Tattoos das minas: Cécile Pagès

Você pode encontrá-la como Cécile Pages no Instagram ou Cecília Palmtree no Facebook, fato que o trabalho é o mesmo: tatuagem old school de qualidade. Jane Dillinger é uma francesa de 27 anos que com 15 anos sabia que uma ou outra entraria pro mundo da tatuagem. Ao mudar para Paris com 19 anos, quando se matriculou em uma escola de arte, começou a trabalhar no conhecido estúdio Tin-Tin Tatouages e aprendeu a tatuar com Rude.

Desde então, Cécile tem como inspiração a natureza e seus diferenciais, o estilo clássico, frutas (principalmente abacaxi) e o mundo ao seu redor, já que viaja direto para trampar em estúdios na Holanda, Espanha, França, Itália, Portugal etc. Come to Brazil pra tatuar a gente, fia!

As bonecas drags de Mark Jonathan

Mark Jonathan é um designer gráfico super talentoso que trabalha repintando bonecas. Ele também é fã de RuPaul’s Drag Race e pega bonecas ordinárias e as monta exatamente como as drags que participaram (ou participam) do programa. O material usado geralmente é acetona, tintas acrílicas, Mr.Super Clear UV Flat (é tipo um verniz que ajuda a selar), lápis aquarelado e uma borracha especial. Isso não é exatamente uma novidade no mundo, pois o HeXtian já existia com um canal incrível em que mostra diversas transformações de bonecas. Mas né? O trabalho de Mark é muito bom pra deixar passar. Ele repinta, cria os looks, ajeita o cabelo e ainda faz as caixinhas com o nome de cada uma. Amei.

Naomi

Valentina

Violet

Trixie
Mark entregando a boneca da Trixie

If I have not love, I am nothing

Um dos filmes da minha vida é a Liberdade é Azul. É da Trilogia das Cores (Trois Couleurs: Bleu, Blanc et Rouge) do falecido diretor polonês Krzysztof Kieslowski que baseou a obra nas três cores da bandeira francesa, tendo o lema da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade como mote, mas sem partir pra politicagem. Já o citei algumas vezes em outros posts e em um outro blog que tinha, então vou relembrar porque ando pensando muito nele. Pra mim é a tríade do amor cinematográfico: fotografia bonita, trilha sonora perfeita e direção (feat roteiro) sensacional.

[ANTES DE LER AVISO QUE TEM ALGUNS SPOILERS]

Existe identificação com certas atitudes da personagem Julie Vignon de Courc (interpretada pela maravilhosa Juliette Binoche) que aprendi com tempo e meio ano de terapia que não resolvem nada e só prolongam a dor. Para situar do que se trata o Azul, primeiro da trilogia e gravado em 1993: a vida dela começa a desabar depois de um acidente de carro em que perde a filha de 5 anos e o marido, um compositor francês reconhecido internacionalmente que estava finalizando a canção para a Unificação da Europa. Julie – que sobrevive ao acidente – realiza que, para se ver “livre” da dor, necessita começar tudo de novo.

Basicamente, Julie se esconde de qualquer coisa que possa lembrá-la do que aconteceu. Inclusive, tenta até o suicídio no hospital. Mesmo depois de abrir mão da casa, pertences e até do antigo sobrenome, ou seja, completamente afastada do que era sua realidade, ela sempre se depara com algo que a lembra do passado (uma música, uma pessoa, a amante do marido, um doce na bolsa que era da sua filha e até mesmo ratos). Em suma, toda essa perseguição das lembranças frustra sua ideia da liberdade e a dor se intensifica. A máxima da personagem é que amores, memórias, amigos e pertences são armadilhas. Perder tudo isso é doloroso.

O filme todo possui sequências belíssimas e poéticas como a do torrão de açúcar no café, por exemplo, ou a cena do móbile azul no quarto da filha, o cordão com crucifixo que é exaltado algumas vezes e até mesmo quando Julie toca nas partituras e sai a música que o marido compunha. A que acho mais incrível e que demonstra toda dor da personagem, é quando, ao sair do casarão da família que recém entregou, ela esfrega a mão com toda força no muro a fim de que a dor física alivie o tormento mental. É intenso e você sente o desespero dela em tentar se machucar fisicamente para fugir por segundos do luto que dilacera sua alma. Quem assiste ao filme, sente a entrega de Binoche à personagem, tendo em vista que ela realmente esfregou a mão sem proteção, o que Kieslowski não aprovou. Inclusive, segundo a atriz, levou um ano para cicatrizar por completo. Mas né, uma das cenas mais “aflicetas” que conheço.

Julie, ao longo de sua nova vida, atenta ao fato que não tem como escapar de situações e pessoas, e começa a encarar o que antes fugia. Não tem como se libertar do passado e o ato de confrontar o inevitável poderá amenizar. A única cena que enxergo um certo descanso mental é quando ela cochila numa praça com o sol em seu rosto e até aparece a tela branca que representa a serenidade da ação (geralmente aparece telas pretas de luto). Porém, esse momento tem um significado, pois é quando aparece a velhinha que tenta colocar garrafa no lixo reciclado. Nos três filmes essa mesma senhora surge como uma redenção para os personagens sempre na mesma praça e ação. Interessante observar.

O filme carrega o azul que é uma cor que representa a tristeza e a liberdade, vibrando intensamente na tela alternando com as piscadelas dos frames pretos do luto. Sem contar a música que é fator indispensável na obra: Julie ajuda o assistente de seu falecido marido – apaixonado por ela – a finalizar a composição para cerimônia da Unificação da Europa. A sinfonia criada pelo compositor polonês e amigo de Kieslowski, Zbigniew Preisner completa magistralmente a produção, dando o toque intenso e doloroso que o roteiro exige.

A versão da composição final vem com o coro cantando (em grego) da Carta de São Paulo aos Coríntios em que a personagem aceita sua dor e, ao finalizar a música do marido, consegue – finalmente – chorar pela tragédia que assolou sua vida. Sem sombras de dúvida, a Liberdade é Azul é uma película extremamente pessoal bem como o luto de cada pessoa. Um filme sobre a fragilidade da vida, a não aceitação da morte, o luto, a fé e toda uma sorte de questionamentos que somente você poderá fazer ao assisti-lo.

EVENTO CANCELADO – SORTEIO: Workshop “Me vestir, me expressar”

INFELIZMENTE O EVENTO FOI CANCELADO

Oi pessoal! É com muito amor e orgulho que venho contar que participarei do workshop Me vestir, Me expressar: a moda como parte do seu empoderamento” que será mediado pela talentosa e girl power, Hellen Albuquerque (leia a entrevista que fiz com ela aqui). Neste encontro que será inspirador e vivencial, criaremos um círculo de conversa para mulheres reais a fim de que todas entrem em contato com próprio poder de expressão e percebam que a moda pode (e deve) ser aliada para o nosso empoderamento. Eu irei falar sobre como a maquiagem nos ajuda na descoberta da própria imagem e na autoestima. Outra participação será da consultora de imagem Karla Giacomet que falará sobre estilo pessoal.

Para melhorar tudo, a Hellen disponibilizou um ingresso para sorteio no Mais 20 Minutos. Para participar é muito fácil, ó só:

  • Marcar presença no evento aqui (obrigatório para ajudar na divulgação e para acompanhar a discussão);
  • Chamar as amigas no evento para participarem (esse é opcional, mas importante para dar força);
  • Comentar neste post com a frase “Me visto para me expressar” para que eu possa fazer a contagem e o sorteio em si.

O resultado sai dia 06 de junho (terça-feira) e será divulgado neste mesmo post, na fanpage do Mais 20 Minutos e na discussão do evento. Poderá ser retirado no dia do evento (08/06, às 19h, no local [será no Four Coworking] com apresentação do RG). Para quem quiser garantir o ingresso, só chegar no Sympla porque as vagas são limitadas por conta do espaço do local. Ah, terá coffee break do Holy Veg! Boa sorte a todas e as espero por lá :D

| O ATO DE ME VESTIR, É TAMBÉM, TODOS OS DIAS, UM ATO QUE ME EMPODERA |

Um encontro inspirador e vivencial, com o propósito de criar um círculo de conversa e trocas para mulheres reais, fazendo com que elas entrem em contato com seu próprio poder de expressão: moda x empoderamento feminino.

O que vou ver?
A moda como uma aliada para nosso empoderamento.

Para quem é?
Para todas as mulheres que desejam ter autonomia sob o vestir, se empoderando nesse ato diário, tornando a indumentária sua aliada.

O que vou aprender?
.Afinal, o que é a moda e de onde ela surge?
.Como se formam os padrões de beleza e tendências?
.Quais significados têm uma roupa;
.O que você veste faz parte da sua identidade;
.A indumentária pode ser sua aliada;
.O que é empoderamento e que diferença isso faz pra mim?
.O vestir-se como uma retomada do seu poder;
.Ferramenta prática para descobrir qual é a forma de expressão e essência para o seu empoderamento.

Investimento: R$ 45,00 antecipados e na hora outro valor: R$ 60,00.

>> v a g a s l i m i t a d a s <<

Local: Four Coworking / Parceria: Mudemia / Coffee break Holy Veg

INFELIZMENTE O EVENTO FOI CANCELADO

Villa La Pausa de Coco Chanel

Sabemos que Gabrielle “Coco” Chanel veio de uma família humilde, porém, sempre teve uma veia de empreendedorismo e bom gosto muito fortes. Já como estilista conceituada, Chanel construiu sua casa de verão, na Villa La Pausa com uma arquitetura charmosa e pontual. A casa fica numa região montanhosa, na vizinhança exclusiva da La Toracca que é localizada na Riviera França, na cidade de Roquebrune-Cap-Martin.

Construída em 1928 pelo arquiteto Robert Streitz especialmente para Coco Chanel e Hugh Grosverno, o segundo Duque de Westminster, a propriedade é sofisticada como a estilista. Chanel viveu em La Pausa de 1929 a 1953 e a decorou inspirada no orfanato em que morou na adolescência. Durante a construção, ela fazia viagens periódicas de Paris para supervisionar o trabalho e cuidar da decoração, sendo que insistiu em instalar uma réplica da escada de pedra do orfanato. Os detalhes também eram um tributo ao seu perfume Chanel No. 5 com camadas de cinco janelas repetidas por toda a casa. Todo material era do melhor, sendo que Coco e o Duque pediram mais de 20,000 de telhas curvas feitas a mão para construir o telhado e a mobília era em tons bege, branco e rosado.

A construção da casa – que possui de 930 metros quadrado e quatro hectares – custou 1,8 milhões de francos e possui sete quartos e banheiros, duas cozinhas, vista para o Mediterrâneo e mobília da metade do século passado escolhida a dedo pela estilista. O nome La Pausa veio da lenda de que Maria Madalena descansou perto das oliveiras do local em sua fuga de Jerusalém depois da crucificação de Jesus. A casa também tem duas suítes – uma de Chanel e outra para o Duque – que ficam em cima. A de Chanel dava para um jardim com oliveiras, margaridas, laranjeiras e íris. Em 2007, o jardim inspirou o perfumista da marca Jacques Polge a criar o “28 La Pausa” para a coleção “Les Exclusifs”.

Em 1930, a Vogue declarou que La Pausa era uma das mais encantadoras vilas nas margens do Mediterrâneo. Algumas figuras ilustres frequentavam o “cantinho” de Chanel como Jean Cocteau, Igor Stravinsky, Pablo Picasso, Pierre Bonnard Field Marshal Bernard Montgomery, Duque de Windsor, Noel Coward, Aristóteles Onassis, Greta Garbo, Rose Kennedy, Príncipe Rainier e Princesa Grace (Kelly). O local tem uma quadra de tênis, mas não tem piscina, já que Chanel não nadava.

Coco vendeu a casa em 1953 depois da morte do Duque de Westminster para Emery Reves, um húngaro que colecionava arte e era agente, escritor, editor e casado com a ex-modelo americana Wendy. Quando Emery morreu em 1981, sua esposa continuou morando por lá até sua morte em 2007 e a casa ficou fechada. Em 2013, La Pausa estava a venda por 40 milhões de euros (não incluía decoração, obras de artes e móveis) e agora pertence aos netos do parceiro de negócio de Chanel, Pierre Wertheimer, Alain e Gerard que darão continuidade ao patrimônio. Agora é esperar Karl Lagerfeld fazer um desfile por lá também, né não?

© http://www.3mille.com for Burger Sotheby’s Realty
(C) http://www.3mille.com for Burger Sotheby’s Realty
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Fotos e info daqui