Pop drag art: Cheyne Gallarde

Pop art meets drag queen nem é tão diferente assim se você conhece as polaroids do Andy Warhol montadíssimo. Mas Cheyne Gallarde resolveu criar um mash-up digno com as meninas da RuPaul’s Drag Race. O ilustrador do Hawaii que foi criado em uma vila de plantação em Waipahu, hoje tem um estúdio localizado no prédio histórico Old Blaisdell Hotel. Cheyne ilustra novelas para livros infantis e terminou recentemente o “Ordinary Ohana”, escrito pelo autor local Lee Cataluna.

Nos tempos livres, o designer cria essas maravilhas que brilham nossos olhos. Agora tem bastante ilustra com a temporada 9 (amando horrores e ansiosa para a finaleira) que teve bons momentos e excelentes drags. Ele costuma fazer no estilo cartoon pop art com quadrinhos ou capas de terror e fica lindo! A Aja fazendo voodoo da Valentina foi a minha predileta:

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Entrevista: Juliana Pegoraro, a Ju das Bolhas

Se você é de Curitiba, sabe muito bem que a Rua XV é um palco a céu aberto. Os artistas são essenciais nesse trecho icônico da capital paranaense, seja com música, performance, pintura etc. A artista mato-grossense Juliana Pegoraro faz parte desse circuito criativo e, com suas bolhas gigantes, deixa o calçadão curitibano ainda mais divertido. Também como conhecida como Julieta Antoniana ou Ju das Bolhas, a estudante de Educação Física faz pesquisas de movimentos físicos e possui o projeto Tô de Bolhas, além de dar palestras sobre “A interdisciplinaridade da Bolha de Sabão”. Com seu “q” de cigana e Janis Joplin (amo), Ju participou do Global Bubble Parade no final de maio que é um grande encontro feito há quatro anos para os entusiastas dessa performance linda. A convidei para falar mais sobre esse mundo que é tudo em nome da água, detergente e açúcar.

1- Ju, qual foi sua motivação em começar a fazer performance com bolhas?
De início foi descolar uma grana! Sendo bem honesta, sendo palhaça desde os 18, mas não atuando de forma direta no trabalho, sendo crítica, enfim, apenas aquela palhaça cultural, e insatisfeita. Reencontrei uma amiga que havia feito anos atrás em Itajaí, durante uma performance na rua em Curitiba com a Trupe do TAO em 2014, que durante sua estadia aqui, em paralelo com trabalhos “normais”, ia para Rua XV fazer Bolhas e vender as Varinhas Mágicas que produzia, que ela chamava de Bolhadores.

De início não dei muita bola, não sabia da profundidade do assunto “Bolhas de Sabão”, porém elas me encantavam muito.
Então Aline me ensinou a confeccionar uma Varinha Mágica, a fazer a receita da Poção Mágica. Demorou uns meses pra eu de fato usar artisticamente as Bolhas Gigantes como performance, compreendê-la. E isso se deu ao fato de estar precisando de grana, e utilizar um trocado que possuía para investir nos primeiros materiais, ir para a Rua XV e entender sobre a magia desta Bolha Gigante e sua atuação em meio ao movimentado cotidiano de quem transita aquele espaço: tumultuado, com pressa, hora marcada, e de repente, uma palhaça brincando de Bolhas de Sabão. E as estátuas vivas, e os músicos, enfim, me senti fazendo parte daquele meio, em meio a tranqüilidade de brincar com as bolhas. Foi impressionante o feedback, e cada dia é uma surpresa aventurosa. Com o tempo constante de atuação na rua, construí amizades e novos trabalhos surgiram, e o estudo cresceu, virou a palestra “A interdisciplinaridade da Bolha de Sabão”, e a performance interativa constituída e mutável: Tô de Bolhas.

2- Seu principal ponto de interação é na XV, certo? Qual a faixa etária das pessoas que te param para observar ou até perguntar como faz os movimentos?
Sim, o principal ponto de interação é a Rua XV, mas hoje próximo ao chafariz entre as ruas Muricy e Mal. Floriano Peixoto. Aos domingos, tenho feito a ação do Tô de Bolhas na Praça João Cândido, junto às iniciativas da Secretaria de esportes, lazer e juventude que leva brinquedos para as crianças e jogos, e shows produzidos pela rádio Mundo Livre, porém a ação do Tô de Bolhas não leva patrocínio ou apoio dos órgãos citados, ela se auto sustenta com a venda das Varinhas Mágicas e divulga-se pelo boca a boca, além claro pelos ventos que levam as bolhas entre as barracas.
É uma surpresa, a maioria são adultos, convidados a “Não perca a oportunidade de aprender a fazer uma Bolha Gigante!” Então as crianças de todas as idades se encantam, os cachorros, é bem divertido. Ainda que as vezes algumas pessoas aparentem algum incômodo, lhes bendigo: está abençoado em nome água, detergente e açúcar! Amém!… Elas respondem Amém! (rsrs)


3- Como foi a Global Bubble Parade? O que você sentiu em participar desse evento?
O movimento da Global tem intenções maravilhosas! Foi bolhudo no dia! O tempo ajudou, haviam muitas pessoas fazendo bolhas de sabão! Lavamos a calçada do Cavalo Babão.

4- Você tem algum movimento especial para fazer suas bolhas “de respeito”?
Sim! Eu chamo de Ginástica da Bolha: primeiro é necessário sentir a direção do vento, depois, prepare as Varinhas Mágicas, uma em cada mão, e com uma perna a frente, braços acima esticados, une-se as extremidades da Varinha Mágica, e flexiona-se o tronco até que a cordinha de barbante que há no brinquedo se afunde completamente na bacia que contém a Poção Mágica. Então, eleva-se os braços, e lentamente afaste as extremidades da Varinha lateralmente em paralelo, e ainda caminhe para trás com parcimônia, tudo isso, compassado, sentido, respirando. O vento sopra e leva as bolhas ao alto.

5- Qual seu próximo passo como “Ju das Bolhas”?
Produzir Varinhas Mágicas, fabricar poções, continuo a estruturar e melhorar o projeto Tô de Bolhas e a palestra A interdisciplinaridade da Bolha de Sabão, e compor com os bambolês a performance é uma parte dos estudos, treinos e pesquisas também.

RECEITA PARA CRIAR BOLHAS POR JU
2 copos de detergente
5 copos de água
1 copo de açúcar
+paciência e persistência
Vamos todos ficar De Bolhas!

Créditos para fotos:  Yuri Reisemberg e Guilherme Artigas

Banks and Steelz – Paul Banks & RZA indahouse


Não é de hoje essa parceria, mas como faz tempo que não posto nada de música, né? Tudo começou com jogos de xadrez entre Paul Banks vocalista da minha amada banda Interpol e Robert Diggs, mais conhecido como RZA e um dos vocais do grupo de rap de respeito Wu-Tang Clan. Em 2011, os dois gravaram uma demo em que Banks – grande fã de hip-hop- improvisou os vocais com o beat criado por RZA. Pois bem, a brincadeira foi longe e em 2013 a dupla Banks & Steelz iniciou a gravação de um álbum.

Intitulado como Anything But Words, o disco foi lançado somente em 26 de agosto de 2016, já que Banks estava atarefado em 2014 com o projeto do quinto álbum do Interpol, o El Pintor (maravilhoso, por sinal).

Como estou em alguns grupos relativos ao Interpol, acompanhei quando foi lançado e também vi um pouco do show que eles fizeram no Coachella este ano (só não vi todo porque a o streaming tava uma droga). O álbum é excelente, bem diferente do que os dois fazem por aí, mas com a cara dos dois. Cheio de referência bonitas e participações como Florence Welch (Florence and the Machine, voz de fada), Ghostaface Killah, Masta Killa e Method Man (do Wu-Tang Clan) e Kool Keith. Para quem gosta de música que mistura conceitos diferentes, mas muito bem feitos, então esse álbum é perfeito. Sou grande fã de hip-hop clássico (anos 80/90) e louca pelo trabalho do Paul Banks e confesso que tinha tudo para ficar sem entender coisa nenhuma… Fiquei maravilhada com o resultado final. Ah, eles já estão com dois clipes, inclusive o Love + War traz ligação direta ao filme de Tarantino, Cães de Aluguel (lembrando que RZA é ator e já trampou com o diretor). Escute sem preconceitos e seja feliz, os fãs dos dois estão recebendo bem:

Cartão vintage Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados lá fora é comemorado em 14 de Fevereiro, dia de São Valentim. Aqui no Brasil é em Junho, dia de Santo Antônio, hoje (12). Junho é mais legal porque tem as melhores comidas do mundo por causa da festa junina, mas né? Acho uma data pra lá de comercial? Sim, sem sombra de dúvidas.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças: “Hoje é um feriado criado pelas companhias de cartão para as pessoas se sentirem feito merda”

Mas gente, acho os cartões americanos vintage de Valentines muito incríveis. É um misto de sem noção com boniteza, sabe? Dizem que o cartão mais antigo data 1415 que foi um poema do Duque de Orleans para sua esposa, quando ele estava aprisionado na Torre de Londres. Depois disso, o Rei Henrique V começou a mandar cartões para uma das (afff) de suas namoradas favoritas como Catherine de Valois. Ele chegou a contratar um poeta profissional para escrever por ele.

Por 1700, reis e duques não eram os únicos que escreviam cartas no Dia de São Valentim. Todo dia 14 de Fevereiro mensagens eram enviadas de Valentine (considerado namorado(a) também), não importando a classe social. Geralmente o cartão vinha acompanhado de um presentinho (e não o contrário como é hoje). Daí virou uma febre amorosa, né? Todo mundo queria receber e mandar um cartão. Era considerado um excelente presente ou até um pedido de namoro.

Esther A Howland

Em 1840 tudo ficou mais bonitinho graças a Esther A Howland que é considerada a “Mãe do Valentine’s day). Esther criava um material muito único e bem feito com rendas e papéis coloridos que fazia muito sucesso entre os enamorados. Depois veio a empresa Hallmark fundada em 1910 por Joyce Hall e a coisa ficou séria. Os cartões que mais amo são os que datam os anos 30/40/50 e geralmente são ilustrados com personagens inanimados ou comidas. Sempre vem acompanhado com uns trocadilhos ridículos (de legais/bonitinhos ou sem noção mesmo, mas adoro e dou risada com esse tipo de politicamente incorreto). Separei uns daqui pra você mandar pro seu mozão. Se não tem, não se preocupe e dê risada porque ser solteiro é bem legal também.

 

As drags mães de Paris is Burning

Dia desses postei no Instagram alguns stills do documentário Paris is Burning, da diretora Jennie Livingston e lançado em 1990. É possível assisti-lo pelo youtube (a primeira vez que o vi foi lá) ou pela Netflix. Reassisti por causa do ep11 dessa (nona) temporada de RuPaul que faz desafio de Ball (tem em todas as temporadas) que é o principal assunto do doc. Deu saudadinha, sabe? Acho que vou começar a assistir todo ano quando tiver Ball em RuPaul. Aliás, quem assiste ao reality sabe que quase tudo é referência direta de Paris is Burning. Desde que o reality começou, a produção deixa isso bem claro, o que é ótimo e instiga ao telespectador a procurar mais informações desse mundo tão criativo e vasto.

O filme mostra como os bailes drags dos anos 80 funcionavam em boates em Nova York: desde suas regras, categorias, apresentação, danças, dificuldades e o estado socio-econômico-cultural que os frequentadores se encontravam. Apresenta por meio de entrevistas também as drag queens veteranas da época como Dorian Corey, Pepper LaBeija, Angie Xtravanganza, entre outras que eram as mães das casas que levavam seus sobrenomes. Essas mom drags costumam – até hoje existe isso – ajudar os jovens gays que são expulsos de casa, os tratando como filhos (dão assistência, comida e ensinam a se montar). Vale a pena ver e rever porque é muito bem produzido, cru, sem amarras e bláblá.

Pois bem, por conta das minhas postagens a Mariana Alcântara que acompanha por lá e aqui (Oi Mari!) deu a ideia em fazer um post para falar de algumas personagens que aparecem no documentário. Achei uma excelente ideia e aqui está:

PEPPER LABEIJA

Uma das mais incríveis e dona das citações mais memoráveis no documentário, além de ter sido a mãe mais old school das casas. LaBeija nasceu dia 05 de novembro de 1948 como William Jackson no Bronx (NY) e, em 1971, tornou-se a cabeça dos bailes do Harlem e mãe da House of LaBeija, sendo a matrona por cerca de 30 anos. Também pedia para ser chamada pelo pronome feminino (ela), mesmo quando não estava montada.

Era conhecida pela pose “Fazer a Egípcia” nas passarelas e por ser ganhadora de aproximadamente 250 troféus. Para ganhar dinheiro, ela produzia alguns bailes drags e modelava. LaBeija aparece em outro documentário, o How Do I Look (2006). Infelizmente sofria de diabetes mellitus tipo 2 e teve os dois pés amputados, o que a manteve na cama nos 10 anos finais de sua vida. Morreu em 14 de maio de 2003 de ataque cardíaco no Hospital  Roosevelt em Manhattan com apenas 54 anos. Na cultura popular foi citada na música Deep In Vogue de Malcolm McLaren que foi um tributo aos bailes gays novaiorquinos dos anos 80. No mesmo clipe aparece Willi Ninja que irei citar mais frente.

DORIAN COREY

Eu AMO Dorian Corey. Junto com LaBeija é minha predileta em Paris is Burning, não somente pelas citações e glamour, mas pela loucura que foi sua vida. Nascida em Buffalo como Frederick Legg em 1937, Dorian foi drag queen, performer e fashion designer formada apenas pela Parsons The New School for Design. Mesmo morando numa fazenda nos Estados Unidos, ela já performava e em 1950 trabalhou vestindo manequins de vitrines em lojas de departamento de sua cidade. Ao mudar para Nova York nos anos 60 para estudar arte, fazia freelas como dançarina na Pearl Box Revue, um cabaré de performance de drags.

Mãe da House of Corey, ganhou diversos prêmios nos bailes e foi mãe de Angie Xtravaganza que mais tarde abriu sua própria casa (irei citá-la a seguir). A bonita também desenhava sua linha de roupas chamada Corey Design. Morreu com 56 anos em 29 de agosto de 1993 por complicações de saúde devido a AIDS.

Depois de sua morte foi descoberto um corpo mumificado em seu armário (SIM). A múmia com um tiro na cabeça em questão era Robert Worley (aka Robert Wells), um possível amante de Corey que era extremamente abusivo, já que tinha dezenas de passagens pela polícia. O corpo ficou por cerca de 15 anos entre os pertences da drag e é especulado que ela o tenha matado por legítima defesa. Alguns dizem que ela – chapada – já havia comentado algo a respeito, mas acharam que era devaneio de drogas. A descoberta nada usual chegou a aparecer na capa da revista New York que tem grande circulação no país. Aqui e aqui tem excelentes artigos sobre isso. Living la vida loca, monamu.

ANGIE XTRAVAGANZA

Angie Xtranganza bonitinha do nosso coração é uma libriana nata, nascida em Nova York no dia 17 de outubro de 1964. Fundou a House of Xtravaganza (eleganza, haha) em 1982 depois de passar pela House of Corey e foi uma das drags de maior presença nos bailes. Era transgênero e uma estrela do underground, mega ativa no cenário gay de Nova York. Sua casa foi a primeira latina, ajudando meninos que foram como Angie: expulsos de casa por serem gays. Em 1988 o autor e ganhador do Prêmio Pulitzer Michael Cunningham escreveu o livro “The Slap of Love” depois de entrevistar Angie e seus dois filhos Danni e Hector Xtravaganza para sua novela “Flesh and Blood”. O legado de Angie continua sendo parte da cultura undergound novaiorquina com a House of Xtravaganza existente até hoje.

Depois de sua morte, Angie apareceu na capa da seção “Styles” do The New York Times que falava sobre a cultura dos bailes e como o filme foi aceito (e sobre o investimento que foi feito para gravá-lo, entre outras tretas). Dá para ler o artigo de 1993 aqui.

VENUS XTRAVAGANZA

Venus Xtravaganza nasceu em 22 de maio de 1965 e foi um dos destaques de Paris is Burning por contar de fato como era a vida de uma transsexual em Nova York. Foi adotada pela House of Xtravaganza antes mesmo de ganhar bailes – o que é um fato bem incomum, pois quem quer entrar nas casas precisa mostrar “serviço” e ganhar troféus, além de entregar muito estilo, personalidade, carisma etc. Venus sempre foi diferenciada pelas sua atitudes e, principalmente, pelo visual (miúda, loira). No filme ela conta sobre seu sonho em ser “uma garota branca, rica e mimada dos subúrbios”, fazer sua cirurgia de resignação de sexo e casar na igreja.

Infelizmente, Venus foi assassinada durante as gravações e no final do documentário mostra sua mãe, Angie, dizendo que ela não a escutava e entrava em qualquer carro que a parasse. Seu corpo foi descoberto quatro dias depois de sua morte por um desconhecido no The Duchess Hotel, em 1988. Até hoje não sabem quem a estrangulou. Ela tinha apenas 23 anos.

WILLI NINJA

Provavelmente um dos bem mais sucedidos do documentário, Wili Ninja, mãe da House of Ninja (rápido e mortal como um deles) nasceu em 12 de abril de 1961 como William Roscoe Leake. Conhecido também como o padrinho do Voguing (sim, aquele movimento que ganhou mais fama ainda com Madonna) foi um dos nomes mais aclamados dos bailes por conta de suas coreografias extraordinárias. O documentário relata a verdadeira origem da dança e como era feita a competição por meio do desfile dos ball-walkers – caminhando e posando como movimentos fotografados das modelos pela revista Vogue. Em 1989, Ninja protagonizou com sua dança o clipe de Malcolm McLaren, Deep in Vogue, o que divulgou seu trabalho. Depois de um ano, Madonna o convidou para coreografar seu clipe Vogue que o eternizou de vez. Ninja viajava para turnês para outros países, indo até mesmo para o Japão e ensinava modelos iniciantes (e consagradas) e socialites a caminharem com fierceness.

Morreu no dia 02 de setembro de 2006 em Nova York de um ataque cardíaco em decorrência à AIDS. Depois de sua morte, ele continuou inspirando diversos artistas e DJs e foi figura central de estudos de gêneros e do movimento LGBT. Sua maneira transgressiva em performar e sua coreografia única também foi tema de diversos estudos. Seu exemplo é contado no livro Black Sexualities de Juan Battle e Sandra L. Barnes.

KIM PENDAVIS

Kim Pendavis é aquela danada carismática que não tem papas na língua. Era talentosa e costurava seus próprios looks com ajuda de seu namorado. Morreu de ataque cardíacos com vinte e poucos anos.

OCTAVIA SAINT LAURENT

Octavia St. Laurent é a nossa supermodel of the world (turn to the left)! Trans, modelo e performer, ela também cantava maravilhosamente bem e chegou a gravar um material. Octavia tinha como musa a modelo tcheca dos anos 80, Paulina e no documentário ela aparece fazendo testes para modelar. Apareceu também no doc How Do I Look, dirigido por Wolfgang Busch e, quando o mesmo foi lançado, ela surge como Heavenly Angel Octavia St. Laurent Manolo Blahnik (hahah adoro). Neste filme ela discute sobre uso de drogas, trabalho com sexo e a luta contra AIDS. Octavia morreu em 17 de maio de 2009 depois de uma longa luta contra o câncer.

PARIS DUPREE

Paris. Dupree. Paris. Dupree. O nome do documentário veio justamente por conta do nome dessa drag performática diva. Nascida em 1950, Paris foi mãe da House of Dupree que ajudava jovens gays a se expressarem da melhor forma possível: com arte. No documentário ela não aparece tanto, mas sempre será lembrada pelas expressões como “That’s right! I said it! Butch queen! Boy in the day, girl at night”. Paris morreu em agosto de 2011 em Nova York com 61 anos.

 E NUNCA ESQUEÇA EM MOSTRAR

E SER