Fashion

O estilo de Sammi Jefcoate

Sammi Jefcoate é uma garota inglesa, mãe de Casey, dona da loja Hallow e mega estilosa. É possível acompanhar o lifestyle dela em seu blog também. Nem precisa analisar muito os looks dela, já que ela se mantem fiel ao seu estilo e repete muitas peças – o que é ótimo. Ó só:

Os figurinistas de Marilyn Monroe

Depois de falar um pouco sobre a equipe de beleza da Marilyn Monroe aqui, hoje é dia de mostrar alguns dos estilistas que fizeram bonito junto com a bombshell e assinaram looks icônicos em alguns de seus filmes:

JEAN-LOUIS 

Jean-Louis nasceu em Paris, no dia 05 de outubro de 1907 e foi um designer renomado em Hollywood, tendo assinado diversos figurinos para os filmes de Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Judy Garland, Marlene Dietrich etc. Começou sua carreira como ilustrador na casa francesa Drecol e depois mudou-se para Nova York, sendo empregado pela empresária austríaca Hattie Carnegie. Suas criações ficaram famosas e a atriz Irene Dunne acabou tornando-se sua cliente. Outra cliente foi Joan Cohn, esposa de um dos produtores da Columbia Pictures. Com seu trabalho reconhecido, Jean-Louis começou a trabalhar em 1944 na produtora de filmes e ficou como chefe do departamento de figurino até 1960, chegando a vencer o Oscar de melhor figurino pelo filme The Solid Gold Cadillac.

Além de ter criado o famoso vestido de cetim preto que Rita Hayworth usa em Gilda (1946), ele também criou o caríssimo (e pesado) vestido nude que Marilyn Monroe usou no aniversário de John F. Kennedy, em 19 de maio de 1962, na Madison Square Garden. Na realidade, o vestido foi criado para Marlene Dietrich, mas acabou indo para Monroe. Jean-Louis também assinou o figurino dos filmes Something’s Got to Give e Misfits, um dos últimos de Marilyn. O estilista faleceu em 20 de abril de 1997, deixando a atriz Loretta Young, viúva.

WILLIAM TRAVILLA

William “Bill” Travilla nasceu no dia 22 de março de 1920, em Los Angeles e foi um figurinista consagrado na época de ouro de Hollywood. Seu encontro com Marilyn Monroe aconteceu em 1951, quando ele a vestiu com o polêmico saco de batata com franjas de Idaho. Antes disso, ele estudou na Chouinard School of Art, em Los Angeles, onde mostrou seu talento precoce para criar croquis. Ainda com 16 anos, Travilla ganhava dinheiro vendendo seus sketches para showgirls em casas burlescas, tema que ele era obcecado.

O estilista trabalhou em centenas de filmes americanos entre 1941 a 1980, sendo reconhecido pelos figurinos de Marilyn Monroe em oito de seus filmes. O mais icônico é o vestido branco esvoaçante do filme “O Pecado Mora ao Lado” (1955) que foi vendido em 2011 por US$ 4,6 milhões no leilão realizado pela Profiles in History. O vestido de lame dourado para Os Homens Preferem as Louras (1953) e o de cetim rosa para Como Agarrar um Milionário (1953) também tornaram-se inesquecíveis. Ele e Marilyn foram grandes amigos, tanto que o figurinista a via como uma filha.

Travilla também desenhou figurinos para a televisão, entre 1960 a 1986 e, durante sua carreira, foi nomeado ao Oscar quatro vezes, recebendo um de Melhor Figurino por As Aventuras de Don Juan (1948). Também foi nomeado ao Emmy por seis anos (1980-86), ganhando duas vezes por Moviola – The Scarlett O’Hara War e Dallas.

 

Top 5 – estilistas gringas sensacionais

Esse top 5 é muito pessoal, pois se eu tivesse grana vestiria as mulheres citadas (mesmo Comme des Garçons).

Coco Chanel

Gabrielle “Coco” Chanel é uma das estilistas mais lembradas e amadas da história da moda. Foi nos anos 20 que Mme Chanel nos libertou de muitas amarras da moda convencional e nos deu o direito em usar calças para facilitar o movimento e o conforto. O colete que até então era somente para homens foi questionado e desde então usamos. O cabelo mais curto que foi algo acidental também foi criação dela e leva seu nome até hoje, além do uso da bijoux com cara de joia, a jaqueta tweed, a bolsa a tiracolo e ele, o vestido pretinho básico. Afinal de contas, “a moda passa, mas o estilo fica”. Chanel era apaixonada pelo o que fazia e fez bonito até o final de sua vida. Aqui falo mais dela.

 

Elsa Schiaparelli

Elsa Schiaparelli foi uma estilista italiana mega conceitual pela qual tenho paixão. Nos anos 30, em parceria com Christian Bérard, Man Ray, Jean Cocteau e Salvador Dalí, Elsa entrou na onda do surrealismo e criou diversas peças lembradas até hoje como o chapéu-sapato de 1936, o vestido lagosta inspirado nas obras de Dalí e o uso do zíper sem ser escondido. Ela era o oposto da Chanel e muitos dizem que eram “rivais”. Isso realmente não importa porque cada uma fez maravilhas pela moda, cada qual com seu estilo e genialidade.

 

Vivienne Westwood

Quem curte um punk da silva, certeza que já viu o nome da Vivienne Westwood por aí. Ela e seu marido Malcom McLaren se conheceram em 1971 e juntos abriram uma loja inspirada nos anos 50 chamada Let it Rock onde criavam roupas para a periferia de Londres. Depois de problemas na justiça, mudaram o nome da loja para SEX. Malcolm virou produtor da banda Sex Pistols e Vivienne ajudou a criar grande parte do look dos músicos, sendo conhecida como a rainha dos punks. Até hoje, Vivi continua explorando sua excentricidade e sempre faz críticas sociais por meio da moda, sempre usando preto, vermelho, correntes, temas eróticos etc.

 

Anna Sui

Originalmente Anna Sui é de Detroit, EUA, mas seus pais são chineses que se conheceram na França. Segundo pesquisas, descobri que a estilista cidadã do mundo é descendente de uma dinastia nobre chinesa de estudiosos (filósofos, poetas, engenheiros etc) e desde os quatro anos já sabia que seria designer de moda. Graduada pela prestigiada Parsons The New School for Design, em NY, já morou na França onde teve Elizabeth Taylor e Richard Burton como sócios. A moda de Anna Sui é divertida, vibrante e chique. Adoro o IG que ela faz com muitas referências interessantes.

 

Rei Kawakubo

Uma coisa é fato: Rei Kawakubo não é para qualquer um. Precisa ter a ousadia certa para vesti-la. Digo certa porque não adiantar pagar de diferentão (e endinheirado, no caso) e não segurar o look, sabe como? A estilista japonesa fundadora das Comme des Garçons e Dover Street Market foi homenageada este ano no baile de gala do MET (Metropolitan Museum of Art). Sua mostra, que foi a segunda a homenagear o estilista vivo (YSL foi o primeiro em ’83), fica em cartaz até o começo de setembro desse ano. A rainha do ‘anti-moda’ sempre foi visionária desde que criou sua marca em ’69, mantendo a assimetria e aparência punk destroyed em quase todas criações.

Mas não vamos esquecer de outras deusas da moda como Sonia Rykiel, Carolina Herrera, Vera Wung, Kate Spade, Donna Karan, Stella McCartney, Diane von Fürstenberg etc.

Coco Pink Princess, a menina fashionista

Se você se acha cool e super da moda com seus #looksdodia é porque ainda não conheceu Coco Hamamatsu, a pink princess. A menina de apenas seis anos, mostra em sua conta com 122k de seguidores sua facilidade em criar um street style de respeito. Sim, tudo é criado por ela que é filha de Misato, dona de uma butique vintage chamada Funktique, em Harajuku, Tóquio.

O amor pelo mundo fashion, segundo sua mãe, começou aos três anos quando ela a ajudava nas compras e escolhia sua própria roupa. Hoje em dia ela continua montando seus looks cheio de peças interessantes e sobreposições. Em um vídeo do VICE, a pequena Coco mostra seu dia a dia tirando fotos para o IG e contando que nenhuma amiguinha se veste como ela. Um belo exemplo de FRUiTS mirim.

Para seguir aqui.

Lookeiras de responsa: Goth Pikes

Como já contei neste post aqui, meu visual predileto desde adolescente é o do post-punk anos 80. Gosto do mais clássico (meio batcave), roupa toda preta com acessórios mais pesados como colares, botas com fivelas, maquiagem pesadona clássica e cabelo idem. Os dois últimos não uso, não curto em mim, pois criei uma identidade com meu delineador e batom vermelho, tô ótima assim. Andando pelo Facebook da vida, encontrei na fanpage Underground People uma marca de botas góticas maravilhosa, a Goth Pikes. Diretamente de Berlim (afff), ela recria os clássicos oitentistas dos anos 70/80 nos deixando loucos para ter tudo. Amei essa em especial:

O mais legal são as fotos que a marca posta do pessoal usando as botinhas. É o crème de la crème do gótico atual com o visu clássico. É completamente inspirador e fiquei muito contente que tem vários looks que eu mesma uso e posso me inspirar também. Minha vontade de investir em blazer de alfaiataria aumentou muito mais depois de explorar essa belezinha.


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