Visitei

Visitei: Cemitério Municipal de Curitiba

Passear no cemitério pode ser um problema para uns e um tranquilizante para outros. Para mim sempre foi interessante andar na casa dos mortos porque desde criança o fazia a fim de acompanhar minha vó quando ela visitava os parentes “aqui jaz” (como contei aqui). Nesse passeio com minha Santinha, ela aproveitava para contar sobre a vida de algumas pessoas que estavam enterradas lá e me deixava deveras curiosa e um pouco assustada. Logo, pra mim, sempre foi comum passear em cemitérios. Em viagens tento dar uma passada em algum porque é muito rico na parte de arquitetura e história (como já documentei aqui).

O mais doido dessa minha curiosidade por necrópole foi o fato de morar 10 anos numa cidade e nunca ter visitado nenhum cemitério dela, tendo em vista que um deles é bem “requisitado”. Não me arrependo de ter esperado tanto tempo, pois fiz da forma mais interessante possível. Minha estreia gotikeira foi com a Clarissa Grassi, Relações Públicas que acabou sendo contratada por um cemitério em 2002 e começou um estudo intenso sobre a arte tumular. Ficou tão encantada com o tema que lançou um livro em 2006 chamado “Um olhar… A arte no silêncio” em que retrata a beleza encontrada nos cemitérios.

Desde então, ampliou mais ainda seu amor e dedicação aos mortinhos e, em 2011, em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba,  e na mesma época da Corrente Cultural, criou as visitas guiadas ao Cemitério Municipal São Francisco de Paula – o mais antigo de Curitiba e fonte de inspiração de seus livros. As visitas costumam ter um número ‘x’ de curiosos e durante o trajeto é possível angariar informações sobre arte tumular, conceitos arquitetônicos e geológicos, além de conhecer a vida de algumas personalidades sepultadas.

EXPERIÊNCIA

Desde 2014, ano que foi lançado as visitas noturnas, tentava me inscrever e sempre acontecia um imprevisto: ou fechava o número de participantes (realmente não tem como fazer com mais de 30 pessoas), chovia ou eu esquecia em ir. Mas em 2017, no dia 18/02, finalmente deu certo e foi INCRÍVEL. Além de ser a primeira do ano, também foi a estreia da Clarissa como presidente da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais pela Fundação Cultural de Curitiba em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O grande trunfo que vai além do título (e burocracias) é o fato que a pesquisadora conseguirá organizar mais visitas guiadas durante o ano e fazer as temáticas com mais frequência. Vale lembrar que em 2013 foi feita uma visitação com um grupo de surdos-mudos e em 2014 aconteceu um sarau de poesias para homenagear os poetas enterrados por lá.

A visita é muito rica em informações históricas, culturais, arquitetônicas e religiosas. Clarissa conta de forma clara, didática e divertida a fim de quebrar o estigma do cemitério e deixa uma ponta de curiosidade para vasculhar mais sobre as figuras históricas que descansam por lá. Antes mesmo de começar o cortejo ao campo-santo, ela faz uma introdução sobre os primórdios de como a morte era tratada até os tempos atuais. E é realmente chocante descobrir alguns fatos simbólicos dos túmulos e conhecer o luxo de algumas quadras do cemitério com o restante. Neste mesmo dia, a comunicação da FCC enviou uma equipe para registrar a visita e me chamaram para uma entrevista (!!), o que tornou tudo mais inusitado ainda. Euzinha escolhida no meio de uma multidão pra dar uma entrevista no cemitério? GO FIGURE (leia aqui, haha).

Eu bem concentrada com um lenço na cabeça parecendo o Michael Scott. Foto: Cido Marques/FCC

Quase um mês depois, dia 11/03, teve a primeira visita temática do ano em homenagem ao Dia da Mulher. Consegui ir e ainda levei uma gang. Foram apresentadas as histórias de 17 personalidades femininas sepultadas como a milagreira Maria Bueno, a professora e poetiza Helena Kolody, a primeira engenheira negra do Brasil e primeira engenheira do Paraná, Enedina Alves Marques, entre outras maravilhosas (aqui tem a lista completa). Mais uma vez fiquei encantada com toda informação que Clarissa passou. Pretendo ir em outras temáticas, principalmente na noturna que me inscrevi (em 2014) e não consegui vaga.

Pra quem ficou interessado tem um doc muito bem feito pela cartografiafilm sobre estudos cemiteriais com depoimento da Clarissa.

Serviço

As datas de visita são informadas pela fanpage e o passeio costuma acontecer aos sábados das 9h às 12h. O número de participantes é limitado e é preciso fazer agendamento pelo e-mail visitaguiada@smma.curitiba.pr.gov.br, informando o nome completo e R.G.  Não é permitido filmar ou fotografar os túmulos sem autorização prévia das famílias.

O meu cantinho em Berlim

Já vai fazer um ano que fiz uma viagem preciosa para comemorar meus 30 anos e jamais postei a respeito. Toda vez que tentei escrever, falhei. Ficava emotiva, com saudades, meio deprê. Ficava não, ainda fico, mas diminuiu bastante. Sempre achei exagero de quem fala que fica depressivo pós-viagem. Paguei com a língua. Existe mesmo essa possibilidade.

Uma das cidades que mais adorei visitar foi Berlim. Fui muito feliz lá, me diverti, comi bem e paguei pouco, tinha amigas brasileiras que me ajudaram (Bruna e Bianca), me emocionei e encontrei um cantinho que fui duas vezes. Imagine, você tá viajando e quer conhecer o que puder, não vai querer voltar num lugar duas vezes. Mas gostei tanto que voltei. Vou fazer assim: cada cidade que passei, vou citar um lugar que gostei muito. Assim deixo marcado aqui também, pode ser? Vou começar com a segunda que visitei, Berlim.

Ok. Lá em Berlim eu fiquei em Prenzlauer Berg (não sei pronunciar isso até hoje) em um apartamento muito bem localizado, perto da Schönhauser Allee (esse consigo falar). Na época do muro, esse bairro ficava na parte Oriental e era para operários. Essa área foi um pouco esquecida durante a guerra (ainda bem) porque nunca teve muito investimento, o que tornava tudo mais barato. Hoje em dia, é um bairro bem cotado e não é mais barato como antigamente, rolou a tal gentrificação por lá sim. Confesso que pesquisei muito no airbnb lugares nessa região e em Kreuzberg. Fiquei com o primeiro mesmo.

Kohlenquelle 3
ph: Michael Weck

Pois bem, no primeiro dia (16/10/15) que eu e minha mãe chegamos em Berlim, além de bem recepcionadas pelo dono do apartamento que ficamos hospedadas, também fizemos reconhecimento da área. Andamos pelo bairro todinho – perto de lá – a fim de memorizar placas (haha sou ótima nisso, sério), achar supermercado, mercadinhos e restaurantes. Nessa andança encontramos um lugar muito charmoso, o Kohlenquelle.

Você enxerga uma portinha pichada de esquina e não dá nada. Na-da. Graças aos deuses minha mãe não é enjoada e meio que topa entrar em lugares “diferentes”. Quando entramos, pense num lugar com uma vibração incrível? Era lá, um restaurante-bar (nunca fui à noite). Eles servem almoço com um cardápio bem variado (sempre tem veggie por lá), além de servir drinks, cervejas, sucos e refrigerantes (pedíamos nossa amada FRITZ KOLA).

Kohlenquelle
credit

O moço do balcão foi muito educado e na segunda vez que aparecemos, ele nos reconheceu e cumprimentou de forma diferente. Eu ACHO que voltamos lá pela terceira vez, antes de irmos (não posso confirmar porque apaguei isso da minha mente). Ali é um lugar para todos: vi estudantes, mãe com crianças (tem uma creche perto), senhores lendo jornal, trabalhadores com uniforme e capacete, estrangeiros (oi!). O ambiente é limpo e com decoração simples, no estilo 50/60s. Tem até sofá nos cantos. A comida vem rapidinho com uma apresentação bonita e um valor beeeem amigo (confira o cardápio aqui). Realmente gostei bastante de lá e recomendo!

Kohlenquelle 4
credits

Kohlenquelle 2

FullSizeRender
euzinha, eita.

Kohlenquelle

Kopenhagener Str. 16
10437 Berlin–Prenzlauer Berg

Visitei: Colete & Corselet

coletecorselet

Quem é de Curitiba já deve ter ouvido falar do brechó alternativo Colete & Corselet. Focado em moda vintage, começou no apartamento de Marcinho J. Oliveira que postava as peças garimpadas em uma conta do Facebook. Com muitos interessados, Marcinho resolveu abrir um espaço maior, no Galpão Cultural Thá e depois na Rua Jaime Reis. Quando era perto das Ruínas, o brechó contava também com a Lisa Simpson, estilista do Agente Costura e que hoje mora em Berlim. Marcinho continuou o excelente trabalho e a loja – que possui uma decoração maravilhosa – fica na rua revitalizada São Francisco.

coleteee

Volte e meia passo por lá e babo horrores nos looks que são montados por ele. Marcinho faz uma curadoria incrível e entende bastante de moda, tanto que ficamos durante uns bons minutos conversando sobre modelos dos anos 90 (Linda Evangelista é sua predileta), Sophia Loren e marcas interessantes. Uma coisa eu garanto: você nem precisa se desgastar horrores para achar uma boa peça porque tudo é bem organizado por araras, o Marcinho dá um super help e tudo brilha nos olhos (isso é um problema, pois sai de lá em dúvida por três jaquetas jeans baphonicas hahaha). Lembrando que todas as peças são lavadas, passadas, engomadas e transformadas pelas mãos deles, pois além do brechó também tem um atelier. Tudo muito bem cuidado! Os preços também são amigos :D

c-corselet6 (2)

IMG_9863

c-corselet5

c-corselet3IMG_9906

c-corselet6

c-corselet2
Também vende essas lindezas da marca Cria Criatura

LOOKS MONTADOS POR MARCINHO 

Serviço

Colete & Corselet – Rua São Francisco, 51

Siga no Instagram ou Facebook

Novos cafés para visitar em Curitiba

Que saudades em escrever para a categoria Visitei! Curitiba anda com muitas novidades culturais e gastronômicas, de encher os olhos e a barriga. Fui conhecer dois cafés que abriram recentemente que, além de serem BEM centrais, possuem uma estética linda, tanto de espaço como apresentação da comida/café.

RED VELVET COFFEE SHOP

Esse é muito perto da minha casa, próximo ao Expresso Curitiba que já falei aqui. Aberto há um mês, o local é encantador, fica quase na frente da Reitoria, logo é extremamente central. A decoração é um caso de amor à parte: cheio de detalhes belíssimos que remetem aos cafés dos anos 50. Inclusive, tem uma vitrola e vários vinis de estilos bem ecléticos (Kiss, Black Sabbath, Rita Lee, Dire Straits e até Chitãozinho e Xororó) em que você pode colocar pra tocar. No dia fui para tomar o creme de ervilha, pois tinha um exame no dia seguinte e não podia jantar nada sólido. Infelizmente já tinha acabado. A chef até se ofereceu em fazer, só que achei injusto porque era fim de expediente etc. Tomei um Frappuccino de Doce de Leite muito gostoso. Minha mãe tomou uma canja de galinha e adorou (e olha que a bicha é chata). Tudo deu R$ 23,90, o que foi um preço honesto tendo em vista o tamanho do copo e do prato. A canja vem com torradinhas de ervas finas e queijo ralado. Infelizmente não tirei fotos, pois estava sem celular. Vou ilustrar com as fotos do Instagram do café. Pretendo voltar lá para experimentar os pastéis veganos e outros cappuccinos (amo!). Dá para seguir a fanpage aqui.

redvelvetcoffeeshop 2

red velvet curitiba 2

red velvet curitiba 3

red velvet curitiba
Frappuccino de paçoquita, acompanhado de torta cremosa de amendoim e ganache de chocolate
redvelvetcoffeeshop 3
Reese’s brownie, nutella + Red Velvet cookies e m+m’s cookie
redvelvetcoffeeshop
minha glicose tenha misericórdia! Tenho obrigação moral em provar esses donuts!

Serviço

Red Velvet Coffee Shop

Rua XV de novembro, 1424 – Centro. Curitiba/PR

Aberto de seg a sexta das 9h às 20h

_____

HOOG DELI

Essa cafeteria foi a nova sensação da semana passada por ter saído no Bom Gourmet da Gazeta do Povo. Quando li realmente fiquei tentada em conhecer. Apesar de ter tido uma experiência bacana, já que a visitei em uma quinta-feira, às 14h, vi na fanpage alguns relatos do despreparo da equipe na hora do almoço. Isso foi prontamente explicado: eles não estavam esperando a demanda por conta da matéria do jornal e aconteceu o tal deslize com o público. Só pelo fato da cafeteria ter ser explicado, achei digno. Muitos locais ignoram a reclamação do cliente e acabam se queimando, vocês sabem. Parece que tudo foi normalizado.

O local é belíssimo e bem central, na Praça Osório. O projeto da arquitetura foi feito por Leandro Garcia e tem inspiração nas delicatessens de Nova York. Mesmo estando aberto desde Agosto/15 foi somente agora que o espaço ficou conhecido. Fica na galeria da Universidade Positivo e conta com um cardápio bem amplo. O conceito de cantina também é bem interessante e o preço é convidativo: tomei um café de baunilha por 7 reais e estava gostoso. Não comi nada, mas tinha opções como pão de queijo e algumas tortas. Pretendo voltar para experimentar o lanche e vi na fanpage e instagram que o local foi abençoado até pelo Ziraldo. As fotos são da cafeteria também:

HOOG DELI 0

HOOG DELI 5
fiquei nesse cantinho

HOOG DELI

HOOG DELI 2
a parte de cima
HOOG DELI 3
parte superior
HOOG DELI 4
torta alemã com expressinho
HOOG DELI 6
o meu café veio nesse copinho maior

Serviço

Hoog Deli

Praça Osório, 125, Centro – (41) 3149-1234.

Abre de segunda a sexta, das 7h às 22h; sábado, das 8h às 16h.

O almoço é servido de segunda a sexta, das 11h30 às 15h.

Lolitas Coiffure – o 1º salão alternativo curitibano

lolisJá contei por aqui, mas vale a pena relembrar: este ano resolvi estudar para me tornar maquiadora profissional e desde o final de maio estou trabalhando no primeiro salão alternativo de Curitiba, o Lolitas Coiffure. Trabalho como maquiadora profissional e assistente técnica da Michelle Kelly – fundadora e hairstylist do local. Foi tudo muito inesperado, pois quando cheguei na cidade, resolvi mandar uma mensagem avisando que estava na área e, para minha surpresa, comecei na mesma semana.

Para quem não conhece essa belezura: o Lolitas foi fundado em 2008 por Michelle e Christopher Kelly. A Mi morou quase 10 anos em Londres e fez cursos nos renomados Vidal Sassoon e Tony & Guy. Além disso, trabalhou em salões independentes do Soho W1, no Tommy Guns e Viva Salon. Em uma das nossas conversas diárias descobri que a gata não tinha pretensão em ser cabeleireira e começou como assistente para se manter em Londres. Porém, descobriu que tinha facilidade e passou a amar mais do que tudo a profissão. Não é para menos porque ela é incrível no que faz e não tem medo de repassar seu conhecimento.

lolis

Quando voltou para o Brasil, Michelle sentiu falta de salões mais alternativos e criou o Lolitas que possui muita referência do mundo fashion, de beauty, arte e cultura em geral. Lembro que quando morava em Maringá, já conhecia o salão via internet e achava O máximo. Quando me mudei para Curitiba, passei a frequentá-lo e indicava para amigas (oi Nanda, Renata etc). Depois que o salão foi fundado, outros parecidos começaram a pipocar pela cidade (excelentes também), porém, o Lolis ainda é a principal referência e pioneiro na cidade no quesito de salões diferenciados. Estou muito feliz e orgulhosa em fazer parte dessa família, de verdade. Vale lembrar que o Lolitas participa de diversas iniciativas culturais e de movimentos que ajudam na melhoria do Bairro do São Francisco, como o Amigos do São Francisco e a Rede de Desenvolvimento SESI. Por meio de parcerias, foi possível desenvolver o Guia Urbano São Francisco e também o festival multicultural Ruído nas Ruínas.

O que você encontra por lá: Todas as profissionais são mega competentes, bem treinadas e atenciosas. O visual do salão é marcante e a música boa não para. Quando fui fazer meu teste estava tocando David Bowie. Logo achei que era um sinal de sorte e não estava errada. Todos os produtos são Schwarzkopf e Redken, então em uma mera lavagem é feito um tratamento nas suas madeixas. O salão fornece duas toalhas biodegradáveis para os clientes (bom para a natureza). Sem contar que existe uma conversa mais aprofundada com cada cliente, um estudo do fio e a parte de visagismo. Não é aquela coisa rapidona e fria de sai um e entra outro enlouquecidamente, sabe? Na parte de maquiagem eu investi em produtos de excelente qualidade, sendo a maioria cruelty free.

lolit3

O que eu faço: Como disse cuido da maquiagem e sobrancelha das clientes. Em breve irei fazer um curso de barbearia também, aeeer. E o que seria assistente técnica? É cuidar do lavatório das clientes da Michelle, secagem nos cabelos e também hidratação express e profunda das marcas citadas (tudo top). Também estou aprendendo colorimetria e penteado. A Michelle é minha principal tutora, mas as meninas sempre dão dicas excelentes. Ou seja, serei uma profissional mais completa. Por exemplo: se eu precisar fazer um editorial, já estarei apta para cuidar da maquiagem e cabelo da modelo!

PROFISSIONAIS LOLITAS

Michelle Kelly – Hairstylist

michelle kelly lolitas
A Mi manda bem em tudo: corte de todos os tipos e tamanhos, coloração, penteado, visagismo etc

Harumi – Hairstylist

harumi cabelo2
Harumi também corta cabelo como ninguém, além de coloração. O corte masculino dela sempre sai impecável

Marília – Hairstylist

marilia lolis
Marília é fantástica com cortes femininos e masculinos, além de coloração e penteado

Grazi Ribeiro – Hairstylist

grazi ribeiro lolitas
Grazi passou um ano em Dublin aprimorando e estudando suas técnicas de corte, coloração e penteado. Os cortes femininos que ela faz ficam bárbaros e com muito movimento. Hoje em dia ela tem um atelier e você pode marcar horário na fanpage dela aqui

grazi ribeiro lolis

Letícia Cardoso – Maquiadora

lolis-leticia cardoso maquiadora
Euzinha! Me formei na Escola MADRE, em São Paulo e sou louca por peles bem feitas com viço e olhos expressivos e iluminados.

letícia cardoso maquiagem lolis 2letícia cardoso maquiagem lolitas

leticia cabelo
Penteado que fiz na Pietra em homenagem a Caitlyn Jenner

Mais trampinho meu no @LETICIAMUA você pode marcar horário na minha fanpage aqui

SERVIÇO

Rua Trajano Reis, 115

Marque horário pelo tel 3224-8115 ou fanpage

Siga: FB | IG | Pinterest | Youtube