Bate-papo com R. F. Lucchetti

O mestre do pulp fiction brasileiro está entre nós. Rubens Francisco Lucchetti, 87 anos, sete décadas de carreira com 1.547 títulos, 300 HQs assinados, 25 roteiros de cinema – sendo, inclusive, premiado com um Kikito no Festival de Gramado para “O Segredo da Múmia” (1982), de Ivan Cardoso e inspiração primordial para o Grand Guignol curitibano, a companhia Vigor Mortis. R.F. Lucchetti é uma dessas figuras do horror que jamais deve ser esquecida.

Depois de assistir a peça A Macabra Biblioteca do Dr. Lucchetti, na Cia dos Palhaços (em Curitiba), segui o conselho dado para o público pelo diretor Paulo Biscaia Filho em entrar em contato com Lucchetti e angariar seu livro que vem com dedicatória. Assim o fiz e recebi a resposta do meu pedido (O abominável Dr. Zola e Museu dos Horrores) com tanta educação e presteza – algo muito raro nos dias atuais – que fiquei mais admirada ainda. Com mais um pouco de fôlego e aquela falta de vergonha na cara que já é conhecida por alguns – quem lembra dos meus encontros no portão do Dalton Trevisan? – resolvi chamá-lo para uma entrevista pra cá. Então, diretamente de Jardinópolis (SP), se deliciem com as dicas do pai da literatura brasileira do horror, R.F. Lucchetti.

1- Sr. Lucchetti, sei que é grande fã de cinema, principalmente do gênero horror/terror. O senhor poderia nos indicar dois filmes imperdíveis que lhe inspiraram em sua carreira literária?

O Solar das Almas Perdidas, com Ray Milland e uma atriz que passei a venerar: Gail Russell. Sangue de Pantera, que deu início ao ciclo de filmes de Horror produzidos por Val Lewton na RKO. A atriz do filme, Simone Simon, parece mesmo um felino. A fita foi dirigida por Jacques Tourner, que, anos mais tarde, nos brindaria com outro clássico do Horror: A Noite do Demônio.

Sangue de Pantera (1942) – um dos filmes citados por Lucchetti. Tem um remake “A Marca da Pantera” de 1982 com Nastassja Kinski e Malcolm McDowell em que trilha criada por David Bowie e George Moroder

2- Sabemos que o senhor tem uma biblioteca com um acervo invejável – e macabro, com perdão do trocadilho- com mais de 10.000 títulos. Qual obra de outro escritor que o senhor tem mais estima e foi crucial em algum momento de sua vida?

Poesia e Prosa (em três volumes, lançados pela Livraria do Globo, de Porto Alegre), do Edgar Allan Poe.

3- O senhor tem uma bibliografia extensa que inclui quadrinhos assinados e roteiros de filmes (inclusive com Zé do Caixão), qual livro de sua autoria que indicaria para quem quer começar a se aprofundar em sua obra?

As Máscaras do Pavor, que deu início a uma coleção com meu nome. Essa coleção irá publicar quinze títulos, reunindo as mais representativas histórias que criei.

MEUS LIVROS

Os dois livros escolhidos: Museu dos Horrores e O Abominável Dr. Zola. Chegaram num envelope datilografado pela sua Underwood 298 (<3) com dedicatórias queridíssimas. Fiquei muito feliz com o carinho de Lucchetti.  Você pode encomendar obras dele via Facebook.

Gelado, o suor escorre pelas nossas faces; os cabelos se eriçam. Um frio percorre nossas espinhas, os dedos crispam-se de emoção. O pavor toma conta de todo o nosso ser, enquanto o homem-lobo e o vampiro engalfinham-se numa luta de vida ou morte. Estamos hipnotizados pelos seres sobrenaturais e horripilantes. O medo nos atrai, nos emociona e nos cativa. Queremos fugir do nosso cotidiano sem emoção. Buscamos as histórias e os contos terroríficos, com a avidez dos viciados. Transportamo-nos para o universo do Terror, penetramos na dimensão do impossível. Estamos no mundo do Horror, um mundo onde é sempre noite e as ruas são becos escuros e encobertos por um eterno nevoeiro. Fonte
Nas noites de luar, quando o relógio marca meia-noite, ouve-se um uivo sinistro, fazendo gelar nosso sangue. É o uivo de um ser de corpo peludo e dentes aguçados que ataca os incautos viandantes noturnos. Durante o dia, é um homem comum; mas, por artes do mal ou por artes de algum gênio louco, transforma-se à noite num monstro que aterroriza os habitantes de aldeias longínquas e tranquilas, como a de Westmoreland, na Inglaterra. Somente a morte poderá trazer paz a esse pobre homem. Apenas a morte poderá amenizar-lhe o terrível sofrimento de ser transformado subitamente numa criatura horripilante com uma sede implacável de matar e destruir. Fonte

Vale a pena assistir ao documentário que a Vigor Mortis fez com o Papa do Pulp brasileiro também. A peça A Macabra Biblioteca do Dr. Lucchetti está agora em São Paulo até 14 de maio, no Cemitério de Automóveis. Recomendo MESMO.

Film Food: comida e cinema

Não sei vocês, mas sou daquelas pessoas lariquentas de filmes e seriados. Citando exemplos:

Já tive uma fase salada por causa do The Office e Michael Scott. Pedia muita salada, muita mesmo. Me sentia no seriado e até mais magra, hahaha. Só faltou comer papel mesmo.

Teve também a fase nojenta que foi com a Liz Lemon e o Cheetos. Aliás, se tem uma pessoa que me identifico 100% é com essa mulher porque até a forma escrota de comer é parecida. Tirando o fato que ela tá em forma e eu não.

Teve a fase fast-food e aloca da geladeira quando assistia Dexter. Teve uma vez que fritei ovo às 01h da matina porque tava fazendo binge-watching dessa série e toda vez que aparecia aquela merda de abertura me dava 3 mil tipos de laricas.

E never forget do monstro Hans Landa (Bastardos Inglórios) em uma cena tensa pra caramba, mas comendo deliciosamente o strudel com creme. Incrível.

wait for the cream

Daí, no começo do ano, revi pela 4657444x o ~~meu~~ filme AMADEUS. Alguns historiadores dizem que o compositor Salieri realmente era bom de garfo e gostava muito de doce, principalmente um chamado Mamilos de Vênus ou Nipples of Venus ou melhor ainda, Capezzoli di Venere. No filme aparece várias cenas de um Salieri glutão e em umas delas, ele e Constanze Mozart devoram o tal doce com tanta vontade que é impossível não ficar lariquenta. E o meu desejo por ele (doce) vem desde os anos 90, quando assisti pela primeira vez.

Foi então que resolvi procurar a receita e achei um blog sobre comidas em filmes, o Film Food. Não é o mais completo do mundo, mas possui bons posts com cenas memoráveis de (com) comida. Vale a pena conhecer. Ás vezes tem uma receita aqui, outra acolá. Esse tinha também um pouco sobre o doce e vou traduzir pra cá:

Nipples of Venus (Capezzoli di Venere)

Nipples of Venus em Amadeus

O nome vem da Vênus, a Deusa romana do amor, beleza e fertilidade. O doce também aparece no filme Chocolat em que Juliette Binoche os prepara. É importante lembrar que não é o mesmo que o MozartKugel, outro bombom criado pelo confeiteiro de Salzburg, Paul Fürst, em 1890, uma homenagem ao compositor Wolfgang Amadeus Mozart.

Nipples of Venus em Chocolat

Existem algumas receitas do docinho e dizem que a original é feita com castanhas romanas encontradas em Viterbo, norte de Roma, além de cobertura chocolate branco, cacau, açúcar refinado e marzipan. Outra receita é usar trufas com chocolate amanteigado, castanhas com conhaque, cobertura de chocolate com a pontinha (o “mamilo”) de chocolate branco. Se um dia o farei? Não sei se tenho dinheiro para os ingredientes e habilidades de doceira para tal. Uma pena, não é mesmo? Mas gostaria muito de achar alguém que faça a receita original no Brasil. Aqui tem um post legal sobre a comida de Amadeus.

Sobre mudar de carreira

Sempre achei muito cruel ter de escolher uma profissão aos 17/18 anos. Afinal, é uma das fases mais chatas e complicadas da vida. É um misto de ebulição hormonal com insatisfação permanente. Eu, Letícia, soube que queria cursar jornalismo desde os 14 anos quando a escola em que estudava foi visitar a UEL (Universidade Estadual de Londrina) e achei tudo interessante. Então, coloquei na cabeça que iria ser jornalista e realizei tal projeto acadêmico. Assim que terminei a faculdade, usei a pós em Relações Internacionais como passaporte para mudar de cidade. Também tinha planos em ser diplomata (haha) ou repórter internacional (mais pauteira, na real). Bem, o que aconteceu? Trabalhei anos em agência de PUBLICIDADE – área que sempre fugi.

Em 2015, depois de alcançar a agência dos meus sonhos, parei tudo em Curitiba e fui para São Paulo por um mês para me formar como maquiadora profissional. Depois fiz um curso de sobrancelha e penteado em Curitiba. Maquiagem para mim sempre foi uma paixão, só que não me via trabalhando apenas com isso. Hoje realizo que foi uma das decisões mais acertadas da minha vida. Acredito que foi um timing excelente, pois a mudança aconteceu em uma idade digna (29 pra 30) e minha carreira como maquiadora deslanchou de forma natural e honesta. Já levei calote, deixei de comprar muitas coisas para mim a fim de investir na minha maleta, fiz até MEI (Microempreendedor Individual) e hoje freelo em um canal de televisão maquiando…. JORNALISTAS  (é por um período ‘x’, mas acho engraçado essas reviravoltas da vida). Sempre me atualizo e ainda tenho muitos sonhos para realizar nesta profissão, espero muito ser maquiadora por muito tempo da minha vida, já que é algo que tenho prazer em fazer e melhorar. Engraçado que analisando agora, não tive medo em parar de trabalhar em agências publicitárias como social media. Pelo contrário, fui muito na fé que minha decisão em trampar exclusivamente como maquiadora iria dar certo. Quando você tem muito amor, confiança e coragem, as coisas fluem muito mais! Para quem quiser conhecer meu trabalho (e me contratar, haha), só visitar meu Instagram e Fanpage.

Chamei duas amigas que mudaram de profissão e trabalharam comigo em ocasiões diferentes (a Grazi como cabeleireira e Guid como designer) para contar mais sobre a coragem em começar de novo ou melhorar o que já fazia e tornar aquilo o ganha-pão. Inspiração e bons conselhos:

GRAZI RIBEIRO

Sempre tive paixão por cabelo. Sempre mexendo e inventando moda no cabelo dos migue. Mas na hora do vestibular e do teste vocacional, só aparece profissão tradicional, né? Ai acabei me formando, fazendo pós e fazendo a tal da “carreira bem sucedida”. Essa pressão por uma “carreira estável” esmaga os sonhos da gente. Mas aos 28 deu uma ziquezira. Cansei, resolvi tentar meu antigo sonho. Fui atrás, reduzi meu padrão de vida drasticamente, vendi tudo o que tinha e recomecei. Há 3 anos sou cabeleireira, dona do meu negócio e uma pessoa profissionalmente muito feliz. Não tenho tempo pra quase nada, mas faço com muito mais prazer. E estudo MUITO, porque sei que preciso andar muito rápido do que alguém que começou mais cedo. Mas isso não me incomoda, porque quando você ama o que faz, ama estudar. Se pudesse dar um conselho pra quem quer mudar de carreira seria: estude aquilo que você acredita ser sua paixão. Se fluir legal, se você sentir prazer em fazer isso mesmo depois de um dia cansativo de trabalho, siga em frente. Claro que é importante que outras pessoas tenham interesse no que você faz. Não adianta ter paixão por algo que não tem público consumidor. Aí é hobby, não é ganha-pão. Sonhadores sempre, porém realistas, dedicados e focados em resultado, porque pagar os boletos em dia também é um pedacinho de felicidade. Para conhecer o trabalho lindo da Grazi e seus cabelos naturais: Instagram | Facebook

GUID MEINELECKI 

Depois de trabalhar em agências, startups, empresas com design digital, eu resolvi mudar. Sempre tive aquela vontade de ter meu próprio negócio, veio no sangue, meus pais são empreendedores. Na hora de escolher o que fazer, o hobby falou mais alto e resolvi assumir a minha paixão por moda. Vi o potencial que a moda tem de ajudar as pessoas, de aumentar a auto-estima e com isso transformar o mundo com pessoas mais confiantes e melhores com elas mesmas. Meu trabalho passou a ter um propósito, e acho que era isso que eu sentia falta antes. Agora acabei juntando todo conhecimento que já tinha em marketing digital e comecei a estudar moda. Já sou consultora de imagem e estou fazendo pós graduação em produção de moda e styling. Tudo pra transformar conhecimento em conteúdo para o meu blog e canal no youtube. Amando a nova fase de aprendizado e também muito perrengue, não é fácil ter a própria empresa, mas é bem gratificante. Site | Instagram | Facebook 

Também tem o caso da minha amiga Bianca Annibelli, advogada que está insatisfeita com mercado de trabalho e pretende fazer algo a respeito:

Bom basicamente o motivo de eu querer mudar de profissão é a insatisfação juntamente com a sensação de se sentir inútil. Quando sai da faculdade criei todo um estereótipo do que seria pra acabar caindo numa rotina que não me agrada já a algum tempo. Foi toda uma sequência de vitórias para cair num mercado de trabalho mal remunerado e de uma classe desunida. Ainda não criei coragem para deixar tudo pra trás e começar do zero. Quando pensei que faria engravidei e tive que adiar os outros sonhos por mais um tempo, mas a verdade é que me imagino mais feliz se eu trabalhasse com psicologia, letras ou algo relacionado a beleza.

#AskIlona – Conselhos de uma amiga mais velha

Dia desses citei o Instagram de Ilona Royce Smithkin como grande inspiração. Pois bem, um de seus diferenciais, além da parte visual são os conselhos que a mesma oferece no #AskIlona. Sabe aquela sua amiga mais velha ou até mesmo sua vó mega divertida e sábia (afinal, ela tem 97 anos) que sempre tem algo bom para falar? Então, a Ilona é assim e ainda tem um livro com seus pensamentos, o Joy Dust. Resolvi traduzir algumas respostas que valem ouro dessa artista maravilhosa!

P: Como você sente sobre envelhecer?

I: Eu nunca me preocupei em ficar mais velha e nunca celebrei meu aniversário até os 90 anos quando meus amigos fizeram uma festa surpresa. Eu não tenho sentimento algum sobre envelhecer. Sempre será um outro dia. Quando eu realmente penso a respeito, eu fico maravilhada com o tempo que já passei na Terra.

P: Como você começa o dia?

I: Eu tomo banho todos os dias, realmente gosto. E coloco um pouco de perfume, um pouquinho de guloseimas, isso é meu luxo. Depois disso, coloco meus cílios e estou pronta para o mundo!

P: Como você mantem a mente tão afiada?

I: Eu não me preocupo mais comigo mesma. Eu estou mais aberta para o mundo e para as coisas. Eu rejeito a feiura, isso encurta sua vida ao pensar negativamente ou ser vingativa. Você tem dois amigos maravilhosos em você: sua mente e seu corpo. Os dois são fascinantes e precisam estar unidos. Quanto mais próximo os dois estão, será mais respeitoso e melhor ficará. Quando você é mais velho, sua mente precisa proteger o seu corpo ou você não tem nada e logo sumirá.

P: Ilona, como você mantem sua boa forma?

I: Querida, eu faço mais exercícios do que o Kama Sutra!

P: O que você diria para a Ilona de 27 anos?

I: Eu não teria como conversar porque ela não estaria aberta para me escutar, mas eu tentaria dizer a ela para nunca se comparar com mais ninguém. Você precisa achar o que é melhor para você, desenvolver isso e fazer acontecer. Como deseja ser como alguém, quando você tem coisas incríveis [dentro de você] para usar? Eu sei quem sou agora e não dependo de mais ninguém. Onde quer que eu vá, eu sinto que pertenço por lá.

P: Diga algo que você aprendeu e melhorou sua vida

I: Realizar que, na verdade, não somos muito importantes. Nós somos pontinhos quase que invisíveis na totalidade. Nós fazemos de tudo para sermos tão importantes e sérios. Ás vezes nós precisamos deixar pra lá esse perfeccionismo profundo que as pessoas sentem, pois é perder um tempo precioso e tornar-se escravo disso.

P: Como mudou sua perspectiva de vida ao envelhecer?

I:  Tudo o que eu fiz quando era mais nova foi me estressar muito porque eu nunca me dei crédito e sempre achei que os outros eram melhores do que eu. Agora faço as coisas com muita alegria e não me preocupo mais se irão gostar. Minha arte tornou-se mais clara e mais focada, pois eu sou minha própria amiga e não me preocupo mais com o que as pessoas pensam.

P: Você tem algum conselho em aceitar cada estágio da sua vida e buscar equilíbrio entre crescer e mudar?

I:  Se você está passando por um tempo difícil em sua vida, descanse por um tempo; sente e relaxe consigo mesmo. Não force você mesmo a ter uma opinião imediata ou surgir com uma resposta pronta. Dê a você a chance de digerir a situação. Nós vivemos numa época em que todos esperam resultados instantâneos.  Se as pessoas fossem mais pacientes, nós teríamos uma relação melhor uns com outros. Desenvolva sua mente. Tudo leva tempo.

Bandas post-punk turcas

Se alguém pergunta qual o estilo musical que mais gosto, não hesito em responder “post-punk e new wave, fi”. Claro que minha playlist é bem variada, pois acho que ser limitado musicalmente é muito triste (e burro). Mas se tem sintetizador e um pouco de trevas, já tô rebolando com a parede.

Uma das delícias em assinar o Spotify é ter acesso ao Daily Mix (listas separadas por gênero feitas especialmente para você com base no que mais escuta). Ano passado conheci duas bandas atuais de post-punk da Turquia por conta de uma dessas playlists. Gamei mesmo e achei incrível ter bons exemplares atuais, ainda mais de um lugar tão diferente (geralmente bandas desse gênero surgem mais no Reino Unido, Alemanha etc). Se você gosta disso, bora conhecer essas belezinhas e ampliar esse teu bom gosto musical.

SHE PAST AWAY

A banda foi formada em 2006, na cidade de Bursa pelo vocalista e guitarrista Volkan Caner e o baixista İdris Akbulut. O que mais me chamou atenção – musicalmente falando – foi o fato em unir dark wave com a raiz do post-punk. Além disso, esbanjam um visual gótico em que posso comparar sem medo com Bauhaus, por exemplo. As letras são todas na língua nativa (turco), o que torna tudo mais mágico. Apesar de ter conhecido somente em 2016, She Past Away já veio para o Brasil em 2015 no Wave Winter Festival, um dos maiores festivais de new wave, post-punk, 80s gótico etc. Nesse mesmo ano, o baixista Ídris saiu e entrou Doruk Öztürkcan – produtor da banda e dono dos tecladinhos que tanto amamos. Aqui tem uma entrevista muito bacana com o vocalista sobre suas influências. Fanpage | Site

TO THE STATES

To The States nasceu em 2014, em Istambul e se auto intitula como “Eurasian New Wave”. Diferentemente de She Past Away, a banda não se encaixa estritamente no post-punk (aquela mistureba digna) e também não faz uso do “visu” gótico. Porém, não faz feio no sintetizador e a voz arrastada do Çağdaş Kılıçoğlu é de causar arrepios pra quem curte um darks da vida. AH, as letras são inglês mesmo. Fanpage | Site