Maquiadores do terror

Maquiagem com efeito especial é algo impressionante, principalmente para filmes do gênero terror. Atualmente existem diversas marcas maravilhosas que possuem produtos de alta qualidade que facilitam a vida do maquiador, sem contar as próteses mais leves que aderem bem melhor. Segundo o site Mundo Estranho, a maquiagem de efeito no cinema começou em filmes de Georges Méliès e também pelo inventor Thomas Alva Edison (!) que produziu em 1910 a primeira adaptação cinematográfica de Frankenstein. O Edison Studios contribuiu bastante para diversas especialidades dentro do cinema, inclusive a maquiagem.

não tem info sobre quem fez a makeup

Mas um dos grandes magos da maquiagem do terror foi o ator Lon Chaney. Ele mesmo cuidava de cada caracterização de seus monstrengos como Corcunda de Notre Dame (1923) e O Fantasma da Ópera (1925). Dizem que Chaney chegou a usar uma membrana fina e transparente que reveste o estômago de peixes para puxar o seu nariz em direção da testa e criar aquele visual macabro do seu Fantasma da Ópera. Para o seu Quasímodo, o ator usou uma corcunda de gesso de 9 kg. Sim, bizarro e até cruel, mas tendo em vista o material quase inexistente da época foi necessário. Sua maestria em criar técnicas de maquiagem de efeito acabou o apelidando de “O homem das mil faces”.

Já caracterizado como Fantasma da Ópera
Lon Chaney com sua maleta de maquiagem: próteses, perucas e muita técnica
Zoom na mala

Por incrível que pareça, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Academy of Motion Picture Arts and Sciences) não premiava (Oscar) os artistas de maquiagem até 1980, sendo a primeira estatueta entregue para Rick Baker, pelo filme Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Hoje em dia, essa especialidade vem sendo um pouco prejudicada por conta do avanço da tecnologia. O diretor Guillermo del Toro (do Labirinto do Fauno), por exemplo, utiliza os dois em perfeita harmonia, não descarta nenhum e emprega a todos. Apesar da infinidade de programas computadorizados, nada substitui uma boa prótese de efeitos especiais, na minha opinião como maquiadora, é claro. Para você ter ideia do talento desse pessoal, vou citar alguns artistas de FX que fizeram milagres em uma época com pouco recurso, mas muita boa vontade em fazer algo espetacular que marcou gerações.

Jack Pierce

Jack Pierce foi um dos melhores maquiadores de monstrengos depois de Lon Chaney. Ele criou maquiagens icônicas para os personagens de Boris Karloff como Frankenstein (1931), além de outros monstros criados para a Universal Studios. Pierce tinha a reputação em ser grosseiro no set, mas criou um bom relacionamento com Karloff. Muitas máscaras criadas por ele eram feitas de algodão, cola, colódio e maquiagem para teatro na cor verde (que criava o look pálido nos filmes p&b). Quase todos os personagens que Karloff interpretou (Drácula, White Zombie, Múmia etc) passaram pelas mãos criativas de Pierce. Também maquiou Lon Chaney Jr (filho de Lon Chaney, claro) para o Wolf Man. Pierce inspirou vários nomes que viriam a ser importantes na indústria da maquiagem de efeito como Rick Baker e Tom Savini. Em Maio de 2013, a Cinema Makeup School, em Los Angeles, dedicou uma galeria em memória a ele.

Dick Smith

Esse é um dos meus prediletos! Dick Smith começou sua carreira na década de 40 depois de ler um livro sobre caracterização de personagens. Resolveu se especializar e logo foi chamado para trabalhar na NBC onde permaneceu até 1959. Foi pioneiro em usar espuma de látex e plásticos para criar próteses. Além disso, publicou um livro em 1965 chamado Do-It-Yourself Monster Make-Up Handbook em que ensina passo-a-passo a criar 15 monstros diferentes com maquiagem. Smith é considerado o Godfather of Make-Up por ter trabalhado com efeitos visuais em filmes como Exorcista, Taxi Driver, O Poderoso Chefão, A Morte lhe cai bem, Fome de Viver (o vampiro velho Bowie é dele) e tantos outros. Inclusive, ele assinou a maquiagem no filme Amadeus (meuamô) e ganhou o Oscar por Melhor Maquiagem e Hairstyling (merecido porque o Salieri velho estava incrível). Em 2012 ele recebeu um prêmio honorário da Academia por sua carreira. Dick Smith faleceu em 2014 com 92 anos de causas naturais. O artista deixou uma escola, a Dick Smith’s Advanced Professional Make-Up Course onde tem diversos cursos sobre maquiagem de efeitos especiais. Se eu tivesse oportunidade em estudar sobre isso, claro que seria um luxo frequentar (mas precisa ter um básico).

O Salieri de Amadeus

Rick Baker

Como citado acima, Rick Baker é uma figura fundamental e aclamada no meio da maquiagem FX. Baker começou a brincar de maquiagem na adolescência quando criava artificialmente partes do corpo humano na cozinha de casa. Seu primeiro trabalho foi como assistente de Dick Smith para o filme Exorcista. Com seu talento e dedicação, o artista despontou e chegou a receber o primeiro Oscar da categoria por Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Foi criação dele a maquiagem feita em Michael Jackson no clipe Thriller, Grinch, Homens de Preto, Planeta dos Macacos (2001), Professor Aloprado, Malévola e Star Wars (sim!), entre outros. Baker já foi indicado 12 vezes ao Oscar, ganhando sete. Para ele, um dos seus trabalhos mais interessantes foi em Um Hóspede do Barulho (1987). Em 2013 recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e em 2015 anunciou sua aposentaria no cinema por se sentir cansado da competição com a parte tecnológica. Infelizmente, Baker fechou o estúdio que tinha e leiloou diversas máscaras criadas por ele.

Ve Neil

Sim, existe mulher maquiadora de efeitos especiais! Ve Neil é um dos grandes nomes na indústria cinematográfica e possui trabalhos incríveis em seu currículo. Seu primeiro filme foi Laserblast (1978) em que o maquiador Fred Phillips de Star Trek foi seu mentor. Hoje em dia ela é um dos grandes nomes da maquiagem no cinema e queridinha do Tim Burton e Johnny Depp. Inclusive, ganhou Oscar pelas maquiagens de Beetleljuice e Ed Wood. Neil foi indicada oito vezes e tem mais de 60 filmes assinados como Piratas do Caribe, O Iluminado, Inteligência Artificial, Edward Mãos de Tesoura, Jogos Mortais, Capitão Gancho, Batman (Tim Burton e com Schumacher) Constantine, Sweeney Todd, Amistad, Uma Babá Quase Perfeita (ganhou Oscar por ele também), entre muitos outros. A maquiadora veio para o Brasil em 2010 e deu uma entrevista legal para o R7 aqui.

Criando o Scissorhands

Tom Savini

Tom Savini é um dos mestres da maquiagem sangrenta, tendo o apelido de Godfather of Gore. Sua paixão por maquiagem de monstros começou na infância ao assistir as obras de Lon Chaney. Logo, treinava maquiagem caseira nele mesmo a fim de assustar seus amigos. Savini serviu ao Vietnã como fotógrafo de combate e, segundo o próprio artista, a experiência na guerra ajudou a criar seu estilo de maquiagem, pois ao registrar os cadáveres mutilados, tentava focar na destruição como se fosse efeito especial para que não surtasse com todo o horror mais do que real. Quando voltou do Vietnã, resolveu estudar na Carnegie-Mellon University e ganhou uma bolsa de estudos integral no programa de atuação e direção. Em 1974 gravou seu primeiro filme, o Confissões de um Necrófilo. Em 1977 conheceu George Romero, diretor do clássico Night of the Living Dead (1968) e formou a parceria no mesmo ano com o filme Martin. No ano seguinte fizeram Dawn of the Dead que foi um dos grandes sucessos de Savini como maquiador de efeitos especiais. Além de fazer vísceras mega reais e membros decepados, o maquiador também interpretou o líder da gangue de motoqueiros. Nos anos 80, Savini criou a imagem de Jason Voorhees de Sexta-Feira 13. Fez também Maniac (1980), Creepshow (1982) e Day of the Dead (1985), sendo os dois últimos de Romero. Também dirigiu o remake de Night of the Living Dead em 1990 que teve o roteiro reescrito pelo diretor amigo. Savini também criou sua escola em 2000, a Tom Savini’s Special Make-Up Effects Program na Douglas Education Center em Monessen, Pennsylvania, em que ensina tudo sobre efeitos especiais na maquiagem.

David Miller

Outro cara que fez um trabalho inesquecível para o terror cinematográfico foi David B. Miller. Ele foi responsável pela cara assustadora de Freddy Krueger da Hora do Pesadelo (1984). Miller começou em 1982 com o filme Monstro do Pântano e quando conheceu o diretor Wes Craven sua carreira deslanchou. Para criar o rosto de Krueger, o maquiador fez uma pesquisa profunda com vítimas reais de queimadura para que parecesse o mais real possível. A aplicação da maquiagem no ator Robert Englund durava em média de quatro horas. Miller também trabalhou em filmes como Corra que a Polícia vem aí (1988), Contos da Cripta (1989), Coração Selvagem (1990) e no seriado Angel, o vampiro namorado da Buffy.

Tom Sullivan

Outro maquiador conhecido de filmes de terror é o Tom Sullivan. O artista começou sua carreira depois que sua namorada na época o apresentou ao diretor Sam Raimi. Os dois se entenderam, pois Sullivan era fascinado com animação stop-motion e efeitos especiais. Sam o achou promissor e a parceria foi feita em Evil Dead (1981), um clássico do terror independente. Sullivan também fez a Mosca 2.

A lista é grande e acredito que rola um post parte dois para dar continuidade, mas quem tiver mais interesse em conhecer tem mais aqui.

Entrevista com Juliana Lourenço

ju lourenço bags 6

Investir em acessórios (bolsas, brincos, colares etc) pode ser uma salvação para quem gosta de roupas mais básicas, mas quer dar um ar especial no visu. As bolsas lindas, originais e de excelente qualidade da Juliana Lourenço, por exemplo, cumprem muito bem essa função. Conheci a Ju – que é de Londrina – já faz um tempinho e pela internet mesmo. Comprei minha primeira bolsa (western thunderbird), acho que em 2012/13 e desde então a acompanho. Recentemente fiz outra compra (boca) e a chamei para uma entrevista pra cá, algo que até demorou muito para ser feito, tendo em vista que ela é um doce e sempre curtimos algo uma da outra. Aliás, impossível não amar as postagens de looks produzidos por ela que são homenagens às épocas maravilhosas de 50, 60 e 70, às musas como Sharon Tate, Dolly Parton, Elvira, Barbie e tantas outras. Um desbunde e tudo modelado por ela que é lindíssima.

Seu bom gosto não é à toa. Juliana é formada em Moda e pós-graduada em História da Arte pela Universidade Estadual de Londrina e tem sua marca homônima de bolsas desde 2004. Os produtos possuem uma pegada retrô e são confeccionados com materiais sortidos, tais como vinílicos, sintéticos, couro ecológico, algodões e mistos, ou seja, nada de origem animal. Os temas das coleções são variados como western, geek, retrô, divas darks, entre outros. Ah, os preços são justos e vem tudo bem caprichado pelos correios. Sucesso!

ju lourenço bags 3

Na entrevista a seguir, Ju gata conta sobre processo criativo, surpresas que estão por vir e influências:

1- Você tem sua marca já tem um tempo e cada ano que passa suas criações ficam mais lindas. Quando surgiu a primeira ideia, de fato, pra criar a primeira bolsa? Foi uma necessidade pessoal em não encontrar no mercado?

Tenho minha marca desde 2004, eu conciliava meu emprego de designer em uma fábrica de jeansweare e fazia as bolsas em casa depois que chegava da fábrica. Foi ficando muito corrido devido ao aumento de pedidos, dai pude largar meu emprego, que gostava muito também, e seguir meu grande sonho de ter minha marca própria.

2- Como é seu processo criativo e materiais que costuma utilizar para criar?

Geralmente eu faço o que eu gosto em termos estéticos, mas pesquiso muito tendências e o que meu público gosta. Não sigo um processo fixo, as vezes compro os materiais primeiro, só então penso numa nova coleção ou modelo, ou as vezes faço um briefing e vou atrás dos materiais que se encaixam nessa nova pesquisa.

juliana lourenço bolsas

3- Você está trabalhando em algum projeto no momento? Caso positivo, poderia nos contar?

Sim, sempre tenho novos projetos, inclusive sempre tenho novos produtos aqui em casa, mas não consigo lançar com a frequência que queria pois tenho muitos pedidos. Como sempre as novas bolsas vão vir com personagens queridos pelo público vintagelovers, aguardem que vai vir algo do Deus…..BOWIE!

4- Você tem algum modelo de bolsa que criou que guarda com muito carinho?

Tenho sim!!! Tenho duas bolsinhas que confeccionei em 2004, são bem pequeninas, mas que tem uns aviamentos de cerejinhas que eu gostava muito, só guardei essas de lembrança.

5- É fato que os anos 50, 60 e 70 são grandes inspirações para suas criações. Quais são suas outras influências?

Com certeza essas 3 décadas são minhas maiores influências, mas devido a grande possibilidade de pesquisas na internet e aumento do público alvo tenho me influenciado muito no mundo Geek e Kawaii.

6- Depois da maternidade, você pensa em criar alguma linha infantil de bolsas?
Sim, com certeza, só tenho que administrar melhor meu tempo, que agora está mais escasso ainda! Quero investir bastante nessa linha mamãe e filhinha retro, vai ser uma fofura!

7- Pra finalizar: quais dicas que você, como empreendedora, dá para quem está a fim de começar um negócio no ramo de moda?

Conhecer bem os anseios do seu público alvo, sempre pesquisar para trazer novidades.

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Da tristeza amorosa

Direto ao ponto: dos 28 para os 29 me coloquei num stand by amoroso que foi importante pra mim. Uma desintoxicação mesmo. Foi necessário, pois, infelizmente, sou dessas pessoas intensas. Não gosto desse lance de 8 ou 80. “Ai sou 8 ou 80, me aguentem”. Não, eu gosto de equilíbrio e gostaria muito de encontrá-lo para viver em paz comigo mesma e com quem convive comigo. Então, sozinha, eu encontrei isso e percebi que ser solteira é muito ok, já que traz uma paz de espírito maravilhosa (como escrevi aqui). Dos 29 para os 30 e depois indo para os 31 (dois anos) foquei quase que exclusivamente na minha nova carreira. Foi um momento de transição digna e no meio disso tive uma fase quase que adolescente que durou um mês. Parecia até uma despedida. Foi engraçado, mas acabei perdendo meu celular nessa época que foi um dos maiores prejuízos da vida, haha. Blé. Problemas que você resolve com freelas.

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Um mês antes de completar 31, algumas coisas mudaram e resolvi aceitar, abraçar e me dispor. Parecia até um sonho bom, um presente divino (haha) de ter uma romaria -literalmente- na porta do meu prédio em um dia que foi especial. Mas nada é fácil, as pessoas carregam uma bagagem lotada de medo, frustração, monstros etc. Surgem aviltações e, você, que sempre gostou de ser como é, mesmo sabendo que ainda precisa mudar muito, se sente culpada por existir.  Nessa fase também existem intempéries nas amizades com mudança da rotina e comportamentos babacas, mas isso se resolve. Ainda existe a cobrança da sociedade online que até entendo, pois um “solteiro(a)” no Facebook – que é o RG virtual de 98% da população – pode abrir portas, né não? (essa pesquisa aqui não foi à toa). A pessoa te assume, mas não te assume por inteiro. E talvez você nem queira mais porque as coisas desandaram de tal jeito que só quer ficar encolhida no cantinho, vendo como sair do olho do furacão. Existem as coisas boas, claro, o carinho, a paciência momentânea, a parceria que tanto quis, o andar de mãos dadas, os elogios sobre sua aparência física que nem está tão boa assim, diga-se de passagem (hehe). Talvez fosse um teatro. E isso dói quando você precisa colocar na balança se prefere continuar vivendo numa masmorra amorosa onde recebe “prêmios sociais” como pseudo namorada ou se prefere escrever um texto catarse com óculos embaçado, pois sabe que o final realmente chegou. É uma dor tão cruel em saber que você se expôs tanto, se abriu e tudo mais. O meu sincericídio causa danos para todos os lados (80). Os meus engolir de sapos que não são bons para o meu peito (8). Foi uma pena que monstros e frustrações acabaram tomando conta disso tudo. Infelizmente eu idealizo relacionamentos: sei que serão difíceis, mas precisa existir respeito, amizade e muito amor que jamais vai fazer com que você solte os clichês culturais escrotos que ninguém merece ouvir. Nem você, nem ele. É uma pena mesmo que isso ainda é tão distante pra mim.

Conheça Alisha Huskin aka scoobtoobins

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Você pode encontrar Alisha Huskin de diversas formas na internet com o sobrenome Murray, por exemplo ou como Scoobtoobins – apelido de seu cachorrinho que acabou virando seu username artístico nas redes. Ilustradora freelance para o Metro Detroit Michigan, ela retrata tudo que a interessa de uma maneira bem única. Por ser extremamente tatuada, a artista sempre faz referência a este mundo maravilhoso (heh) com temas como sexo, amor, morte, desilução, entre outros.

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