Pessoal

Coisas que eu tenho/faço e não me orgulho muito:

Ah, as falhas humanas… quando a gente começa a se analisar, sempre é bom listar algumas coisas que não são legais para poder melhorar. Das menores, bobas até as mais vergonhosas, precisamos falar a respeito:

  • Todos os dias me lamento com alguém sobre meu peso e o dano que o excesso do mesmo me causou, mas não faço nada a respeito

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Eu preciso emagrecer para operar a vesícula e estou num estado de negação terrível em que não consigo começar a dieta e o exercício físico. Me sinto completamente loser, pois sei que é um lance de saúde!

  • Tenho vergonha em usar um casaco de grife boa que minha mãe me deu porque acho que vão me achar escrota

Enquanto uns se endividam ou ostentam de forma patética, eu fico me fazendo de rogada e usando trapo velho. Bem monga.

  • Não chamo muita gente pra me visitar porque não sou boa anfitriã e não gosto de fazer tour pela minha casa ou que mexam nas minhas coisas

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É MTV CRIB, RAPAZ?

  • Eu julgo pessoas que forçam um vocabulário rebuscado
  • Eu detestava snapchat (mas é super legal)

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Havia instalado quando lançou e não via graça. Ficava irritada em ver/escutar – ainda fico um pouco, não vou mentir. Mas sei lá, estava vendo snapchat de uma amiga e fiquei com vontade de baixar de novo pra brincar com os filtros bobos. Voltei com tudo. Apesar disso, já tirei alguns famosos que dão surra de atualização, hahaha.

  • Eu julgo os caras do happn pelo óculos e barba
  • Eu não vejo problema em não conversar todos os dias com meus amigos

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Preciso melhorar isso, eu sei. Eu tenho alguns grupos no whats e isso facilita muito, mas e pra marcar coisinhas? Comofas?

  • Às vezes faço amizade porque tenho pena da pessoa (pode ser recíproco, mas ok)
  • Eu não consigo falar baixo e nem devagar

Feliz Dia da Mulher, Vó Santa

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Hoje, além de ser o Dia Internacional da Mulher, também é a data em que minha vó completaria 100 anos. Como é sabido, fui basicamente criada por mulheres: mãe, tias e, principalmente, pela minha vó. Como minha mãe sempre trabalhou fora e era sozinha, eu passava muito tempo com minha Vó Santa. Com ela aprendi muitas coisas incríveis e compreendi como a danada era fora do tempo. Dona Santa era uma pisciana nata: artística, quieta, mas quando falava todo mundo se calava porque sabia que vinha algo muito interessante para se absorver. Pelo menos comigo era assim. A mãe dela – minha bisavó – já não foi uma mulher “padrão” para época. Ficou viúva e casou de novo. Imagina que isso lá em 1900 e bolinha era algo aceitável, né? Mas ela casou duas vezes e dane-se. Não ficou de viuvona sofrida.

Quando minha mãe divorciou-se deu a maior força e, inclusive, ia sozinha nos visitar em Brasília. Meu vô também não era totalmente O macha alfa opressor, sabe? Ele ensinava as filhas a dirigir, incentivou todas entrarem na escola/faculdade etc. Não era perfeito, óbvio, mas não era tão castrador inconsequente.

Lembro de várias coisas que minha vó me falava lá com seus 85 anos e que considerávamos algo “moderno”. Moderna nada, era puro BOM SENSO. Vou citar em tópicos:

  • Ela sempre me incentivou a tirar carteira de motorista. Dizia que era minha independência e se arrependeu quando meu vô falou pra tirar e ela não o fez. Existia toda uma preguiça por parte dela pela facilidade das caronas dos filhos e por morar no Centro da cidade (no interiorzão do PR);
  • Uma vez estávamos falando sobre relacionamento (eu deveria ter uns 15/16 anos) e ela disse para eu morar junto antes de casar seriamente para que pudesse conhecer o cara melhor e não ter passar por grandes traumas;
  • Ela não ficou chocada quando descobriu que meu primo era gay. Pelo contrário, tratava isso com a maior naturalidade e ainda conheceu um namorado dele;
  •  Falávamos sobre sexo super de boa. Ela me contava como era com meu vô (não com grandes detalhes), mas não se fazia de virgem Maria não. E disse que adorava transar. Minha mãe tava junto esse dia e ficou chocada. Detalhe: minha vó pediu pra minha mãe deixar de ser mimizenta (não com essas palavras);
  • Todo mundo achou que minha vó iria partir depois que meu vô morreu. Viveu por mais uns 20 anos. BREAKING NEWS: ela tinha outras coisas na vida, além de ser apenas mulher dele. SURPRISE;
  • Ela me contava sobre namoradinho da adolescência que tinha um cachorro pastor alemão e quando eles se encontravam escondido. SÉRIO, melhor vó;
  • Achou interessante quando fiz minha primeira tatuagem;
  • Ela era oficialmente católica, inclusive levei muita rosa que ela mesma colhia para Nossa Senhora Aparecida (ela enxergava mal e eu levava na igreja por/para ela). PORÉM, ela adorava tomar passe espírita e a comadre dela (madrinha da minha mãe) era mãe santo. Ah, não encrencou comigo quando me recusei a fazer catequese;
  • Gostava de escutar música no discman.

Enfim, minha vó sempre vai ser uma das grandes referências da minha vida. Não digo que ela era uma feminista exemplar, mas clamava pelas suas necessidades e das suas filhas. Vó, te amo, saudades! Feliz 100ª!

Sobre ser solteira

A gente lê tanto sobre relacionamento, como conseguir um partidão etc, mas sobre ser solteira e não achar isso um problema é pouco falado. As pessoas acham um absurdo ser solteiro e ainda gostar disso. Imagina, né? The horror, the horror. Para alguns esse estado civil é sinônimo de solidão, desamparo, parece que você deu errado na vida. Ou de devassidão e sinônimos. Vou tentar explicar como me sinto em relação a isso. Minha intenção não é fazer um textão com teor motivacional do tipo “ame sua própria companhia”. Isso é óbvio ululante. AME MESMO. Ou um post-poético-inspirador para angariar 54658 compartilhamentos ou likes. É apenas um relato pessoal.

Estou solteira já tem alguns anos. Posso dizer que nunca namorei mega sério. Isso não significa que eu não me relacione. Não. Vez ou outra conheço algum rapaz e geralmente as coisas não engrenam. Motivos? Alguns: 1) eu não estava a fim; 2) ele não estava a fim; 3) eu forcei uma barra; 4) ele forçou a barra; 5) eu estava em crise existencial; 6) ele estava em crise existencial e assim por diante. É falta de timing, interesse, amor e, pasmem, até RESPEITO.

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Romance é algo que não tenho muita proximidade. Alguns caras já fizeram coisas bem bonitinhas pra/por mim, é verdade. Eu também fiz. Mas sempre faltou um pouco de intimidade. Já brinquei que tenho um déficit no sistema amoroso. Mas na realidade tenho um problema com rejeição e um pouco de preguiça de relacionamentos. Provavelmente isso seja um fator relevante. Como percebo e aceito isso, logo tento melhorar.

Por conta desse desencontro todo, aprendi a ser uma boa solteira. Gosto dos meus momentos sozinha. Adoro minha própria companhia. Me divirto sozinha. Fui criada por uma mãe solteira e sou filha única. Fico mais incomodada em sair com um cara que está em conflito interno e não sabe o que quer (aka me fazer de trouxa) do que ficar sozinha. Tem gente que prefere viver num limbo “amoroso” do que ficar por conta. Me chamam de desistente, mas prezo muito meu estado mental. Acredito que ficar junto com alguém que suga sua energia – seja amor ou amizade – é perder muito tempo na vida. No decorrer da existência, a gente fica vacinado de bobagens e até frustrações das relações humanas. Vejo isso como uma evolução, não um problema. O que me incomodava com 15 anos, não me incomoda mais com 30.

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Obviamente – sem ser hipócrita – que ainda existem momentos que dou uma choramingada em não ter tido um amor mais profundo. Já me perguntei inúmeras vezes o que faço de tão errado; fiz terapia pra tentar dar certo num relacionamento (isso mesmo), já chorei muito por causa de bofe. Foi tanta “sofrência” que passei a valorizar minha própria companhia. Costumo observar o relacionamento de alguns conhecidos e de amigas. Alguns são legais, com uma boa sintonia, mas a maioria é um terror, abusivo. As pessoas costumam forçar apenas para não ficarem sozinhas. Cansativo e frustrante demais. A gente fica refém de convenções sociais que te forçam a encontrar um par na vida, já que ser solteiro, por mais que você não esteja preocupado com isso, seja algo constrangedor (???).

Algumas pessoas não são boas com relacionamentos amorosos. Não se saem bem ou não gostam. Tem outras pessoas que preferem ser solteiras. Se sentem bem e são felizes. Outras que precisam ter alguém pra se sentirem completos. Não dá para julgar o sentimento de cada um, por mais que não concorde ou não viva isso. É pessoal e intransferível. Lembrete: não estou citando a índole de ninguém. Seja bom e honesto solteiro, namorando ou casado. Ser solteira convicta ou não, é apenas um fato da vida. Ninguém precisa ter piedade por algo que é pra ser natural.

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Pode ser que um dia eu conte por aqui que estou muito apaixonada e num momento amoroso de recíproca intensa. Pode ser que isso nunca aconteça e continue valorizando mais ainda meu estado civil como solteira. Pode ser, pode ser. Não sou o Nostradamus, não consigo prever o futuro. A partir do momento que percebi que sou uma boa companhia, minha vida melhorou muito. A gente vive numa pressão constante: se tá solteiro precisa arrumar um namorado. Se namora precisa casar. Se casou precisa ter filhos. Uau.

Nunca tive planos em casar de véu e grinalda, ou ter filhos. Meus planos são basicamente ter oportunidade em viajar sempre e ser feliz comigo mesma. E te digo, viajar é caro e nem sempre a gente tá feliz/positiva/gratidão/loveyrself. Amor, aquele romântico, é legal sim, claro! Deve ser gostoso sentir a reciprocidade do ser amado, se entregar, declarar etc. Mas amor próprio é muito mais necessário. Afinal, você tá por conta nesse mundão.

15 acontecimentos pessoais de 2015

Confesso que quando tive ideia em fazer em post, já imaginei o coitado como rascunho eterno. Aquele que você começa a escrever e fica 15 anos incompleto/esquecido etc. A princípio seria apenas cinco acontecimentos – bem mais fácil e rápido – só que me propus em analisar o ano e tirar 15 coisas legais dele. NUM É POSSÍVEL, NÉ? Viver 365 dias e não conseguir fazer na-da? BITCH, PLEASE.

1- Mudança de profissão

Esse foi para começar os dois pés no peito de 2015. Não foi nada planejado, mas tá indo. Ainda é difícil, cada dia de uma vez, um cansaço físico maior, porém, o amor por deixar as pessoas bonitas é bem grande. Eu estou como maquiadora no momento, pode ser que vá pra outra função. Mas tenha em mente: melhor decisão de 2015.

2- Ter passado um mês direto em SP

Meu lance com São Paulo é antigo. É uma cidade que é ame-a ou deixe-a, sabe? Eu amo, eu viveria lá, apesar daquele corre louco. Fui pra fazer meu curso de maquiagem e foi uma dor imensa ter a deixado. Teve um dia que estava voltando pra casa (Bela Vista) e comecei a chorar no meio da rua porque meu dinheiro estava acabando e não havia conseguido emprego lá.

3- Ter voltado para Curitiba e conseguido um espaço num salão

Quando voltei pra Curitiba começou a acontecer várias coisas interessantes: já no primeiro dia ganhei convite pra ir na inauguração do Hard Rock Cafe (comi e bebi de graça); no segundo dia fui em um desfile todo alternativo (haha) e no terceiro consegui um emprego no primeiro salão alternativo da cidade.

4- Fui ao show do Interpol e ainda vi Smashing Pumpkins

5- Completei 30 anos em Amsterdam em um coffeeshop (feat. minha mãe)

Queria muito passar meu aniversário fora da rotina. Nem que fosse em uma viagem dentro do Brasil, mas tinha de ser algo bem diferente. Bom, finalmente fiz uma viagem longa pra fora! Sim, não fiz os posts que havia prometido… Quem quiser dicas, infos etc, entre em contato. Fiquei mega deprê desde que voltei, minha vida deu até uma estagnada, logo passa.

6- Fiquei uma semana em Berlim

Vivi praticamente como uma local: fiquei numa casa pelo airbnb, andava apenas de metrô, trem ou a pé. Além disso, finalmente conheci minhas amigas da internet, Bruna e Bianca. As conheço faz 15 anos e elas foram incríveis comigo e minha mãe. Vou guardar essa viagem no coração.

7- Conheci o Siegessäule

12112249_10156212204650584_8516358693925186241_nMDDC! Pra mim era importante conhecer esse monumento pela razão: ASAS DO DESEJO. Foi um momento incrível: estávamos eu, minha mãe, Bibs, Bruna e Fabian. Depois de visitar feirinhas locais, fomos pra lá e fiquei super emocionada. Para chegar perto, é necessário passar por um ‘túnel’ e tinha um músico tocando a 9º sinfonia do Beethoven. Enquanto o pessoal andava, eu parei pra dar uma gorjeta pro cara e dançamos juntos.

8- Conheci a casa do Mozart

15-2015-4Fiquei devidamente apaixonada por Viena. Muito mesmo. Assim, DEMAIS. Cidade linda, bem cuidada, alegre, pessoas educadas, sorridentes. Realizei o sonho em visitar uma das casas do Mozart – que virou museu (fui em 18 museus no total, haha). Fiquei emocionada diversas vezes, pois cresci o escutando (e isso foi uma das razões pra ter tido Áustria como um dos destinos), então pisar na casa dele foi mega especial.

Só um adendo: além de conhecer todas essas cidades maravilhosas, finalmente vi as árvores de outono. Sou apaixonada pelas folhas laranjas desde criança.

9- Chorei dentro de uma Igreja, porém foi na Baby Jesus em Praga

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Trívia: tenho medo de igrejas pomposas. É muito santo grande e isso me incomoda MUITO. Minha mãe ama visitar igreja e nossa viagem foi parceria pura. Ela queria muito conhecer a Igreja do Menino Jesus de Praga, e fiz questão de conseguir chegar lá. Quase nos perdemos, porém deu tudo certo. Foi bonito porque estava tendo missa (era num domingo) e chegamos no finalzinho, quando o coro começou a cantar Amazing Grace. Tinha uma Nossa Senhora Aparecida e um padre que falava português. Lembrei da minha vó também, enfim, foi um monte de sensação bonita que nunca tinha sentido em uma igreja e acabei chorando também. Loco.

10- Fiquei bêbada em Munique ao meio dia

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Munique é a Disney dos adultos. Nem pensava em ir, mas o voo pro Brasil por lá era mais barato. Que cidade maravilhosa! Vegetariano não sofre, viu? E a cerveja, meu povo? QUE COISA DELICIOSA. Eu perdi a noção lá, virava tudo as canecas sem sentir porque era delicioso (e o grau alcoólico alto). Amei e quero voltar.

11- Não participei de amigo secreto

12- Beijei a Sharon Needles e vi um show da Latrice Royale

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Aqui tem mais.

13- O Camões completou 10 anos comigo

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O meu amor caolho completou 10 anos desde o nosso encontro na rua. Aqui conto sobre como o achei.

14- Tive momentos interessantes e surreais como maquiadora

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15- Consegui fazer uma lista com 15 momentos pessoais que me marcaram em 2015

Quero luxo

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O blog está parado mesmo, eu sei! Em novembro eu volto para contar o motivo do sumiço e dar vááárias dicas do que vai rolar nesse hiato. Eu mereço, nós merecemos. Tinha feito um post pro dia 14 – o dia que completo 30 anos – mas achei melhor guardá-lo porque sim. No mais, você pode seguir a fanpage do blog, já que deixei um monte de coisa agendada. Beijos e até daqui a pouco.

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