Inspiração pra look: Caroline Receveur

caroline receveurTempinho que não falava sobre blogueirinha estilosa aqui, né? Estou por fora, confesso. Mas nas minhas andanças pelo Pinterest conheci Caroline Receveur. A modelo/atriz/digital influencer francesa de 28 anos é linda, tatuada, estilosa e tem uma marca de chás naturais, o Wandertea, que diz ser o número 1 como chá detox. Caroline mora em Londres com o namorado e, além de ser uma mulher bem sucedida com um cabelo maravilhoso (vermelho com as pontas loiras), tem um estilo despojado chique. A garota consegue misturar bem as peças e texturas, sem deixar o visual monótono. O blog homônimo fala sobre lifestyle, viagens e moda, claro. Pra quem curte acompanhar essas meninas bonitas, empreendedoras e estilosas, fica a dica (sim, é humilhante).

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O meu cantinho em Berlim

Já vai fazer um ano que fiz uma viagem preciosa para comemorar meus 30 anos e jamais postei a respeito. Toda vez que tentei escrever, falhei. Ficava emotiva, com saudades, meio deprê. Ficava não, ainda fico, mas diminuiu bastante. Sempre achei exagero de quem fala que fica depressivo pós-viagem. Paguei com a língua. Existe mesmo essa possibilidade.

Uma das cidades que mais adorei visitar foi Berlim. Fui muito feliz lá, me diverti, comi bem e paguei pouco, tinha amigas brasileiras que me ajudaram (Bruna e Bianca), me emocionei e encontrei um cantinho que fui duas vezes. Imagine, você tá viajando e quer conhecer o que puder, não vai querer voltar num lugar duas vezes. Mas gostei tanto que voltei. Vou fazer assim: cada cidade que passei, vou citar um lugar que gostei muito. Assim deixo marcado aqui também, pode ser? Vou começar com a segunda que visitei, Berlim.

Ok. Lá em Berlim eu fiquei em Prenzlauer Berg (não sei pronunciar isso até hoje) em um apartamento muito bem localizado, perto da Schönhauser Allee (esse consigo falar). Na época do muro, esse bairro ficava na parte Oriental e era para operários. Essa área foi um pouco esquecida durante a guerra (ainda bem) porque nunca teve muito investimento, o que tornava tudo mais barato. Hoje em dia, é um bairro bem cotado e não é mais barato como antigamente, rolou a tal gentrificação por lá sim. Confesso que pesquisei muito no airbnb lugares nessa região e em Kreuzberg. Fiquei com o primeiro mesmo.

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ph: Michael Weck

Pois bem, no primeiro dia (16/10/15) que eu e minha mãe chegamos em Berlim, além de bem recepcionadas pelo dono do apartamento que ficamos hospedadas, também fizemos reconhecimento da área. Andamos pelo bairro todinho – perto de lá – a fim de memorizar placas (haha sou ótima nisso, sério), achar supermercado, mercadinhos e restaurantes. Nessa andança encontramos um lugar muito charmoso, o Kohlenquelle.

Você enxerga uma portinha pichada de esquina e não dá nada. Na-da. Graças aos deuses minha mãe não é enjoada e meio que topa entrar em lugares “diferentes”. Quando entramos, pense num lugar com uma vibração incrível? Era lá, um restaurante-bar (nunca fui à noite). Eles servem almoço com um cardápio bem variado (sempre tem veggie por lá), além de servir drinks, cervejas, sucos e refrigerantes (pedíamos nossa amada FRITZ KOLA).

Kohlenquelle
credit

O moço do balcão foi muito educado e na segunda vez que aparecemos, ele nos reconheceu e cumprimentou de forma diferente. Eu ACHO que voltamos lá pela terceira vez, antes de irmos (não posso confirmar porque apaguei isso da minha mente). Ali é um lugar para todos: vi estudantes, mãe com crianças (tem uma creche perto), senhores lendo jornal, trabalhadores com uniforme e capacete, estrangeiros (oi!). O ambiente é limpo e com decoração simples, no estilo 50/60s. Tem até sofá nos cantos. A comida vem rapidinho com uma apresentação bonita e um valor beeeem amigo (confira o cardápio aqui). Realmente gostei bastante de lá e recomendo!

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euzinha, eita.

Kohlenquelle

Kopenhagener Str. 16
10437 Berlin–Prenzlauer Berg

Sad Girls, por Luiza Cassiano

Não é a primeira vez que Luiza Cassiano aparece aqui. Em 2014 eu a entrevistei quando ela trabalhava na bareMinerals e desde então nos acompanhamos pelas redes sociais. Sempre estou de olho nos desenhos que ela posta e pedi que me contasse sobre a l.sad girls em que o foco é ilustrar meninas fortes, engraçadinhas e que não escondam seus impulsos sexuais. As meninas tristes são empoderadas, mas ao mesmo tempo estão frustradas com algo e podem ser objetificadas. Aquele yin-yang que conhecemos, né?

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Luiza me contou que desde que voltou para o Rio de Janeiro, em 2014, a vontade em desenhar – que a acompanha desde criança – retornou e foi um alívio para um momento de crise. Mesmo não a conhecendo pessoalmente, sempre vi uma veia artística forte e não estava errada. Mesmo que o Sad Girls ainda seja considerado mais um hobby do que um projeto mega sério, existe um Instagram em que as ilustras são postadas e vendidas. O processo criativo é espontâneo e faz parte de momentos de isolação e introspecção em que Luiza consegue traduzir seus pensamentos em desenhos. Apesar de darem excelentes tatuagens, Lu ainda não pensa no assunto, mas deixa as possibilidades abertas.

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Gostou dos desenhos? Você pode encomendar pelo Instagram ou pelo e-mail: luizacassianoart@gmail.com

Elke, a Maravilha

2016 anda perdendo muita gente interessante. Bowie, Prince e agora Elke Maravilha. A russa mais brasileira que existiu. Pessoa inclassificável seja pela inteligência, autenticidade, beleza, talento, bom humor, garra e boas análises a respeito do ser humano. Desde criança a achava sensacional, enquanto outros falavam que tinham medo dela. Medo do que? De ser diferente? A achava exuberante, divertida, meio bruxa, meio drag queen, era ela inteirinha ali pra gente. Aquela risada alta e verdadeira. Como adoro pessoas assim.

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Esse ano ela veio para Curitiba em uma festa chamada “Brasilidades”. Nada mais apropriado, já que era filha de russos, mas também do Chacrinha. Infelizmente não consegui ir, mas dizem que foi incrível. A Elke vai, mas a gente fica – por enquanto – num mundo mais sem gracinha e esperando que pessoas como ela, Bowie ou Prince venham para dar um tchan nessa sociedade sem graça e quadrada. Aqui e aqui tem dois textos ótimos a respeito dela. Que ela esteja brincando de outras coisas nessa passagem.

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La Fleur de L’âge

Ah, quanta coisa a gente precisa desmitificar, não é mesmo? Tem um certo tempo que defendo a velhice com unhas e dentes neste blog ou qualquer rede social. Sou uma pessoa que sempre admirou pessoas mais velhas, sempre convivi mais com adultos quando era criança. Hoje, aos 30 anos, logo considerada balzaquiana, devo dizer que defendo mais ainda. Minha percepção das coisas melhorou muito. Aqui tem alguns posts que já fiz a respeito.

Quando a gente trata sobre a velhice atual de uma maneira mais midiática, o que é mais centrado no “saber envelhecer” é a respeito do estilo e maquiagem, por exemplo. Parece que é um ponto crucial em que você soube lidar consigo mesma com o passar dos anos. Temos o Advanced Style que comprova tudo isso. Pessoas mais velhas não são vistas mais assim:

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Dona Benta

Elas se vestem com mais estilo, possuem vida sexual ativa, estão fazendo propaganda de cosméticos etc. Viraram pauta mesmo e vão mostrar que a vida só acaba quando se está a sete palmos e não antes disso. O jornal francês Le Monde costuma publicar semanalmente a Le Magazine du Monde. Por ser uma das revistas de maior veiculação do país, resolveram publicar um ensaio de beleza encantador com mulheres acima de 70 anos usando maquiagens bem coloridas. A maquiadora Isamaya Ffrench que faz trabalhos pra MAC, Yves Saint Laurent e o fotógrafo Richard Burbridge deram vida ao editorial  ‘La Fleur de L’âge‘ (A Flor da Idade) que quebra o esteriótipo em que senhoras só usam maquiagem nude.

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[Via Vica e MakePRO]