Fashion

Gostaria de ter vivido: anos 80

Acredito que seja bem normal romantizar uma época não vivida. Acho, visualmente, os anos 50 e 60 belíssimos, mas não gostaria de ter vivido por lá. Se pudesse ter escolhido uma década para ter vivido minha adolescência, certeza que seria 1980. Eu nasci no meio dela -’85 -, logo tive uma parte da infância por ali e o restante foi nos anos 90. Consegui pegar os melhores desenhos animados e confesso que o resto foi interessante sim, só que trocaria facilmente. Mas por que os anos 80? Pela música, pela moda, pelas festas, pelo movimento em geral. Meio dos anos 70 e início dos 80, principalmente na Inglaterra: adolescência mais interessante.

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Look gótico post-punk é meu amor de vida, não essas porcarias de suave com misto de 90s. Fui uma “gótica” anos 90, era ridícula e não cool como hoje em dia. Foi o que mais identifiquei no início do meu entendimento como ser humano. Eu não era desse tipo mega depressiva e passeava no cemitério com minha vó (sério, ela curtia muito dar rolê por lá e me levava junto). Fui super solitária em termos musicais e “fashionista”, já que no interior do Paraná ser assim não era comum. Como já tinha conexão discada, consegui me inspirar nos looks do The Cure, Sisters of Mercy, Siouxsie etc, mas sempre de uma maneira low profile. Lembrando que achava lindo o cyber goth e pelamor, coisa terrível, né? No local que cresci não tinha balada gótica, então ficava sozinha no quarto escutando minhas músicas (o que hoje é muito bonito, mas na minha época era apenas loser mesmo). Esse ano, quando fui pra SP, conheci uma casa noturna estilo Madame Satã e pude me realizar por lá. Tardio, porém válido. Acredito que se tivesse tido oportunidade seria uma espécie de Debbie Harry, Madonna e Siouxsie: toda virada de qualquer jeito.

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Suécia, ’77
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’79
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Sobre o estilo dela aqui
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Sobre ela aqui

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Aqui tem várias inspirações. Aliás, em breve faço um post sobre a Nina Hagen.

Inspiração pra look: Helen Anderson

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Helen Anderson tem mil funções na vida, o que acho inspirador: graduada em Film and Moving Image é também blogueira, personal stylist e cantora na banda Box of Light. A encontrei pelo blog Rock’n’Roll Bride em que ela divide as fotos de seu noivado e fui atrás porque amei o estilo da moça. Como Helen tem um corpo parecido com o meu – baixa e mais voluptuosa – fiquei fuçando o Instagram dela pra procurar ideias para me vestir. Não é fácil encontrar blogueiras com o estilo que gosto (mais alternativo) e que sejam mais baixas.

Segundo a própria, sua influência vem dos anos 80 e 90, rock, vintage e do glamour hollywoodiano mais trasheira. Amo/sou.

Clipe da banda dela

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O visual de Lu de Totalmente Demais

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Confesso que antigamente era beeeem noveleira. A última que assisti bem certinha mesmo foi Avenida Brasil e o restante assisto por partes, quando janto com minha mãe (que sempre acompanha uma ou outra). Dia desses estava passando “Totalmente Demais” que é a nova das sete. Botei reparo no look de Maria Luiza (Julianne Trevisol), a Lu, que é assistente pessoal da personagem de Juliana Paes. Como a menina trabalha numa revista de moda feminina, logo o estilo dela tem todo um diferencial. Além disso, li que a personagem será blogueira e, por isso, a figurinista Rô Gonçalves e a caracterizadora Carmen Bastos trabalharam para que Lu seja a maior referência de moda na novela.

Para isso, o cabelo da atriz foi descolorido com um fundo acinzentado e as roupas escolhidas sempre são modernas, com um crash de estampas que se completam e muitas cores (pastel reina). Outro detalhe importante foi escolher acessórios divertidos como brincos de marcas brasileiras e bolsas da Les Petits Joueurs.

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Dei um pesquisada e tem até um Instagram “fake” chamado Visu da Lu com as fotos dos looks do dia. Peca pelo nome que é bem óbvio e sem graça, e também por não ter créditos das peças (blogueira que é blogueira posta até o nome do fio do cabelo). Bora acompanhar para ter bastante inspiração, já que a figurinista está arrasando nas escolhas e composição.

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Look militar romântico
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Vermelho com verde <3
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estampa parecida com a de cima. espero que ela repita peças de outras formas
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Colar e pulseira da Ylla Bijoux
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AMEI esse look. Detalhe da bandana amarrada no pulso. O brinco é da Gla Acessórios
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O sapato dourado do look é da Zara


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Socoro essa blusa

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com tênis colorido

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Para seguir: aqui

Julia Coldfront, perna tatuada e plus size

julia coldfrontEu ia fazer esse post somente em Novembro, mas rolou toda uma interação aqui e resolvi adiantar. Pois bem, vou falar sobre a Julia Coldfront, uma modelo plus-size (??) alemã que tem a perna fechada (de tattoos, heh). Quando encontrei o perfil dela no IG, fiquei babando nas tatuagens que, na primeira olhada, até achei que fosse uma calça estampada. Li em um post que ela levou três anos para fechar e sua primeira tattoo foi feita seis meses depois de completar 18 anos. Hoje, com 22 anos, a blogueira tem um estilo bem despojado e comenta que apesar de nunca ter pensado em se tatuar, começou a se sentir confortável com próprio corpo por conta disso (eu entendo). Apesar disso, Julia não pretende tatuar os braços e o peito.

Sobre ser modelo plus size: procurei no blog dela algo a respeito e nunca foi comentado sobre o assunto,  mas na bio ela se autointitula assim e faz alguns trabalhos como modelo desse nicho. E aí que entra a questão master – que várias meninas comentaram – porque a gata não é gorda, apenas curvilínea. O termo plus size sempre gera muita polêmica, então vou falar o que acredito. A princípio não gostava, soava tolo e até preconceituoso porque simplesmente colocavam mulheres que não conseguiam entrar, sei lá, no desfile da Victoria Secrets nesta categoria. O que aconteceu? Pelo fato das meninas que usam 40/42 não serem aceitas pelos padrões estéticos do 34/36/38, começaram a criar um outro mercado. A loucura disso tudo é que 40/42 é o tamanho mais comum. Muitas mulheres que usam essa numeração não se identificam com o que deveria ser de fato Plus Size, mas não acham roupas com facilidade porque quase tudo é voltado para mulheres magras e altas (as magras baixas também sofrem para comprar roupa, acredite). Se tá difícil pras 40/42, imagina para quem usa 44/46/48/50 etc? O Plus size foi uma alternativa para ampliar o mercado. Num mundo perfeito que não existe padrão e todo mundo seria considerado ok, ninguém precisaria passar por perrengues em lojas. Mas, né? Isso não acontece.

Para dar uma aquecida, as modelos “””não-padrão””” começaram a aparecer. Exemplo: Crystal Renn que hoje em dia é considerada little plus size – sim, isso existe e dava outro post (saiba mais aqui),  Candice Huffine e Flúvia Lacerda que são as mais famosas. Comecei a perceber que esse mesmo mercado tomou vergonha na cara e colocou meninas com tamanhos diversos para meio que quebrar o próprio padrão e….

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… daí que chegou a Tess Holliday, modelo que comentei a respeito em 2013 e vejo pelo meu próprio texto como mudei bastante nesses dois anos. No post digo que sempre tive resistência em me aceitar e uso o termo “cheinha”. Amigos, eu sou gorda, pronto e acabou. Graças às Deusas comecei a entender que gorda é gorda, magra é magra, e um não é xingamento e outro não é elogio. A Tess costuma fazer a campanha do #effyourbeautystandards onde deixa claro que cada uma é dona do seu próprio corpo, não importando a numeração. Todo mundo é bonito e merece seu espaço. E o que ela acha sobre o termo “Plus Size”, sendo modelo do ramo?

“Eu meio que escapava sobre a questão, porque um, há um monte de pessoas que não gostam de abraçar o termo plus size, mas ainda assim eles são os próprios modelos que estão fazendo dinheiro. Então, é bom o suficiente para você ganhar dinheiro fora, mas não é bom o suficiente para você identificar como. Em segundo lugar, eu não me importo com o termo, porque se não fosse por isso, eu não saberia onde comprar. Porque as nossas opções são tão limitadas como ela é. Preciso dessa descrição, mais ou menos, onde comprar. Quer dizer, eu acho que é apenas uma palavra, assim como a gordura. É apenas uma palavra e se você lhe der o poder, então ele pode te machucar. ” – Tradução daqui

E eu concordo com isso. É mais um rótulo que a humanidade colocou para encher o saco, mas que, felizmente gera discussões sobre gordofobia e aceitação. A sociedade é bizarra em seus padrões de beleza e causa muito problema com isso (suicídio, transtornos alimentares, depressão, baixa autoestima, entre outros). Voltando pra Julia, ela se descreve como ‘plus size’, deve ganhar dinheiro modelando e pronto. Talvez, mais pra frente, ela mude apenas para ‘modelo alternativa’ (por ser tatuada etc). Rótulos, rótulos. Para ela não é um termo ultrajante, mas para quem tem sobrepeso ou obesidade realmente não se identifica com a bonita (que nem barriguinha tem!). Enfim, é uma longa discussão, a minha opinião é essa e talvez tenha ficado meio embananada. Estou aberta a conhecer outros pontos de vista. Sem mais elucubrações, bora conhecer um pouco do estilo dela:

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Para segui-la: Blog | IG

Estilo: Niké do Specs and Blazers

Eu sigo alguns look books no Instagram e confesso que metade não faz meu olho brilhar. Alguns estilos são realmente chatinhos por conta do repeteco eterno do que está na moda. Dá um pouco de pregs, né?

Mas esse não é o caso da deusa Niké do blog Specs and Blazers! A nigeriana que mora em Los Angeles tem um estilo bem interessante. Ela faz um mix de tudo um pouco: meio boho, meio chic, meio nigeriano. O cabelo da blogueira também é um caso a parte, já que aparece com tranças, solto num black digno, às vezes com babyliss, mas nunca boring. Vale a pena seguir o Instagram dela.

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