Pensando

HONY na América Latina

Como fã do Humans of New York, fiquei bem feliz que Brandon Stanton resolveu fazer uma tour pela América Latina. Ele começou na Argentina e agora está no Brasil, mais especificamente em São Paulo e acredito que passará no Rio de Janeiro também.  Depois irá para o Chile, Peru e a Colômbia. Como sempre, Brandon capturou pessoas mais do que especiais na Argentina e começou muito bem no Brasil. E, claro, não posso deixar de postar alguns que adorei (tive de cortar a da cachorrinha cadeirante e da senhorinha namoradeira, infelizmente, pois o post ficaria gigante). Bons latinos que somos, grande parte dos relatos é sobre amor:

Eu tenho 34 [anos] e ainda não senti o que é amor de verdade. Às vezes penso: ‘Talvez seja eu. Talvez nunca chegarei a este ponto.’ Eu já estive em alguns relacionamentos. Mas uma mulher nunca me fez sentir ciumento. E nunca senti que poderia fazer de tudo por uma pessoa. Eu li sobre amor de verdade em livros, assisti filmes, mas nunca senti. Como no filme Titanic – eles tentam tanto para ficar juntos. Isso pra mim é difícil de entender. Não tenho certeza como é sentir isso. Tem um filme com a Winona Ryder em que ela está prestes a entrar num mosteiro, mas conhece um jardineiro, e ela o beija e, de repente, sente o verdadeiro amor. Eu não tenho certeza como é sentir amor. Mas eu acredito que saberei quando sentir. Como a Winona Ryder sabia.
Gente, olha que difícil. O entendo de certa forma, mas para mim sentir ciúmes de alguém é a prova cabal que o relacionamento é uma merda. Agora veja bem como livros e filmes podem confundir um ser humano, não é mesmo? E realmente, ele pode ter citado um filme uó (Titanic), mas quantas vezes a gente não ficou imaginando ter um amor cinematográfico ou literário? Bobagem ficar preso nisso, é muito irreal. Aqui tem um senhor que fala exatamente sobre isso. Acho engraçado quando me perguntam se estou apaixonada, pois não é exatamente paixão que sinto por outra pessoa. Acredito que vou logo pro amor porque tento fazer dar certo ou cuidar da pessoa. Eu me encanto porque é o princípio de tudo, só que tento ficar com os pés no chão para não sofrer tanto depois (porque né). Não adianta, o sentir é muito complexo e único. Pra variar, as pessoas arrasam no comentário, como essa aqui:

Amor verdeiro não é como nos livros ou filmes. Essas noções de amor que são vendidas para a gente são tóxicas e frequentemente abusivas. E ou mais sexuais. Amor verdadeiro nunca é ciumento, e sim construído por confiança e respeito. Amor verdadeiro não é deixar de ser quem você é, mas encontrar alguém que te ajude a fortalecer as partes mais fracas de você. Que desafie suas fraquezas, ajudando-o a ser melhor. O amor verdadeiro é absolutamente uma escolha, não hormônios que fazem você agir irracionalmente. Amor verdadeiro é ter um parceiro que te respeita, quer que seus sonhos se tornem realidade tanto quanto os dele. Amor de verdade é liberdade, não essa coisa de não conseguir comer ou dormir mal. Não é uma montanha russa. A melhor coisa do amor verdadeiro é quando os níveis hormonais da outra pessoa te escolhem dia a dia porque você é assim, e não pelas urgências físicas que você não consegue controlar.
Estamos juntos há 40 anos sem insultar um ao outro. Sempre existiu brigas, mas nunca insultos

RAPAZ! Essa me pegou de jeito e foi bem no Valentine’s day. Brigar é uma coisa, usar o calcanhar de Aquiles da pessoa que você diz que ama pra deixá-la pra baixo é cruel e egoísta. Não é amor. É maldade, frustração, falta de respeito. Não tem relacionamento que dure com insulto gratuito.

Brigar ou argumentar sem atacar outra pessoa é realmente difícil, especialmente quando alguém está direto com você todos os dias e você sabe detalhes íntimos dela. É mostrar respeito ao explicar suas diferenças sem ser cruel. Parabéns a este relacionamento forte.

Nós dois somos viúvos. Nos conhecemos ano passado em uma dança para mais velhos. Ele me trata bem melhor do que meu marido me tratava. Meu marido me tratava como um cachorro de rua. Ele costumava me bater. Ficava nervoso, gritava e quebrava coisas. Ele sempre disse que eu nunca conheceria outra pessoa. Mas este é um homem diferente. Ele sempre diz que me ama. Ele sempre quer estar comigo. Ele faz me sentir como uma princesa.

Poxa Brandon, assim você acaba comigo! Que forma linda em começar as postagens sobre os humanos do Brasil. Fiquei comovida porque passar por um relacionamento abusivo é a coisa mais triste do mundo. Essa senhora ficou até o fim com marido canalha porque não via oportunidade em separar dele por ‘n’ motivos que ela nem deve ter citado. Mas como disse em outro relato de HONY, nunca é tarde pra ser feliz no amor e ela merecia muito conhecer alguém que oferecesse algo leve e bonito.

Os mimos que este homem bom te dá, na verdade, satisfazem as indulgências dele mesmo… não tem nada [melhor] como achar uma pessoa para amar e despejar todo esse amor…. é a intoxicação do romance juvenil experimentado por toda a vida. Aceitar e devolver este amor é um presente que você dá para você mesma. Que estória maravilhosa. Aproveite seu reinado de amor, princesa
Aqui tem outros posts que já fiz sobre a fanpage.

Uma monja ocidental: Pema Chödron

YoungPema

Como já comentei algumas vezes, tenho uma fascinação muito grande pelo budismo. Não sou budista, mas já frequentei algumas reuniões e sempre leio a respeito. Acho uma filosofia interessante que ameniza o sofrimento terreno, sabe? Apesar disso, bem como qualquer religião, sempre está em evolução. Por englobar diversas escolas e ser fixa mais em países orientais, o budismo sempre teve mais monges masculinos, colocando assim, as monjas em segundo plano. Por isso quero falar de Pema Chödrön que é uma monja ocidental na tradição Vajrayana tibetana da linhagem de Chögyam Trungpa. Eu já conhecia um pouco de seus ensinamentos, bem como os da monja Coen e Jetsunma Tenzim Palmo, mas da vida pessoal realmente foi uma surpresa.

O que vou contar hoje, não chega a ser uma tradução completa do texto Becoming Pema, de Andrea Miller, mas a fonte é completamente dali. Já peço desculpas se algum termo estiver mal traduzido, não foi minha intenção. Quero mostrar que é possível ser o que você bem entender, até mesmo uma monja zen-budista. Tudo com amor, dedicação e boa vontade é possível. E melhor, você ainda pode levar as coisas boas para a humanidade.

Deirdre antes de Pema

Nascida em 1936 como Deirdre Blomfield-Brown, em Nova York, ela foi criada em uma família abastada católica. Mesmo assim, sua vida espiritual não começou por ali. Com 21 anos, Pema casou, teve dois filhos e formou-se em Literatura pela University of California, em Berkeley. Bem normal, né? Pois a vida amorosa da então Deirdre não estava muito bem: ela separou-se, casou de novo e depois separou porque descobriu que seu segundo marido tinha um caso.

Depois do baque emocional, ela começou a fazer diversas terapias e nada ajudou. Foi quando leu um artigo de Chögyam Trungpa Rinpoche que sugeria trabalhar com as emoções ao invés de evitá-las. Pema conta que nessa época não sabia nada sobre o budismo, muito menos que o artigo era de um budista. Continuando sua busca, ela conheceu o professor budista Lama Chime Ripoche e descreve esse encontro como “uma experiência forte de identificação”. Lama concordou em recebê-la para estudar com ele em Londres, e foram alguns anos em que ela se dividiu entre os Estados Unidos e a Inglaterra. Quando Pema estava nos EUA, viveu no Centro Chögyam Trungp, em São Francisco, seguindo o conselho de Chime Rinpoche em estudar com Trungpa Rinpoche. Ela e Chögyam Trungpa tiveram uma conexão profunda e logo ele tornou seu guru. Segunda Pema, ela entendeu como estava presa em padrões.

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À medida que olhamos com clareza e compaixão para nós mesmos, temos confiança e coragem para olhar nos olhos dos outros

Sobre relacionamentos

Trungpa Rinpoche ajudou Pema quando a mesma decidiu em não casar de novo ou se envolver em outro relacionamento. “Meu apetite real e minha paixão era querer algo mais profundo”, contou em Meetings with Remarkable Women. “Eu precisa colocar toda minha energia nisso, totalmente”. Em 1974, Pema foi ordenada como noviça na Sixteenth Gyalwa Karmapa, na linhagem Kagyu Tibetana.

Mulheres e Tibet

Como disse acima, as tradições ainda contam com aquele machismo nosso de cada dia, mesmo que seja em religiões ou filosofias que consideramos mais elevadas. Na tradição Tibetana, a ordenação para mulheres ainda é negada. Pema não pensou que não poderia fazer os votos bhikshuni completos. Mas em 1977, Karmapa a encorajou procurar alguém que autorizasse e fizesse a cerimônia. A procura durou anos e finalmente ela encontrou alguém em Hong Kong. Em Julho de 1981, Pema tornou-se a primeira mulher americana a ser ordenada na tradição Vajrayana para bhikshuni.

Contribuições

Nesse meio tempo, Pema Chödrön ajudou Trungpa Rinpoche a estabelecer a Gampo Abbey, em Nova Escócia, Canadá. The Abbey – finalizado em 1985 – foi o primeiro monastério Tibetano Budista que aceita homens e mulheres ocidentais. Além disso, Pema escreveu seu primeiro livro, publicado em 1991, “The Wisdom of No Escape”, seguido de “Start Where You Are”, em 1994 e “When Things Fall Apart”, em 1997 (aqui tem alguns títulos em português).

Pema continua nos agraciando com seus ensinamentos esses anos todos como uma verdadeira monja. Inclusive, ela tem The Pema Chodron Foundation criado em 2006 para que o trabalho dela tenha continuidade. São duas décadas ensinando e escrevendo em prol da prática da paz na sociedade, e para aqueles que escolheram levar uma vida contemplativa. Todos os royalties dos livros de Pema vão para esta fundação.

A honestidade, sem bondade, humor e boa vontade, pode ser simplesmente mesquinha.

— Pema Chödrön

Humans of NY: sobre enxergar o bright side

Se tem algo que acho incrível no Facebook é o aplicativo “neste dia”. Ali é possível ver as postagens feitas ou compartilhadas em anos aleatórios, mas no dia em questão. Pois bem, dia 18/06/16 reencontrei essa postagem do Humans of New York que havia compartilhado. Achei pertinente pro momento.

Eu estou solteiro, desempregado e na meia idade. Mas não fico triste. Eu não acho que tristeza está na química do meu cérebro. Quando volto para o meu apartamento, tenho uma torneira com dois tipos de águas: quente e fria. Você sabe quanto bilhões de pessoas não possuem água limpa para beber? Eu tenho dois tipos de água limpa: quente e fria.
Eu estou solteiro, desempregado e na meia idade. Mas não fico triste. Eu não acho que tristeza está na química do meu cérebro. Quando volto para o meu apartamento, tenho uma torneira com dois tipos de águas: quente e fria. Você sabe quanto bilhões de pessoas não possuem água limpa para beber? Eu tenho dois tipos de água limpa: quente e fria.

E é isso. A gente tem muita mais opções do que “quente” ou “frio”. Não dá para ser alegre o tempo todo, muito menos triste. A não ser que você sofra de transtornos mentais como depressão, bipolaridade, ansiedade etc. Então é incontrolável e precisa ser tratado. Porém, se consegue viver de maneira controlada, pense o que realmente é necessário para ter nesse mundo. Dia desses eu estava me lamentando que puta que pariu, né? 30 anos na cara e não tenho basicamente nada. E o que seria esse “nada” pra mim? Seria uma casa própria, dinheiro para viajar e pra me divertir. Olha que ousadia a minha reclamar quando tenho casa para morar e comida dentro dela. A gente vive se enchendo de coisas para ter, sentir, fazer, quando na realidade é tudo mais simples que a nossa existência aguenta. É uma questão de perspectiva.

Humans of NY: we are one

Mais uma vez passeando pelo HONY (veja aqui o que já escrevi a respeito) achei um depoimento de um senhor que perdeu a esposa recentemente. Os dois ficaram casados por 62 anos e ele conta que agora está lendo sonetos de Shakerspeare e pensando no amor. Ele comenta que o amor não é algo apenas físico como a literatura romântica sugere. Vai além. E sabemos disso, certo? Jamais conseguiria namorar alguém que achasse apenas bonito. Mas conseguiria dividir minha vida com alguém que, a princípio nem achasse tão atraente fisicamente, mas conseguisse me manter segura e tivesse bastante coisa em comum. Geralmente tenho muito medo de me envolver, pois na sociedade atual tudo é muito fácil, distante e rápido. O tal amor líquido que Bauman tanto fala. As pessoas nem se enamoram direito, se enjoam rápido, ou são tão mal resolvidas que acabam arrastando todo mundo pro mesmo buraco. Dia desses mandei um recado prum amigo dizendo o seguinte: “nunca vou dar certo com ninguém, ainda bem que tem bastante cachorro no mundo pra eu adotar e me fazer companhia”. Go figure.

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“Minha esposa faleceu no Janeiro passado. Estávamos casados há 62 anos. Você me pegou num momento em que tenho pensado muito sobre o amor, pois estou lendo os sonetos de Shakespeare. A definição de amor é ilusória, e é por isso que vamos escrever sobre isso interminavelmente. Nem Shakespeare podia tocá-lo. Todas as grandes estórias de amor só parecem ser sobre a atração física. Romeu e Julieta não sabiam se gostavam dos mesmos livros ou filmes. Foi apenas físico. Depois de 62 anos, torna-se algo totalmente diferente. Minha esposa costumava dizer: ‘nós somos um só.’ E acredite, ela não era o tipo de pessoa que exagerava algo. Agora que ela se foi, percebo como ela tinha razão. Tantas coisas das nossas vidas estavam ligadas. Era físico e amoroso. Mas nós também compartilhávamos cada ritual de nossas vidas. Tenho saudades dela cada vez que assisto um filme e não posso pedir a opinião dela. Ou cada vez que vou a um restaurante e não posso dividir um pedaço do meu frango. Sinto falta dela mais à noite. Íamos juntos pra cama todas as noites.” [daqui]

Lendo os comentários – como sempre faço – achei o seguinte:

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Joan Strick: Eu rezo todos os dias para achar esse tipo de amor. Mary-Ellen Madigan: Você não acha um amor como esse, você constrói um amor como esse.

E não é? A gente tem preguiça em construir algo bacana com outro ser humano. Tô me incluindo nesse pensamento. Mesmo tendo consciência das minhas falhas e neuroses, continuo sendo passiva-agressiva e afastando qualquer possibilidade.

O amor é muito mais complexo do que a gente imagina. Antigamente as pessoas eram obrigadas a casar, outras casavam com um certo desespero pra não virarem motivo de chacota na sociedade. Algumas pessoas realmente deveriam (ou aprenderam) a ser amar e por isso ficaram juntas até o fim. Mesmo eu não me sentindo obrigada a casar e nem pressionada a arrumar alguém, às vezes me pego pensando em ter um parzinho pra me ajudar a segurar as pontas. É bom ter um ser amado pra algo físico e sentimental, né? Por isso que a gente sempre fica encantado com depoimentos de casais que viveram 62 anos juntos e se amavam mais do que tudo, a gente vê tão pouco disso hoje em dia…

O dia que David Bowie morreu

Depois de alguns dias da morte do David Bowie, acredito que posso escrever o que senti. Acordei com uma mensagem da minha mãe contando que ele havia morrido. Antes de respondê-la, chequei a informação porque uma vez ela confundiu o Bowie com o Elton John, dizendo que o primeiro vinha pro Brasil fazer um show (depois de anos, imagina). Claro que era uma confusão da senhora minha mãe (e nem fui ao show do Elton John, infelizmente). Enfim, entrei em portais sérios, até na BBC UK pra confirmar. Era verdade e foi brutal.

Pra começo de conversar nem eu tinha consciência que era tão fã dele. Às vezes eu não tenho dimensão do quanto gosto de algo ou alguém, é meio que um retardo sentimental. Só tenho 100% de certeza do meu amor pela minha mãe, meu cachorro e o Interpol.

Fiquei anestesiada. Como qualquer surfista da internet, fui “urrar” minha dor no Facebook. “O David Bowie morreu, galera!! Dá pra crer?”, escrevi (ou algo do gênero). Lembrei de um DVD que comprei com 16/17 anos num sebo de Londrina, cidade que frequentava quando minha mãe fazia mestrado na UEL. Fui procurá-lo. Tirei foto e contei a respeito. Como eu amava aquele DVD. Assistia em Pvaí e ficava doida com a doidice dele. Ques gênio.

Daí lembrei do meu vinil do Labirinto – que também achei num sebo por um preço ridículo de barato. Em seguida recordei que fazia duas semanas que tinha revisto o filme. Fiquei feliz em achá-lo no Netflix. Depois lembrei de um poster de uma exposição dele em Amsterdam e o quanto havia ficado feliz em encontrar do nada um “David Bowie” na minha viagem linda do ano passado. Sim, ele sempre esteve ali comigo.

Passei o dia compartilhando homenagens de outros fãs porque não conseguia escrever nada. Tantos textos lindos que expressavam minha tristeza pela morte do DAVID BOWIE. Ah sim, comecei a escrever o nome dele em caps lock como se ele fosse ler e ressuscitar. É O MEU JEITINHO, TÔ GRITANDO.

Caralho. Nem eu sabia que gostava tanto dele, que bizarro. Resolvi fazer uma homenagem diferente e impulsiva: falei com um tatuador broder e perguntei se ele poderia fazer uma tattoo pequena de um raio e uma estrela. AI ME DEIXA, tava 8 meses sem tatuar nada. Fui checar se tinha 100 dilmas pra gastar nesse luxo (que fase), apertei o verde e confirmei. Fui lá e sai com uma tattoo maior do que havia combinado. O preço foi realmente um brinde, mas meu tatuador recebeu muitos likes graças a ela. Troca justa, eu acho. Na volta pra casa, comprei um monte de comfort food e fui encher o bucho assistindo um show do Ziggy Stardust no canal Bis. Do nada, chorei enquanto escutava “all the young dudes”. Tava com a boca cheia de amendoim. Patético, mas foi ótimo. Pior do que término de relacionamento. É A MORTE DO DAVID BOWIE!

Pra dormir foi um terror: toda hora checava meu cachorro pra ver se ele tava vivo. Meu luto durou algumas semanas. Nem eu sabia que o David Bowie poderia morrer um dia, do nada, e deixando um álbum réquiem. E ainda poucos dias depois do aniversário. Filho da puta de um danado. Sempre causando.

Nem pergunte se superei esse acontecimento trágico porque ainda acho que ele vai voltar com um novo personagem, o tal Blackstar e escrever uma música chamada “surprise, bitches”. Se isso é superar, nem sei mais. De qualquer forma, obrigada por ter visitado essa terra, Mr. Jones. Você viverá pra sempre.