infância

Brilho eterno de uma mente com lembranças da infância

babyleticia

Como é bom ser criança e não ter preocupação com nada. Eu fui uma criança um pouco introspectiva, por incrível que pareça. Era filha única, de mãe solteira e vivi sete anos longe de primos e, pior, em apartamento (beijos Brasília). Aprendi a criar um mundinho próprio, estilo Amélie Poulain na infância. Quando me mudei para o interior do Paraná, morando em casa e com uma vizinhança cheia de criança da minha idade, a vida social melhorou bastante. Mesmo assim, eu tinha momentos bem introspectivos em que preferia ficar dando aula de História para as minhas bonecas ou pular elástico com as cadeiras.

227561_10152209301950584_813875205_nNunca gostei de Paranavaí, mas agradeço por ter crescido lá e ter tido a oportunidade em andar de bicicleta e de patins com os amiguinhos, fechar a rua para jogar queimada, vôlei ou bets; acompanhar minha vizinha mais senhora, a Dona Marcelina, na feira e na igreja; varrer a calçada da Dona Maria do Pastel e ganhar um…. pastel; comprar paçoca e canudinho de doce de leite no bar do Seu Bill para assistir Jaspion à tarde com o sobrinho da Estelita  – a moça que cuidava da casa e de mim.  Também passava muito tempo com minha vó e a ajudava a enrolar os bobs e passava o spray na parte de trás do cabelo dela. Gostava de acompanhá-la em suas  visitas ao cemitério e na lotérica (vovó sempre jogava na Quina).

Adorava ter minha ~gang~, mas também nunca achei ruim brincar sozinha. Lembro que sempre dava um jeito de me divertir all by myself: quando a Estelita lavava a garagem, eu aproveitava para pegar minha prancha da Melissa, colocar o k-7 Top Surprise e fazer um desfile usando a mangueira como chafariz (oi?). Pegava minhas Barbies e cortava o cabelo das fias com a tesourinha de cortar unha (para o desespero de Mary O.) e passava caneta Bic para intensificar a maquiagem das lindas. Criava tantos roteiros para as minhas bonecas que ficava difícil não me divertir. Também tinha o costume de adotar os gatos que surgiam no fundo de casa (contei aqui), escutar música e criar coreografias de Ballet e GRD. Eu criava tantas atividades para minha pessoinha que não me sentia tão sozinha.

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Falando em música, meus discos prediletos eram os do Hooked on Classics, da Xuxa, Paquitas, Trem da Alegria, Frank Sinatra e Mario Lanza. Depois virei super fã de Dance Euro Pop e juntava minha mesadinha para comprar k-7s e Kinder Ovo. Minha música predileta com 7 anos era essa aqui e até hoje sei cantar. Eu ficava emocionada quando a Xuxa fazia aniversário em seu programa, gostava de desenhos como Thundercats, Popeye, She-ra, He-man, Caverna do Dragão, Tom & Jerry, Denis – O Pimentinha, Duck Tales, Manda-Chuva, Muppet Babies, Flintstones, Jetsons, Smurfs, Pernalonga (e tudo que for referente a ele), Pica-Pau, Ursinhos Carinhosos, Pequeno Pônei, Ursinho Gummy, Get along Gang, Punky, Cavalo de Fogo, A Menina dos Cabelos Mágicos, Jaspion, Jiraya, Changeman, Flashman e, é claro, Chaves.

Minha mãe sempre me incentivou a alugar filmes, então eu tinha uma cartela em algumas locadoras e quando gostava de algum filme ou desenho, o repetia incansavelmente. O primeiro filme que mais amei na vida foi Amadeus, acho que tinha 10 anos quando o assisti pela primeira vez.  Adorava Xuxa contra o Baixo Astral e quase todos dos Trapalhões também, só que esperava passar na televisão. Os filmes que marcaram minha infância e amo até hoje: A Princesinha, História sem Fim, Jardim Secreto, Convenção das Bruxas, Esqueceram de mim 1 e 2, Curtindo a Vida Adoidado, A Malandrinha (Curly Sue <3), Meu Primeiro Amor, Elvira – A Rainha das Trevas, Ninguém Segura esse Bebê, Goonies, Os Fantasmas se divertem, Os caça-fantasmas, Família Addams, Olha Quem está falando, Gremlins, Um morto muito louco, Loucademia de Polícia, Matilda, De volta para o futuro, Os Batutinhas, quase todos da Disney, alguns clássicos dos anos 50/60/70, quase tudo do John Hughes (acho que citei bastante). Tudo de bom esses anos 80/90!

Uma vez  aluguei um desenho de uma menina que tinha uma carruagem e quando ela descia, pisava em gelos que rachavam. Eu lembro exatamente dessa cena, porém até hoje não sei mais nada além disso (uma pena). Ah, o filminho-desenho que mais assisti foi o do Tiny Toons, Férias Animadas. Sou louca para achar em DVD!

com pipoca e sem pipoca
com pipoca e sem pipoca

Enfim, eu tive uma infância tão bacana que sempre relembro algo e sinto saudades de uma época tão gostosa e inesquecível. A mini Letícia ainda está por aqui, pois ela sempre amará paçoca, dance euro pop, assistir filminhos e conversar sozinha.

 If you carry your childhood with you, you never become older

 – Tom Stoppard

Qual é sua maquiagem de infância?

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Achei a belezinha de hoje no Pinterest da Carol Sanches e preciso dividir aqui porque é muito amor! Acredito que todo mundo lembra daqueles batons com formato de moranguinho, né? Eu adorava aquilo e quando acabava fazia de telefone da Barbie.

E criança adora uma maquiagem, imitar a mãe e a coisa toda, né? Eu achava O máximo me colorir. A Andrea Singarella do blog Velvet Strawberries lembrou disso e postou em 2009 algumas de suas maquiagens de infância. A Avon criava embalagens super engraçadinhas nos anos 80/90 de make-up em formato de ovo, sorvete, cookies, hamburguer, entre outras delícias. Perfeito para crianças (e adultos, hehe). Veja só:

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Para ver o restante é só ir aqui. Olha, eu acho deveria voltar tudo isso! A moçada adora colecionar esse tipo de coisa e quanto mais cute, melhor. Eu tenho um gloss em formato de sorvete que é super tosco e comprei na Diva Cosméticos (haha). Falando nisso, dia desses postei no Instagram meu primeiro estojo de maquiagem:

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Super tosquinho e muito amado! Usei todos os batons e estraguei todos os pincéis.