Música

As ilustrações de Paul X. Johnson

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Se você é de Curitiba e tem bom gosto musical, já deve ter escutado a Mundo Livre FM. Eu deixo sintonizada na 93,9 FM (hahaha) toda manhã, enquanto me arrumo para ir trabalhar. A programação é perfeita e toca até o trabalho solo do Paul Banks. Adoro mesmo. Dia desses tocou uma música que achei muito bacana e, como estava com pressa, só tirei a letra e procurei no Google depois. Descobri que era a banda britânica The Courteeners com Lose Control:

Daí que fui atrás e me encantei com a ilustração do terceiro álbum deles, Anna.  Pesquisei mais um pouco e descobri que era do Paul X. Johnson. Já tinha visto o trabalho desse ilustrador inglês no Pinterest da vida e realmente é muito incrível.  Ele já fez trabalhos para a Adidas, The Times UK, The Guardian, ELLE, GQ Magazine, entre outros. Vontade de pedir para ele me ilustrar, viu?! HAHA E quase comprando esse aqui. Ó só:

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Paul X Johnson himself. JÁ CASEI!

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Você conseguiu, leticia_kiedis@hotmail.com

Ai, ai. Nem sei como iniciar esse post, mas vou tentar de forma bem jacu: imagine uma menina de 14 anos que adorava Red Hot Chili Peppers, mas morava no interiorrr do Paraná e trocava um ovo de páscoa por um CD da banda (Californication). Essa mesma garota, ainda com 14 anos, ganhou de presente  de 15 anos uma viagem pra Disney (awwn, que legal!) e resolveu gastar um pouco do seu dinheirinho contado em um CD chamado Blood Sugar Sex Magik, pois sabia que não iria encontrar na cidade em que morava. Depois de um tempinho, finalmente ela teve acesso a internet discada e seu primeiro e-mail era leticia_kiedis@hotmail.com. E ela entrava em fã clubes do Yahoo e tudo era legal, só que ela não tinha idade em ir aos shows etc etc etc. Tá, chega!

voce-conseguiu-leticia_kiedishotmail-com_0Eu cresci (pero no mucho), mudei de cidade e hoje em dia consigo pagar meus shows na medida do possível. Então que eu e minha amiga de trabalho Gabi (beijos, gata!) resolvemos ir para São Paulo, dia 07 de novembro, para ver Yeah Yeah Yeahs e Red Hot Chili Peppers.

Fomos na excursão do Curitiba Underground que recomendo altamente pela organização, preço e facilidade. Foi um bate-volta bem cansativo, mas valeu a pena. Adendo importante: por favor, pessoal de Curitiba, parem de utilizar o serviço de táxi do LigTáxi (3333cu3333) porque fui atendida por um taxista MUITO grosso  às 5 da manhã e ninguém merece, right? Utilizem esse aqui que é mais negócio.

Ok, voltando: eu juro por tudo que é mais sagrado que não estava ansiosa para esse show. Não sei o que rola comigo, mas só surto no dia mesmo. Tanto é que esqueci de contar para o pessoal que tinha comprado o ingresso (que peguei no dia). Só quando cheguei no Anhembi que realmente me dei conta que estava prestes a ver meus ídolos de adolescência e soltava um gritinho nervoso de meia em meia hora.

O triste mesmo foi entrar no estádio e deparar com o espaço entre o palco, pista premium e a pista comum. Eu estava na pista normal e a distância era imensa, ridícula mesmo. E o mais triste ainda foi ver que sobrou um senhor espaço na pista premium que poderia ser dado para os pobres da pista normal como eu. Igualdade de pistas, KD?? Isso me murchou de um jeito que só a Gabi (minha parça) entende. Tentei abstrair esse fato e fiquei esperando a entrada do Yeah Yeah Yeahs que é uma banda que sempre quis ver ao vivo porque adoro a Karen O.

They don’t love you like i love you

A pontualidade foi bonita: desde a abertura dos portões, do primeiro show ao principal foi tudo bem britânico. Na hora do show do YYYs comecei a ir mais para frente e consegui assistir bem pelo TELÃO. Antes isso do que nada. Karen O. sempre exótica e parecendo o Marilyn Manson, já o som estava meio ruim e a setlist foi marromeno. Eu tenho testemunha ocular (Gabi again) desse lance que aconteceu: eu era a ÚNICA na pista que estava realmente curtindo o show aka cantando e dançandinho. Quando começou a tocar Runaway,  dei um gritinho e todo mundo olhou para mim, WHAT. Eu cantei a música inteira sozinha. Foda, mas nem aí, viu? Achei nada a ver essa banda abrir RHCP porque não tem muita ligação e o público principal nem conhecia. O interessante foi o respeito da galera: ninguém cantou, mas não ficou apavorando com gritos pedindo para sair ou algo do gênero. Todo mundo estava ciente que eles abririam e a banda é muito boa, então…

I’m a low brow but I rock a little know how

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Bem, depois que terminou YYYs, já começaram a desmontar o palco e em uma hora estava tudo pronto para os cacuras entrarem. Às 21h04, entra Anthony Kiedis e sua trupe, e eu comecei a ficar toda emocionada. Confesso que não escutava os caras como antes, porém é inevitável não ter um carinho especial. A setlist foi bem democrática e teve desde do antigão, hits a atuais. Eles estavam bem simpáticos, teve muito jam, o Flea entrou plantando bananeira e conversou bastante (não entendia metade, haha).

Fiquei tão feliz em cantar Otherside junto com uma galera e fiquei MUITO emocionada com Under the Bridge, escorreu até lágrima. Foi um show meio egomaníaco porque fiquei pensando o tempo todo da minha mocidade até agora (hahaha). Nada muito complicado, é claro, nunca passei fome, nem nada… mas consegui caminhar bem e meu objetivo atual é ganhar mais para comprar um apartamento e ser a rainha da pista premium, HAHAHA.

Enfim, eu adorei a vibe desse show, a animação, as músicas escolhidas (colocaria Scar Tissue, Suck My Kiss, Breaking the girl, Apache Rose Peacock, Knock Me Down e o JOHN FRUSCIANTE).  Voltei para casa muito feliz, rouca e esperando próximo show.

Oh no! Cultural revolution just begun!

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Senta que lá vem história: Eu sei que é infantil, babaca etc, mas já tive síndrome de underground com o Gogol Bordello. Depois de ter assistido “Uma vida iluminada” , em 2006,  fui atrás de mais informações sobre o Eugene Hütz (que tinha amado), logo descobri que o moço tinha uma banda. Naquela época, eles disponibilizavam o download completo do Underdog World Strike e fiquei in love pelo tal gypsy punk. Eu me achei demais por ter descoberto uma banda foda que ninguém conhecia, aquelas coisas de quem tem 20 anos e acha que é gente, sabe? Uó. Se ninguém conhece fica meio difícil da banda vir ao Brasil, DUH.

Enfim, só conhecia uma pessoa que sabia da existência do Gogol, a colega de LiveJournal Tetê Glitter. Ela organizava a Go East Orkestar, uma orquestra especializada em música dos Balcãs. BÃO, já tem um tempinho que tenho um certo amorzinho pelo Leste Europeu, então quase tudo que puxasse para esse lado – principalmente musicalmente – me interessava (foi assim com Beirut também – outro show muito legal que já fui).

Felizmente a banda começou a aparecer mais. O Eugene foi convidado para tocar com a Madonna e estourou. Eles iam direto para o Rio de Janeiro (a Tete sempre contava algo) e nunca dava certo para eu ir aos shows (nem no Rio, nem em festivais etc). Eu sempre tive certeza absoluta que iria me divertir muito, que dançaria para caramba, que cantaria feito doida.

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Até que em 2013 anunciaram a vinda deles para Curitiba. Poxa, fiquei TÃO feliz, parecia uma recompensa por nunca ter ido ao show deles, sabe? Felicidade pura. Senti a mesma coisa quando teve show do Prodigy aqui. Eu ia sozinha no show, mas tive a sorte em encontrar uma colega de trabalho que também gosta da banda e até comprou o ingresso uma semana antes do evento (e ainda levou um casal super legal junto).

E eu estava certa: me diverti muito, dancei pra caramba, entrei numa roda de pogo (oi?) e cantei feito doida. Que bonito ver a alegria de cada músico da banda, a vontade de se divertir de todo mundo (músicos e público), a multiculturalidade dos membros e tudo mais. A Elizabeth representa o girl power, a fia é demais! O Sergey botou pra quebrar (ele é mais badass ao vivo), Pedro agitando a galera, o Pasha sendo galã com seu acordeon (crush total). A vibe foi muito boa. O público era muito bom também: tinha de pessoas mais velhas a moço com muletas. Vi uma flâmula da Ucrânia sendo erguida (na plateia). Apesar disso, senti falta de várias músicas (Illumination, Dogs were barking, American wedding etc etc. setlist aqui). Mas ok ok ok (Nelson Rubens) foi demais!

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http://youtu.be/DY66lJifut

Espero que voltem sempre :D

Música que dá força no horário comercial

Segunda-feira, esta cretina maldita. Por mais que eu goste de fazer o que faço, chega uma hora que é preciso dar um recarregada na bateria. O que me dá gás é a música. A música é meu café. Sério, quando coloco o fone pode me esquecer. Fico tinindo no teclado (e no word). Fiz uma lista do que ando escutando bastante:

Adam and the Ants

Fiquei mais de um mês falando dessa banda, sorry. Só que escuto muito, muito mesmo. e não conheço ninguém que curta também. então vamos lá, escute:

http://www.youtube.com/watch?v=_dRhAixydF0=500

David Bowie

Amor da vida! Não confio em gente que não gosta de David Bowie, fato. Teve um dia que escutei Velvet Goldmine umas 10x. Eu tenho esse problema com repeat, como já contei aqui.

http://www.youtube.com/watch?v=DTzCQlkBKJM

The Police

Pode me chamar de cafona, mas gosto deles. É bom para fazer postagens em blogs.

http://www.youtube.com/watch?v=SmX4SfYt0Ns

 

(more…)

Guilty Pleasures

Ah que bonito fazer um post sobre bandas fodelonas tipo Queens of the Stone Age, né? Muito fácil dizer que gosta quando a banda é linda e divina. Quero ver falar que curte um KoRn louco e sabe que o “r” do meio é ao contrário. Quero ver contar que sua primeira compra na internet foi um CD do Limp Bizkit, quero ver contar que já teve um blog top 1 no weblogger do Linkin Park, quero ver contar que fez sua mãe comprar um DVD para maiores de idade do Marilyn Manson. Por isso vou contar todas minhas guilty pleasures musicais. Pode rir ou chorar, o papo é reto.

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Tive uma fase new metal dos infernos que achava bandas como KoRn, Slipknot,  Limp Bizkit etc bem legais. Em verdade vós digo, eu ainda gosto de algumas bandas, principalmente da primeira. Gosto mesmo de KoRn, adoro a voz arrastada do Jonathan Davis e sei cantar “Falling away from me” até hoje. Limp Bizkit é engraçada/tosca, né? Slipknot nem sei se existe mais. Ah, lembrei de System of a Down, mas não sei se podemos encaixá-la por aqui.

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Nessa mesma época o Linkin Park surgiu e eu me apaixonei pelo Mike Shinoda (tinha uma certa obsessão com mestiços) e fiquei uhuuu, super fã. Eu participava de fóruns, tive um blog que era top sobre a banda e toda essas bichices de fã adolescente. Hoje não gosto, acho boring e assisti ao show deles em 2010 quando fui ver o QOTSA. Achei tudo uma merda, mas devia isso à Letícia teenager. Adolescente só dá trabalho mesmo.

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Eu também passei pela fase industrial, darkwave, gothic rock. Ainda gosto de algumas bandas dessa época e nem vou citá-las porque não considero algo vergonhoso. Talvez Marilyn Manson porque é mais famoso. Tenho quase todos os CDs dele e sempre irei gostar. Conforme-se.

Outras guilty pleasures:

_ Gipsy King – canto e danço Volare ôÔ. LEAVE ME ALONE

_Coolio – power and money, money and power

_Racionais MC – aqui estou mais um dia

_ Sting – a carreira solo é meio fuén, vamos combinar! Desert Rose <3

_ Britney Spears – ooops, i did it again! gente, pfv, preciso ir num show dessa fia escutar uns playback e dançar Womanizer

_Justin Timberlake – não sei se posso encaixá-lo aqui também. o cara manda bem!

_Eiffel 65 e todas as bandinhas Dance Euro Pop dos anos 80 e 90 <3 <3

_Modern Talking (vide acima) brother louie, louie

_Pet Shop Boys (vide acima)

_ Spice Girls – qualquer música delas está nesta categoria

_Scorpions – assobiando com a farofa na boca

_ Natacha Atlas – World Music é nói

Pior que não consigo mais lembrar de nenhuma banda, mas sou grande fã da rádio Ouro Verde FM que toca música desse nível e eu adoro (guilty pleasure total).