Tattoo

Dwam, tatuadora e fotógrafa

Dwam tattooDwam é tatuadora, ilustradora e fotógrafa, sem ordem definida, mas ela o é. A francesa de Nantes trabalha no estúdio TurboZero onde tatua seus desenhos intrigantes, fortes, mas com uma delicadeza sutil. Pontilhismo é seu carro-chefe, sempre com algum detalhe de botânica, mãos, cristais, entre outros.

Além de atender em Nantes, a artista costuma passar pelo Sweet Needle, em Paris, sempre com horário marcado. É possível tatuar flashes (ela tem folhas bonitas).

Seu trabalho com fotografia também é muito bonito e pode ser visto aqui.

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Estúdio Out of Step Tattoo Parlour

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Dia desses mostrei na Brisa Ink, o tatuador Marcos Ortega. Prometi por lá que falaria do estúdio em que ele, Cobe Edge Gakni atendem, o Out of Step Tattoo Parlour. Situado em Berlim, na Proskauerstraße, o local recebe convidados do nível Samuele Briganti, Kristian Gonzales e Gonzalo Tintanegra. Com menos de um ano, o estúdio pretende firmar sua âncora com o old school feito pelos tatuadores fixos e convidados.

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Marcos Ortega

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Cobe Edge

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Gakni

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Entrevista: Isabela Verri

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Quem me indicou a Isabela Verri foi a Jessica Oliveira, uma das entrevistadas aqui. Como a Jessica, Isabela também é tatuadora – e das boas. Natural de Goiânia, Isa hoje trabalha no estúdio Golden Daggers Tattoo Studio, em Los Angeles e manda muito bem num estilo bem único e fofo, sempre acompanhado de cores mais claras, mas com traço duro da old school. Bora conhecer:

1) antes de tudo, conte como surgiu o interesse em ser tatuadora. o que fazia antes?

Desde bem nova eu planejava todas as tatuagens que queria ter, mas nunca pensei em levar a sério como profissão, não sabia muito sobre a história da tatuagem, muito menos sabia desenhar. Larguei duas faculdades em dois anos, jornalismo e design de interiores. Juntei uma grana trabalhando e em 2010 viajei com uma amiga pra LA. Não disse pra ninguém que queria ser tatuadora, com medo de ser desencorajada. Mas, nessa viagem, consegui um aprendizado e acabei ficando mais um tempo. Voltei pro Brasil, trabalhei com meu amigo Leo Braz, que fez minhas primeiras tatuagens. Nesses dois anos com ele, descobri meu traço e o que queria fazer. Me formei em Design Gráfico enquanto tatuava uns amigos aqui e ali. Acabei parando aos poucos e decidi que ia ser ilustradora de livros infantis. Fiquei um ano sem tatuar, sentia muita falta, mas não sabia como voltar. Um belo dia, o Victor Rocha disse que precisava de alguém pra ajudar no estúdio novo dele e eu voltei a tatuar. (Valeu, Vito!)

2) conte um pouco sobre suas influências artísticas

No começo, sabia que queria fazer tatuagens tradicionais, mas não sabia por onde começar.  O estilo do meu primeiro mentor, Julio Martinez, é neotraditional e eu ia acompanhando as influências dele. Voltei pro Brasil, e além dos nomes grandes como Sailor Jerry e Percy Waters, conheci o trabalho de artistas como Diana Leets, Lucia Arnau, Jemma Jones e Matias Araoz. Na faculdade, me apaixonei  ainda mais por ilustrações antigas, principalmente as infantis, como as de Beatrix Potter e Mary Blair. Então, pensei em juntar uma coisa com a outra. Minhas referências são, basicamente, cartões postais antigos (bem bregas mesmo, com gatinhos de vestido, o mais kitsch possível!) fotografias dos anos 20 e livros infantis.

3) se pudesse ser tatuada por alguém que admira muito, quem seria?

São tantos tatuadores e tatuadoras que não consigo pensar em ninguém em particular. Mas, acho que além dos que citei acima, minhas primeiras grandes influências, seriam amigos e amigas que fiz ao longo dos anos, que infelizmente, moram longe.

4) quais são os projetos pra 2016?

Eu acabei de voltar pra LA e estou trabalhando com meu mentor novamente. Isso já foi uma conquista tremenda pra mim! Agora estou começando a investir na minha marca de produtos ilustrados, Belzeblu, algo que penso em fazer há uns anos.

5) qual dica você dá para quem quer começar a profissão como tatuadora?

Dedicar 100% do seu tempo pra tatuar e melhorar seu desenho – entender como funcionam as máquinas, agulhas, tintas… a parte técnica faz muita diferença. Ter muita paciência e não ter medo de encarar novos desafios. Eu me distraí com várias coisas pelo caminho, propositalmente, porque tinha muito medo de errar e isso atrasou muito meu aprendizado. Eu poderia estar tatuando há 5 anos, mas fiquei dois deles parada e aprender parcelado não dá! Tem que ser todo dia. É um caminho longo, mas compensa muito.

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