Visitei

Visitei: Restaurante Vegano Natural da Ordem

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Vou contar para vocês que adoro essa minha virada para ovolactovegetariana. Já estou um bom tempo sem carne e com a mente bem mais leve em relação aos animais. Minha transição de carnívora para vegetariana foi bem tranquila porque sempre tentava e fazia a segunda sem carne. Não sinto falta da carne, por incrível que pareça, mas confesso que sinto MUITA falta de……… salsicha. Sim, nojento, eu sei. Porém, semprei amei hot dog e sinto falta. Se alguém souber de uma salsicha vegetariana decente, me avise. Obrigada.

Pois bem, eu já frequentava restaurante vegetariano/vegano antes de seguir de vez, logo não foi algo que sofri para achar. O Sorella, por exemplo, é um dos meus prediletos. Quando mudei de profissão e fui trabalhar em um salão no São Francisco recentemente (em breve vou fazer um post bem completo a respeito), fiquei comendo só bobageira de padaria (geralmente doce e pão de queijo). Um dia descendo da padoca, vi uma escada escrito: COMIDA VEGETARIANA | VEGANA e minha reação foi:

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No dia seguinte dei adeus à péssima alimentação e fui visitar o Natural da Ordem. Foi amor, foi paixão. The bitch is miiiineeee. Além de ter sido muito bem tratada pela Bel e as meninas que trabalham lá, a comida é saborosa. Tudo maravilhosamente temperado, prato feito e cheio. O preço? Digníssimo! Com bebida costuma dar uns 16 reais. Nunca gastei mais de 20 reais ali e saio mega alimentada. Sem contar que um dia ganhei uma quick massage da Bel (sim, oferece esse serviço) e que mãos abençoadas… <3 Conheça:

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Escondido, porém mágico! Do lado do Villa Bambu (é um anexo de lá, inclusive)
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Subindo os degraus do vegetarianismo <3
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Entradinha
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O espaço é grande e confortável
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Primeiro você se serve à vontade de salada!
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A entrada é sempre uma sopinha deliciosa. Desse dia era de sopa de inhame com batata doce
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O prato é feito e muito generoso nas porções! O do dia foi Lasanha de Berinjela com queijo vegetal e tomate seco. Arroz integral, feijao de corda e a melhor vagem que já comi na minha vida. Quero ver alguém superar, sério. Não gosto de vagem, mas essa estava perfeita
Como não tomei suco, me dei o direito em tomar um sorvete de banana com ameixa. Bem delicioso.
Parte do fundo do restaurante e ele seria completamente perfeito caso não tivesse esse boneco assustador, mas ok. Eu o ignoro, hehe.

Sendo vegano ou não, recomendo o Natural da Ordem. Já levei minha mãe e ela aprovou (uma pessoa um pouco chata para isso).  Fica na Rua Trajano Reis, 54. Na fanpage sempre tem o cardápio do dia. Ah, vende lanchinhos, brownies veganos e muito mais.

Visitei – Terra Comunal Marina Abramovic

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Quando soube que teria uma exposição com a retrospectiva do trabalho da Marina Abramovic, fiquei toda animada para ir porque acho as performances delas bem interessantes. O meu lance com essa artista começou em 2013 quando assisti ao documentário da HBO, The Artist is Present. Lembro que fiquei muito, mas muito emocionada com a sensibilidade e intensidade dela. Chorei horrores e fiquei um tempo meio que obcecada. Comecei até a fazer rituais xamânicos graças a ela. Marina hipnotiza de uma forma deveras interessante, acho que é impossível não querer mergulhar no que é feito. Enfim, como minha vida deu uma certa modificada, não consegui ir antes e participar de alguma palestra dela. Pelo contrário, só fiz o Método Abramovic na última semana de exibição.

O que é?

Terra Comunal – Marina Abramović apresentava uma retrospectiva do conjunto de obras da artista no Sesc Pompéia, em SP. Você podia mergulhar em todas as performances feitas por ela e seu ex-marido Ulay por meio de instalações, objetos, vídeos e registros documentais. O que me comove em seu trabalho é o fato dela sempre incluir o público. É uma troca de energia fora do comum, coisa que muito artista não se importa. As principais obras em que as pessoas participam intensamente são: The House with the Ocean View [A Casa com Vista para o Mar] (2002), The Artist Is Present [A Artista Está Presente] (2010) e 512 Hours [512 Horas] (2014).  Neste último, o público é corpo ativo da performance. Na exposição era possível escutar o relato da Marina e de sua assistente Lynsey a cada dia (escutei quatro deles e foi foda porque ela faz interpretações bem bacanas do que ocorre). A Artista está Presente ainda é o mais famoso e que quase todo mundo já deve visto por aí. É legal falar que a internet conseguiu romantizar o encontro dela com Ulay e nada a ver, viu? Ele não apareceu de surpresa (Marina tinha consciência que ele iria visitá-la e até conta no doc que tinha ido ao terapeuta, hahaha). Sem contar que Ulay a sacaneou horrores antes deste reencontro, hehe. OK.

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Um conjunto de vídeos apresenta o registro de performances de Abramović e disponibiliza um raro material de arquivo. Marina Abramović sempre gravou suas performances com o intuito de democratizar sua obra e tornar esses eventos efêmeros acessíveis ao público. Buscando uma maneira de mostrar fielmente os efeitos da duração numa performance, a artista desenvolveu um exercício constante de tentativa e erro na busca por proporcionar uma nova experiência performática através do vídeo. – Daqui

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It’s like being in love: giving somebody the power to hurt you and trusting (or hoping) they won’t – Marina Abramović

Sou apaixonada pela performance acima, Rest Energy, 1980. Marina e Ulay ficaram quatro minutos e 10 segundos se enfrentando com um arco e uma flecha. A mira da flecha era o coração de Marina e Ulay segurava a extremidade sem poder escapar. Foi colocado microfones em seus peitos para captar o som dos batimentos cardíacos – que era bem rápido por conta do perigo da performance. E isso é exatamente o relacionamento amoroso, não? Cada um aponta uma flecha para o coração do outro e vale da confiança na relação para não soltá-la e não ferir ninguém. FO-DA.

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A foto acima é da The Artist Is Present feita em 2010, no  MoMA, Museu de Arte Moderna de Nova York. Marina ficava sentada em uma cadeira, imóvel e em silêncio, e os visitantes sentavam à sua frente, mantendo um contato visual sem limite de tempo. Foram 736 horas, ao final das quais ela havia mantido contato visual com 1675 pares de olhos.

 A obra corporifica a completa vulnerabilidade e abertura de Abramović perante o público.

Outra instalação que AMEI (esqueci de tirar foto, desculpa): Transitory Objects for Human Use [Objetos Transitórios para Uso Humano] que foram criados entre 1990 e final dos anos 2000. Ali é o início da prática em que a artista convida o público a interagir com objetos, porém, sempre com instruções. O mais interessante é que cada pessoa se conecta da forma que bem entender, é uma experiência pessoal e Marina não te impõe a nada (o que você deve sentir ou não). Os objetos são cristais que irradiam energias, <3.

Método Abramovic

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Além da retrospectiva das obras de Marina, também é possível conhecer seu método. Ela o criou para dar um tipo de paz para mente humana e a possibilidade em se conectar consigo mesmo. Resolvi me inscrever nos últimos dias (não consegui ir antes mesmo).

 O Método Abramović é uma oportunidade de ficar em silêncio e sintonia com o momento presente. Ao longo de suas práticas artísticas, Abramović vem borrando os limites entre o observador e o observado no contexto da performance. Tradicionalmente, o performer seria observado e o público seria o observador. Trocar esses papéis e pedir ao público que participe da ação, e passe a ser o observado, cria oportunidade para vivenciar uma experiência pessoal e compreender o processo performático – o que prepara o público para melhor absorver e apreciar performances de longa duração. – Daqui

A artista criou uma série de Objetos Transitórios (que citei acima) em que é possível interagir com três tipos de posturas básicas: em pé, sentado e deitado. Como é: antes de ir para a experiência, assistimos um vídeo em que fizemos exercícios para liberar a mente e o corpo. São duas horas de práticas onde não é possível falar ou escutar nada (nos deram um fone que abafava o som de fora). A interação é somente consigo mesmo e com os objetos disponibilizados.

1ª experiência – fiquei em pé num totem de madeira com três cristais alinhados na cabeça, coração/peito e barriga. Os principais pontos dos chakras, né? Meia hora ali, sem fazer nada. Quem se cansa, pode sentar no banquinho ao lado, mas acho que ninguém o fez (realmente me desliguei). Enquanto fazia, pensei a respeito dos cristais porque muita gente já havia passado ali e a energia estava estocada. Mas resolvi concentrar na minha própria energia. Foi interessante e confesso que meu predileto.

2ª experiência – fiquei deitada durante meia hora em uma cama de madeira onde tinha um cristal no meio (nas costas) e um cristal gigante como travesseiro. Tentei dar uma meditada, mas cochilei. Quando a moça me chamou, levei um susto.

3ª experiência – meia hora de slow walking e para mim foi o pior de todos. eu sempre achei ridículo a correria do metrô, as pessoas se atropelando nas escadas rolantes ou no próprio trem. confesso que fiz tudo isso em uma semana em SP. GO WITH THE FLOW de forma patética e descontrol. logo andar em câmera lenta por meia hora foi difícil. eu cheguei a ultrapassar duas pessoas – mesmo estando mega lerda e seguindo o passo do facilitador. nesse momento prestei atenção no meu sentimento em querer atropelar todo mundo e como estava errada.

4ª e última experiência – fiquei sentada meia hora olhando pro nada em uma cadeira de madeira com cristais atrás (cada cadeira tinha um design diferente na colocação dos cristais). fiquei olhando pra uma parede branca e não fiquei nervosa. comecei a meditar, fechava os olhos e quando abria perdia meu ponto de referência (que era uma sujeirinha bem pequena). enfim, não achei horrível e fiquei de boa.

Vale a pena? Para quem não se incomoda em enfrentar a própria mente e corpo, sim, vale a pena.

O Método Abramović é uma síntese de todo o conhecimento de Abramović sobre performance. Por meio do tempo e da dedicação, as práticas possibilitam experiências transformadoras. O público é levado a se aprofundar nessa experiência de troca de energia.

A exposição ficou do dia 10 de março a 10 de maio no Sesc Pompéia. Inclusive teve encontros com Marina. Para quem gosta de performance artística e, principalmente, da Abramovic foi um prato cheio. O trabalho dela é sobre sacrifício, capacidade de concentração e entrega total, bem como a transcendência mística que muitas pessoas não acreditam. Além disso, Marina é fiel a respeito do presente, o agora. O momento é este, vale a pena senti-lo. DEUSA.

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Visitei: Veg Veg – Empório Vegetariano

Semana passada finalmente visitei o Veg Veg – Empório Vegetariano. Acompanho a fanpage do local desde sua criação, porém, nunca tinha ido porque tenho outras lojas de alimentos vegetarianos bem perto de casa. Mas olha, depois dessa minha primeira visitinha, pretendo voltar mais vezes, pois achei encantador e acolhedor.

Criado em 2013, o empório tem a proposta em apresentar diversas opções para quem é vegetariano ou vegano, e também para quem não conhece ou pretende parar de consumir alimentos de origem animal. Inclusive, uma das sócias Tatielle Jorge foi super prestativa e pediu para eu perguntar o que precisasse. Explico: já tem alguns meses que estou numa transição mais ferrenha para me tornar ovolactovegetariana. Quem me conhece um pouco mais de tempo, sabe que tem anos que fico treinando para deixar de consumir definitivamente a proteína animal, inclusive já fiz DUKAN, então né, fuén pra mim. A minha motivação é a mais simples de todas: me acho totalmente hipócrita em ser protetora de animais domésticos, mas continuar comendo o porco, frango e a vaca. Carneiro eu não como desde criança quando vi meu tio matando um no sítio. Aquilo ficou marcado na minha cabeça, ver o animal de ponta cabeça e meu tio o cortando foi um choque para mim. Dali pra frente sempre negava, caso a carne fosse de carneiro, mas continuei comendo os outros porque nunca tive muita noção mesmo. Minha mãe já foi vegetariana (antes d’eu nascer), então para ela não é algo terrível ficar sem carne, muito pelo contrário. Apesar disso, mamãe voltou a ser carnívora, porém, incentiva essa minha escolha de alimentação. Inclusive, estamos tomando leite de soja ultimamente.  Tá certo que dei uma engordada, pois ainda não sei balancear os alimentos. Irei aprender. :)

foto 1 (3)E gente, porcos e vacas são sensacionais, né? Não consigo mais comer sem ficar com muito remorso. Por isso, tô cuidando bastante agora, não me boicoto mais (às vezes comia salsicha) e minha maior dificuldade no momento não é ficar sem carne, mas procurar outras marcas de maquiagem que não façam testes em animais. Isso vai ser foda, pois gosto de muitas empresas que ainda fazem essa escrotice. Couro em casa também nunca foi de entrar porque mami trabalha em um instituto ambiental, haha. Ainda cometo alguns deslizes, mas aos poucos vou me adaptar bem a este mundo cruelty free. <3 Um dia faço um post legal de opções de bares e restaurantes vegetarianos, já que agora conheço uma boa quantia por Curitiba.

Mas voltando ao Veg Veg: a missão dessa lindeza é mostrar que existe muito sabor e deliciosidade nos pratos de quem é vegetariano/vegano SIM. Além disso, o local oferece muitos produtos para quem tem intolerância à lactose ou outro ingrediente de origem animal. A grande sacada disso tudo foi facilitar o acesso e diversidade com pratos prontos congelados, pães, iogurtes, bolos, leites vegetais, enlatados, massas, cereais, biscoitos, molhos, delicatessen (balas, chocolates e sobremesas), queijos vegetais, papinha de bebês, sorvetes, chás, cafés, preparados prontos, risotos, hambúrguer vegetal, bebidas não alcoólicas etc.

Oferecemos aos nossos clientes a conveniência e a praticidade de ter todos tipos de produtos reunidos no mesmo lugar. Estamos comprometidos com o bom atendimento, comércio justo e solidário respeitando os trabalhadores, o meio ambiente e os animais.  – Daqui

A localização também é muito digna: fica do lado da Praça Osório, perto do Mercadorama (Galeria General Osório, 333 – Loja 13). Tudo é bem ajeitado nas estantes e freezers com preços, placas explicativas, design bonito e convidativo.

Também uma lanchonete em que você pode passar pra acabar a fominha da tarde ;)

Mary O. dando um zoom nos produtos :)
OPORTUNIDADE
Tem coxinha que salva frangos ;)
Para experimentar :D
Também possui produtos de higiene e beleza que não fazem testes em animais
Para facilitar a vida de todos

O que eu levei

Aqui em casa entra pão integral desde sempre. quando era mais nova odiava, mas hoje em dia como e ainda acho gostoso. eu e mami adoramos o vegano (compramos de outra marca na Pop House e vamos ver qual é desse).
Mr. Veggy é de SP e até curtia a fanpage deles. Sempre tive curiosidade pra experimentar. O kibe tá pra lá de aprovado. Assei no forno e ficou delicioso. Bem temperado, sabe? Depois conto do pastel.

Vídeo do Cozinha Sem Carne sobre o Veg Veg

 [youtube:http://youtu.be/watch?v=tnWRP7u98F0&w=500%5D

Matéria na Bon Gourmet

SERVIÇO

Horário de funcionamento é de Segunda à Sexta das 10h às 20h e aos Sábados das 09h às 17h

Galeria General Osório na Praça Osório, 333 – Loja 13 Curitiba PR, Fone: (41) 3023-8015

Visitei: Residência Belotti

foto 111AerAer um visitei pra 2015. Talvez faça mais desses posts, pois adoro (mas dão trabalho, nhé). Quero mostrar a visita que fiz à Residência Belotti que fica muito perto de casa e é um dos pontos turísticos da cidade, principalmente para quem ama arquitetura.

Um breve histórico: a casa foi construída em 1953 pelo arquiteto Ayrton Lolô Cornelsen em estilo modernista, sendo uma das primeiras correntes arquitetônicas de Curitiba. Os donos da residência eram Medoro e Nine Belotti e, neste período, o Paraná passava por um excelente momento econômico. Logo a casa tornou-se um símbolo da modernidade de Curitiba e um marco do progresso urbano paranaense, principalmente na capital.

Lolô aproveitou que a área em questão tem um declive acentuado e utilizou pilotis corbusianos na parte superior do terreno. O acesso é feito por uma rampa e termina em um portão que foi desenhado especialmente pelo arquiteto. O efeito moderno fica por conta da forma retangular da residência e as janelas em sequência. Para a intimidade da família, a linha das janelas eram visíveis somente no interior. As cores escolhidas foram vermelha e branca. A casa tem sala de estar, jantar e bar, varanda, jardim e tinha como finalidade ser funcional.

A restauração foi feita em 2014 e a responsável técnica pelo projeto e obra foi arquiteta e urbanista Gabriele Websky em parceria com Hugo Umberto. Desde então, a casa fica aberta para visitação pública e também para exposições de artistas e venda de produtos diversos pela Carmesim. Ah, é possível alugar um dos quartos para fazer escritório (!!). A entrada é gratuita e dependendo do evento é cobrado um valor digno + 1 kg de alimento não perecível.

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Máscaras que foram usadas em um desfile de carnaval pelos artistas da Carmesim

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A sala que virou uma área de exposição
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Indo pro fundo da casa: vemos um muro com street art

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Área na parte externa e atrás. Dá para fazer eventos.
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Banheiron com belos azulejos
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A exposição da vez
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Olha essa estante!
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Também tem lojinha com objetos bem interessantes e um preço digno
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Imãs LINDOS da exposição passada


Um tempo atrás a casa foi pichada por marginais (só posso chamá-los assim) e repercutiu bastante, felizmente conseguiram ajeitar. Agora está sem café, mas em breve volta. Vale a pena a visitação!

  • Local: Curitiba – Rua Faivre, 621 (próximo da Reitoria da Universidade Federal do Paraná). De Seg. a Sáb. das 10h às 19h

Para saber mais: FB | Carmesim  | Lolô Cornelsen  | Circulando

Visitei: Frida Kahlo – Suas Fotografias

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Domingo passado (10) fui prestigiar a exposição “Frida Kahlo – Suas Fotografias” que está tendo no Museu Oscar Niemeyer (MON), aqui em Curitiba. É quase impossível uma pessoa que conhece essa artista, não ficar admirado e querer saber cada vez mais sobre sua obra e vida pessoal. Frida foi uma mulher cheia de dor, seja física ou psicológica. E sua obra era o espelho de tudo isso, é claro.

Sobre o que vi: A exposição traz 240 fotos que eram guardadas por ela. Algumas pertenceram ao seu pai que era o rei da selfie, outras foram tiradas por ela e o restante era de amigos, conhecidos, amores etc. Eu a entendo por guardar tanta foto, viu? Quando minha vó faleceu, acabei ficando com grande parte do acervo da família porque ninguém estava a fim de acumular “coisas”. Pois saibam que a fotografia é um registro quase que eterno de momentos legais (ou nem tanto). Tenho tudo separado por filhos (da vó) e pessoas que nem faço ideia de quem são. Um dia mostro por aqui, pois é interessante. Enfim, fiquei super tocada ao ver e ler os registros de Fridinha, uma pena que não podia fotografar nada. Tudo é separado por período e importância. Além dessa exposição, também vi a da Revista Cruzeiro que achei ANIMAL e vale a pena por mostrar a origem do fotojornalismo. Tem fotos belíssimas de São Paulo, Rio de Janeiro, morte do Getúlio Vargas e ainda traz edições raríssimas. Aliás, passar uma tarde no MON é bem válido.

FOTOGRAFIA

Como disse acima, não tinha como registrar nadinha, mas guardei na memória as fotos que mais me marcaram:

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minha amiga achou essa foto super sombria e realmente o é. Parece que nesta época ela estava se recuperando de uma cirurgia e tinha muita dor. O que mais me comove é que essa foto é tudo o que ela não era: estava com o cabelo solto (geralmente era trançado e adornado com flores), sem anéis ou brincos e toda de preto. Não tem nada de Frida aqui.
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Essa é a principal da exposição e minha predileta. Eu faria algo parecido, sabe? Ela com seu fiel cachorrinho e com um semblante meio cansado.
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O segundo acidente da vida dela, Diego Rivera. Tenho um certo pavor dele, só que acho “nho” a foto estar beijada. Esse amor era uma doença, mas quem nunca?
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Tudo tem jeito na vida, sabe? A bicha tava toda quebradinha, mas continuou fazendo o que mais amava. é uma questão de adaptar as coisas :)

Devo mencionar que foi um dos domingos mais prazerosos de 2014. Fico feliz em dividir minha existência com pessoas tão legais como o casal Bramare, minha mig que nos deu carona e companhia Ana Carol e todos aqueles que me acompanham nessa vida. Espero que dias como esse se repitam sempre ;)

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Vale muito a pena dar uma conferida nas 240 fotos expostas. Fica até dia 02/11 no Museu Oscar Niemeyer (MON), Curitiba. Saiba mais: http://goo.gl/w5lJ30. Já a do Cruzeiro vai até 14/07.

Valor: R$6 e R$3 (meia-entrada para professores e estudantes com identificação).

Horário: terça a domingo, das 10h às 18h