EVENTO CANCELADO – SORTEIO: Workshop “Me vestir, me expressar”

INFELIZMENTE O EVENTO FOI CANCELADO

Oi pessoal! É com muito amor e orgulho que venho contar que participarei do workshop Me vestir, Me expressar: a moda como parte do seu empoderamento” que será mediado pela talentosa e girl power, Hellen Albuquerque (leia a entrevista que fiz com ela aqui). Neste encontro que será inspirador e vivencial, criaremos um círculo de conversa para mulheres reais a fim de que todas entrem em contato com próprio poder de expressão e percebam que a moda pode (e deve) ser aliada para o nosso empoderamento. Eu irei falar sobre como a maquiagem nos ajuda na descoberta da própria imagem e na autoestima. Outra participação será da consultora de imagem Karla Giacomet que falará sobre estilo pessoal.

Para melhorar tudo, a Hellen disponibilizou um ingresso para sorteio no Mais 20 Minutos. Para participar é muito fácil, ó só:

  • Marcar presença no evento aqui (obrigatório para ajudar na divulgação e para acompanhar a discussão);
  • Chamar as amigas no evento para participarem (esse é opcional, mas importante para dar força);
  • Comentar neste post com a frase “Me visto para me expressar” para que eu possa fazer a contagem e o sorteio em si.

O resultado sai dia 06 de junho (terça-feira) e será divulgado neste mesmo post, na fanpage do Mais 20 Minutos e na discussão do evento. Poderá ser retirado no dia do evento (08/06, às 19h, no local [será no Four Coworking] com apresentação do RG). Para quem quiser garantir o ingresso, só chegar no Sympla porque as vagas são limitadas por conta do espaço do local. Ah, terá coffee break do Holy Veg! Boa sorte a todas e as espero por lá :D

| O ATO DE ME VESTIR, É TAMBÉM, TODOS OS DIAS, UM ATO QUE ME EMPODERA |

Um encontro inspirador e vivencial, com o propósito de criar um círculo de conversa e trocas para mulheres reais, fazendo com que elas entrem em contato com seu próprio poder de expressão: moda x empoderamento feminino.

O que vou ver?
A moda como uma aliada para nosso empoderamento.

Para quem é?
Para todas as mulheres que desejam ter autonomia sob o vestir, se empoderando nesse ato diário, tornando a indumentária sua aliada.

O que vou aprender?
.Afinal, o que é a moda e de onde ela surge?
.Como se formam os padrões de beleza e tendências?
.Quais significados têm uma roupa;
.O que você veste faz parte da sua identidade;
.A indumentária pode ser sua aliada;
.O que é empoderamento e que diferença isso faz pra mim?
.O vestir-se como uma retomada do seu poder;
.Ferramenta prática para descobrir qual é a forma de expressão e essência para o seu empoderamento.

Investimento: R$ 45,00 antecipados e na hora outro valor: R$ 60,00.

>> v a g a s l i m i t a d a s <<

Local: Four Coworking / Parceria: Mudemia / Coffee break Holy Veg

INFELIZMENTE O EVENTO FOI CANCELADO

Villa La Pausa de Coco Chanel

Sabemos que Gabrielle “Coco” Chanel veio de uma família humilde, porém, sempre teve uma veia de empreendedorismo e bom gosto muito fortes. Já como estilista conceituada, Chanel construiu sua casa de verão, na Villa La Pausa com uma arquitetura charmosa e pontual. A casa fica numa região montanhosa, na vizinhança exclusiva da La Toracca que é localizada na Riviera França, na cidade de Roquebrune-Cap-Martin.

Construída em 1928 pelo arquiteto Robert Streitz especialmente para Coco Chanel e Hugh Grosverno, o segundo Duque de Westminster, a propriedade é sofisticada como a estilista. Chanel viveu em La Pausa de 1929 a 1953 e a decorou inspirada no orfanato em que morou na adolescência. Durante a construção, ela fazia viagens periódicas de Paris para supervisionar o trabalho e cuidar da decoração, sendo que insistiu em instalar uma réplica da escada de pedra do orfanato. Os detalhes também eram um tributo ao seu perfume Chanel No. 5 com camadas de cinco janelas repetidas por toda a casa. Todo material era do melhor, sendo que Coco e o Duque pediram mais de 20,000 de telhas curvas feitas a mão para construir o telhado e a mobília era em tons bege, branco e rosado.

A construção da casa – que possui de 930 metros quadrado e quatro hectares – custou 1,8 milhões de francos e possui sete quartos e banheiros, duas cozinhas, vista para o Mediterrâneo e mobília da metade do século passado escolhida a dedo pela estilista. O nome La Pausa veio da lenda de que Maria Madalena descansou perto das oliveiras do local em sua fuga de Jerusalém depois da crucificação de Jesus. A casa também tem duas suítes – uma de Chanel e outra para o Duque – que ficam em cima. A de Chanel dava para um jardim com oliveiras, margaridas, laranjeiras e íris. Em 2007, o jardim inspirou o perfumista da marca Jacques Polge a criar o “28 La Pausa” para a coleção “Les Exclusifs”.

Em 1930, a Vogue declarou que La Pausa era uma das mais encantadoras vilas nas margens do Mediterrâneo. Algumas figuras ilustres frequentavam o “cantinho” de Chanel como Jean Cocteau, Igor Stravinsky, Pablo Picasso, Pierre Bonnard Field Marshal Bernard Montgomery, Duque de Windsor, Noel Coward, Aristóteles Onassis, Greta Garbo, Rose Kennedy, Príncipe Rainier e Princesa Grace (Kelly). O local tem uma quadra de tênis, mas não tem piscina, já que Chanel não nadava.

Coco vendeu a casa em 1953 depois da morte do Duque de Westminster para Emery Reves, um húngaro que colecionava arte e era agente, escritor, editor e casado com a ex-modelo americana Wendy. Quando Emery morreu em 1981, sua esposa continuou morando por lá até sua morte em 2007 e a casa ficou fechada. Em 2013, La Pausa estava a venda por 40 milhões de euros (não incluía decoração, obras de artes e móveis) e agora pertence aos netos do parceiro de negócio de Chanel, Pierre Wertheimer, Alain e Gerard que darão continuidade ao patrimônio. Agora é esperar Karl Lagerfeld fazer um desfile por lá também, né não?

© http://www.3mille.com for Burger Sotheby’s Realty
(C) http://www.3mille.com for Burger Sotheby’s Realty
(C) http://www.3mille.com for Burger Sotheby’s Realty

Fotos e info daqui

Equipe de beleza da Marilyn Monroe

Montar uma entourage afinada é para poucos, mas Marilyn Monroe conseguiu. E conseguiu uma equipe que enalteceu sua beleza mais ainda, a transformando num ícone copiado até hoje. Marilyn teve três profissionais que a acompanharam fielmente para levar autoestima, carinho e a tão sonhada beleza impecável, sensual e platinada que a atriz tanto almejava. E, antes de excelentes maquiadores, cabeleireiros e coloristas, todos foram amigos e confidentes da loira mais amada do show business. Gostaria de apresentá-los:

Allan “Whitey” Snyder

Allan “Whitey” Snyder iniciou sua carreira como maquiador profissional em 1948 na assistência do filme The Walls of Jericho. Já sua parceria com Marilyn Monroe começou um pouco antes, no primeiro teste da atriz para FOX em 1946 e durou até seu fim trágico em 1962. O início do relacionamento dos dois foi meio conturbado: quando ambos se conheceram, Marilyn bateu o pé para que o maquiador usasse um pó de teatro (muito mais forte do que para televisão) que obviamente ficou horroroso. A equipe a mandou de volta para o camarim pedindo para que o profissional – que era de extrema confiança do estúdio – lavasse o rosto da atriz iniciante. Marilyn ficou mortificada, já que sabia que era culpa dela e, a partir daquele dia, confiou plenamente em Whitey como maquiador e confidente. Ele a acompanhava em todos os trabalhos pela FOX, assinando a maquiagem de todos filmes que Monroe participou. Era Whitey que a ajudava quando a atriz tinha crises fortíssimas de ansiedade. Segundo registros, o maquiador refazia a maquiagem até que ela ficasse calma e pronta para entrar no set. Outra estratégia para acalmá-la era tirar fotos dela nos bastidores antes de gravar. Alguns álbuns foram encontrados depois da morte do maquiador em 1994 (aqui você pode ver) e leiolados.

Marilyn e Snyder num momento informal

Conta-se também que Marilyn deu um clipe com diversas notas de dólares que seria o pagamento para que ele a maquiasse quando a mesma morresse: “Whitey, dear…while I’m still warm—Marilyn” (Whitey, meu querido… enquanto eu ainda estou quente—Marilyn), dizia o bilhete. Quando a tragédia aconteceu, Joe DiMaggio (que foi um dos maridos dela e acredito o “melhor”) tomou conta de todo o funeral e o chamou pra maquiá-la pela última vez. Whitey tomou algumas doses de gin e foi cumprir o prometido. Depois da morte de Monroe, ele continuou na FOX, porém, todos tomavam muito cuidado em falar sobre a atriz quando Snyder estava presente, já que o mesmo nunca superou a morte da cliente e amiga. Sobre seu trabalho, Snyder foi nomeado duas vezes pela Primetime Emmy Awards na categoria Outstanding Achievement in Make-Up (Melhor Maquiagem). Uma dessas nomeações foi feita em 1978 pelo seu trabalho para o teledocumentário Marilyn: The Untold Story e em 1981 pelo seriado Little House on the Prairie. Seu último projeto foi na série criada em 1984 Highway to Heaven em que ele trabalhou até 1987. Importante: aqui tem umas dicas preciosas de beleza que o Snyder contou.

Whitey geralmente fazia dupla com duas divas que cuidavam do cabelo de Marilyn Monroe: Agnes Flanagan e Gladys Rasmussen. Bora conhecê-las:

Agnes Flanagan

Agnes Flanagan era uma cabeleireira bem requisitada nos estúdios FOX, assinando alguns filmes icônicos pelo departamento de maquiagem como Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock. Seu relacionamento com Marilyn começou em 1950 no set do filme The Fireball (O Faísca). Desde aquele dia, as duas viraram amigas e Agnes fez seu cabelo para seus principais trabalhos como Quanto Mais Quente Melhor (1959), “Let’s Make Love” (1960), The Misfits (1961), “Something’s Got To Give” (1962), entre outros. Inclusive, na gravação de Misfits, Agnes usou peruca, já que o deserto de Nevada destruía o cabelo de Marilyn e não tinha como ajeitá-lo por conta do calor extremo do local.

Agnes cuidava de seu cabelo para sessões de fotos – inclusive esteve na última de sua vida com Bert Stern – e a penteou para seu funeral em 1962. A cabeleireira frequentava a casa da atriz e levava seus dois filhos para brincar com ela, tendo em vista que Marilyn não tinha filhos e tinha o instinto materno aguçado. Ela também cuidava das madeixas de Bette Davis e Elizabeth Taylor, tanto que Agnes e seu marido fazem uma ponta no filme maravilhoso de Liz, Quem tem medo de Virginia Woolf (1966).

Agnes, Marilyn e Snyder

Gladys Rasmussen

Outra cabeleireira e amiga de confiança da bombshell era Gladys Rasmussen. Gladys acompanhou a transformação do loiro de Marilyn Monroe durante os anos. O sonho da atriz era ser platinada como Jean Harlow, uma de suas divas, mas seu cabelo – segundo Gladys, era extremamente fino e encaracolado o que dificultava o processo. “Existem muitos problemas em fazer o cabelo de Marilyn; é muito fino e, por isso, difícil de lidar. Ele fica oleoso se não for lavado diariamente, e seu cabelo natural é tão encaracolado que tenho que fazer um permanente liso antes de construir um penteado. O jeito que encontramos para chegar no tom platinado foi com minha mistura secreta do descolorante Sparkling Silver volume 20 e uma fórmula secreta de um creme platino-prata para tirar o amarelado” (tradução livre daqui).

Troca de funções: Marilyn penteando o cabelo de Gladys

Marilyn Monroe era grata à Gladys por sempre cuidar de seu loiro e penteados que uma vez deu uma foto colorida pra ela escrito “To Gladness, for making me look like this. Love Marilyn” (Pra Gladness, por me fazer ficar assim. Com amor, Marilyn). A cabeleireira costumava atender a atriz em casa todo o final de semana para descolorir sua raiz, já que crescia incrivelmente rápido. Por ter o cabelo castanho escuro, o cabelo de Marilyn precisava de manutenção constante e era Gladys que cuidava de tudo (e com muito estilo, né? porque ôô lookeira massa dela).

O estilo de Fifi Chachnil

Lingerie é algo tão bonito, né não? Às vezes é mais bonito do que confortável, verdade seja dita. Eu, por exemplo, costumo usar mais algodão mesmo, nada fancy. Porém, tenho algumas peças lindas que guardo para algo especial, bem típico. Apesar do meu relaxo na vida, confesso que acho LINDO. Babo nas lingeries que a Dita von Teese está produzindo e meu sonho de vida é ter algo da Agent Provocateur (já entrei numa loja em Berlim, mas teria de deixar meu rim para levar apenas uma meia calça).

Uma marca super bonita de lingerie é a francesa Fifi Chachnil criada em 1983 por Delphine Véron. No início, a estilista começou a desenhar roupas e, depois de um ensaio fotográfico com Pierre et Gilles, se especializou em peças íntimas. Em 1984, ela mudou seu nome definitivamente para Fifi Chachnil depois de uma viagem para o Egito e ainda gravou um álbum em árabe. Em 86, Fifi abriu sua primeira loja na  68 rue Jean-Jacques Rousseau, em Paris e em 1981 desenhou os figurinos da deusa alemã punk Nina Hagen.

Nina Hagen vestindo Fifi Chachnil e fotografada por Pierre et Gilles

Com estilo totalmente vintage, suas peças são glamourosas e sexies. Como não poderia deixar de ser, as coleções possuem nomes divertidos e safadinhos como toda pin-up gosta. Fifi também possui linha de perfume, vestidos e casacos. Obviamente algumas artistas amam a marca como Katy Perry, Vanessa Paradis, Lady Gaga, entre outras beldades que você pode encontrar no Instagram da maison.

Já o estilo de Fifi é completamente fiel ao que ela vende. Ela seria a Vivienne Westwood pin-up das lingeries, podemos dizer assim. Suas cores prediletas são rosa e azul (tom pastel), seda e lã angorá não saem do seu guarda-roupa. Sempre com uma atmosfera boudoir, a gata sempre aparece nas festas e desfiles com um look bem ajeitado no maior estilo retrô. Virei fã.

Para segui-la: Blog | FanpageSite | Instagram

Artista dujour: iamfiedler

Com influências de Keith Haring, Alejandro Jodorowski, Simon Landrein, Moebius, Shintaro Kagol, amigos, relacionamentos e internet, Marcelo Fiedler é um ilustrador curitibano que tem como foco de suas ilustrações a contradição do ser humano e o ambiente.

Em 2013 enquanto já trabalhava com ilustração, passei por um período de semi reclusão e adequação atrás de minhas referências e memórias de infância, onde consumi muito da cultura dos anos 80 e 90, para achar quem eu realmente era dentro do meu trabalho.

A cultura pop está presente na sua obra, sempre com a textura derretida e cores ácidas. Maravilhoso!

Para segui-lo: aqui