As ilustras de Patrick Nagel

Se você é dos anos 80 ou adora essa época, provavelmente já viu alguma obra de Patrick Nagel por aí. O artista americano ganhou notoriedade com suas ilustrações pop-art que misturavam grafismo, Art Deco e um pouco da estética nipônica, mas sempre minimalista e enaltecendo mulheres sedutoras. Um de seus grandes trabalhos foi a capa do álbum Rio (’82) do grupo inglês Duran Duran.

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Formado como bacharel em Pintura e Design Gráfico pela Chouinard Art Institute and California State University, em 1969, o designer pegou seu diploma e tornou-se freelancer, participando de grandes peças publicitárias como Ballantine’s, IBM, MGM, Harper Magazine e Lucky Strike. Daí foi um pulo para ter seu nome conhecido. Nagel influenciou grandes artistas do meio musical e fashion e, inclusive, contribuía regularmente com a revista Playboy, o que ajudou a popularizar sua arte.

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AD Lucky Strike – Espanha

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Os anos 70 foram bem prósperos para o artista visual, mas foi no começo dos anos 80 e em Los Angeles que suas ilustrações com a pegada New Wave ganharam força. Seu trabalho foi grande inspiração para artistas como David Bowie, Robert Palmer e George Michael. Sem contar Duran Duran que teve a capa de seu álbum mais vendido ilustrado por ele – como citado acima.

Muito influenciado pelos fotógrafos Helmut Newton e Guy Bourdin, Nagel virou especialista em desenhar mulheres misteriosas que, segundo o próprio, preferia não conhecê-las muito bem e sim imaginá-las. Para ele, essas mulheres eram criaturas da noite que gostavam de beber e fumar bastante, porém sempre mantendo o controle da situação.

Infelizmente Patrick Nagel morreu em 1984 com apenas 38 anos, mas deixou muita coisa boa pra gente.

Aqui tem um tumblr bem bacana com as obras dele :)

Librianos que amo

INHAI! Andei sumida mesmo, setembro foi meio blé pra mim. Só quando entrou em LIBRA que melhorou. Juro por tudo. Amo esse signo, não só porque nasci sob a influência dele, mas parece que as coisas vão se encaixando. ENFIM, para comemorar final de setembro e metade de outubro, vou fazer uma listinha de librianos maraviosos. Os meus prediletos

Brigitte Bardot (28/09)

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Marcello Mastroianni (28/09)

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Monica Bellucci (30/09)

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Gwen Stefani (03/10)

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Kate Winslet (05/10)

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Rita Hayworth (17/10)

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Catherine Deneuve (22/10)

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E tem muita mais! Hugh Jackman, Marion Cottilard, Susan Sarandon, Ryan Reynolds, Will Smith, Clive Owen, Jeff Goldblum, Christopher Waltz, Pedro Almodóvar. Aqui tem uma lista e aqui outra.

Dwam, tatuadora e fotógrafa

Dwam tattooDwam é tatuadora, ilustradora e fotógrafa, sem ordem definida, mas ela o é. A francesa de Nantes trabalha no estúdio TurboZero onde tatua seus desenhos intrigantes, fortes, mas com uma delicadeza sutil. Pontilhismo é seu carro-chefe, sempre com algum detalhe de botânica, mãos, cristais, entre outros.

Além de atender em Nantes, a artista costuma passar pelo Sweet Needle, em Paris, sempre com horário marcado. É possível tatuar flashes (ela tem folhas bonitas).

Seu trabalho com fotografia também é muito bonito e pode ser visto aqui.

Para segui-la: Instagram | Site

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The Idiot, Iggy Pop

Estava rolando uma brincadeira (aka corrente) no Facebook em que você deveria postar uma foto de um álbum que teria muita importância na sua vida e indicar amigos para continuarem. Me marcaram e não quis pensar muito: citei The Idiot, do Iggy Pop. O escolhi porque desde o final de julho estava ouvindo incansavelmente e dei continuidade em agosto.

Acho esse álbum importante por tantos motivos, por exemplo: ele foi o disco de estreia do Iggy Pop em sua carreira solo (depois do Stooges), lançado em ’77 – ano muito próspero musicalmente e com colaboração intensa de David Bowie.

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Ele foi finalizado basicamente em Berlim, cidade que abrigou Bowie e Pop na tentativa de ambos em diminuir o consumo de drogas pesadas. As letras são exatamente sobre essa fase louca pero no mucho da dupla afinada (Funtime, Nightclubbing, Dum Dum Boys). Segundo Pop contou, Bowie e o produtor Tony Visconti pediam para que ele deixasse o tom punk e cantasse com uma frequência mais “leve”, prestando atenção no timbre. “Cante como a Mae West”, disse o camaleão para o roqueiro de vestido. Deu certo. Tanto é que quando escuto Baby (minha predileta), sinto a sedução na voz de Iggy Pop. E Nightclubbing – que foi regravada pela deusa Grace Jones – também é uma delícia soturna, arrastada. Imagino os dois andando por Berlim à noite, perambulando nas boates diferentonas da cidade.

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O nome do álbum foi inspirado no livro de Dostoiévski, O Idiota, que era adorado pelos meninos. Outro fato legal é que a famosa China Girl, original do The Idiot, foi regravada em 1983 por Bowie para o “Let’s Dance”. Gravado no estúdio Hamsa By The Wall, em Berlim, foi ali que também nasceram Low, Lust For Life e Heroes. Para o The Idiot – que seria o debut solo de Iggy – teve um atraso para finalização, já que Bowie pediu para que Visconti trabalhasse na mixagem. Valeu a pena a espera, pois o sucesso foi tanto que Iggy Pop conseguiu um contrato pela RCA.

iggy bowie
Nightclubbing, we’re nightclubbing. We’re an ice machine. We see people brand new people, they’re something to see
Dum dum boys are you Alive or dead
Dum dum boys are you
Alive or dead
Fun I'm gonna get stoned and run around All aboard for funtime
Fun
I’m gonna get stoned and run around
All aboard for funtime
Listen to me Sister Midnight You put a beggar in my heart Calling Sister Midnight
Listen to me Sister Midnight
You put a beggar in my heart
Calling Sister Midnight
I'm buried deep in mass production You're not nothing new
I’m buried deep in mass production
You’re not nothing new

Dizem que o Ian Curtis, do Joy Division, escutava The Idiot um pouco antes de se enforcar na cozinha de sua casa. Verdade ou não, na alegria ou na tristeza, na vida ou morte, esse álbum está no meu coração e ouvidos para sempre. Para finalizar, indico esse texto aqui que conta a saga de David Bowie e Iggy Pop em 1977.

THE IDIOT, IGGY POP

Lançamento 18 de março de 1977
Gravação julho de 1976 a fevereiro de 1977
  • Iggy Pop – vocal
  • David Bowie – teclado, sintetizador, guitarra, saxofone, xilofone, vocais
  • Carlos Alomar – guitarra
  • Dennis Davis – bateria
  • George Murray – baixo
  • Phil Palmer – guitarra
  • Michel Santangeli – bateria
  • Laurent Thibault – baixo

Darlin Design

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Faço parte de vários grupos do Facebook sobre as drags de RuPaul. As pessoas que frequentam são ótimas, sempre postam memes divertidos e até ilustrações. Foi no grupo da Sharon Needles (minha favorita) que conheci a DarlinDesign. As ilustrações são feitas por duas artistas de Londres que são apaixonadas pelo glamour das pin-ups e horror art. Outra habilidade além da ilustra digital e manual (feita com lápis ou guache) também é a criação de escultura em madeira e bustos de manequins que são utilizados em lojas. Um trabalho bem feito e incrível.

Darlin Design

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