Música

David Bowie é eterno

Hoje foi um dia triste. Um dia que o mundo perdeu fisicamente David Bowie. Nosso eterno camaleão, um dos maiores artistas que mais soube se reinventar. Até mesmo na despedida de sua existência, Bowie foi incrível. Já falei muitas vezes dele aqui, tô extremamente sentida com a ausência física dele no planeta. O trabalho fica conosco, nos inspirando. Obrigada DAVID BOWIE por fazer parte da minha vida desde que me conheço por gente. Algumas músicas que me marcaram:

Ashes to Ashes

Queen Bitch

Changes

Fashion

I’d rather to be high

Velvet Goldmine

All the Young Dudes

Lady Stardust

Let’s Dance

Space Oddity

Under Pressure com Freddie Mercury

I’m Afraid of Americans com Trent Reznor

Without you I’m Nothing com Brian Molko

Músicas que marcaram 2015

Para não perder o costume, aqui vai o que me marcou musicalmente em 2015. Dia desses lembrei do meu post de 2014 e fiquei na dúvida se tive músicas marcantes neste ano, mas DUH, é óbvio ululante que sim. Bora lá?

The Smashing Pumpkins – Ava Adore

Mais uma vez influenciada pelo Lollapalooza desse ano, Smashing Pumpkins entra na lista. Fiquei meses escutando depois de ter assistido ao show deles. Foi um revival muito gostoso, confesso.

In you I feel so dirty
In you I crash cars
In you I feel so pretty
In you I taste God

Sharon Needles – Call Me On The Ouija Board

Este ano foi regido basicamente pela minha drag favorita, Sharon Needles. Inclusive, o encontro com ela foi um dos melhores momentos de 2015. Cantei muito essa música e a nova dela, Dracula.

I’ll be your Carol Anne
I’ll be your pentagram
Let’s dabble in the black arts
This is not a game
Let me spell my name
Let’s keep this in the dark

Rihanna – Bitch Better Have My Money

Infelizmente essa música é uma realidade da minha vida financeira. Tem um croissant aí me devendo uma grana de um trabalho de maquiagem que fiz.

Pay me what you owe me
Don’t act like you forgot
Bitch better have my money
Bitch better have my money

Gorillaz – Dirty Harry

Amo mesmo a Feel Good INC., só que teve uma época desse ano que não conseguia parar de escutar Dirty Harry. Entrou pra lista, claro.

In my backpack
I got my act right
In case you act quite difficult
And yo is so weakin’
With anger and discontent
Some are seeking and searching like me, moi

Breaker 1 – Interpol

Fiquei muito sentida que não tocaram essa no show, ainda mais que estava CHOVENDO. Ela fez sentido em 2015.

You seen the way
When I hold you tight
Asleep beside me
There is a slope like an appetite
We descend slowly
And I fear my deep makeup
The ache inside, go away
The vacant mind just relay
Some explosion from the bright side

Clipe brazuca: Happy Lies, The Shorts

Segunda-feira (23) a banda curitibana The Shorts lançou seu primeiro videoclipe e pra mim foi mega especial, pois tive oportunidade em participar com meu trabalho em maquiagem. A música escolhida foi a Happy Lies que abre o primeiro EP do grupo, Serendipity em que falei aqui.

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IMG da matéria do TMDQA

O projeto para o videoclipe foi importante para a banda, pois quem escreveu e o dirigiu foi a própria vocalista, Natasha Durski – que também atua como fotógrafa e filmmaker. Para desenvolvê-lo, a artista contou que normalmente não trabalha com narratividade, logo tudo foi inspirado por imagens que vinham direto da sua cabeça enquanto trabalhava em algo. “A ideia pra esse clipe foi apresentar a banda, já que somos recentes, e juntar isso com uma representação imagética da música, que fala sobre se libertar das amarras do mundo e ser o que você é, emocionalmente, sexualmente, fisicamente”, completa.

Para complementar, Natasha convidou a bailarina Ines Saber para interpretar o momento em que a dança surge como liberdade e o lenço como a cegueira da ilusão, tudo em um único momento. Para isso, foi utilizado um processo analógico e digital a fim de criar a fusão de imagens. As mesclagens e as cores comuns conversam entre a música, imagem, capa do álbum, clipe e fotografia do trabalho.

the shorts happy lies clip2

É basicamente uma representação simbólica de tudo isso com a música faz alusão, trabalhando aspectos estéticos que casam com todo o conceito visual da banda nesse primeiro momento, como a capa do nosso álbum, por exemplo.

Todo o projeto foi feito com o custo zero e contou com a colaboração do Estúdio Marino (Marino Prieto e Kátia Aguiar), Ines Saber, a figurinista Eliza Matta, a hairstylist (e minha dupla) Grazi Ribeiro e euzinha como maquiadora. Uma das locações foi na casa da baterista Babi Age, e Natasha gravou e editou tudo por conta. O resultado foi um belo trabalho que merece ser visto:

SOBRE A MAQUIAGEM

As meninas me deram total liberdade e só tiveram de me parar quando mencionei em fazer maquiagem à la Gabinete do Dr. Caligari, hahaha. Como o clipe é preto & branco, a ideia da Natasha era fazer algo bem marcante nela e um olho mais sujinho nos outros integrantes. O das meninas mantive uma make “dibunita” e do Daniel (guitarrista) fiz algo mais marcadinho, meio Brian Molko.

the shorts happy lies clip

Já pra Nati, fiz um delineado beeem puxado para aparecer bem no vídeo e a boca escura. A make dela – que era a principal – foi feita com deadline por causa da luz da gravação (só no corre), mas deu tudo certo no final. Os produtos utilizados: Base Studio Fix e paleta de corretivos da MAC Cosmetics; sombras NAKED 1 e 2 da Urban Decay Cosmetics; Fluidline Blacktrack da MAC Cosmetics com o pincel da Real Techniques; blush da [quem disse, berenice?]e o batom CYBER da MAC Cosmetics. A gata tem atitude e carão, então ornou bem.

natasha durski the shorts

Não deixe de seguir aqui.

Interpol merece

Dica musical: The Shorts

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Hoje é dia de prestigiar o que é nosso. A banda The Shorts é de Curitiba e tem um som denso, principalmente para quem gosta de vocal feminino. A conheci por meio da guitarrista, Tais D’Alburquerque que trabalha comigo no Lolitas e toca no Rabo de Galo (vou falar mais pra frente). A vocalista Natasha Durski também é fotógrafa e fez o ensaio do workshop que participei no salão (aqui). Para completar, a banda conta com Andrezza Michel no baixo, Babi Age na bateria e Daniel K. na segunda guitarra.

No dia 15/08 foi o lançado o EP do quinteto intitulado Serendipity que foi gravado com Virgílio Milléo no Audio Stamp (PR), mixado e masterizado com Chuck Hipolitho no Estúdio Costella (SP) e com produção de Ruth Varella (BR/USA) que já trabalhou com Smashing Pumpkins. Quer dizer, o xaxado é sério!

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A voz da Natasha é marcante e senti uma vibe potente como da Emmily Barreto do Far From Alaska. A influência da banda é diversa, mas os anos 90 impera mesmo. Inclusive, fui ao show no 92 Graus The Underground Pub e rolou até cover do Sonic Youth. A sincronia das guitarras, baixo e batera é perfeita e audível na Change of Skin – uma das minhas prediletas.

É muito gratificante pra nós estar lançado esse trabalho, que foi feito na garra, com pouquíssima grana e muita dedicação

Bora escutar The Shorts que tem um som autoral e muito bem produzido: