Música

Queens of the Stone Age …Like Clockwork

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Queens of the Stone Age é uma dessas bandas do coração. Quando fui ao show deles em 2010 realizei um sonho mesmo. E sim, sou intensa e todos os shows que vou fico deveras emocionada. Não pude vê-los este ano, mas acredito que Josh Homme e sua trupe voltarão em breve.

Tudo isso para falar que estou viciada nos vídeos do álbum novo …Like Clockwork. Parece um presente especial para os fãs, sabe?  O álbum já vazou e os caras já liberaram no iTune, mas será lançado oficialmente em 3 de junho (UK) e 4 de junho (US). Por enquanto só conheço as músicas do vídeo e estou achando coisa de doido. Não decepciona mesmo. Sem contar que  tem participações incríveis de Elton John, Alex Turner, Dave Grohl, Trent Reznor etc. Olha quanta gente fodelona, minha gente! O Josh Homme é tão camarada que tocou My God is the Sun pela primeira vez aqui no Brasil. SORRY RESTO DO MUNDO.

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Sobre os clipes:  eles criaram uma página chamada Like Clockwork.tv com todos os vídeos. Os clipes contam uma história meio pertubadora e a animação foi feita pelo artista britânico Boneface que também fez a capa do álbum e é conhecido por ilustras bem agressivos. Aqui tem uma entrevista com ele. Achei sensacional como eles estão divulgando e o vídeo final com as histórias bem amarradas. Assista e sinta seus miolos estourando:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=f49yRhJ0NjI%5D

As minhas prediletas são If I Had A Tail e I Appear Missing.

Where are you hiding, my love?
Cast off like a stone
Feelings raw and exposed when I’m out of control
Pieces were stolen from me
But dare I say, given away
Watching the water give in
As I go down the drain
I appear missing now

I go missing
No longer exist
One day I hope
I’m someone you’d miss

Repeteco, quem nunca?

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Desculpa aí, mas quando eu realmente gosto de uma música posso ficar um dia inteiro escutando em loop. A doida do repeat, né Brasil! Algumas eu escuto quase todo dia e por mais de um ano. Sei lá que raios acontece, mas vicio mesmo.

Vou fazer uma lista das músicas que mais ouço e qual a sensação (ou associação) que cada uma me dá:

–  seize the day, wax tailor

Essa eu conheci no final de 2011 em um filme chamado “Paris”. Para mim, a cena que toca essa música é uma das mais bonitas e singelas do cinema contemporâneo francês. É o Romain Duris (<3) a escutando numa vitrola e olhando fotos de infância. COISA MAIS LINDA! Eu adoro trip-hop e downtempo, acredito que este estilo musical é perfeito para relaxar, entre outras coisas. E admiro a simplicidade da letra, algo que realmente deveria levar a sério. A sensação que essa música me passa é muito boa. Eu sempre imagino coisas bacanas, como eu e o Romain sentados no Largo, tomando cerveja e reparando nas pessoas. Tem de ser ele porque fica mais fácil e simples. Detalhe: eu a escuto quase todo dia desde que a conheci.

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with all the fun that we have, we have come far

E sumi. Sumi porque estava em SP sendo feliz. Tão simples e bonito, sabe?

Fui assistir ao show da carreira solo do Paul Banks – vocalista da minha banda favorita e mais amada, Interpol. Quando a gente ama de verdade dá um jeitinho, sem desculpas, sem enrolações. E, quando tudo se encaixa e  ninguém te empata, fica mais fácil ainda para fazer dar certo.

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Eu cheguei na quinta – dia do show – mas já dei um rolê com a amada Marcela e depois com o marido dela, Val. Amor define esses dois! Conheci o Centrão de SP e até consegui me assustar com uma exposição no Banco do Brasil. Depois de encher a pança num restaurante japonês, parti rumo ao pintudo (de pintinhas no rosto, ô mente suja).

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Foi no Cine Joia e agradeço aos céus quando o show é em lugar desse nível. Assim como no show do Interpol, em 2011, consegui ficar bem próxima ao palco. Na real, fiquei em um lugar bem melhor, já que tinha pouca gente mesmo. Contei as pintinhas no rosto do moço de novo, 123×4.

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O evento era da Club NME São Paulo em parceria com a UKBR e crowdfunding da Jack Daniel’s e Playboy. Cheguei a receber uma dose giga da bebida, mas não tomei porque gosto de ficar 100% sóbria em qualquer show que vou. Só peguei o copo, pois y a mucha honra Maria la del Barrio soy. Teve banda de abertura (Hatchets) muito bacana que segurou bem, além de DJ digno também. O ambiente estava perfeito: ar condicionado, pouca gente e música boa <3

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Quando meu loirinho Banks entrou fiquei bem feliz e nem chorei. No show do Interpol eu fiquei passando mal de tanta lágrima que saía, parecia uma debilóide porque era tipo SONHO DA VIDA sendo realizado. Dessa vez foi bem tranquilo, sem vexames por aí.

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A setlist estava muito bacana. Ele misturou bem os dois discos (sou mais o primeiro) e tocou uma que jamais pensei que fosse entrar: Paid for That que é uma música bem agressiva e minha predileta do segundo álbum. Realmente pirei a batatinha e a culpo por 20% da minha rouquidão de agora.

A banda de apoio era amor puro. Gostei do baixista e tecladista:

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Babe Banks estava numa simpatia que só! Ele é bem introspectivo quando está tocando, sempre tinha um ponto fixo para olhar ou ficava com os olhos abaixados mesmo. Porém, quando a música acabava e todo mundo aplaudia, ele simplesmente dava AQUELE sorriso tímido e agradecia em português. E ainda nos elogiou muito! No show de 2011 – no Clash Club, no caso – ele foi tão simpático quanto nesse. Como não amar esse bonitinho, né não?

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Enfim, amei muito como não poderia deixar de ser! Engraçado que todo o show que vou sempre fico com uma música na cabeça que antes nem dava tanta bola. No caso dessa foi a “On a Esplanade”, já escutei um bilhão de vezes depois desse dia:

Copos devidamente mocados:

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Para ver mais fotos aqui e aqui. Para conhecer o trabalho solo dele, se jogue aqui.

O resumo dessa viagem (até ia fazer um post contando melhor, mas neeem):

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Ninão Simone, i love you

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meu cd lindo

Sempre tem uma época do ano que fico na pira da Nina Simone. Ela é tão maravilhosa que dá vontade de ficar a escutando e dançandinho o dia inteiro. É algo mágico mesmo. Escutar essa deusa é algo que herdei da minha mãe. Assim como Frank Sinatra, Charles Aznavour, Billie Holiday,  Beatles, Mozart, Beethoven, Bach etc. Isso você aprende a escutar com os pais e depois vai pra vida e conhece o Marilyn Manson, sabe? Se eu tiver filho(a), com certeza ele terá essa mesma educação. Se quiser escutar sertanejo depois não é mais problema meu, mas vai ter uma base boa dentro de casa (e jamais vai esquecer, believe me).

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=OfJRX-8SXOs%5D
minha predileta (não curto muito a versão do Muse, sorry)

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=GEQpipS_qfc%5D

(amo! sou eu falando hehe)

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=GUcXI2BIUOQ%5D

<3

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=eYSbUOoq4Vg%5D
para dedicar

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=MiaSXO9--OA%5D

essa tem no meu cd, danço muito entre meu quarto e banheiro hahahaha

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=tqbXOO3OiOs%5D

(de outra musa minha, Billie Holiday)

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=TI8F6DbB2cE%5D

(para escutar sentada e chorando, né Jacques Brel)