô. Virei fã.

Para segui-la: Blog | FanpageSite | Instagram

Entrevista: Hellen Albuquerque do Indumentária

Hoje é dia de entrevista com a maravilhosa cacheada Hellen Albuquerque do portal de notícias independente e agência de comunicação para áreas criativas Indumentária. A conheci em uma produção de ensaio Boudoir onde ela cuidou do figurino, eu da maquiagem e a Mel Gabardo da fotografia (que era nossa ponte). Foi um dia bem divertido e mais para a frente a Hell me chamou para outra produção. Nos demos mega bem e como já conhecia o Indumentária, logo a convidei para contar mais sobre seu veículo que produz conteúdo autoral sobre moda, comportamento, design, beleza e outros assuntos que amamos. Bora conhecer mais sobre essa mulher sensacional:

1- O Indumentária nasceu para ser uma extensão da sua coluna no Jornal Bem Paraná, em 2013, certo? Você como editora, jornalista e produtora de moda de um portal independente sobre moda, design e artes em geral imaginava que sairia uma agência de comunicação por meio dele? Como foi esse processo?

O Indu começou por causa do Bem Paraná, e tenho muito a agradecer a Josianne Ritz por isso, quem me deu esse espaço. Ela conheceu meus textos pelo Fashion PUC, que era um projeto de faculdade de cobertura de eventos de moda. Achou interessante e disse pra eu fazer uma proposta de blog de moda para o Portal. Indumentária era uma palavra que sempre estava na minha cabeça, por eu estudar muito história da moda. Dei o nome, e enviei essa perspectiva cultural de moda como ideia para a linha editorial. Ela aprovou, depois de uns três meses no Portal, me cedeu também um espaço no jornal impresso, em que eu escrevi todas as sextas-feitas por dois anos. Foi incrível pra mim, com 19 anos, já ter minhas palavras impressas em um jornal de verdade! haha Tenho minha primeira coluna enquadrada até hoje. Logo no começo eu já enxergava o Indumentária como um projeto a longo prazo, e para isso, eu pensava nele como um meio de comunicação mas também como um espaço de troca, onde eu pudesse transpassar o eu estava aprendendo. A Agência foi a melhor forma para isso, pois assim consigo atender marcas de moda que acreditam no mesmo que eu, e precisam dessa expertise de comunicação, que vem da minha formação em jornalismo. Então tudo aconteceu de forma natural, depois de anos escrevendo no Indu, em 2015 comecei a formatar melhor essa ideia. Foi quando decidi que meu tempo no Bem Paraná estava no fim, e transferi para uma plataforma independente. Ali, continuam meus textos críticos de moda, a envolvendo com a cultura, como era lá no começo, mas também apresento os trabalhos que tenho feito, e ofereço esses serviços.

2- As pautas no portal geralmente possuem grande teor social e regional, o que difere de outros canais. Como é feita a curadoria de conteúdo e a escolha das colaboradoras?

Sim! Essa sempre foi minha ideia, todo mundo se envolve com moda, porque ela está não só na nossa vestimenta, mas em nossos hábitos e costumes. Agora, pensar sobre isso… Não é tão natural, né? Minha vontade é questionar, quebrar paradigmas, preconceitos e padrões. Como uma boa aquariana! Todas as pautas seguem nossas premissas que são o empoderamento feminino, o consumo consciente e a produção autoral. Tanto que nenhum dos textos é uma reprodução, são sempre artigos únicos, vivências e opiniões. É mais denso que a maioria do conteúdo produzido no segmento, mas eu gosto disso, e acho que quem gosta de ler está ali comigo. Os colaboradores são muito fluídos também, eles vem e vão, e eu gosto da ideia do Indumentária de portas abertas. Sempre que alguém se interessar em publicar por lá, e acredite nesses pilares, terá espaço para isso!

Hellen

3- Como você costuma explicar o que é Indumentária, além do sentido literal?

Eu sempre falo que Indumentária é a moda quando ela é cultura. A palavra em si vem da história, quando pensamos em um conjunto visual representativo, como as vestimentas gregas ou do Império Bizantino. Quando identificamos uma profissão pelo jaleco ou terno. E principalmente quando escolhemos esses signos como representação da nossa personalidade – e isso acontece toda vez que abrimos o guarda roupa, por mais desinteressados no assunto que digamos ser. Essa simbiose que a moda faz ao ambiente onde está inserida, é Indumentária. Uma representação visual e estética de tudo que vivemos e acreditamos. É por isso que me sinto livre por percorrer diversos assuntos, como o próprio feminismo, pois vejo a moda descrevendo movimentos sociais, vestindo revoluções políticas – que o digam os Sans Culottes!

4- Você costuma dar vários workshops sobre moda e comportamento. Quais são os próximos projetos para 2017?

O próximo projeto que estou bem empolgada é formatar um workshop sobre moda e empoderamento, que tenha um viés acessível a todas as mulheres. Fiz esse experimento no Dia da Mulher, em um evento do Shopping Crystal. Foi uma fala bem curta sobre como nossas roupas são uma ferramenta para encontrarmos nosso poder pessoal. Quero tornar essa informação mais prática e disseminá-la o quanto der!

5- Se você pudesse escolher apenas um ícone de estilo que englobe tudo o que portal costuma tratar, quem seria e por qual razão?

Com certeza, Audrey Hepburn! haha Ela é minha musa desde muito pequena, e a admiro grandemente como figura feminina. A Audrey quebrou padrões em sua época, assumindo um corpo esguio, quando Marilyn Monroe e Brigitte Bardot exibiam curvas infindáveis. Foi chamada de esquisita e atrapalhada com seus traços finos, mas ainda assim conseguiu reconhecer a própria beleza, e hoje é considerada a mulher mais bela do séc. XX. Inspirou Humbert de Givenchy por toda uma vida, usando suas roupas nos filmes como parte da narrativa e roteiro. Expressando muito mais em um chapéu do que qualquer método de Stanislavski. Para além das lentes, ela se dedicou a causas sociais, abandonando a carreira para retribuir as pessoas, como um dia fizeram com ela durante a Segunda Guerra Mundial, se tornando então embaixatriz da UNICEF. Ela é um bom exemplo de alguém que usou sua influência em diversas áreas, como o cinema e a moda, para transformar o mundo. E sendo bem sonhadora, é isso que a gente quer, né? hahaha

Não deixe de visitar o site e fanpage para acompanhar os posts e eventos que são produzidos.

Entrevista com Juliana Lourenço

ju lourenço bags 6

Investir em acessórios (bolsas, brincos, colares etc) pode ser uma salvação para quem gosta de roupas mais básicas, mas quer dar um ar especial no visu. As bolsas lindas, originais e de excelente qualidade da Juliana Lourenço, por exemplo, cumprem muito bem essa função. Conheci a Ju – que é de Londrina – já faz um tempinho e pela internet mesmo. Comprei minha primeira bolsa (western thunderbird), acho que em 2012/13 e desde então a acompanho. Recentemente fiz outra compra (boca) e a chamei para uma entrevista pra cá, algo que até demorou muito para ser feito, tendo em vista que ela é um doce e sempre curtimos algo uma da outra. Aliás, impossível não amar as postagens de looks produzidos por ela que são homenagens às épocas maravilhosas de 50, 60 e 70, às musas como Sharon Tate, Dolly Parton, Elvira, Barbie e tantas outras. Um desbunde e tudo modelado por ela que é lindíssima.

Seu bom gosto não é à toa. Juliana é formada em Moda e pós-graduada em História da Arte pela Universidade Estadual de Londrina e tem sua marca homônima de bolsas desde 2004. Os produtos possuem uma pegada retrô e são confeccionados com materiais sortidos, tais como vinílicos, sintéticos, couro ecológico, algodões e mistos, ou seja, nada de origem animal. Os temas das coleções são variados como western, geek, retrô, divas darks, entre outros. Ah, os preços são justos e vem tudo bem caprichado pelos correios. Sucesso!

ju lourenço bags 3

Na entrevista a seguir, Ju gata conta sobre processo criativo, surpresas que estão por vir e influências:

1- Você tem sua marca já tem um tempo e cada ano que passa suas criações ficam mais lindas. Quando surgiu a primeira ideia, de fato, pra criar a primeira bolsa? Foi uma necessidade pessoal em não encontrar no mercado?

Tenho minha marca desde 2004, eu conciliava meu emprego de designer em uma fábrica de jeansweare e fazia as bolsas em casa depois que chegava da fábrica. Foi ficando muito corrido devido ao aumento de pedidos, dai pude largar meu emprego, que gostava muito também, e seguir meu grande sonho de ter minha marca própria.

2- Como é seu processo criativo e materiais que costuma utilizar para criar?

Geralmente eu faço o que eu gosto em termos estéticos, mas pesquiso muito tendências e o que meu público gosta. Não sigo um processo fixo, as vezes compro os materiais primeiro, só então penso numa nova coleção ou modelo, ou as vezes faço um briefing e vou atrás dos materiais que se encaixam nessa nova pesquisa.

juliana lourenço bolsas

3- Você está trabalhando em algum projeto no momento? Caso positivo, poderia nos contar?

Sim, sempre tenho novos projetos, inclusive sempre tenho novos produtos aqui em casa, mas não consigo lançar com a frequência que queria pois tenho muitos pedidos. Como sempre as novas bolsas vão vir com personagens queridos pelo público vintagelovers, aguardem que vai vir algo do Deus…..BOWIE!

4- Você tem algum modelo de bolsa que criou que guarda com muito carinho?

Tenho sim!!! Tenho duas bolsinhas que confeccionei em 2004, são bem pequeninas, mas que tem uns aviamentos de cerejinhas que eu gostava muito, só guardei essas de lembrança.

5- É fato que os anos 50, 60 e 70 são grandes inspirações para suas criações. Quais são suas outras influências?

Com certeza essas 3 décadas são minhas maiores influências, mas devido a grande possibilidade de pesquisas na internet e aumento do público alvo tenho me influenciado muito no mundo Geek e Kawaii.

6- Depois da maternidade, você pensa em criar alguma linha infantil de bolsas?
Sim, com certeza, só tenho que administrar melhor meu tempo, que agora está mais escasso ainda! Quero investir bastante nessa linha mamãe e filhinha retro, vai ser uma fofura!

7- Pra finalizar: quais dicas que você, como empreendedora, dá para quem está a fim de começar um negócio no ramo de moda?

Conhecer bem os anseios do seu público alvo, sempre pesquisar para trazer novidades.

Para segui-la: Facebook | Instagram

Inspiração pra look: Caroline Receveur

caroline receveurTempinho que não falava sobre blogueirinha estilosa aqui, né? Estou por fora, confesso. Mas nas minhas andanças pelo Pinterest conheci Caroline Receveur. A modelo/atriz/digital influencer francesa de 28 anos é linda, tatuada, estilosa e tem uma marca de chás naturais, o Wandertea, que diz ser o número 1 como chá detox. Caroline mora em Londres com o namorado e, além de ser uma mulher bem sucedida com um cabelo maravilhoso (vermelho com as pontas loiras), tem um estilo despojado chique. A garota consegue misturar bem as peças e texturas, sem deixar o visual monótono. O blog homônimo fala sobre lifestyle, viagens e moda, claro. Pra quem curte acompanhar essas meninas bonitas, empreendedoras e estilosas, fica a dica (sim, é humilhante).

caroline receveur 5 caroline receveur 6 caroline receveur 7

Para seguir: Instagram | Facebook