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Lollapalooza 2015 – Minhas impressões


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Opa, hoje vou contar sobre minha segunda experiência no festival Lollapalooza. Se você ler o post do ano passado, vai perceber que aproveitei o evento muito mais. Este ano comprei para os dois dias, porém, desisti em ir ao primeiro e vendi o ingresso (que ainda não me pagaram até o momento, hahaha). Ano passado foi extremamente cansativo e eu só iria dia 28 pelo Robert Plant e Jack White (Kasabian também). Pensei, pensei e resolvi ficar em casa mesmo. Mas domingo eu jamais perderia porque tinha Interpol que é minha banda mais amada de todas as bandas do universo.

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cheguemo pra animá saporra

Vi que esse ano tinha algumas ações, mas tava impossível pra entrar no Skol Deck. Filas gigantes e não tava com a menor paciência, sabe? Tinha bastante food truck, barraquinhas pra vender coisas diferentes, Chef Station, ações da Skol, Ray-Ban, Chevrolet, Axe, tudo bem interativo, porém burocrático demais pra conseguir. Fila nem do INSS, né Brasil? Só fiz um gif na Ray-Ban, peguei um copo, mandei dois postais dos Correios (igual ano passado) e tchau.

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Assisti um pouco da banda potiguar Far From Alaska que achei incrível e a mexicana Molotov. Recomendo ambas para quem não conhece:

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Juro que fiquei com vontade de ter uma banda depois que vi FFA

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JUSTIFICANDO MINHA IDA

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Eu nem almocei e fiquei só no aguardo do Interpol porque queria pegar um lugar decente. Sempre gosto de ficar no lado direito, na grade, de preferência. A visão é excelente, não tem muito empurra-empurra e aproveito muito mais. Minha visão era:

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Sem zoom: enxergando tudo e ainda tinha o telão na minha frente. Odeio essa área vip patética que tinha três pessoas e um espaço mega mal aproveitado

Quando o show começou, a chuva veio junto e olha, nem achei tão ruim (tava de capa, é claro), mas parecia que tava lavando a alma mesmo. Show do Interpol pra mim é mudança pura e realmente tá acontecendo. Logo fiquei viajando várias vezes, pensando na minha vida (hahaha). Cantei muito, pulei, dei high five com os fãs que estavam do meu lado, xinguei, gritei, pulei, pensei coisas da vida, mandei tchau pro tio segurança que ficou me encarando porque eu tava cantando pra porra. Enfim, aproveitei muito. Por causa do horário super escroto que deram pra banda, a setlist foi bem curtinha porque era tudo bem pontual. Olha a setlist de 2011 que era um show solo que maravilha. Não curto festival e se for a única opção d’eu ver a banda, ok então.

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<3

Depois que acabou o show, fui comer e mano, que bagunça aqueles mangos – o dinheiro do evento. Andei que nem uma condenada pra conseguir um pão com queijo quente e um suco detox horrível, hahahaha. Nem assisti The Kooks, muito menos Foster The People. Mas assisti ao Young The Giant, banda que desconhecia, e tinha um som maneiro. Conheço duas músicas de cada um e tava muito cansada. Queria guardar energia para o Smashing Pumpkins. Aliás, grande surpresa da noite MESMO. Fui sem esperar nada, gostava da banda quando era adolescente, só que fazia anos que não escutava porque acho o Billy Corgan muito matuto com aquele lance de experimentação etc. Olha, foi uma grata surpresa porque tocaram Tonight Tonight, Ava Adore, Disarm (amo essa), 1979, Bullet with Butterfly Wings (que chamo só de Butterfly hahaha), Cherub Rock e Today. Sério, fiquei emocionada! Me senti na VH1 e MTV anos 90, canais que sempre passavam os clipes deles. O Billy Corgan tava animado, conversou bastante, falou do aniversário do Perry Farrell, apresentou a banda etc. Foi bem interessante. Eu fiquei numa distância ótima e aproveitei bastante. Confesso que não conhecia nenhuma música nova e me apaixonei pela Pale Horse, do álbum Oceania. Ele cantou tão lindamente e fazia gestos com as mãos que me encantou muito. Sai bem feliz desse show.

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A distância que estava <3
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Nho, tio Billy <3 Raquel e Simone, te dedico.

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Encerrando com esse clipe que eu amava tanto.

Lollapallooza 2014: minhas impressões

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Este post vem com um certo atraso, mas antes tarde do que nunca. Para iniciar: fiquei super desanimada na semana do festival, pensei até em vender meus ingressos – que foram comprados em 2013 – mas resolvi encarar tudo, principalmente um micro-ônibus dos infernos. O desânimo foi por conta de uma crise horrorosa de gastrite (cheguei a ficar semi-internada) e várias coisas erradinhas como um tombo no trabalho (tá, foi engraçado). Eu também não curto festivais de música, pois acho super frustrante ter de escolher entre duas bandas amadas que irão tocar no mesmo horário, sabe? Mas o lineup estava muito bom e eu estava decidida em assistir New Order e não Arcade Fire. Enfim, sexta-feira peguei meu rumo pra São Paulo com a excursão do Curitiba Underground. Como fui para os dois dias, logo fui numa excursão menor com pessoas que jamais tinha visto na vida. No SWU fiz a mesma coisa, então não me importo muito com isso.

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Chegamos logo cedo e a fila já estava meio grandinha. Acredito que ficamos mais de uma hora esperando e até o José Wilker morreu nesse período. Para entrar foi tranquilo e já recebemos brindes da Chevrolet, <3. Eu fiquei junto com a galera forever alone, mas depois nos separamos por motivos de: explorar o local gigante. Dei uma volta e resolvi parar no Skol Deck – patrocinadora oficial do evento – que era demais e cheio de ações. Me sentia em casa lá, haha. O local proporcionava uma experiência muito interessante, já que tinha loja de discos (Skol Records), posteres ilustrados (Music on Paper), fotos legalzonas (Lambe Lambe-se) e bar com fliperama (Barcade). Tinha uma cerveja especial para o evento, só que nem provei por causa do lance da gastrite. Aqui tem tudo sobre isso e mais para frente irei falar sobre as ações que participei.

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linda roda gigante!

 

Shows

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Meu objetivo de vida no primeiro dia era assistir Nine Inch Nails e Muse. Assisti sozinha ao show do Julian Casablancas que foi MUITO ruim. O som estava péssimo, ele estava bêbado (ou é retardado mesmo) e eu estava sem paciência para ficar no meio da galera que, por incrível que pareça, estava ok e nem tinha empurra-empurra. Desisti de ficar perto do palco e fiquei sentadinha reparando no pessoal, e trocando mensagem com minhas migües Raquel, Mell e Bia. Logo me encontrei com a Raquel e foi super legal porque assistimos um pouco de Phoenix e partimos pro NIN no zombie mode on. 

Nine Inch Nails

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Para chegar no Palco do NIN, o Ônix, foi um parto porque tinha MUITA gente. De boa, nunca vi tanto ser humano junto em um local só, pior do que no Walking Dead. A sorte é que eu estava tão mole e cansada que nem me estressei em ter de passar por toda aquela galera. Fui comendo pipoca de 9 reais e dando risada com a Hackelz. Quando estávamos chegando e vi que conseguiria ficar perto do palco, comecei a ficar MUITO feliz. A outra Raquel que também escreve no Gordelícias estava conosco e foi super legal também. Ficamos num lugar bacana com uma visão perfeita.

Eu fiquei muito contente em assistir este show por motivos de: era uma das bandas da minha adolescência fase gótica. Imagina, realizei um sonho da Letícia-15-anos-cabelo-preto-azulado. O show do NIN é sensorial, literalmente, a batida do synth chega a bater no peito, é incrível. O Trent Reznor ama um hiatus porque é cheio de projetos e mimimi, então foi legal ter garantido o show. Infelizmente tive de sair 10 minutos antes para dar tempo de chegar no Muse, logo perdi as duas músicas finais (Hurt, inclusive). Mas consegui pegar The Hand that feeds e foi lindo ouvir March of the Pigs ao vivo. Em suma: o show foi completamente good vibe com uma companhia de primeira. Trent, gato-cobra, pegaeu porque você ainda arrasa muito. Confira setlist aqui.

Muse

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Esse show era bem importante para mim porque Muse está no patamar Interpol. Eu nunca consegui ir em nenhum show deles e quando vi que o Matt tinha cancelado o outro show de SP quase surtei. Eu já sonhei que havia assistido algo deles, então sente o nível da criança. ENFIM, sai num corre louco para chegar a tempo e já tinha “estudado” o local que queria ficar (lado direito, perto das barracas de bebidas). Sério, melhor lugar ever. Não era encostado no palco, mas tinha uma visão muito digna, sem empurra-empurra e com um ventinho muito bom no rosto. Assim que me acomodei no meu cantinho, o show começou. EMOÇÃO DEFINE. O lance já iniciou na paulera e, na segunda música, os manolos já carcaram uma homenagem para o Nirvana com Lithium. GENTE, chorei, chorei mesmo e todo mundo ali ficou louco. Foi lindo, veja aqui. Daí chorei mais um litro e meio quando ele foi para o piano em Butterflies & Hurricanes. Acho que se ele tivesse tocado Space Dementia teria perdido o segundo dia por infarto fulminante, hahaha. Fiquei bem realizada em escutar Hysteria ao vivo (amo o clipe). Agora meu objetivo é assistir ao um show APENAS do Muse, sem muvuca de festival, com o Matt recuperado e com uma setlist extensa. Conversando com a Bia no dia seguinte, sentimos que o cara estava bem frustrado em não alcançar algumas notas (até jogou a guitarra no piano), mas ele arrasou SIM. Te amo, voltem logo. Setlist do show aqui. Ah, só para dizer que LITHIUM é minha música oficial desse Lollapalooza.

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No segundo dia nem peguei fila e foi bem tranquilo. Como estava com a excursão (pernoitei num hostel) não tive problemas para chegar (metrô, busão etc). Meus objetivos para o domingo eram: New Order, Johnny Marr, Vampire Weekend e Soundgarden. Fiquei bem chateada em perder Arcade Fire (amoadoro), mas não poderia deixar de assistir os cacuras do New Order porque é formação de vida. Se algumas bandas de hoje em dia existem, podem agradecer ao Joy Division e ao NO. É uma questão de princípio ético e moral, hahaha. E outra, tenho muita fé que Arcade Fire voltará logo e poderei assistir bem linda. Obviamente passei a semana depois do show toda depressiva escutando os álbuns de AF, mas enfim, it’s nothing i regret.

Johnny Marr

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O show do Johnny Marr seria o primeiro do dia para mim e confesso que estava super empolgada para vê-lo, já que ele é uma figura muito importante no The Smiths – banda que gosto muitão. Fui sem conhecer a carreira solo dele (shame on me), mas ciente que ele tocaria os clássicos dos Silva. Cheguei um pouco antes e consegui um lugar muito bom. A pontualidade foi para lá de britânica: ele começou antes do horário marcado. Tirando o sol escaldante no cocoruto, foi PERFEITO. Que vibração boa, que fãs legais, que tiozinho maneiro e cheio de energia com uma banda de apoio maneira. Como estava quase na grade, os seguranças davam água a fim de amenizar a quentura do corpo. Cool! Além do show em si, gostei muito do público que cantava comigo sem medo – pelo menos as do The Smiths, heh.

Quando você achava que estava perfeito demais por ele tocar Bigmouth Strikes Again (minha fav one) e um cover do The Clash/The Crickets, o cacura me chama Andy Rourke, ex baixista do The Smiths. Juntos tocaram How Soon is now?. Quase chorei de emoção. Já fui ao show do Morrissey e foi uma das decepções da minha vida: o local em si era horrível, com uma acústica péssima e não aproveitei quase nada do show. Então, o Marr veio para tirar essa impressão terrível que tive e provar que é tão fodelão quanto o Moz. Importante contar que ele também fechou o show com a clássica e linda, There’s a Light that never goes out – minha música do coração e chorosa (mas não chorei hahaha). Enfim, showzaço que vou guardar no peito MESMO. Ah, estou me atualizando na carreira solo excelente dele, ó só essa music. Guitarra Marr style, of course. O setlist do que ouvi aqui.

Soundgarden

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Engraçado que quando fui para o show do RHCP, ano passado, passava mil clipes do Soundgarden no busão da excursão e eu comentei pra minha mig de viagem que era uma banda que precisava ver um dia. DITTO. Assisti o show acompanhada do casal amor, Bia e Fred, naquela vibe do bem. Aliás, passamos a tarde juntos e foi tããão legal! Assistimos um pouco de Vampire Weekend sentados na grama, tipo Coachella lifestyle, haha. Enfim, eu só pude assistir um pedaço do show porque o palco do New Order era muito longe e tinha de garantir um local bom. Mas só para contar que fiquei até Black Hole Sun. Uma pena ter de passar por uma via crucis de um show para o outro :/. Setlist aqui.

New Order

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O New Order seria o principal da noite para mim. Eu já tinha decidido que perderia Arcade Fire para vê-los e devia isso pela minha formação musical (haha). Essa banda é importante na minha vida, bem como Joy Division. Apesar de não ter mais o Peter Hook, ainda tem o Bernard Sumner, então bitch, please. Cheguei um pouco mais cedo e ainda assisti ao mlk Jake Bugg que manda bem sim (só conhecia duas músicas dele). Fiquei super chateada que deram o palco mais escroto para minha banda querida, o Interlagos. Palco com um acesso ruim e cheio de pedras – péssimo para andar. Quando cheguei senti algo bizarro no ar (gente, desculpa com essas coisas, mas presto muita atenção na vibração das pessoas e lugares), um público estranhíssimo. Fiquei do lado direito da grade, perto do telão e tinha tanta gente sem educação que comecei a ficar com ódio no coração. Aliás, tive de aguentar a voz estridente de uma adolescente que foi uma provação auditiva MESMO. Nesse meio termo, encontrei a Raquel, mas ela foi para outro lado do palco. Também vi um casal barango pagando propina para o cara da produção a fim de entrar na área VIP (sim, o único palco com essa putaria). Tentei desapegar desses momentos e curti o show do meu jeitinho que abriu com CRYSTAL (we break easy, uuu). Infelizmente eu estava afônica, mas ok, amei muito! Na segunda música já rolou um Joy Division e foi lindo, só que fiquei meio down Ian Curtis style. O cacura segurou bem, deu uns bolas fora, mas agradou muito (com sua dança sensual, NOT). Tocaram as clássicas: Bizarre Love Triangle, Blue Monday, The Perfect Kiss, a linda Temptation, enfim, Substance meio que bombou na night <3.  Ah, tocaram uma nova também que foi soletrada bizarramente pelo Sumner, Singularity. Foi linda a homenagem que eles fizeram para o Ian Curtis/JD fechando com Atmosphere e Love will tear us apart. Foi deprê, porém lindo.

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Minha Quix que não é Doc Martens, mas companheira de guerra

O post já está super comprido, então vou dar uma cortada para contar sobre as ações do Skol Deck e as pessoas que me acompanharam.  (more…)

Você conseguiu, leticia_kiedis@hotmail.com

Ai, ai. Nem sei como iniciar esse post, mas vou tentar de forma bem jacu: imagine uma menina de 14 anos que adorava Red Hot Chili Peppers, mas morava no interiorrr do Paraná e trocava um ovo de páscoa por um CD da banda (Californication). Essa mesma garota, ainda com 14 anos, ganhou de presente  de 15 anos uma viagem pra Disney (awwn, que legal!) e resolveu gastar um pouco do seu dinheirinho contado em um CD chamado Blood Sugar Sex Magik, pois sabia que não iria encontrar na cidade em que morava. Depois de um tempinho, finalmente ela teve acesso a internet discada e seu primeiro e-mail era leticia_kiedis@hotmail.com. E ela entrava em fã clubes do Yahoo e tudo era legal, só que ela não tinha idade em ir aos shows etc etc etc. Tá, chega!

voce-conseguiu-leticia_kiedishotmail-com_0Eu cresci (pero no mucho), mudei de cidade e hoje em dia consigo pagar meus shows na medida do possível. Então que eu e minha amiga de trabalho Gabi (beijos, gata!) resolvemos ir para São Paulo, dia 07 de novembro, para ver Yeah Yeah Yeahs e Red Hot Chili Peppers.

Fomos na excursão do Curitiba Underground que recomendo altamente pela organização, preço e facilidade. Foi um bate-volta bem cansativo, mas valeu a pena. Adendo importante: por favor, pessoal de Curitiba, parem de utilizar o serviço de táxi do LigTáxi (3333cu3333) porque fui atendida por um taxista MUITO grosso  às 5 da manhã e ninguém merece, right? Utilizem esse aqui que é mais negócio.

Ok, voltando: eu juro por tudo que é mais sagrado que não estava ansiosa para esse show. Não sei o que rola comigo, mas só surto no dia mesmo. Tanto é que esqueci de contar para o pessoal que tinha comprado o ingresso (que peguei no dia). Só quando cheguei no Anhembi que realmente me dei conta que estava prestes a ver meus ídolos de adolescência e soltava um gritinho nervoso de meia em meia hora.

O triste mesmo foi entrar no estádio e deparar com o espaço entre o palco, pista premium e a pista comum. Eu estava na pista normal e a distância era imensa, ridícula mesmo. E o mais triste ainda foi ver que sobrou um senhor espaço na pista premium que poderia ser dado para os pobres da pista normal como eu. Igualdade de pistas, KD?? Isso me murchou de um jeito que só a Gabi (minha parça) entende. Tentei abstrair esse fato e fiquei esperando a entrada do Yeah Yeah Yeahs que é uma banda que sempre quis ver ao vivo porque adoro a Karen O.

They don’t love you like i love you

A pontualidade foi bonita: desde a abertura dos portões, do primeiro show ao principal foi tudo bem britânico. Na hora do show do YYYs comecei a ir mais para frente e consegui assistir bem pelo TELÃO. Antes isso do que nada. Karen O. sempre exótica e parecendo o Marilyn Manson, já o som estava meio ruim e a setlist foi marromeno. Eu tenho testemunha ocular (Gabi again) desse lance que aconteceu: eu era a ÚNICA na pista que estava realmente curtindo o show aka cantando e dançandinho. Quando começou a tocar Runaway,  dei um gritinho e todo mundo olhou para mim, WHAT. Eu cantei a música inteira sozinha. Foda, mas nem aí, viu? Achei nada a ver essa banda abrir RHCP porque não tem muita ligação e o público principal nem conhecia. O interessante foi o respeito da galera: ninguém cantou, mas não ficou apavorando com gritos pedindo para sair ou algo do gênero. Todo mundo estava ciente que eles abririam e a banda é muito boa, então…

I’m a low brow but I rock a little know how

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Bem, depois que terminou YYYs, já começaram a desmontar o palco e em uma hora estava tudo pronto para os cacuras entrarem. Às 21h04, entra Anthony Kiedis e sua trupe, e eu comecei a ficar toda emocionada. Confesso que não escutava os caras como antes, porém é inevitável não ter um carinho especial. A setlist foi bem democrática e teve desde do antigão, hits a atuais. Eles estavam bem simpáticos, teve muito jam, o Flea entrou plantando bananeira e conversou bastante (não entendia metade, haha).

Fiquei tão feliz em cantar Otherside junto com uma galera e fiquei MUITO emocionada com Under the Bridge, escorreu até lágrima. Foi um show meio egomaníaco porque fiquei pensando o tempo todo da minha mocidade até agora (hahaha). Nada muito complicado, é claro, nunca passei fome, nem nada… mas consegui caminhar bem e meu objetivo atual é ganhar mais para comprar um apartamento e ser a rainha da pista premium, HAHAHA.

Enfim, eu adorei a vibe desse show, a animação, as músicas escolhidas (colocaria Scar Tissue, Suck My Kiss, Breaking the girl, Apache Rose Peacock, Knock Me Down e o JOHN FRUSCIANTE).  Voltei para casa muito feliz, rouca e esperando próximo show.

Oh no! Cultural revolution just begun!

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Senta que lá vem história: Eu sei que é infantil, babaca etc, mas já tive síndrome de underground com o Gogol Bordello. Depois de ter assistido “Uma vida iluminada” , em 2006,  fui atrás de mais informações sobre o Eugene Hütz (que tinha amado), logo descobri que o moço tinha uma banda. Naquela época, eles disponibilizavam o download completo do Underdog World Strike e fiquei in love pelo tal gypsy punk. Eu me achei demais por ter descoberto uma banda foda que ninguém conhecia, aquelas coisas de quem tem 20 anos e acha que é gente, sabe? Uó. Se ninguém conhece fica meio difícil da banda vir ao Brasil, DUH.

Enfim, só conhecia uma pessoa que sabia da existência do Gogol, a colega de LiveJournal Tetê Glitter. Ela organizava a Go East Orkestar, uma orquestra especializada em música dos Balcãs. BÃO, já tem um tempinho que tenho um certo amorzinho pelo Leste Europeu, então quase tudo que puxasse para esse lado – principalmente musicalmente – me interessava (foi assim com Beirut também – outro show muito legal que já fui).

Felizmente a banda começou a aparecer mais. O Eugene foi convidado para tocar com a Madonna e estourou. Eles iam direto para o Rio de Janeiro (a Tete sempre contava algo) e nunca dava certo para eu ir aos shows (nem no Rio, nem em festivais etc). Eu sempre tive certeza absoluta que iria me divertir muito, que dançaria para caramba, que cantaria feito doida.

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Até que em 2013 anunciaram a vinda deles para Curitiba. Poxa, fiquei TÃO feliz, parecia uma recompensa por nunca ter ido ao show deles, sabe? Felicidade pura. Senti a mesma coisa quando teve show do Prodigy aqui. Eu ia sozinha no show, mas tive a sorte em encontrar uma colega de trabalho que também gosta da banda e até comprou o ingresso uma semana antes do evento (e ainda levou um casal super legal junto).

E eu estava certa: me diverti muito, dancei pra caramba, entrei numa roda de pogo (oi?) e cantei feito doida. Que bonito ver a alegria de cada músico da banda, a vontade de se divertir de todo mundo (músicos e público), a multiculturalidade dos membros e tudo mais. A Elizabeth representa o girl power, a fia é demais! O Sergey botou pra quebrar (ele é mais badass ao vivo), Pedro agitando a galera, o Pasha sendo galã com seu acordeon (crush total). A vibe foi muito boa. O público era muito bom também: tinha de pessoas mais velhas a moço com muletas. Vi uma flâmula da Ucrânia sendo erguida (na plateia). Apesar disso, senti falta de várias músicas (Illumination, Dogs were barking, American wedding etc etc. setlist aqui). Mas ok ok ok (Nelson Rubens) foi demais!

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http://youtu.be/DY66lJifut

Espero que voltem sempre :D

with all the fun that we have, we have come far

E sumi. Sumi porque estava em SP sendo feliz. Tão simples e bonito, sabe?

Fui assistir ao show da carreira solo do Paul Banks – vocalista da minha banda favorita e mais amada, Interpol. Quando a gente ama de verdade dá um jeitinho, sem desculpas, sem enrolações. E, quando tudo se encaixa e  ninguém te empata, fica mais fácil ainda para fazer dar certo.

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Eu cheguei na quinta – dia do show – mas já dei um rolê com a amada Marcela e depois com o marido dela, Val. Amor define esses dois! Conheci o Centrão de SP e até consegui me assustar com uma exposição no Banco do Brasil. Depois de encher a pança num restaurante japonês, parti rumo ao pintudo (de pintinhas no rosto, ô mente suja).

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Foi no Cine Joia e agradeço aos céus quando o show é em lugar desse nível. Assim como no show do Interpol, em 2011, consegui ficar bem próxima ao palco. Na real, fiquei em um lugar bem melhor, já que tinha pouca gente mesmo. Contei as pintinhas no rosto do moço de novo, 123×4.

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O evento era da Club NME São Paulo em parceria com a UKBR e crowdfunding da Jack Daniel’s e Playboy. Cheguei a receber uma dose giga da bebida, mas não tomei porque gosto de ficar 100% sóbria em qualquer show que vou. Só peguei o copo, pois y a mucha honra Maria la del Barrio soy. Teve banda de abertura (Hatchets) muito bacana que segurou bem, além de DJ digno também. O ambiente estava perfeito: ar condicionado, pouca gente e música boa <3

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Quando meu loirinho Banks entrou fiquei bem feliz e nem chorei. No show do Interpol eu fiquei passando mal de tanta lágrima que saía, parecia uma debilóide porque era tipo SONHO DA VIDA sendo realizado. Dessa vez foi bem tranquilo, sem vexames por aí.

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A setlist estava muito bacana. Ele misturou bem os dois discos (sou mais o primeiro) e tocou uma que jamais pensei que fosse entrar: Paid for That que é uma música bem agressiva e minha predileta do segundo álbum. Realmente pirei a batatinha e a culpo por 20% da minha rouquidão de agora.

A banda de apoio era amor puro. Gostei do baixista e tecladista:

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Babe Banks estava numa simpatia que só! Ele é bem introspectivo quando está tocando, sempre tinha um ponto fixo para olhar ou ficava com os olhos abaixados mesmo. Porém, quando a música acabava e todo mundo aplaudia, ele simplesmente dava AQUELE sorriso tímido e agradecia em português. E ainda nos elogiou muito! No show de 2011 – no Clash Club, no caso – ele foi tão simpático quanto nesse. Como não amar esse bonitinho, né não?

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Enfim, amei muito como não poderia deixar de ser! Engraçado que todo o show que vou sempre fico com uma música na cabeça que antes nem dava tanta bola. No caso dessa foi a “On a Esplanade”, já escutei um bilhão de vezes depois desse dia:

Copos devidamente mocados:

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Para ver mais fotos aqui e aqui. Para conhecer o trabalho solo dele, se jogue aqui.

O resumo dessa viagem (até ia fazer um post contando melhor, mas neeem):

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