Visitei: Cemitério Municipal de Curitiba

Passear no cemitério pode ser um problema para uns e um tranquilizante para outros. Para mim sempre foi interessante andar na casa dos mortos porque desde criança o fazia a fim de acompanhar minha vó quando ela visitava os parentes “aqui jaz” (como contei aqui). Nesse passeio com minha Santinha, ela aproveitava para contar sobre a vida de algumas pessoas que estavam enterradas lá e me deixava deveras curiosa e um pouco assustada. Logo, pra mim, sempre foi comum passear em cemitérios. Em viagens tento dar uma passada em algum porque é muito rico na parte de arquitetura e história (como já documentei aqui).

O mais doido dessa minha curiosidade por necrópole foi o fato de morar 10 anos numa cidade e nunca ter visitado nenhum cemitério dela, tendo em vista que um deles é bem “requisitado”. Não me arrependo de ter esperado tanto tempo, pois fiz da forma mais interessante possível. Minha estreia gotikeira foi com a Clarissa Grassi, Relações Públicas que acabou sendo contratada por um cemitério em 2002 e começou um estudo intenso sobre a arte tumular. Ficou tão encantada com o tema que lançou um livro em 2006 chamado “Um olhar… A arte no silêncio” em que retrata a beleza encontrada nos cemitérios.

Desde então, ampliou mais ainda seu amor e dedicação aos mortinhos e, em 2011, em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba,  e na mesma época da Corrente Cultural, criou as visitas guiadas ao Cemitério Municipal São Francisco de Paula – o mais antigo de Curitiba e fonte de inspiração de seus livros. As visitas costumam ter um número ‘x’ de curiosos e durante o trajeto é possível angariar informações sobre arte tumular, conceitos arquitetônicos e geológicos, além de conhecer a vida de algumas personalidades sepultadas.

EXPERIÊNCIA

Desde 2014, ano que foi lançado as visitas noturnas, tentava me inscrever e sempre acontecia um imprevisto: ou fechava o número de participantes (realmente não tem como fazer com mais de 30 pessoas), chovia ou eu esquecia em ir. Mas em 2017, no dia 18/02, finalmente deu certo e foi INCRÍVEL. Além de ser a primeira do ano, também foi a estreia da Clarissa como presidente da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais pela Fundação Cultural de Curitiba em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O grande trunfo que vai além do título (e burocracias) é o fato que a pesquisadora conseguirá organizar mais visitas guiadas durante o ano e fazer as temáticas com mais frequência. Vale lembrar que em 2013 foi feita uma visitação com um grupo de surdos-mudos e em 2014 aconteceu um sarau de poesias para homenagear os poetas enterrados por lá.

A visita é muito rica em informações históricas, culturais, arquitetônicas e religiosas. Clarissa conta de forma clara, didática e divertida a fim de quebrar o estigma do cemitério e deixa uma ponta de curiosidade para vasculhar mais sobre as figuras históricas que descansam por lá. Antes mesmo de começar o cortejo ao campo-santo, ela faz uma introdução sobre os primórdios de como a morte era tratada até os tempos atuais. E é realmente chocante descobrir alguns fatos simbólicos dos túmulos e conhecer o luxo de algumas quadras do cemitério com o restante. Neste mesmo dia, a comunicação da FCC enviou uma equipe para registrar a visita e me chamaram para uma entrevista (!!), o que tornou tudo mais inusitado ainda. Euzinha escolhida no meio de uma multidão pra dar uma entrevista no cemitério? GO FIGURE (leia aqui, haha).

Eu bem concentrada com um lenço na cabeça parecendo o Michael Scott. Foto: Cido Marques/FCC

Quase um mês depois, dia 11/03, teve a primeira visita temática do ano em homenagem ao Dia da Mulher. Consegui ir e ainda levei uma gang. Foram apresentadas as histórias de 17 personalidades femininas sepultadas como a milagreira Maria Bueno, a professora e poetiza Helena Kolody, a primeira engenheira negra do Brasil e primeira engenheira do Paraná, Enedina Alves Marques, entre outras maravilhosas (aqui tem a lista completa). Mais uma vez fiquei encantada com toda informação que Clarissa passou. Pretendo ir em outras temáticas, principalmente na noturna que me inscrevi (em 2014) e não consegui vaga.

Pra quem ficou interessado tem um doc muito bem feito pela cartografiafilm sobre estudos cemiteriais com depoimento da Clarissa.

Serviço

As datas de visita são informadas pela fanpage e o passeio costuma acontecer aos sábados das 9h às 12h. O número de participantes é limitado e é preciso fazer agendamento pelo e-mail visitaguiada@smma.curitiba.pr.gov.br, informando o nome completo e R.G.  Não é permitido filmar ou fotografar os túmulos sem autorização prévia das famílias.

Instagram para inspirar

Tem tanta conta boa no Instagram para nos inspirar imageticamente ou até mesmo com boas legendas, né não? Eu tenho alguns que amo de paixão e sempre estou de olho para repostar no IG @mais20min (siga lá). Vou contar:

@michelgaubert

Sem sombra de dúvidas o meu predileto. Michel Gaubert é um DJ cotado no mundo fashion e cuida das trilhas dos desfiles mais aguardados da FW como Louis Vuitton, Chanel, Dior etc. Ele tem um humor ótimo e escolhe a dedo suas postagens. Sempre deixa umas dicas como foi “about last night” e outras sacadas divertidas do dia a dia. AMO.

@gb65

Parece um pré-requisito, mas ter um instagram inspirador é importante para quem é da moda. Imagem é tudo nesse meio. Giovanni Bianco é diretor criativo (ítalo-brasileiro) que tem o toque de Midas: é amigo pessoal da Madonna e Gisele Bundchen, transformou a imagem da cantora Anitta e Ivete Sangalo e cuida das campanhas de marcas como Miu Miu, Dsquared2, Arezzo, entre outras. Genial como sua conta no IG.

@desculpeapoeira

Gosta de um bom e velho sebo? Pois saiba que o Desculpe a Poeira é um dos mais legais que tenho visto na web. Criado pelo ex-diretor de conteúdo da Yahoo!, o jornalista Ricardo Lombardi começou com um blog – que hoje está no Estadão – onde fazia uma curadoria pessoal de livros. Depois de abrir sua loja física em SP em 2014, a grande sacada foi usar o Instagram e o Facebook como uma prateleira virtual. Ricardo costuma tirar fotos de trechos dos livros, capas e até de sua filhinha, de modo que você fique com vontade de conhecer mais. Sigo desde o início da conta, adoro e espero visitá-lo um dia!

@vintagedaily

Taí um clássico da internet para quem gosta de tudo vintage. Lembro de seguir no LiveJournal e obviamente acabou indo para outras redes sociais como Facebook, Pinterest e Instagram. Continua com uma curadoria muito bem feita por Olga Hatzopoulos.

@jeanieus

Outro instagram criativo é o da Jeanie Anna-Iewin, estilista e diretora criativa da Moodboard Magazine (também vale seguir). Pra quem ama referência 90s é um prato que transborda!

@lafemmerveilleuseinvisible

A consultora de moda que não deixa seu nome aparecer de jeito nenhum e não é francesa, apesar da arroba, mora em Los Angeles e tem um instagram incrível com vídeos musicais, filmes à la nouvelle vague, entre outros achadinhos.

 

 @mais20min

Por último e não menos importante, o meu, o nosso, o lindo, instagram do blog! Costumo fazer a curadoria com achados do próprio instagram (a maioria citado acima e quase sempre com créditos), pinterest, tumblr e facebook. O crème de la crème para quem gostar de humor, filmes e música. Eu seguiria, caso não o fizesse, hahaha.

Deixe sua dica de instagram do amor por aqui também

HONY na América Latina

Como fã do Humans of New York, fiquei bem feliz que Brandon Stanton resolveu fazer uma tour pela América Latina. Ele começou na Argentina e agora está no Brasil, mais especificamente em São Paulo e acredito que passará no Rio de Janeiro também.  Depois irá para o Chile, Peru e a Colômbia. Como sempre, Brandon capturou pessoas mais do que especiais na Argentina e começou muito bem no Brasil. E, claro, não posso deixar de postar alguns que adorei (tive de cortar a da cachorrinha cadeirante e da senhorinha namoradeira, infelizmente, pois o post ficaria gigante). Bons latinos que somos, grande parte dos relatos é sobre amor:

Eu tenho 34 [anos] e ainda não senti o que é amor de verdade. Às vezes penso: ‘Talvez seja eu. Talvez nunca chegarei a este ponto.’ Eu já estive em alguns relacionamentos. Mas uma mulher nunca me fez sentir ciumento. E nunca senti que poderia fazer de tudo por uma pessoa. Eu li sobre amor de verdade em livros, assisti filmes, mas nunca senti. Como no filme Titanic – eles tentam tanto para ficar juntos. Isso pra mim é difícil de entender. Não tenho certeza como é sentir isso. Tem um filme com a Winona Ryder em que ela está prestes a entrar num mosteiro, mas conhece um jardineiro, e ela o beija e, de repente, sente o verdadeiro amor. Eu não tenho certeza como é sentir amor. Mas eu acredito que saberei quando sentir. Como a Winona Ryder sabia.
Gente, olha que difícil. O entendo de certa forma, mas para mim sentir ciúmes de alguém é a prova cabal que o relacionamento é uma merda. Agora veja bem como livros e filmes podem confundir um ser humano, não é mesmo? E realmente, ele pode ter citado um filme uó (Titanic), mas quantas vezes a gente não ficou imaginando ter um amor cinematográfico ou literário? Bobagem ficar preso nisso, é muito irreal. Aqui tem um senhor que fala exatamente sobre isso. Acho engraçado quando me perguntam se estou apaixonada, pois não é exatamente paixão que sinto por outra pessoa. Acredito que vou logo pro amor porque tento fazer dar certo ou cuidar da pessoa. Eu me encanto porque é o princípio de tudo, só que tento ficar com os pés no chão para não sofrer tanto depois (porque né). Não adianta, o sentir é muito complexo e único. Pra variar, as pessoas arrasam no comentário, como essa aqui:

Amor verdeiro não é como nos livros ou filmes. Essas noções de amor que são vendidas para a gente são tóxicas e frequentemente abusivas. E ou mais sexuais. Amor verdadeiro nunca é ciumento, e sim construído por confiança e respeito. Amor verdadeiro não é deixar de ser quem você é, mas encontrar alguém que te ajude a fortalecer as partes mais fracas de você. Que desafie suas fraquezas, ajudando-o a ser melhor. O amor verdadeiro é absolutamente uma escolha, não hormônios que fazem você agir irracionalmente. Amor verdadeiro é ter um parceiro que te respeita, quer que seus sonhos se tornem realidade tanto quanto os dele. Amor de verdade é liberdade, não essa coisa de não conseguir comer ou dormir mal. Não é uma montanha russa. A melhor coisa do amor verdadeiro é quando os níveis hormonais da outra pessoa te escolhem dia a dia porque você é assim, e não pelas urgências físicas que você não consegue controlar.
Estamos juntos há 40 anos sem insultar um ao outro. Sempre existiu brigas, mas nunca insultos

RAPAZ! Essa me pegou de jeito e foi bem no Valentine’s day. Brigar é uma coisa, usar o calcanhar de Aquiles da pessoa que você diz que ama pra deixá-la pra baixo é cruel e egoísta. Não é amor. É maldade, frustração, falta de respeito. Não tem relacionamento que dure com insulto gratuito.

Brigar ou argumentar sem atacar outra pessoa é realmente difícil, especialmente quando alguém está direto com você todos os dias e você sabe detalhes íntimos dela. É mostrar respeito ao explicar suas diferenças sem ser cruel. Parabéns a este relacionamento forte.

Nós dois somos viúvos. Nos conhecemos ano passado em uma dança para mais velhos. Ele me trata bem melhor do que meu marido me tratava. Meu marido me tratava como um cachorro de rua. Ele costumava me bater. Ficava nervoso, gritava e quebrava coisas. Ele sempre disse que eu nunca conheceria outra pessoa. Mas este é um homem diferente. Ele sempre diz que me ama. Ele sempre quer estar comigo. Ele faz me sentir como uma princesa.

Poxa Brandon, assim você acaba comigo! Que forma linda em começar as postagens sobre os humanos do Brasil. Fiquei comovida porque passar por um relacionamento abusivo é a coisa mais triste do mundo. Essa senhora ficou até o fim com marido canalha porque não via oportunidade em separar dele por ‘n’ motivos que ela nem deve ter citado. Mas como disse em outro relato de HONY, nunca é tarde pra ser feliz no amor e ela merecia muito conhecer alguém que oferecesse algo leve e bonito.

Os mimos que este homem bom te dá, na verdade, satisfazem as indulgências dele mesmo… não tem nada [melhor] como achar uma pessoa para amar e despejar todo esse amor…. é a intoxicação do romance juvenil experimentado por toda a vida. Aceitar e devolver este amor é um presente que você dá para você mesma. Que estória maravilhosa. Aproveite seu reinado de amor, princesa
Aqui tem outros posts que já fiz sobre a fanpage.

Maquiadores do terror

Maquiagem com efeito especial é algo impressionante, principalmente para filmes do gênero terror. Atualmente existem diversas marcas maravilhosas que possuem produtos de alta qualidade que facilitam a vida do maquiador, sem contar as próteses mais leves que aderem bem melhor. Segundo o site Mundo Estranho, a maquiagem de efeito no cinema começou em filmes de Georges Méliès e também pelo inventor Thomas Alva Edison (!) que produziu em 1910 a primeira adaptação cinematográfica de Frankenstein. O Edison Studios contribuiu bastante para diversas especialidades dentro do cinema, inclusive a maquiagem.

não tem info sobre quem fez a makeup

Mas um dos grandes magos da maquiagem do terror foi o ator Lon Chaney. Ele mesmo cuidava de cada caracterização de seus monstrengos como Corcunda de Notre Dame (1923) e O Fantasma da Ópera (1925). Dizem que Chaney chegou a usar uma membrana fina e transparente que reveste o estômago de peixes para puxar o seu nariz em direção da testa e criar aquele visual macabro do seu Fantasma da Ópera. Para o seu Quasímodo, o ator usou uma corcunda de gesso de 9 kg. Sim, bizarro e até cruel, mas tendo em vista o material quase inexistente da época foi necessário. Sua maestria em criar técnicas de maquiagem de efeito acabou o apelidando de “O homem das mil faces”.

Já caracterizado como Fantasma da Ópera
Lon Chaney com sua maleta de maquiagem: próteses, perucas e muita técnica
Zoom na mala

Por incrível que pareça, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Academy of Motion Picture Arts and Sciences) não premiava (Oscar) os artistas de maquiagem até 1980, sendo a primeira estatueta entregue para Rick Baker, pelo filme Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Hoje em dia, essa especialidade vem sendo um pouco prejudicada por conta do avanço da tecnologia. O diretor Guillermo del Toro (do Labirinto do Fauno), por exemplo, utiliza os dois em perfeita harmonia, não descarta nenhum e emprega a todos. Apesar da infinidade de programas computadorizados, nada substitui uma boa prótese de efeitos especiais, na minha opinião como maquiadora, é claro. Para você ter ideia do talento desse pessoal, vou citar alguns artistas de FX que fizeram milagres em uma época com pouco recurso, mas muita boa vontade em fazer algo espetacular que marcou gerações.

Jack Pierce

Jack Pierce foi um dos melhores maquiadores de monstrengos depois de Lon Chaney. Ele criou maquiagens icônicas para os personagens de Boris Karloff como Frankenstein (1931), além de outros monstros criados para a Universal Studios. Pierce tinha a reputação em ser grosseiro no set, mas criou um bom relacionamento com Karloff. Muitas máscaras criadas por ele eram feitas de algodão, cola, colódio e maquiagem para teatro na cor verde (que criava o look pálido nos filmes p&b). Quase todos os personagens que Karloff interpretou (Drácula, White Zombie, Múmia etc) passaram pelas mãos criativas de Pierce. Também maquiou Lon Chaney Jr (filho de Lon Chaney, claro) para o Wolf Man. Pierce inspirou vários nomes que viriam a ser importantes na indústria da maquiagem de efeito como Rick Baker e Tom Savini. Em Maio de 2013, a Cinema Makeup School, em Los Angeles, dedicou uma galeria em memória a ele.

Dick Smith

Esse é um dos meus prediletos! Dick Smith começou sua carreira na década de 40 depois de ler um livro sobre caracterização de personagens. Resolveu se especializar e logo foi chamado para trabalhar na NBC onde permaneceu até 1959. Foi pioneiro em usar espuma de látex e plásticos para criar próteses. Além disso, publicou um livro em 1965 chamado Do-It-Yourself Monster Make-Up Handbook em que ensina passo-a-passo a criar 15 monstros diferentes com maquiagem. Smith é considerado o Godfather of Make-Up por ter trabalhado com efeitos visuais em filmes como Exorcista, Taxi Driver, O Poderoso Chefão, A Morte lhe cai bem, Fome de Viver (o vampiro velho Bowie é dele) e tantos outros. Inclusive, ele assinou a maquiagem no filme Amadeus (meuamô) e ganhou o Oscar por Melhor Maquiagem e Hairstyling (merecido porque o Salieri velho estava incrível). Em 2012 ele recebeu um prêmio honorário da Academia por sua carreira. Dick Smith faleceu em 2014 com 92 anos de causas naturais. O artista deixou uma escola, a Dick Smith’s Advanced Professional Make-Up Course onde tem diversos cursos sobre maquiagem de efeitos especiais. Se eu tivesse oportunidade em estudar sobre isso, claro que seria um luxo frequentar (mas precisa ter um básico).

O Salieri de Amadeus

Rick Baker

Como citado acima, Rick Baker é uma figura fundamental e aclamada no meio da maquiagem FX. Baker começou a brincar de maquiagem na adolescência quando criava artificialmente partes do corpo humano na cozinha de casa. Seu primeiro trabalho foi como assistente de Dick Smith para o filme Exorcista. Com seu talento e dedicação, o artista despontou e chegou a receber o primeiro Oscar da categoria por Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Foi criação dele a maquiagem feita em Michael Jackson no clipe Thriller, Grinch, Homens de Preto, Planeta dos Macacos (2001), Professor Aloprado, Malévola e Star Wars (sim!), entre outros. Baker já foi indicado 12 vezes ao Oscar, ganhando sete. Para ele, um dos seus trabalhos mais interessantes foi em Um Hóspede do Barulho (1987). Em 2013 recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e em 2015 anunciou sua aposentaria no cinema por se sentir cansado da competição com a parte tecnológica. Infelizmente, Baker fechou o estúdio que tinha e leiloou diversas máscaras criadas por ele.

Ve Neil

Sim, existe mulher maquiadora de efeitos especiais! Ve Neil é um dos grandes nomes na indústria cinematográfica e possui trabalhos incríveis em seu currículo. Seu primeiro filme foi Laserblast (1978) em que o maquiador Fred Phillips de Star Trek foi seu mentor. Hoje em dia ela é um dos grandes nomes da maquiagem no cinema e queridinha do Tim Burton e Johnny Depp. Inclusive, ganhou Oscar pelas maquiagens de Beetleljuice e Ed Wood. Neil foi indicada oito vezes e tem mais de 60 filmes assinados como Piratas do Caribe, O Iluminado, Inteligência Artificial, Edward Mãos de Tesoura, Jogos Mortais, Capitão Gancho, Batman (Tim Burton e com Schumacher) Constantine, Sweeney Todd, Amistad, Uma Babá Quase Perfeita (ganhou Oscar por ele também), entre muitos outros. A maquiadora veio para o Brasil em 2010 e deu uma entrevista legal para o R7 aqui.

Criando o Scissorhands

Tom Savini

Tom Savini é um dos mestres da maquiagem sangrenta, tendo o apelido de Godfather of Gore. Sua paixão por maquiagem de monstros começou na infância ao assistir as obras de Lon Chaney. Logo, treinava maquiagem caseira nele mesmo a fim de assustar seus amigos. Savini serviu ao Vietnã como fotógrafo de combate e, segundo o próprio artista, a experiência na guerra ajudou a criar seu estilo de maquiagem, pois ao registrar os cadáveres mutilados, tentava focar na destruição como se fosse efeito especial para que não surtasse com todo o horror mais do que real. Quando voltou do Vietnã, resolveu estudar na Carnegie-Mellon University e ganhou uma bolsa de estudos integral no programa de atuação e direção. Em 1974 gravou seu primeiro filme, o Confissões de um Necrófilo. Em 1977 conheceu George Romero, diretor do clássico Night of the Living Dead (1968) e formou a parceria no mesmo ano com o filme Martin. No ano seguinte fizeram Dawn of the Dead que foi um dos grandes sucessos de Savini como maquiador de efeitos especiais. Além de fazer vísceras mega reais e membros decepados, o maquiador também interpretou o líder da gangue de motoqueiros. Nos anos 80, Savini criou a imagem de Jason Voorhees de Sexta-Feira 13. Fez também Maniac (1980), Creepshow (1982) e Day of the Dead (1985), sendo os dois últimos de Romero. Também dirigiu o remake de Night of the Living Dead em 1990 que teve o roteiro reescrito pelo diretor amigo. Savini também criou sua escola em 2000, a Tom Savini’s Special Make-Up Effects Program na Douglas Education Center em Monessen, Pennsylvania, em que ensina tudo sobre efeitos especiais na maquiagem.

David Miller

Outro cara que fez um trabalho inesquecível para o terror cinematográfico foi David B. Miller. Ele foi responsável pela cara assustadora de Freddy Krueger da Hora do Pesadelo (1984). Miller começou em 1982 com o filme Monstro do Pântano e quando conheceu o diretor Wes Craven sua carreira deslanchou. Para criar o rosto de Krueger, o maquiador fez uma pesquisa profunda com vítimas reais de queimadura para que parecesse o mais real possível. A aplicação da maquiagem no ator Robert Englund durava em média de quatro horas. Miller também trabalhou em filmes como Corra que a Polícia vem aí (1988), Contos da Cripta (1989), Coração Selvagem (1990) e no seriado Angel, o vampiro namorado da Buffy.

Tom Sullivan

Outro maquiador conhecido de filmes de terror é o Tom Sullivan. O artista começou sua carreira depois que sua namorada na época o apresentou ao diretor Sam Raimi. Os dois se entenderam, pois Sullivan era fascinado com animação stop-motion e efeitos especiais. Sam o achou promissor e a parceria foi feita em Evil Dead (1981), um clássico do terror independente. Sullivan também fez a Mosca 2.

A lista é grande e acredito que rola um post parte dois para dar continuidade, mas quem tiver mais interesse em conhecer tem mais aqui.

Entrevista com Juliana Lourenço

ju lourenço bags 6

Investir em acessórios (bolsas, brincos, colares etc) pode ser uma salvação para quem gosta de roupas mais básicas, mas quer dar um ar especial no visu. As bolsas lindas, originais e de excelente qualidade da Juliana Lourenço, por exemplo, cumprem muito bem essa função. Conheci a Ju – que é de Londrina – já faz um tempinho e pela internet mesmo. Comprei minha primeira bolsa (western thunderbird), acho que em 2012/13 e desde então a acompanho. Recentemente fiz outra compra (boca) e a chamei para uma entrevista pra cá, algo que até demorou muito para ser feito, tendo em vista que ela é um doce e sempre curtimos algo uma da outra. Aliás, impossível não amar as postagens de looks produzidos por ela que são homenagens às épocas maravilhosas de 50, 60 e 70, às musas como Sharon Tate, Dolly Parton, Elvira, Barbie e tantas outras. Um desbunde e tudo modelado por ela que é lindíssima.

Seu bom gosto não é à toa. Juliana é formada em Moda e pós-graduada em História da Arte pela Universidade Estadual de Londrina e tem sua marca homônima de bolsas desde 2004. Os produtos possuem uma pegada retrô e são confeccionados com materiais sortidos, tais como vinílicos, sintéticos, couro ecológico, algodões e mistos, ou seja, nada de origem animal. Os temas das coleções são variados como western, geek, retrô, divas darks, entre outros. Ah, os preços são justos e vem tudo bem caprichado pelos correios. Sucesso!

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Na entrevista a seguir, Ju gata conta sobre processo criativo, surpresas que estão por vir e influências:

1- Você tem sua marca já tem um tempo e cada ano que passa suas criações ficam mais lindas. Quando surgiu a primeira ideia, de fato, pra criar a primeira bolsa? Foi uma necessidade pessoal em não encontrar no mercado?

Tenho minha marca desde 2004, eu conciliava meu emprego de designer em uma fábrica de jeansweare e fazia as bolsas em casa depois que chegava da fábrica. Foi ficando muito corrido devido ao aumento de pedidos, dai pude largar meu emprego, que gostava muito também, e seguir meu grande sonho de ter minha marca própria.

2- Como é seu processo criativo e materiais que costuma utilizar para criar?

Geralmente eu faço o que eu gosto em termos estéticos, mas pesquiso muito tendências e o que meu público gosta. Não sigo um processo fixo, as vezes compro os materiais primeiro, só então penso numa nova coleção ou modelo, ou as vezes faço um briefing e vou atrás dos materiais que se encaixam nessa nova pesquisa.

juliana lourenço bolsas

3- Você está trabalhando em algum projeto no momento? Caso positivo, poderia nos contar?

Sim, sempre tenho novos projetos, inclusive sempre tenho novos produtos aqui em casa, mas não consigo lançar com a frequência que queria pois tenho muitos pedidos. Como sempre as novas bolsas vão vir com personagens queridos pelo público vintagelovers, aguardem que vai vir algo do Deus…..BOWIE!

4- Você tem algum modelo de bolsa que criou que guarda com muito carinho?

Tenho sim!!! Tenho duas bolsinhas que confeccionei em 2004, são bem pequeninas, mas que tem uns aviamentos de cerejinhas que eu gostava muito, só guardei essas de lembrança.

5- É fato que os anos 50, 60 e 70 são grandes inspirações para suas criações. Quais são suas outras influências?

Com certeza essas 3 décadas são minhas maiores influências, mas devido a grande possibilidade de pesquisas na internet e aumento do público alvo tenho me influenciado muito no mundo Geek e Kawaii.

6- Depois da maternidade, você pensa em criar alguma linha infantil de bolsas?
Sim, com certeza, só tenho que administrar melhor meu tempo, que agora está mais escasso ainda! Quero investir bastante nessa linha mamãe e filhinha retro, vai ser uma fofura!

7- Pra finalizar: quais dicas que você, como empreendedora, dá para quem está a fim de começar um negócio no ramo de moda?

Conhecer bem os anseios do seu público alvo, sempre pesquisar para trazer novidades.

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