bordado

Botando reparo com pedroluiss

Depois de um bom tempo sem postar por conta da mudança de host, volto com um post mega especial. Quem manda hoje no blog é meu irmão de alma e migo from Pinterest, Pedro Luis. Ele já apareceu por aqui em 2015 e de dois anos para cá, o trabalho dele evoluiu de forma espetacular. Pedro mistura bordado e fotografia com uma sensibilidade muito única, visceral e que traz um sentimento único para quem aprecia. Ele também apareceu no Multishow, já fez exposições no Rio de Janeiro e São Paulo, e espero muito que venha para Curitiba em 2018. Dei uma missão (amiga da onça): para que ele escolhesse cinco dos seus infinitos (e belos) trabalhos. Ele sentou, botou reparo e taí:

Eu não gosto de explicar muito os meus trabalhos porque eu já acho que eles são literais demais, por isso eu fico muito feliz quando vejo as pessoas dando significados que não foram os meus. O que gosto sempre de falar a respeito é, que nem sempre cada trabalho foi feito para uma situação específica, ou uma pessoa específica. Não existe isso, é o sentimento envolvido. É a história que eu crio ao bater o olho na foto e imaginar o que pode ter sido aquela situação ou onde eu me vi falando aquilo, ou fazendo algo parecido. Tudo um exercício de interpretação. Tentei falar aqui o que eu gosto em cada trabalho, sem dar muita pinta para explicações a fundo de cada: Eu não gosto de explicar muito os meus trabalhos porque eu já acho que eles são literais demais, por isso eu fico muito feliz quando vejo as pessoas dando significados que não foram os meus. O que gosto sempre de falar a respeito é, que nem sempre cada trabalho foi feito para uma situação específica, ou uma pessoa específica. Não existe isso, é o sentimento envolvido. É a história que eu crio ao bater o olho na foto e imaginar o que pode ter sido aquela situação ou onde eu me vi falando aquilo, ou fazendo algo parecido. Tudo um exercício de interpretação. Tentei falar aqui o que eu gosto em cada trabalho, sem dar muita pinta para explicações a fundo de cada:

5# me deixa lembrar de você assim: esse trabalho é bem recente e ele foge um pouco da estrutura que usava para os outros, nesse eu não usei o algodão cru como suporte. com o contorno do personagem foi criado um segundo personagem ao trabalho, que é quem a gente imagina que a pessoa era e tantas vezes nos iludimos, por não ver quem realmente é, ou uma projeção do que queremos que a pessoa seja.


4# chorei mas nem você viu: eu fui uma criança muito chorona, na minha família todo mundo chora muito e a toa. hoje em dia eu fiquei um pouco mais duro, mas quando choro é aquela cachoeira que fica difícil parar. Eu gosto dessa foto, pelo fato de ser um cinema ou um teatro e todo mundo está olhando para o palco mas esse personagem que escolhi como o chorão, estava olhando para a câmera, ou seja, ele sabia que estava sendo fotografado coisa que os outros não perceberam. Nesse caso ele funciona como um espelho de quem tá olhando pra ele, então ele chora e ninguém a volta dele percebe porque estão todos concentrados em outra coisa, assim muitas vezes acontece na vida da gente, quando a gente só queria que alguém percebesse que não estamos bem e pergunta se a gente andou chorando.


3# era você que faltava: eu amo tanto essa foto porque eu realmente acredito que eles eram um casal, assim que eu bati o olho, nessa foto num sebo que comprei em SP, eu já visualizei esse trabalho pronto, e pensei, bom não tenho muito o que fazer aqui a não ser rasurar os olhos e tá pronto. eu gosto pela simplicidade, pelo abraço, pelo sentimento ali envolvido. infelizmente ainda não falei essa frase pra ninguém, mas acredito que deve ser uma sensação muito boa, é o que esse trabalho me passa.


2# sexo frágil: esse trabalho é especial pra mim por eu ter começado ele há um bom tempo antes de finalmente dar ele como concluído, e a princípio a ideia inicial não era essa da foto no meio, seria feito um pênis bordado também, a ideia era que a calça fosse uma fantasia de homem: pelos da perna + pênis. Mas ao longo que fui fazendo, vi não fazia muito sentido pra mim, foi quando eu tive essa ideia do bebê chorando. Esse trabalho fala muito comigo, por essa pressão de seguir um “padrão” de homem, que isso tá a cada dia mais ultrapassado. então eu coloquei o sexo frágil como o masculino, sobre a fragilidade da masculinidade padrão: não pode chorar, não pode elogiar outro homem, não pode se vestir bem … a lista é longa sobre esse conceito escroto que não deixa de ser um machismo torpe.


1# olhei para o lado e você não estava ali: quando eu terminei este trabalho, eu já sabia que na minha opinião ele seria o mais completo que eu já tinha feito, tanto de ideia quanto de execução. Ele foi feito para a minha exposição de SP: um fio solto. A ideia inicial era um pouco mais ambiciosa onde estes travesseiros estariam em cima de uma cama bagunçada mas ela foi adaptada para só os dois travesseiros na parede, o que deu a mesma ideia.

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Bordados investidos

Quem lê o bloguinho desde sempre, sabe que já fiz alguns posts sobre bordado (aqui ó). Acho essa arte incrível, tentei aprender quando mais jovem e realmente não é algo que possuo paciência. Porém, sempre dou meus pulos para comprar das meninas que sabem fazer impecavelmente. O que mais adoro nessa nova leva de bordadeiras é o fato de expressar mensagens divertidas, sarcásticas e até “agressivas” de uma maneira vovó de ser. Vou mostrar os que tenho:

NOT TODAY SATAN por Brisa Issa

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A Brisa é tipo uma irmã perdida que achei na vida. A conheci pelas redes sociais e já até fiquei instalada na casa dela quando passei um mês em SP ano passado. Ela é cheia de talentos: borda, cria moda e tatua. Encomendei a frase da Bianca Del Rio em 2014. Segundo a Brisa, teve gente que pediu igual de tanto que adorou. Até o estilista Alexandre Herchcovitch já encomendou peça com ela (não igual a minha, mas de sua família). Você pode encomendar o seu bordado pelo e-mail dela.

FUCK CUPID, por Tramp Gramma

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Em primeiro lugar, o nome Tramp Gramma é maravilhoso. Além de fazer peças incríveis, volte e meia tem oficina de bordado subversivo em SP e no RJ por um preço camarada e material incluso. Ano passado, pedi o Fuck Cupid (R$ 30) e da sereia (R$ 60), e ainda veio com esses dois bordadinhos de brinde. Um trabalho bem caprichoso que sai do óbvio e com um valor decente. Recomendo.

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DAVID BOWIE, por Bordei pra você

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Esse foi doloroso. Uma semana antes da morte do nosso amado David Bowie encomendei essa lindeza com a Nina do Bordei pra Você. Ela me atendeu super bem e fez rápido porque estava de férias. O valor, já com a moldura, foi R$40 e é bem grandinho. Pintei a moldura e dá pra ver o resultado aqui.

BENDITA Coletivo

Se tem algo que adoro no movimento feminista atual é essa união artística por meio de coletivos. O coletivo não é algo de hoje, existe já faz um tempo e foi criado a fim de unir pessoas com interesses em comum para que, juntas, possam expor seus trabalhos em feiras. O coletivo pode começar no virtual e se estender para algo físico, ser apenas virtual ou físico, não tem uma regra exata, mas precisa ser democrático e difundir informação, conteúdo e integração para que todos possam expor seus trabalhos.

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Dito isso, venho apresentar a Bendita – um coletivo criado há mais ou menos um mês por Gabriela Cargnelutti e Mayara Magri Soares. Conheci a Gabi por meio da minha fanpage louca, mas já tinha a visto na página do blog. Ela veio me contar um bapho pessoal via mensagem (por conta de um post meu) e nos adicionamos. Essa mina é tipo uma amiga perdida da vida que você encontra na internet, sabe? Adorei mais ainda que a danada é engajada.

Gabriela é formada em Design de Produto e a Mayara em moda, juntas tiveram a ideia em criar o coletivo para unir meninas de diferentes áreas para que possam colaborar uma com a outra. “Às vezes é tão difícil a gente sair da nossa zona de conforto, né? E a gente, através da Bendita, conseguiu dar aquele empurrão necessário uma à outra e viu como as coisas fluem mais fácil e com mais segurança com esse apoio”, explica.

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E do que se trata esse coletivo? A Bendita vem com trabalhos com ilustração, bordados e patches. Apesar de ser um projeto bem recente, as meninas já participaram da Surto que é um feira de ideias impressas e bombaram por lá. Além disso,  Gabi e Mayara já estão com zine em processo e procuram meninas da região para entrarem na onda. Gabi me contou que a ideia para o futuro é envolver todos os tipos de trabalhos e regiões, e criar algo parecido com o Mapa das Minas. Por exemplo: uma menina que faz foto chama outra que faz maquiagem (oi!) e juntas fazem uma produção para criar um banco de dados/portfolio. Ficou a fim de participar ou obter o bordado, ilustra e patch delas? Só entrar em contato: benditacoletivo@gmail.com

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Print de edição limitada da Twiggy. Arcade Fire como trilha sonora <3
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Bordado da Mathilda <3
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Patch do bem
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Arte que ela disponibilizaram em alta para o pessoal imprimir e fazer de lambe-lambe

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Gabriela e Mayara

Para seguir: Fanpage | Instagram

Véia bordadeira safada

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Já comentei algumas vezes por aqui que sempre achei legal esse lance de bordar. Eu não tive paciência para aprender com minha tia, mas hoje em dia cogito a ideia em ter umas aulinhas com a mãe do Zé Leguinho. Parece ser super terapêutico, sem contar que dá para fazer várias coisas divertidas e diferentes para casa (ou dar de presente para amigos). Enfim, separei uns bordados diferentes que encontrei por aí. Um melhor do que outro:

Fontes: aqui, aqui e aqui