Street

Entrevista: Juliana Pegoraro, a Ju das Bolhas

Se você é de Curitiba, sabe muito bem que a Rua XV é um palco a céu aberto. Os artistas são essenciais nesse trecho icônico da capital paranaense, seja com música, performance, pintura etc. A artista mato-grossense Juliana Pegoraro faz parte desse circuito criativo e, com suas bolhas gigantes, deixa o calçadão curitibano ainda mais divertido. Também como conhecida como Julieta Antoniana ou Ju das Bolhas, a estudante de Educação Física faz pesquisas de movimentos físicos e possui o projeto Tô de Bolhas, além de dar palestras sobre “A interdisciplinaridade da Bolha de Sabão”. Com seu “q” de cigana e Janis Joplin (amo), Ju participou do Global Bubble Parade no final de maio que é um grande encontro feito há quatro anos para os entusiastas dessa performance linda. A convidei para falar mais sobre esse mundo que é tudo em nome da água, detergente e açúcar.

1- Ju, qual foi sua motivação em começar a fazer performance com bolhas?
De início foi descolar uma grana! Sendo bem honesta, sendo palhaça desde os 18, mas não atuando de forma direta no trabalho, sendo crítica, enfim, apenas aquela palhaça cultural, e insatisfeita. Reencontrei uma amiga que havia feito anos atrás em Itajaí, durante uma performance na rua em Curitiba com a Trupe do TAO em 2014, que durante sua estadia aqui, em paralelo com trabalhos “normais”, ia para Rua XV fazer Bolhas e vender as Varinhas Mágicas que produzia, que ela chamava de Bolhadores.

De início não dei muita bola, não sabia da profundidade do assunto “Bolhas de Sabão”, porém elas me encantavam muito.
Então Aline me ensinou a confeccionar uma Varinha Mágica, a fazer a receita da Poção Mágica. Demorou uns meses pra eu de fato usar artisticamente as Bolhas Gigantes como performance, compreendê-la. E isso se deu ao fato de estar precisando de grana, e utilizar um trocado que possuía para investir nos primeiros materiais, ir para a Rua XV e entender sobre a magia desta Bolha Gigante e sua atuação em meio ao movimentado cotidiano de quem transita aquele espaço: tumultuado, com pressa, hora marcada, e de repente, uma palhaça brincando de Bolhas de Sabão. E as estátuas vivas, e os músicos, enfim, me senti fazendo parte daquele meio, em meio a tranqüilidade de brincar com as bolhas. Foi impressionante o feedback, e cada dia é uma surpresa aventurosa. Com o tempo constante de atuação na rua, construí amizades e novos trabalhos surgiram, e o estudo cresceu, virou a palestra “A interdisciplinaridade da Bolha de Sabão”, e a performance interativa constituída e mutável: Tô de Bolhas.

2- Seu principal ponto de interação é na XV, certo? Qual a faixa etária das pessoas que te param para observar ou até perguntar como faz os movimentos?
Sim, o principal ponto de interação é a Rua XV, mas hoje próximo ao chafariz entre as ruas Muricy e Mal. Floriano Peixoto. Aos domingos, tenho feito a ação do Tô de Bolhas na Praça João Cândido, junto às iniciativas da Secretaria de esportes, lazer e juventude que leva brinquedos para as crianças e jogos, e shows produzidos pela rádio Mundo Livre, porém a ação do Tô de Bolhas não leva patrocínio ou apoio dos órgãos citados, ela se auto sustenta com a venda das Varinhas Mágicas e divulga-se pelo boca a boca, além claro pelos ventos que levam as bolhas entre as barracas.
É uma surpresa, a maioria são adultos, convidados a “Não perca a oportunidade de aprender a fazer uma Bolha Gigante!” Então as crianças de todas as idades se encantam, os cachorros, é bem divertido. Ainda que as vezes algumas pessoas aparentem algum incômodo, lhes bendigo: está abençoado em nome água, detergente e açúcar! Amém!… Elas respondem Amém! (rsrs)


3- Como foi a Global Bubble Parade? O que você sentiu em participar desse evento?
O movimento da Global tem intenções maravilhosas! Foi bolhudo no dia! O tempo ajudou, haviam muitas pessoas fazendo bolhas de sabão! Lavamos a calçada do Cavalo Babão.

4- Você tem algum movimento especial para fazer suas bolhas “de respeito”?
Sim! Eu chamo de Ginástica da Bolha: primeiro é necessário sentir a direção do vento, depois, prepare as Varinhas Mágicas, uma em cada mão, e com uma perna a frente, braços acima esticados, une-se as extremidades da Varinha Mágica, e flexiona-se o tronco até que a cordinha de barbante que há no brinquedo se afunde completamente na bacia que contém a Poção Mágica. Então, eleva-se os braços, e lentamente afaste as extremidades da Varinha lateralmente em paralelo, e ainda caminhe para trás com parcimônia, tudo isso, compassado, sentido, respirando. O vento sopra e leva as bolhas ao alto.

5- Qual seu próximo passo como “Ju das Bolhas”?
Produzir Varinhas Mágicas, fabricar poções, continuo a estruturar e melhorar o projeto Tô de Bolhas e a palestra A interdisciplinaridade da Bolha de Sabão, e compor com os bambolês a performance é uma parte dos estudos, treinos e pesquisas também.

RECEITA PARA CRIAR BOLHAS POR JU
2 copos de detergente
5 copos de água
1 copo de açúcar
+paciência e persistência
Vamos todos ficar De Bolhas!

Créditos para fotos:  Yuri Reisemberg e Guilherme Artigas

Pelas ruas de Curitiba…

Fazia tempo que não postava fotos pelas ruas de Curitiba por aqui, hein? Já fiz alguns posts a respeito e realmente amo reparar em pequenos detalhes da cidade. Todas foram tiradas com um 4s.

pelas-ruas-de-curitiba 2
Perto da Rua Riachuelo
pelas-ruas-de-curitiba 3
Na saudosa Westphalen <3
pelas-ruas-de-curitiba 4
Por Henrique Véio, Centro de Curitiba
pelas-ruas-de-curitiba 5
Na Casla, ali no São Francisco <3
pelas-ruas-de-curitiba 6
Num dia que fiquei sentada no banco da XV só para observar as pessoas
pelas-ruas-de-curitiba 7
Na Ordem Rosa Cruz. Minha mãe queria saber onde ficava (sim, ela já estudou) e é bem longe, hahaha. Mas achei O máximo o espaço. Vale visitar porque tem até museu
pelas-ruas-de-curitiba 8
Na reitoria
pelas-ruas-de-curitiba 9
Perto de casa
pelas-ruas-de-curitiba 10
Casinha linda perto da Itupava
pelas-ruas-de-curitiba 11
Detalhe de uma casa. Segurava a janela, mas agora mudaram para a de correr e virou apenas enfeite
pelas-ruas-de-curitiba 12
Amo tanto essas borboletinhas. Esse dia foi massa
pelas-ruas-de-curitiba 13
Casal de velhinhos chiques na Itupava
pelas-ruas-de-curitiba 14
Coisas de Curitiba: encontrar uma maçã no meio da calçada
pelas-ruas-de-curitiba 15
Na feirinha do Largo <3
pelas-ruas-de-curitiba 16
Na Le Mundi <3
pelas-ruas-de-curitiba 17
Esquina com a Itupava
pelas-ruas-de-curitiba 18
No bareco
pelas-ruas-de-curitiba
Na Hugo Lange

Street Style: Hoy Fashion UK

O pessoal do Reino Unido geralmente não faz feio na hora de se vestir. Povo muito moderno, muito bonito, muito bacana. Achei um blog de street style de Liverpool, Manchester e Londres que está em hiatus desde dezembro do ano passado e era feito pelas fotógrafas Samantha Toro Paz e Sophie Christian. Fiquei dando uma fuçada, encontrei looks bem legais nos arquivos e separei alguns (prepare-se para muitos oxfords e creepers – algo que já era esperado):

street-style-hoy-fashion-uk

street-style-hoy-fashion-uk_2

street-style-hoy-fashion-uk_3

street-style-hoy-fashion-uk_4

street-style-hoy-fashion-uk_5

street-style-hoy-fashion-uk_6

street-style-hoy-fashion-uk_7

street-style-hoy-fashion-uk_8

street-style-hoy-fashion-uk_9

street-style-hoy-fashion-uk_10

street-style-hoy-fashion-uk_16

street-style-hoy-fashion-uk_11

street-style-hoy-fashion-uk_12

street-style-hoy-fashion-uk_13

street-style-hoy-fashion-uk_14

street-style-hoy-fashion-uk_15

Detalhes

street-style-hoy-fashion-uk_4-

street-style-hoy-fashion-uk_de2

street-style-hoy-fashion-uk_de3

street-style-hoy-fashion-uk_de4

street-style-hoy-fashion-uk_de5

street-style-hoy-fashion-uk_detail

Para ver muito mais, vá aqui. Tem fanpage também.

A minha Curitiba

Morando seis anos na gélida Curitiba, já consigo falar com espontaneidade os termos “piá”, “djanho” e, mais recentemente, “guria”. Nunca falarei “vina” (salsicha) e muito menos “penal” (estojo) por ser incrivelmente bizarro (e feio).

Das cidades que já morei, Curitiba é a que mais gosto. Quando cheguei aqui achava que minha relação era completamente amor de malandro, mas consegui me entender e cá estou escrevendo sobre essa linda.

Uma das coisas que mais tenho prazer – desde pequena, já que vinha de 6 em 6 meses para cá -, é passear pelo Centro. Principalmente pela XV. Ali você já reconhece as figuras de praxe e sempre se surpreende com algo diferente. Gosto muito do Largo São Francisco também, se eu pudesse moraria por lá.

Por conta disso, acho interessante registrar algumas coisas da cidade (tudo tirado com câmera de celular):

Alguns detalhes na XV

curitiba_xv

curitiba_xv_2

curitiba_xv_3
Edíficio Garcez foi o primeiro arranha-céu de Curitiba
curitiba_xv_zacha
Praça Zacharias – que sempre está acompanhado de pombos

Paço da Liberdade

curitiba_paço

curitiba_paco_3

curitiba_paco_2

Passeio Público

curitiba_passeio_publico

curitiba_passeio_pub_2

Busão – XV/Paulo Gorski ou Jd. Social/Batel

curitiba_busao_3

curitiba_busao

curitiba_busao_2

curitiba_busao_4

Largo São Francisco

curitiba_largo

curitiba_largo_2

curitiba_mesquita

Street Art

curitiba_street_art

curitiba_street_art_2

curitiba_street_art_3

curitiba_street_art_4

curitiba_street_art_5

curitiba_street_art_6

curitiba_street_art_7

Detalhes e realidades

curitiba_vitrine_nonsense

curitiba-godard

curitiba_detalhes

curiitba_realdade

curiitba_triste

Depois vou fazer uma parte 2 com a Ruy Barbosa, Ed. Asa, Osório e tantas outras coisas que fazem  Curitiba ser tão legal!

Flagra na rua: a senhora do cabelo colorido

b4ed771e872011e2b62722000a1fbc10_7

Adoro pessoas modernas – não importa a idade – que não têm medo de ousar, que não olham torto para os que são ditos diferentes perante a sociedade. E é lindíssimo quando os mais “clássicos” aceitam essa modernidade toda.  Acho corajoso se assumir e ser o que bem entender, sem medo de passar vergonha ou de querer agradar a todos. Nunca iremos agradar 100%, fato, então acho mais correto satifazermos primeiro a nós mesmos e sermos aquilo que queremos. Eu sempre procurei aprovação dos outros, mas estou aprendendo que antes de tudo preciso estar feliz comigo mesma para depois deixar o restante satisfeito também. Não é fácil, acredite.

Se eu quero pintar meu cabelo de azul, não vejo problema. Se eu quero fazer uma tatuagem na testa, fa-lo-ei. Assim se eu quiser usar mesóclise em 2013, não vejo mal também (mesmo não sabendo usar direito, heh). Para encerrar, tem uma frase muito bacana da Dita von Teese que é perfeita para entender que não existe perfeição nessa vida (nem dela) “‘You can be the ripest, juiciest peach in the world, and there’s still going to be somebody who hates peaches.”

Então, senhora do cabelo roxo, não se preocupe se metade da população dá risada do seu cabelo, tenha certeza que a outra metade AMA. Eu amei, registrei e me inspirei :)

ps:- se encontrá-la de novo irei avisá-la sobre tudo isso.