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Tradicionais por Jason Monroe

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O post de hoje é um complemento do que fiz no Brisa Ink sobre o estúdio Electric Anvil Tattoo. Mais especificamente sobre o Jason Monroe, um dos tatuadores do local. Jason já tem 10 anos de experiência e é conhecido por fazer tatuagens marcantes, seja pelas linhas limpas, cores fortes e atenção por cada detalhe. Sua filosofia é muito clara a respeito ao seu estilo “tattoos sólidas que irão manter a integridade delas com o tempo”.

Uma das razões para eu não gostar de aquarela é justamente o fato de não ter linhas que “seguram” a cor, entende? Tatuagem costuma ceder, mesmo aquelas que tem traço bem feito. Imagina as que não possuem? Viram um borrão com o passar do tempo. Para saber se um tatuador é realmente bom no que faz, veja uma tatuagem cicatrizada e mais antiga.

Jason Monroe
ciganinha encarando suas tattoos

Mas voltando, o tatuador em questão é de Beaumont, Texas e começou sua carreira em Atlanta, Georgia. Por viajar bastante, Jason começou a estudar pintura e desenho para aprimorar a técnica. Hoje atende no Brooklyn, NY, mas já viajou pelos Estados Unidos e também pela Europa tatuando pessoas com bom gosto.

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Tatuadora do <3: Amanda Grace Leadman

Antes de começar o post, anuncio que agora também colaboro no blog da irmã online, Brisa Ink. Então, além de ter pauta de tatuagem por aqui, terá por lá também. Só seguir a fanpage do blog que irei compartilhar toda vez que sair.

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Hoje vou apresentar o trabalho da Amanda Grace Leadman. Tatuadora do Black 13 Tattoo Parlor em Nashville. Com a pegada do new traditional, ela é super respeitada no meio e a danada já tatuou até Anthony Bourdain. O traço da Amanda é forte, com as cores clássicas do estilo e seus temas prediletos são flores, animais, retratos e arte.

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Entrevista: Liz Minelli Art

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Hoje é dia conhecer uma tatuadora brasileira, a Liz Minelli. Com um trabalho de blackwork impecável, a carioca de 21 anos começou a tatuar com 17 e este ano resolveu dar uma volta pelo Brasil a fim de marcar a pele de paulistanos, gaúchos e o que mais puder. A ilustradora e art school drop-out – com muito orgulho, como me contou – tem uma influência artística bem interessantes que vai de doom metal a David Lynch. Para conhecê-la um pouco mais, mandei algumas perguntinhas. Ó só:

1) Antes de tudo, conte como surgiu o interesse em ser tatuadora. O que fazia antes?
O interesse em ser tatuadora surgiu bem nova, por volta dos 14 anos, quando meu antigo professor de arte no colégio, Jayme, me mostrou umas revistas de tattoo. Foi uma epifania, eu queria fazer aquilo, mesmo sem ter a mínima noção de como. Parecia algo tão distante e impossível, mas anos depois, estamos ai! haha
Antes de ser tatuadora eu não segui nenhuma profissão em específico, era apenas estudante, inclusive de artes, na UFRJ.

2) Conte um pouco sobre suas influências artísticas
Minhas influências artísticas são tantas, desde musical à literária, todas tem grande peso na minha arte. O movimento post-punk dos anos 80, doom metal, love metal, goth rock, Poe, Lovecraft, Plath, Michael Hussar, horror clássico, David Lynch, Argento… são tantos. Na tattoo sou muito influenciada por artistas como Kurt Staudinger, Paul Booth, Carlos Torres, Megan Jean Morris, Kat Von D, entre outros.

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3) Se pudesse ser tatuada por alguém que admira muito, quem seria?
Gostaria muito de ser tatuada pelo Niki Norberg ou pelo Kurt Staudinger, que no momento são minhas grandes influências.

4) Quais são os projetos pra 2016?
Meus projetos pra 2016 já estão sendo colocados em prática: tatuar bastante, estudar muito desenho/pintura e viajar! Viajar e tatuar pelo Brasil, e futuramente, fora também.

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5) Qual dica você dá para quem quer começar a profissão como tatuadora?
A dica que eu dou pra quem quer começar a profissão como tatuadora é: DEDIQUE-SE. Se quiser viver da tatuagem e não ser apenas mais um, dedicação é fundamental. E por fim, muita calma, persistência, foco e HUMILDADE! Sinto que falta muito isso no meio.
Ser uma tatuadora, mulher, num meio muito mais marcado pelos homens, é um desafio. Por isso temos que nos dedicar e provar a cada dia que somos profissionais, que temos capacidade e que a arte não tem sexo. Arte é arte, e todos tem o direito de se expressar através dela, da maneira que for.

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A tatuagem forte de Dani Queipo

Dani Queipo 14Se você curte estúdios de tatuagem, sabe que o Seven Doors Tattoo em Londres é bem cotado, certo? Pois bem, o espanhol Dani Queipo trabalha por lá e é conhecido por suas peças com traço forte e cores primárias. Dani – que hoje mora no Reino Unido – começou a se tatuar com 15 anos e ficou apaixonado pelo ofício. Aos 16 anos guardou o dinheiro de seu primeiro freela e, aos 18, já tinha uma graninha para comprar seu equipamento de tatuagem.

Na Espanha ele trabalhou em diferentes estúdios e cresceu como tatuador. Mas foi como convidado em outros lugares que novas oportunidades começaram a surgir. Depois de muito estudo e boas experiências no Tattoo Circus, em Madrid, seus colegas de profissão Deno e Jordix– donos/sócios do Seven Doors Tattoo – convidaram Dani para ser residente do estúdio. Ele nem hesitou em aceitar.

Para o tatuador existe uma grande diferença em tatuar em Londres e Barcelona. A primeira cidade é conhecida por ser um grande centro turístico na Europa e pela tradição de tattoo. “Eu vejo pessoas mais velhas com tatuagens e isso é super excitante porque todo mundo aceita tattoos como algo normal na sociedade. Isso é completamente diferente na Espanha, pois somente agora que as tatuagens estão começando a ser aceitáveis e não tem grande seguidores dessa cultura por lá”, conta na Sang Bleu Magazine.

Dani tem um trabalho de respeito com suas tatuagens clássicas e fortes, sempre estudando para que sua arte fique cada vez melhor.

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Agulha no couro: Tatuagens espalhadas

Acho lindo quem começa um trabalho de tatuagem mais definido e cobre o braço (meia manga ou inteira) com um tema, assim ó. Porém, quando você tatua aos poucos seu braço, ele fica com pedaços em branco – o que é algo comum, mas sempre gera perguntas. Exemplo: lá no Lollapalooza um rapaz que estava cuidando do stand da Ray-Ban perguntou se eu ia cobrir a parte branca do meu braço ou iria deixar (ele disse que achava mais bonito deixar, haha). Minha mãe diz que meu braço não faz mais sentido e parece poluído. Mas né? Mary O. não é parâmetro porque nem curte este xaxado e diz preferir algo temático. O lance é: super mega blaster normal você completando aos poucos. E não pretendo cobrir a parte em branco, pelo menos por enquanto. Meu braço direito só tem tatuagens p&b (temas variados) e o esquerdo só entra colorida com tema old school. Separei alguns braços que possuem diversos desenhos espalhados:

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me apaixonei por esse braço! meu objetivo é deixar o meu assim

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eu AMO esse buquê! e gosto como a pessoa está completando os espaços :)

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